Algumas definições importantes para os instrumentos de medição

A análise e o controle de um processo só podem ser significativos se os instrumentos de medição utilizados forem exatos, pois eles estão sujeitos a variações. Se eles não estiverem calibrados, produz-se, como consequência, um desvio ou uma variação sistemática. Por outro lado, a existência de desvios sistemáticos também poderá ser devida a diferentes pessoas utilizarem o mesmo instrumento para realizarem as medições similares.

Uma variação periódica das leituras do instrumento pode ser pelo seu desgaste ou uma alteração das condições ambientais, como mudanças de temperatura ou umidade durante as medições, afetando a estabilidade dos seus resultados. Outro tipo de variação, denominada variação aleatória, deve-se geralmente a condições geradas pelo próprio instrumento (atritos internos), que provocam variação nos resultados de medições repetidas (repetibilidade). Assim, é importante conhecer as definições de exatidão, repetibilidade, reprodutibilidade, estabilidade e linearidade.

  • Exatidão – É a diferença entre a média observada das medições efetuadas e o valor verdadeiro da grandeza medida, ou seja, é a aptidão do instrumento para dar indicações próximas do verdadeiro valor da grandeza medida. O valor verdadeiro da grandeza medida é obtido através da medição de um padrão. A exatidão de um instrumento de medida é conhecida através de uma operação que se denomina de calibração, que consiste num conjunto de operações que estabelecem a relação entre os valores indicados por um instrumento de medida e os correspondentes valores conhecidos da grandeza a medir.

  • Linearidade – Corresponde à máxima diferença de exatidão ao longo da escala operativa de um instrumento de medição.

  • Estabilidade – É a capacidade do instrumento de medição para conservar as suas características metrológicas. A estabilidade de um instrumento é obtida através da medição repetida, em momentos diferentes, com o mesmo instrumento e sobre a mesma amostra. Os fatores que podem afetar a estabilidade são: desgaste do instrumento de medição; mudança de temperatura; e umidade.

  • Repetibilidade – É a capacidade do instrumento de medição para dar, em condições de utilização definidas, as respostas muito próximas quando se aplica repetidamente o mesmo sinal de entrada. Estas condições incluem: redução ao mínimo das alterações; devido ao observador; mesmo procedimento de medição; o mesmo observador; o mesmo equipamento, utilizado nas mesmas condições; o mesmo local; e repetições durante um curto intervalo de tempo. A repetibilidade pode ser expressa quantitativamente através das características da dispersão das indicações.

  • Reprodutibilidade – Aproximação entre resultados das medições de uma mesma grandeza, quando as medições individuais são afetadas fazendo variar condições tais como: métodos de medição; operador; instrumento de medida; local; condições de utilização; tempo. A reprodutibilidade pode exprimir-se quantitativamente em termos de características da dispersão dos resultados.

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Os entraves na implementação de programas de qualidade

Uma das maiores dificuldades na implantação da qualidade nas empresas diz respeito ao comprometimento de toda a empresa, que deve contar com o apoio decisivo de todos os integrantes da alta administração. Um único elemento que não tenha se convencido da necessidade do programa pode colocar tudo a perder, dependendo de sua importância na organização.

Outro está relacionado com a indicação de uma pessoa inadequada como coordenadora, não pode ser desorganizadas, com pouca habilidade interpessoal, sem liderança e pouca tenacidade. Igualmente, o coordenador de implantação de um sistema de gestão não necessariamente deva ser uma pessoa da área técnica. Coordenar um sistema organizacional significa garantir sua implantação e seu funcionamento ao longo do tempo; garantir que o conteúdo técnico seja inserido pela área de competência cabível; garantir que as responsabilidades técnicas e administrativas estejam adequadamente estabelecidas.

Outro entrave diz respeito aos recursos inadequados ou insuficientes. Se para compor a equipe de trabalho forem indicados pessoas sabidamente pouco capazes, dolentes ou de relacionamento difícil, trata-se de um indício claro de que o programa não está sendo levado a sério pelas gerências. O mesmo se pode dizer quando não se dispõe de computadores para o trabalho, sala de reunião e outros tipos de recursos, inclusive tempo. É importante salientar que todos os empregados estão, conscientes ou inconscientemente, avaliando o quanto esse processo é ou não importante para a empresa. Em virtude disto, destinar uma sala de trabalho bem equipada para o grupo de implantação é uma providência que confere status ao programa.

Também, a não neutralização de comportamentos negativos influenciam no processo.  Alguns comportamentos incluem: a indiferença, já que os indiferentes são um elemento neutro. Não têm entusiasmo, não se esforçam, mas também não atrapalha. Talvez lhe falte motivação. Trata-se de um elemento que pode contribuir para o esforço global, desde que bem orientado e incentivado. Já o sabotador pode apresentar comportamentos diversos: mostra- se envolvido no processo, assume compromissos, mas na hora de fazer, deixa para depois ou para nunca; faz comentários debochados em surdina, sobre tudo que se relaciona ao projeto; critica o coordenador veladamente, às vezes por inveja ou para abalar a confiança das pessoas no processo de implantação; e não se dispõe a fazer esforços que extrapolem sua rotina.

Além disso, certos comportamentos negativos podem ser conseqüência da falta de motivação. Ninguém faz esforço algum se não houver um motivo claro e justo e se a relação custo/benefício não compensar a ação. Muito menos quando se trata de uma mudança, que sempre traz o desconforto da alteração de um status quo. A implantação de um sistema organizacional é uma tarefa penosa e de longa duração, que vai exigir de todos um esforço extra por muito tempo. Se não houver motivação e uma prioridade muito bem estabelecida, o programa será colocado em último plano. Alguma coisa terá que ser sacrificada para que o sistema vença a difícil fase de implantação. Horas-extras, por exemplo, serão indispensáveis. Portanto, uma pergunta deve ser feita: que motivo as pessoas terão para suportar por um longo tempo uma carga de responsabilidade e trabalho que vai muito além de suas atividades normais?

