Fraudes empresariais

Dicas Qualidade Online

Já que eu gosto de andar por esse mundo de deuses e cozinhar, a partir de agora o site vai editar textos dando dicas para os internautas que visitam São Paulo para cursos ou férias e mesmo para aqueles que moram na cidade. Comida, passeios, receitas, etc. …tudo visando uma melhor qualidade de vida.

Culinária alemã diferente. Com uma panificadora própria, onde são fabricados pães diariamente, o restaurante Lukullus German Cuisine & Bread explora o lado mais leve dos pratos alemães, além de uma linha vegetariana, com sopa cremosa de pêra com brócolis e farofa de nozes. Entre os pratos principais, o crepe de massa integral é recheado de ragu de cogumelos ao molho de tomate e tofu. O cardápio tem salsichão grelhado, servido com purê de mandioquinha e vinagrete. Ou seja, o cardápio não apresenta o einsbein, o kassler e o chucrute como únicas alternativas para uma refeição ao estilo germânico, ainda que esses pratos estejam disponíveis. Além disso, fugindo à tradição, não tem chopp e a torta de maça é péssima. Pratos honestos sem grandes emoções. Rua Alexandre Dumas, 1541 – Chácara Santo Antonio – São Paulo – SP – (11) 5181-1692.

Os custos gerados pelas fraudes empresariais representam uma ameaça para a estabilidade financeira e imagem das empresas em diversos setores. Com o intuito de preservação de seu patrimônio, elas têm buscado meios mais eficazes para analisar esse risco e de prevenir, detectar e investigar esse problema. Assim, os processos de tratamento e análise, prevenção e detecção de fraudes tanto internas quanto externas, são necessários tanto para evitar, antecipar os riscos de fraudes ou constatar a sua existência em operações internas e/ou externas.

Os administradores devem implementar diversas medidas para reduzir o risco de ocorrência de fraudes: segregação de função; rodízio de profissionais, de cargos ou de funções; normas de procedimentos; realização de pesquisa sobre a vida profissional e os antecedentes criminais dos candidatos ao quadro de funcionários da empresa; auditoria interna para estabelecer procedimentos mínimos de controle capazes de identificar e coordenar serviços de inteligência a fim de coibir a prática de fraudes; elaboração de código de conduta profissional, abrangendo o que a empresa e os gestores entendem por comportamento ético e ainda canais para denúncias anônimas.

A alta direção tem a responsabilidade de implementar e manter os controles internos atualizados. Os auditores verificam se a organização estabeleceu objetivos realísticos, metas e código de conduta, nos quais devem constar as atividades não permitidas e as conseqüências oriundas da violação. O procedimento usado com mais freqüência na prevenção das fraudes é a auditoria operacional e o menos usado é a análise digital.

No mundo digital ficam muitos rastros que o mundo presencial não detecta. Não é possível apagar todas as evidências, sempre fica algum resíduo. Em caso de fraude na empresa, se o fraudador utilizou o computador para qualquer movimentação ou troca de informação, ainda que ele apague tudo, tudo é recuperável. Pode haver alguma dificuldade em mensagens criptografadas, porque os dados serão recuperados, mas nem sempre é possível decifrar o código criptográfico. Portanto, a prevenção dessa ocorrência se torna mais importante que a detecção.

Estudos feitos nos últimos anos no Brasil e no mundo revelam que o número de fraudes empresariais tem aumentado consideravelmente e a tendência é que esses casos continuem a se multiplicar no futuro. A falta de treinamento adequado e de profissionais especializados em prevenção, detecção e investigação de fraudes é um dos principais fatores para esse crescimento, segundo o coordenador didático e professor do curso de pós-graduação sobre fraudes empresariais da Fundação Instituto de Administração (FIA), Mário Sérgio Ribeiro.

Para o professor, o principal aspecto dessa questão consiste na falta adequada de controles internos e a implementação de processos e controles de combate à fraude. Entre esses processos, uma exclusiva Gestão de Riscos de Combate à Fraude. “Recente levantamento feito pela consultoria KPMG com mais de mil companhias revela que 64% das organizações estão preocupadas com seus controles internos de combate a fraude; e mais, 93% dos entrevistados identificam a melhoria dos controles internos como a principal medida para evitar atos fraudulentos e logo atrás, a terceira medida citada é o treinamento de funcionários, com 50% das indicações. É um dado que alerta para a falta de preparo para se lidar com isso. Em média, pode demorar dois anos para se detectar uma fraude, um tempo muito precioso e que pode gerar grandes perdas financeiras e operacionais para a empresa vitimada”, comenta.