Um fator importante é a tendência a resultados imediatos. Muitas empresas imaginam, ou esperam, que para se implantar a qualidade total, basta ler um livro, promover um seminário, contratar uma consultoria, criar círculos de qualidade ou espalhar faixas com slogans sugestivos, para que os resultados apareçam, como por um passe de mágica.

A crença de que a automatização, a compra de novos equipamentos e a resolução de problemas transformarão a empresa. A implantação da qualidade começa com educação e termina com educação. É um processo de mudança de mentalidade. A compra de novos equipamentos e a automatização requerem aporte de capital e treinamento. Isto, com certeza, irá ocasionar melhores resultados, mas certamente não os melhores possíveis, uma vez que não houve mudanças básicas no sistema e, portanto, mantiveram-se todos os antigos vícios do processo. Esses, por sinal, em função dos novos equipamentos e dos valores envolvidos, poderão estar gerando desperdícios, ainda, maiores.

Não adianta copiar as experiências passadas de empresas concorrentes. Muitas empresas, por falta de conhecimento ou comodidade, partem para a busca frenética de uma empresa similar a sua, com a idéia de que se repetirem os passos que levaram essa empresa ao sucesso, conseguirão os mesmos resultados.

Soma-se a todas essas dificuldades o uso inadequado das ferramentas da qualidade. Para piorar a situação, a maioria das empresas, quando da implantação da qualidade total, além de implantarem somente a parte de controle, ou seja, as ferramentas da qualidade, ainda o fazem sem o devido conhecimento da teoria que está por detrás das mesmas. As empresas se preocupam muito com treinamentos de como usar uma determinada ferramenta, sem a devida preocupação do quando, por que e para que usá-la.

Não se deve pensar que a qualidade é o atendimento às especificações do produto. Sob o ponto de vista do cliente um produto que não atende às suas necessidades não é um produto de boa qualidade, portanto, não é uma questão de atender as especificações de projeto, mas sim das especificações de projeto estarem de acordo com as necessidades do cliente. Num plano mais amplo, as empresas devem se preocupar se as especificações do produto atendem, não só as necessidades do cliente, mas, também, as necessidades da sociedade como um todo, no que diz respeito aos seus aspectos éticos, morais e ecológicos.

Tenha cuidado com o grupo que irá participar ativamente da instalação da qualidade, pois, na maioria das vezes, as empresas formam um grupo, normalmente de assessores, nem sempre selecionados pela sua competência ou pelo seu conhecimento ou convicção a respeito do assunto qualidade. Enfim, a implementação da qualidade total não se dá por decreto, mas sim por meio de um processo de conscientização, aprendizagem e comprometimento, ano após ano,  e, necessariamente, com a alta direção iniciando e conduzindo o processo por toda a empresa.

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Dicas Qualidade Online

Já que eu gosto de andar por esse mundo de deuses e cozinhar, a partir de agora o site vai editar textos dando dicas para os internautas que visitam São Paulo para cursos ou férias e mesmo para aqueles que moram na cidade. Comida, passeios, receitas, etc. …tudo visando uma melhor qualidade de vida.

Sopa de cebola do Ceagesp – Até o dia 30 de setembro, pode-se experimentar a famosa sopa de cebola do antigo Ceasa. Por R$ 15,00 que inclui o couvert com pães italianos e berinjela, a sopa continua bem grossa e vem com uma fatia de pão italiano boiando, queijo ralado e bacon. Ceagesp – Av. Gastão Vidigal, 1946 – portão 3 – V. Leopoldina. Quer a receita: 100 g manteiga ou margarina, 2 dentes de alho, 1 kg de cebola, 5 litros de água, 500 g de músculo ou carne magra, 250 g de farinha de trigo, 1 unidade de pão francês, 150 g de queijo parmesão ralado, 1 folha de louro, sal e pimenta do reino a gosto, 200 g de cenoura, 1 galho de salsão e 1 alho porró. Numa panela com capacidade para 6 litros, refogue o alho, a cebola, a cenoura, o alho porró, o músculo ou a carne magra com a folha de louro, sal e a pimenta do reino. Coloque a água e cozinhe no fogo baixo por 10 horas ou na panela de pressão por 1 hora. Em outra panela, adicione a manteiga, a farinha de trigo e a cebola cortada em tiras bem finas e mexa até que fique bem misturado. Adicione ao caldo coado e refogue por 20 minutos. Depois de refogado, coloque a mistura em uma sopeira, corte uma fatia grossa do pão francês e mergulhe na sopa, adicione o queijo parmesão ralado. Leve a sopeira ao forno entre 180º e 200º por 10 minutos para gratinar.

Mamadeiras de plásticos

Um sinal de alerta acendeu na mente das mamães depois que as mamadeiras de plásticos foram proibidas em sete estados americanos e no Canadá por causa de uma substância usada na fabricação: o bisfenol A (BPA) que pode fazer mal à saúde das crianças. No Brasil, ainda não há estudos específicos. De acordo com estudos, a substância pode trazer graves problemas ao desenvolvimento da criança. Ele pode causar doenças como câncer, diabetes e infertilidade. Usada há mais de 40 anos na produção de garrafas plásticas, nas mamadeiras e copos para as crianças, só agora é vista como um risco à saúde. Leia mais sobre essa substância nesse site em https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/04/29/o-bisfenol-bpa-e-a-saude-humana/

Algumas dicas dos especialistas incluem:

  • Nunca aqueça qualquer líquido na mamadeira, muito menos usando fornos de microondas (ainda quero falar sobre eles aqui). Se você precisa aquecer alguma coisa, aqueça a uma temperatura não muito alta, usando uma panela de aço inoxidável, ferro ou vidro e só depois passe o líquido para a mamadeira, na hora em que o bebê for tomá-la.
  • Nunca guarde líquidos nas mamadeiras. Deixe numa jarra ou garrafa de vidro ou barro e só na hora de servir é de deve passar para a mamadeira.
  • Quando estiver calor, não se dê ao trabalho de aquecer o leite do seu filho. Conhecer diferentes temperaturas de um mesmo alimento também é parte importante da educação do paladar. No verão meu filho só toma leite gelado, e adora!.
  • Ensine aos poucos o seu filho a tomar leite em canequinhas de cerâmica ou vidro, sempre supervisionando para não haver acidentes.

E como saber se a mamadeira possui o BPA? Para a identificação, procure por um número na embalagem, geralmente gravado no fundo. Os plásticos de números 3 e 7 são os que trazem maior risco de liberarem a substância após o contato com líquidos aquecidos ou detergentes fortes. Os de número 5 não apresentam riscos. Existem também produtos com o alerta  livre de BPA.

Baseado em estudos toxicológicos, a European Food Authority  (EFA) estabeleceu um limite diário de consumo de BPA em 50 microgramas por kg de massa corporal. “No entanto, o limite não incluí estudos feitos sobre o impacto hormonal do BPA, que normalmente são difíceis de interpretar”, informou Natalie von Götz, uma pesquisadora do Institute of Chemistry and Bioengineering. Ela é a primeira cientista a publicar um estudo onde os vários meios de exposição ao BPA são relacionados às consequências da exposição. O objetivo era calcular valores médios representativos para as doses de BPA por kg de massa corporal para nove grupos de idades na Suíça, Alemanha e Austria.

A equipe de pesquisa do Konrad Hungerbühler’s Safety and Environmental Technology Group começou determinando quais doses eram absorvidas por que produtos. Isso foi feito medindo a concentração do BPA em vários alimentos e outras fontes relevantes. O resultado foi multiplicado pelo total absorvido pela pessoa, dado já coletado em estudos anteriores. Por último o total acima foi dividido pelo peso do consumidor. Os pesquisadores chegaram então a doses individuais de 17 fontes estudadas para obter o valor médio de consumo de BPA para cada grupo de idade.

O estudo revelou que os bebês que absorvem mais BPA são os que mamam em mamadeiras com BPA, em média ingerindo 0.8 microgramas por quilo de massa corporal através do contato do leite com a garrafa. Esse montante é abaixo do que é permitido legalmente. “Estudos recentes porém, demonstraram que em ratos, mesmo doses muito pequenas, podem ter um impacto negativo”, afirmou von Götz. A exposição diminui com a idade, embora o estudo relate que a exposição também depende da dieta e do estilo de vida: pessoas que ingerem alimentos enlatados, esquentam comida em embalagens plásticas feitas com policarbonato no micro-ondas ou acabaram de fazer ou refazer obturações com resina epóxi são expostas a uma maior dose de BPA.

A solução parece ser a volta para as mamadeiras de vidro, que sumiram do mercado. Atualmente, só existem marcas estrangeiras, mais caras, mas nunca precisam ser trocadas, a não ser que quebrem, são muito mais ecológicas, completamente inócuas, e não fazem mal à saúde.

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E-book: os caminhos eficazes para uma auditoria da qualidade ISO 9001:2008

O gerente de qualidade, Rogério Zanão Giglioti, escreveu esse livro onde procurou abordar como um auditor de qualidade pode ser eficiente e eficaz. Publico abaixo um trecho da publicação.

Quando efetuar uma auditoria? Um Sistema da Qualidade de uma empresa é um programa de atividades introduzido pela Direção, seja por iniciativa própria ou como resultado da pressão dos seus clientes. Em qualquer destes casos, a Direção deverá ter à disposição um mecanismo para determinar a efetividade do seu sistema atual e identificar áreas que necessitem ações corretivas ou melhorias. Este mecanismo é a auditoria.

Motivos para realização de auditorias Internas

  • Obter fatos para suportar decisões gerencias
  • Mudanças estruturais da empresa
  • Evoluções tecnológicas
  • Adaptação do Sistema de Gestão da Qualidade
  • Levantar oportunidades de melhoria
  • Informações tendenciosas sobre a empresa
  • Avaliar situação e capacidade dos processos, produtos e equipamentos
  • Levantar necessidade de treinamento

Como minimizar o custo negativo nas auditorias internas

  • Os auditores e o auditor líder não devem ter nenhuma responsabilidade direta na execução das atividades/áreas submetidas a auditoria, bem como, nenhuma pessoa possuindo responsabilidade direta na execução da atividade/área submetida a auditoria, pode influenciar na escolha da equipe de auditoria.
  • Estabelecer o relatório de auditoria e difundi-lo pelos níveis hierárquico previstos no procedimento escrito.

Metodologia da auditoria da qualidade

Planejamento

As auditorias devem ser planejadas e implementadas de forma a assegurar a abrangência de todos os elementos das diretrizes de garantia da qualidade fixadas. Seguir determinações da Norma Aplicável.

Programação das Auditorias

  • Indicação do escopo (padrão de fundamentação normativo)
  • Requisitos
  • Composição da Equipe Auditora
  • Auditor Líder
  • Atividades a serem Auditadas
  • Setores a serem Auditados
  • Documentos Aplicáveis
  • Data
  • Duração
  • Lista de Verificação

Organização da Equipe Auditora

  • Independência aos setores a auditar
  • O auditor deve ter autoridade suficiente para realizar uma auditoria significativa e efetiva
  • Deve ser indicado um auditor líder.

Critérios para seleção de auditores

  • Independência
  • Treinamento
  • Habilidade especifica na área envolvida
  • Habilidade na comunicação oral e escrita
  • Capacidade para exame da documentação de referência.

Se preparar para auditoria

  • Estudo da documentação pertinente (procedimentos, especificações, normas, instruções e relatórios anteriores).
  • Reunião entre a equipe de auditoria
  • Divisão de tarefas de acordo com as habilidades especifica dos auditores
  • Definição dos objetivos da auditoria
  • Providencias administrativas, aplicável em externas (hospedagem + transporte)

Notificação da auditoria

O setor auditado seve ser notificado sobre auditoria com razoável antecedência, que deve ser, formalmente, por escrito, e incluir informações, tais como os objetivos e a programação da auditoria, os nomes dos auditores e do auditor líder. Obs: Sistemática aplicável tanto para auditoria externa de 3º parte como para interna, já para auditorias de 2º não é necessária esta formalidade.

Execução da Auditoria Externa 2º e 3º parte.

  • Reunião inicial
  • Aplicação da auditoria
  • Reunião de fechamento, expondo uma descrição sucinta do resultado da auditoria, com indicação das conclusões, com ênfase para as deficiências detectadas.

Terminologia

 Auditor – Pessoa qualificada para planejar e conduzir uma auditoria.

 Qualificação do Auditor Interno

  • Formação 2º grau
  • Formação complementar especifica
  • Participado de no mínimo a duas auditorias de acompanhamento
  • Qualificações pessoais

 Seu Perfil

  • Bom senso
  • Liderança
  • Habilidade para investigar
  • Honestidade
  • Postura
  • Independência de idéias
  • Persistência
  • Capacidade de comunicação oral e escrita
  • Capacidade de decisão
  • Habilidade de criticar construtivamente
  • Capacidade para analise dos problemas e identificação de soluções
  • Sempre seguro do assunto
  • Objetividade e determinação
  • Pontual
  • Amigo

 Auditor Líder

Pessoa designada para conduzir uma auditoria.

 Seu Perfil

  • Ter participado, após aprovado como auditor, de no mínimo três auditorias completas (desde de a preparação ate o relatório)
  • Possuir aptidão para comunicação oral e escrita
  • Possuir espírito de liderança para orientar uma equipe de auditoria

 Manutenção da qualificação

  • Manter atualização de seus conhecimentos
  • Se submeter à formação complementar quando necessário
  • Praticar auditorias

 Comunicação Durante a auditoria

 Princípios de Comunicação

Comunicação é o processo e as diferentes formas deste, que os homens utilizam para receber e transmitir idéias, impressões e imagens. Etimologicamente significa “comum” e para que isso aconteça o fator decisivo é a compreensão.

Obs: evite tomar ações que você acha que é, deve ter certeza do que vai relatar, seja objetivo, relate evidencia para que não haja duvidas quanto ao entendimento da não conformidade, evite o futuro questionamento do auditado.

 O Emissor e o Receptor

Durante uma auditoria, o Auditor deve lembrar que os papeis “emissor e receptor” alternam-se porque o processo de comunicação deve ser uma via de mão dupla.

Dicas:

  • Faça o auditado dizer como ele realiza o produto, procure pegar ganchos para fazer mais perguntas.
  • Não se envolva emocionalmente
  • Ouça fatos e não idéias do auditado
  • Tome nota de tudo que é relevante
  • Não deixe o auditado fugir do assunto
  • Se o auditado fizer objeções, transforme as objeções em questão e devolva a ele em forma de pergunta.
  • Evite cair em termos técnicos, mantenha o seu foco
  • Não deixe o auditado conduzir a auditoria
  • Se perceber nervosismo por parte do auditado, quebre o gelo, fale de futebol, ou qualquer outro assunto para relaxar, faça com que ele relaxe!
  • Teste o conhecimento do auditado, exemplo; Perguntas do tipo técnico, – Você trabalha com a maquina a 20ºC, mas se usar 30ºC…Pode?
  • Nunca a duvida, pergunte de novo
  • Fique quieto, faça gestos no intuito de demonstrar que PS não esta certo, tente fazer o auditado dizer:

– Está errado mas vamos corrigir!

 Os sete amigos do auditor (5W + 1H + 1S)

  • Como? (How)
  • O que? (What)
  • Quando? (When)
  • Onde? (Where)
  • Quem? (Who)
  • Por que? (Why)
  • Mostre-me a evidencia objetiva (Show me)

 Esta seqüência pode auxiliar na obtenção de respostas quando o auditado estiver utilizando respostas do tipo “sim ou não”. Exemplo: Se o auditor começar a encadear perguntas do tipo:  Os documentos obsoletos retidos por motivos legais e/ou preservação de conhecimento são adequadamente identificados?

Neste caso o auditor simplesmente leu a norma na forma interrogativa e vai receber como resposta um “sim ou não” que não contribuirá para a analise do sistema. Agora. Utilizando o 5W+1H e 1S.

– Qual é a tratativa para os documentos obsoletos?

Dependendo da postura do auditor, o encadeamento pode continuar e o auditor conseguirá as respostas e evidencias necessárias e suficiente para sua análise.

– Porque é feita essa tratativa?

– Quando deve ser feita essa tratativa?

– Onde são executadas essas tratativa?

Quem é (são) o (s) responsável (is)?

– Como é determinada essa tratativa?

– Mostre-me a evidencia objetiva!

Desta maneira todo controle da ISO 9001 foi auditado.

 Obrigações do Auditor

 O Auditor não deve:

  • Idéias ou opiniões preconcebidas
  • Fazer comparações com outros setores ou empresas
  • Em hipótese nenhuma, entrar em discussão com o auditado.
  • Interferir na execução das atividades
  • Relacionar pessoas com a deficiência
  • Se demonstrar impaciente ou aborrecido ao longo da auditoria

 O auditor deve:

  • Manter a ordem e seguir a metodologia estabelecida
  • Ser flexível quando necessário
  • Saber jogar com os fatos a antipatia, a apatia, a simpatia e a empatia
  • Conhecer os objetivos, controles e padrões.
  • Conhecer o escopo (alcance da auditoria)
  • Conhecer os fatos e efeitos
  • Estar atualizado
  • Demonstrar confiança na sua missão e abertura do espírito
  • Agradecer a hospitalidade e a assistência recebida no setor
  • Explicar ao auditado que não foi apontado só fatos negativos e sim os positivos
  • Fornecer um resumo das observações de forma impessoal, precisa e direta
  • Permitir o beneficio da duvida ao auditado
  • Apresentar o relatório ao responsável pela equipe auditora com observações e recomendações em linguagem clara, direta e precisa.

 Obrigações do auditado

  • Colaborar para o bom andamento da execução da auditoria
  • Manter-se isento de discriminação ou receios indevidos
  • Prestar as explicações que lhe forem solicitadas
  • Não entrar em assuntos que forcem uma apresentação de atividades ou documentos reservados de sua Organização, ou não ligados a auditoria
  • Saber ouvir, ou seja, não se adiantar, ter certeza da validade de solicitações feitas pelo auditor, e antes de tomar qualquer ação, solicitar imediatamente as explicações necessárias.

 Problemas causados pelo auditor

  • Objetivo da auditoria mal definido ou mal entendido
  • Auditoria mal preparada em termos de conteúdo e desenvolvimento ao longo do tempo
  • Capacitação inadequada de auditores
  • Ausência inadequada de auditores
  • Ausência de follow-up após a auditoria
  • Insuficiência de tempo para a condução da auditoria

 Problemas causados pelos auditados

  • Postergação de datas
  • Retardamento do inicio da auditoria
  • Longo discurso de boas vindas
  • Alegação de ausência de pessoas envolvidas
  • Longas explicações
  • Desvio de atenção para atividades, documentos ou pessoas que atendam os requisitos especificados
  • Almoço de longa duração
  • Tratamento ríspido com intuito de intimidar os auditores
  • Colocação em duvida da competência do auditor, entre outros.

 E-book: os caminhos eficazes para uma auditoria da qualidade iso 9001:2008

 · História da família ISO 9000 e seus conceitos

· O que é necessário saber para ser um auditor da qualidade

· Perguntas mais frequentes sobre a ISO 9000

· Aprenda a criar procedimentos

· Explicações detalhadas de cada requisito da NBR ISO 9001:2008

· Formulários aplicáveis em gestão de qualidade

Autor: Rogério Zanão Giglioti

Para comprar: http://www.qualistore.com.br/produto.asp?codigo=3964

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Saneamento básico no Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em sua Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), revelou que o saneamento básico no Brasil teve um avanço tímido em oito anos, entre 2000 e 2008, pois 34,8 milhões de pessoas, ou 18% da população, vivem em cidades sem nenhum tipo de rede coletora de esgoto. Como a expansão da rede não acompanhou o crescimento da população, em oito anos aumentou o número de pessoas vivendo em cidades sem rede. Em 2000 eram 34,7 milhões, 100 mil pessoas a mais sem esgoto.

A proporção de domicílios com acesso à rede geral subiu de 33,5% para 44%, aumento de 31,3%. Em 2008, apenas quatro em cada dez domicílios brasileiros eram beneficiados. O crescimento de municípios com rede coletora foi ínfimo: passou de 52,2% para 55,2%, o que significa um aumento de apenas 194 localidades. Os dados de tratamento do esgoto são ainda mais preocupantes: pouco mais de um quarto das cidades (28,5%) tratam o esgoto coletado.

Uma coisa que chama a atenção é que, apesar de todos esses problemas, o governo federal continua prometendo e não cumprindo. Apesar de ter elevado a previsão de orçamento para a área de saneamento básico nos últimos anos, os recursos efetivamente desembolsados estão longe do prometido. Em 2009, por exemplo, houve o compromisso (valor empenhado) de investir R$ 10,314 bilhões, porém, foram efetivamente desembolsados R$ 6,699 bilhões.

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ÁGUA: 99,4% dos municípios brasileiros têm rede de abastecimento de água

Em 2008, a maior parte dos municípios (87,2%) distribuía a água totalmente tratada. Em 6,2% dos municípios a água distribuída era apenas parcialmente tratada e em 6,6% a água não tinha nenhum tratamento. Em 2000, os municípios onde não se realizava nenhum tipo de tratamento na água representavam 18,1% do total. A região com maior percentual de municípios distribuindo água sem nenhum tratamento em 2008 era a Norte (20,8%), onde Pará (40%) e Amazonas (38,7%) tinham os maiores percentuais. Em seguida vinha o Nordeste (7,9%), com destaque para Piauí (24,3%) e Maranhão (21,8%).

Dos municípios que forneciam água sem tratamento, 99,7% tinham população de até 50 mil habitantes e densidade demográfica menor que 80 mil habitantes por quilômetro quadrado. A fluoretação da água para prevenção da cárie dental era realizada em 3.351 municípios (60,6% do total).

Em 1.296 municípios (23,4%) ocorreu racionamento de água em 2008, e as regiões com maior ocorrência foram Nordeste (40,5%) e Norte (24,9%). No Nordeste chama a atenção o conjunto de municípios em Pernambuco (77,3%), Ceará (48,9%) e Rio Grande do Norte (46,7%); no Norte, os de Amazonas (43,5) e Pará (41,4%). Os motivos mais apontados pelos municípios eram seca/estiagem (50,5%), insuficiência de água no manancial (39,7%), deficiência na produção (34,5%) e deficiência na distribuição (29,2%).

ESGOTAMENTO SANITÁRIO: Coleta de esgoto estava presente em 55,2% dos municípios

Em 1.749 municípios havia legislação municipal sobre proteção de mananciais (fontes de água utilizadas para abastecimento) em 2008. Dentre os 3.141 municípios (56,4% do total) que efetuam captação superficial de água, 83,2% informaram alguma proteção: isolamento com cerca (85,7%), preservação da vegetação (54,3%) e a proibição de despejos (44,6%). Menos da metade (45,1%) dos municípios brasileiros tinham legislação que exigia aprovação e implantação de sistema de abastecimento de água para loteamentos novos.

O número de domicílios abastecidos por rede geral de água cresceu 30,8%, de 34,6 milhões, em 2000, para 45,3 milhões, em 2008, segundo a PNSB. O maior crescimento foi no Nordeste (39,2%) e no Centro-Oeste (39,1%), e o menor no Norte (23,1%).

Os 5.531 municípios do país com abastecimento de água por rede geral tinham mais de 40 milhões de ligações das quais 84,2% contavam com medidores. Nos últimos oito anos, cresceu 30,8% no país o uso de hidrômetros, com destaque para o Norte (54,2%) e Centro-Oeste (53,1%). Os menores crescimentos foram no Sudeste (28,9%) e Nordeste (38,8%). No Sudeste, o baixo crescimento deveu-se aos avanços já obtidos: a região tem 92,5% das ligações de água com medidores.

Em 2008, em 94% dos municípios beneficiados por rede geral de distribuição, havia cobrança pelo serviço de abastecimento de água. A região Sul apresentava o menor percentual de municípios que não faziam cobrança (0,7%) e a Norte, o maior (13,6%).

Apenas 28,5% dos municípios brasileiros com esgotamento por rede geral fazia tratamento de esgoto (pelo menos um distrito do município tratava o esgoto coletado, mesmo que parte dele). Entre as regiões, o Sudeste liderava (48,4%), seguido do Centro-Oeste (25,3%), Sul (24,1%), Nordeste (19%) e Norte (7,6%). Com exceção do Distrito Federal, em apenas três unidades da federação mais da metade dos municípios tratavam seu esgoto: São Paulo (78,4%), Espírito Santo (69,2%) e Rio de Janeiro (58,7%). Os menores percentuais foram registrados em Sergipe (9,3%); Amazonas (4,8%); Pará (4,2%); Rondônia (3,8%); Piauí (2,2%) e Maranhão (1,4%).

Apesar de menos de um terço dos municípios terem tratamento de esgoto, o volume tratado representava 68,8% do total coletado no país. Houve melhora considerável frente a 2000 e 1989, quando o percentual de tratamento era, respectivamente, de 35,3% e 19,9%. E em grandes produtores como são os municípios com mais de 1 milhão de habitantes, o percentual de esgoto tratado foi superior a 90%.

RESÍDUOS SÓLIDOS: “Lixões” ainda são destino final em metade dos municípios

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DICAS QUALIDADE ONLINE

(Já que eu gosto de andar por esse mundo de deuses e cozinhar, a partir de agora o site vai editar textos dando dicas para os internautas que visitam São Paulo para cursos ou férias e mesmo para aqueles que moram na cidade. Comida, passeios, receitas, etc. …tudo visando uma melhor qualidade de vida)

Visite a Pinacoteca de São Paulo. Vale a pena. Inaugurada em 1905, a Pinacoteca do Estado foi o primeiro museu de arte do estado de São Paulo. Seu acervo conta com mais de 8 mil obras, nas mais diversas técnicas e de diferentes autores, que oferece um dos mais abrangentes panoramas da arte brasileira dos séculos XIX e XX; alguns milhões de visitantes (mais de um milhão somente nos três últimos anos); dois prédios com mais de 20 mil m² de instalações técnicas adequadas. Em uma praça há 12 esculturas de Auguste Rodin e outros artistas franceses, uma coleção de arte brasileira dos séculos 19 e 20, com salas dedicadas a Almeida Júnior, Pedro Alexandrino e ao modernismo. No piso inferior, um café com mesas ao ar livre. Perto fica a Estação Pinacoteca (Lgo. Geral Osório, 66. 3337-0185. 3ª/dom 10h/17h30) que abriga o acervo da coleção Nemirovsky, com quadros de Tarsila do Amaral. Nasceu no prédio inicialmente construído para abrigar o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.

Praça da Luz, 02 – Luz – Tel. 11 3324-1000

Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h

Ingresso combinado (Pinacoteca e Estação Pinacoteca): R$ 6,00 e R$ 3,00

Grátis aos sábados

Estudantes com carteirinha pagam meia entrada

Crianças com até 10 anos e idosos maiores de 60 anos não pagam

Estação Pinacoteca – Largo General Osório,66 – Centro – Tel. 11 3335-4990

Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h

Ingresso combinado (Pinacoteca e Estação Pinacoteca): R$ 6,00 e R$ 3,00

Grátis aos sábados

Estudantes com carteirinha pagam meia entrada

Crianças com até 10 anos e idosos maiores de 60 anos não pagam

http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca/default.aspx

Incineração de resíduos sólidos

Uma leitora me questiona se existe alguma novidade quanto à incineração de resíduos sólidos. Na lei que criou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada pelo governo, não se fala nada sobre o assunto. Acredito que a regulamentação brasileira ainda seja baseada na norma NBR 11175, de dezembro de 1989, de padrões de desempenho de incineração de resíduos perigosos. Na norma, por exemplo, estão os padrões de emissão de HCl, HF, CO, SOx, NOx e materiais particulados. Também define o monitoramento contínuo, requisitos de operação e orienta a respeito do chamado teste de queima.

Normalmente, é feito de dois em dois anos, e o incinerador deve operar sob as piores condições. Se nesse teste a empresa conseguir ter seus padrões de emissão dentro dos limites, em qualquer outra operação ela diretamente estará apta. O resíduo utilizado no teste será então de baixo poder calorífico e com alta emissão de material particulado e dos outros poluentes. Devendo provar que consegue aliar o controle de emissões com capacidade de destruição. Caso passem no teste, realizado também quando são ampliados, os incineradores recebem atestado de eficiência de 99,9999%.

Embora muito se comente sobre as dioxinas e furanos, porém, em incineradores esse não chega a ser um problema grave. Isso porque todos esses fornos operam com um equipamento chamado Quencher, capaz de reduzir em menos de 1 segundo a temperatura de 1.200ºC, dos gases finais da incineração, para 80ºC. A medida evita originar compostos cancerígenos, normalmente produzidos em temperatura na faixa dos 700ºC.

Outra hipótese de formação das dioxinas e furanos é pelo resfriamento lento, impossível de ocorrer em razão da rapidez do Quencher, que opera com grande quantidade de água. Segundo alguns especialistas, as emissões tóxicas, liberadas pelos incineradores mais modernos, são formadas por três tipos de poluentes perigosos para o ambiente e para a saúde humana: os metais pesados, os produtos de combustão incompleta e as substâncias químicas novas formadas durante o processo de incineração. Nenhum processo de incineração opera com 100% de eficácia.

Os metais pesados, como chumbo, cádmio, arsênio, mercúrio e cromo, não são destruídos durante a incineração e são frequentemente liberados para o ambiente em formas até mais concentradas e perigosas do que no lixo original. Os equipamentos de controle de poluição podem remover alguns desses metais das emissões, mas mesmo os mais modernos não eliminam com segurança todos eles. No mais, os metais pesados não desaparecem,são transferidos para as cinzas ou para os filtros, que acabam posteriormente sendo aterrados.

Outro aspecto da incineração ocorre pela formação de produtos químicos durante o processo de combustão, que são totalmente novos e altamente tóxicos – as dioxinas e os furanos. Esses produtos são formados pela recombinação de fragmentos químicos de lixo parcialmente queimados nos fornos dos incineradores, e depositados nas chaminés e/ou nos dispositivos controladores de poluentes.

As dioxinas e os furanos são considerados como os produtos químicos mais tóxicos já conhecidos. As dioxinas são formadas quando materiais contendo cloro, como o PVC, são queimados. Outro problema muitas vezes ignorado é a alta toxicidade das cinzas resultantes do processo de incineração. A destinação final de forma segura e ambientalmente correta dessas cinzas é cara e problemática. Manejadas de forma inadequada, elas representam riscos para a saúde e o meio ambiente a curto e longo prazo. Alguns especialistas recomendam depositá-las em aterros equipados com um revestimento de plástico comum, como forma de prevenir lixiviações para o lençol freático. Mesmo assim, todos os revestimentos feitos em aterros podem eventualmente sofrer vazamentos.

A empresa Cetrel Lumina informa que nos diversos processos industriais são gerados resíduos perigosos, que demandam uma tecnologia segura e confiável para a sua completa destruição. A incineração é um processo de destruição térmica de resíduos que ocorre em uma alta faixa de temperatura. Dentre as vantagens dessa técnica estão a destruição da maior parte dos componentes orgânicos do resíduo (percentual superior a 99,9%) e a sua significativa redução de volume.

Os resíduos incinerados são submetidos a um ambiente fortemente oxidante, onde são decompostos em três fases: uma sólida inerte, uma gasosa e uma líquida, composta de efluentes decorrentes dos processos de absorção dos subprodutos da incineração. Os gases resultantes da combustão são tratados antes da sua emissão para a atmosfera. O processo é totalmente controlado e monitorado on-line para os parâmetros: monóxido de Carbono (CO), oxigênio residual (O2), óxidos de nitrogênio (NOX), óxidos de enxofre (SOX) e materiais particulados.

Além disso, as cinzas e escórias, após comprovada sua inertização, são dispostas em aterro industrial próprio e licenciado, enquanto os efluentes são neutralizados e direcionados para a estação de tratamento de efluentes para finalizar o seu tratamento. Segundo a empresa, os resíduos que podem ser incinerados incluem:

• Resíduo sólidos, líquidos e pastosos, não-clorados;

• Resíduos sólidos, líquidos e pastosos clorados;

• Pesticidas e defensivos agrícolas;

• Borras oleosas, borras de tinta e resíduos oleosos em geral;

• Resíduos de ambulatório, farmacêuticos e de laboratório.

Os que não podem ser incinerados:

• Radioativos;

• Resíduos com alto teor de metais pesados (chumbo, mercúrio, cádmio, etc.);

• Resíduos hospitalares;

• Resíduos com alto teor de flúor.

Enfim, como uma tendência mundial, quando o equipamento para o controle de poluição funciona, remove os poluentes do ar concentrando-os nas cinzas soltas, criando um fluxo perigoso de resíduos tóxicos que necessita de um tratamento adicional. Desse modo, o problema da liberação de poluentes não está resolvido; pois são simplesmente transferidos de um meio (ar) para outro (sólido ou água). As cinzas libertadas pelos incineradores são bastante perigosas e, muitas vezes, mal reguladas.

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Apagão profissional

Se o país crescesse 10% por ano, tenho certeza de que o Brasil viveria uma serie de apagões: elétrico, aéreo, internet e, por fim, o profissional. A escassez de mão de obra qualificada inflaciona os salários, principalmente nos setores de mineração e petróleo. Há um descaso com a educação no Brasil que já começa a render seus frutos negativos: faltam profissionais bem formados, que tenham passado por um ensino de qualidade. Mão de obra mais cara significa produtos mais caros, pois logicamente os custos são repassados para a população. Enquanto de um lado há pessoas sem emprego e sem qualificação, por outro lado há vagas esperando pessoal qualificado. Em certas áreas já acontece isso, havendo a necessidade da importação de mão de obra.

Cargos que mais cresceram de fevereiro a junho de 2010

Fonte: 32a. Edição da Pesquisa Salarial Catho Online

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Em linhas gerais, a qualificação profissional nas organizações permite obter resultados para os indivíduos, para suas equipes de trabalho e para as instituições. Essa qualificação pode ocorrer de diversas formas, desde a contratação de estagiários e pessoas em primeiro emprego até ações de capacitação, como treinamentos em serviço ou investimentos em cursos realizados dentro ou fora da organização. Ela pode ser compreendida como uma explicação para o êxito ou as restrições das pessoas e mesmo dos países em transitarem por esse momento de reestruturação produtiva e da globalização.

Um aspecto que merece destaque é que a qualificação profissional envolve pelo menos três elementos: o governo, os trabalhadores e as empresas. Para o governo, a qualificação profissional representa uma forma de assegurar a produtividade e competitividade do país; para os trabalhadores, representa autonomia e autovalorização; e, para as empresas, está associada à própria sobrevivência, à produtividade e à qualidade dos produtos e serviços.

Conforme explicações do gerente do Grupo Hilub Preditiva, Armando Marsarioli Filho (andre@bluecomunicacao.com), na rotina das fábricas, o desafio para otimizar a performance dos equipamentos vem, de certa forma e sem que se perceba, fazendo evoluir a própria definição sobre a manutenção. “Nota-se uma transformação nos procedimentos para manter o maquinário produzindo. Nos dias atuais, somos levados a pensar e agir com vistas para além da performance produtiva, ou seja, obter o máximo retorno dos investimentos de ativos. Não é novidade o fato de que, para isso, a gestão da manutenção deve estar sempre na dianteira, quanto à detecção de possíveis avarias e suas implicações. Também não é novidade que, cada vez mais, precisamos investir em tecnologia e dominar técnicas que nos permitam prever e atuar, antecipadamente, em tais avarias, e estabelecer metas cada vez mais audaciosas para melhorar nossa produtividade. Não há nada de novo em apontar que devemos buscar, no mercado, empresas ou fornecedores especialistas que nos viabilizem tais técnicas e tecnologia para garantir o domínio dessas avarias”, assegura.

Ele acrescenta que se pode terceirizar as técnicas, a tecnologia e a mão de obra, mas não terceirizar a inteligência de gestão e, muito menos, abdicar dela. “Por isso, algumas perguntas, relativas à preparação dos profissionais da manutenção não podem se calar. Qual é o nível de informação, conhecimento e competência dos profissionais, com relação aos problemas atuais da manutenção? Qual é o nível de informação, conhecimento e competência que temos de proporcionar, sistematicamente, aos profissionais, para conseguir os objetivos e metas determinados em nosso planejamento? E qual é o nível de informação, conhecimento e competência que temos que proporcionar, sistematicamente, aos colaboradores, para garantir que não perderão a inteligência de gestão a médio e longo prazos?”, pergunta.

Para Marsarioli, não se pode comparar os problemas que o setor enfrenta atualmente com os que tínhamos há poucos anos. “O nível e a importância dos problemas evoluíram. Se o nível de informação, conhecimento e competência dos profissionais não evoluir, sistematicamente, de acordo com a importância dos problemas atuais, não podemos garantir que cumpriremos nossas metas de performance com o melhor retorno dos investimentos de ativos. Sendo assim, a novidade é a conscientização das instituições, sobre a importância da implantação de uma metodologia que defina uma matriz de conhecimento, qual será a base para o programa de treinamento dos colaboradores e que possibilite as informações imprescindíveis, de maneira que possam conseguir seus objetivos frente aos problemas atuais, por um sistema de gestão baseado em competências”.

Segundo o diretor do Instituto da Qualidade Automotiva (IQA), Ingo Pelikan (ingo.pelikan@iqa.org.br), no caso da indústria automotiva, existe o problema da globalização, não só do produto, mas das empresas. “Hoje, as companhias têm ligações com outras plantas ao redor do mundo e têm de pensar em produtos globais. Nos degraus da evolução, a qualidade não ficou para trás. Pelo contrário, as exigências são ainda maiores e vêm de todos os lados, consumidores, mercado e parceiros. E um dos alicerces da qualidade é a mão de obra, que tem de ser altamente qualificada e aperfeiçoada constantemente. Com os volumes recordes de produção, a tensão na cadeia aumenta e a coloca no limite da capacidade, tanto produtiva, como no aspecto da qualidade. Há pressão de todo lado e isso tem efeito direto na mão de obra. E quanto se investe hoje na capacitação? A meu ver, ainda é muito pouco”, historia.

Na opinião do diretor, com o ritmo de trabalho e produção acelerados, a rotatividade também é elevada. “Na última crise, a indústria demitiu em massa e agora contrata em peso, mas a mão-de-obra não está 100% qualificada. Recentemente, pesquisa realizada pelo IQA, em parceria com a Comissão de Qualidade da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores e o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores, apontou que há escassez de profissionais no país que dominem as ferramentas da qualidade utilizadas por montadoras, sistemistas e autopeças, o que acarreta, entre outros fatores, na falta de qualidade e perda de produtividade. Exigindo-se mais, a pressão é grande, mas se a qualificação não acompanhar, a consequência pode ser aumento de falhas, maior demanda por manutenção e ampliação da ocorrência de recalls, este último reflexo direto não da queda de qualidade, mas da ampliação de atividades”, diz.

“Precisamos investir mais fortemente na cultura da qualidade, a exemplo de países desenvolvidos. Por aqui, já se discute incorporar o conceito de qualidade na formação dos alunos dentro das escolas e universidades, o que hoje ainda é pouco explorado na área acadêmica em nosso País. Então, temos de trabalhar na base para que a cultura da qualidade seja desenvolvida no Brasil. Pegamos o bonde da qualidade já andando e como ela nunca para de evoluir, não podemos estagnar nas conquistas. Se há falhas, principalmente de capacitação, temos de resolver o problema. O mercado é extremamente competitivo e o consumidor é exigente. Portanto, temos de construir bases sólidas para continuar crescendo, mas com qualidade. A capacitação profissional é a resposta para esse desafio”, conclui Pelikan.

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DICAS QUALIDADE ONLINE

(Já que eu gosto de andar por esse mundo de deuses e cozinhar, a partir de agora o site vai editar textos dando dicas para os internautas que visitam São Paulo para cursos ou férias e mesmo para aqueles que moram na cidade. Comida, passeios, receitas, etc. …tudo visando uma melhor qualidade de vida)

 Hambúrguer simples e gostoso. 500 g de carne moída sem gordura (esse é o ingrediente principal e sua qualidade vai definir o gosto do prato), quatro colheres de sopa de catchup uma colher de sopa de salsinha cortada bem fininha. Divida a carne em duas partes iguais. Uma parte deixe na geladeira. A outra parte deixe à temperatura ambiente e agregue a ela duas colheres de catchup e a salsinha. Misture bem. Coloque, depois de bem amassado, o resto da carne que estava na geladeira e mais duas colheres de catchup. Misture melhor ainda. Molde, então, os hambúrgueres. Frite ou asse (mais saudável) em um pouco de azeite.

Combina com batatas ao murro: 4 batatas grandes, 2 litros de água, 4 colheres (sopa) de sal marinho, 4 colheres (sopa) de azeite de oliva e alecrim a gosto. Sem descascar as batatas, lave-as bem sob água corrente. Numa panela grande, coloque as batatas com a casca e dois litros de água. Leve ao fogo médio e deixe cozinhar por 45 minutos. Transfira as batatas escorridas para um pano de prato limpo ou para a sua pedra de mármore.Quando esfriar, dê um murro em cada batata que devem ficar ligeiramente achatadas e abertas. Preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média).  No fundo de uma travessa refratária, espalhe metade do sal marinho e disponha as batatas. Salpique o restante do sal, regue com o azeite e polvilhe com o alecrim. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno preaquecido para assar por 15 minutos.

Suco para acompanhar: cidrita. Bater no liquidificador meio litro de água filtrada e folhas picadas (sete) de erva cidreira fresca. Bater bem, coar, voltar ao copo já lavado do liquidificador e bater novamente juntando meia bandeja de gelo, açúcar, mel ou o adoçante de sua preferência.

Bom apetite!