“A maioria das grandes empresas está investindo em segurança da informação e ferramentas para prevenir, detectar e investigar as fraudes corporativas, em sua grande maioria, por colaboradores internos. Porém, é necessário que quem opera estes mecanismos seja profundo conhecedor dessas técnicas. Já para as pequenas e médias empresas o problema é ainda maior, pois muitas não possuem processos, controles e ferramenta de combate às fraudes. O profissional que dominar esses processos e controles será destaque no mercado”, complementa Ribeiro.

A detecção das fraudes é feita por meio dos controles internos e da auditoria interna. Isso, porém, não justifica a realização de auditorias exclusivamente em casos de suspeitas de fraudes. É o caso típico de tratar os sintomas, permanecendo ativos todos os elementos causadores dos prejuízos e que, cedo ou tarde, poderão se repetir.

As fraudes são erros intencionais, mas não são os únicos eventos indesejáveis e que podem comprometer os objetivos empresariais. Os erros fortuitos, por desconhecimento, imperícia (por falha na seleção ou treinamento inadequado ou insuficiente), falhas de equipamentos e/ou de sistemas são comuns e os prejuízos causados são importantes e comprometem o desempenho empresarial.

As compras de matérias-primas mal feitas, com fornecedores que não honram prazos e especificações de produtos; a falta de adequada política de análise e concessão de crédito a clientes; a existência de pagamentos indevidos, tudo isso são riscos dos negócios e podem gerar perdas para a organização, Atuando preventivamente e em consonância com os sistemas de controles internos, a auditoria interna torna possível ainda vislumbrar e alavancar as oportunidades de ganhos e melhorias nos processos, com otimização de resultados, redução de custos, alternativas de fornecimento e de novos mercados.

Uma empresa que tenha os seus processos adequadamente delineados, pessoal capacitado e treinado e que não seja surpreendida por eventos indesejáveis, pode concentrar esforços em suas atividades principais, em conquistar novos mercados, melhorar seus produtos e processos produtivos, e reduzir custos, alcançando maior nível de competitividade. O relacionamento com terceiros, clientes, fornecedores, instituições financeiras, governo acaba facilitado na medida em que a empresa é reconhecida pela excelência em sua gestão sistêmica.

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Erros médicos

millorfernandes – Causa-mortis: setenta por cento das pessoas no Brasil morrem de médico.

No Brasil e no mundo, proliferam os erros médicos. São muitas as notícias em que pessoas sadias perdem a vida em cirurgias plásticas, em problemas de avaliação médica, em transfusão sanguínea, etc. Alguns estudos determinam que uma simples conferência de informações básicas antes de cirurgias pode cortar pela metade o número de complicações cirúrgicas por erro médico.

Erro médico é a falha do médico no exercício da profissão, sendo o mau resultado ou resultado adverso decorrente da ação ou da omissão do médico, por inobservância de conduta técnica, estando o profissional no pleno exercício de suas faculdades mentais. Excluem-se as limitações impostas pela própria natureza da doença, bem como as lesões produzidas deliberadamente pelo médico para tratar um mal maior. Observa-se que em todos os casos de erro médico julgados nos Conselhos de Medicina ou na Justiça, em que o médico foi condenado, o foi por erro culposo. O erro médico pode ocorrer por:

  • Imperícia decorrente da falta de observação das normas técnicas, por despreparo prático ou por insuficiência de conhecimentos. Considerar um médico imperito é discutível, tratando-se de um profissional longamente treinado nas escolas médicas e nos programas de residência médica, com no mínimo 8 até um máximo de 11 anos de estudos e prática. É uma premissa que, não sendo aceita, torna-se um agravante.
  • Imprudência quando o médico assume riscos para o paciente sem respaldo científico para seu procedimento.
  • Negligência que é a forma mais freqüente de erro médico nos hospitais do governo, onde o doente é um matriculado na instituição e não um paciente do médico, e este negligencia os cuidados por falta de uma relação entre o médico, o paciente e a família.

A falha técnica depende da competência e da dedicação do médico mas também da resposta do paciente que pode falhar, agravada por doença ou situação desconhecida. Já o erro doloso é aquele cometido voluntariamente, sendo inadmissível que um médico o venha a cometer. Trata-se de um crime. O erro no diagnóstico é considerado genérico, pois são desconhecidas as causas de 25% a 30% das doenças conhecidas. No erro de conduta, o médico não pode errar a conduta (imperícia!). Esta deve ser ajustada a cada momento, seguindo a evolução clínica (diagnóstica ou terapêutica) e de acordo com as respostas a cada momento. Tudo deve ser corrigido passo a passo, em tempo real, para que o desvio seja o menor possível e o retorno ao caminho certo seja mais fácil, rápido e com as menores seqüelas.

Quanto ao erro deliberado é aquele realizado para tratar mal maior. E o erro profissional, segundo a Justiça, é considerado aquele decorrente de falha não imputável ao médico, e que depende das naturais limitações da medicina que não possibilitam sempre e com certeza o estabelecimento de um diagnóstico exato. A omissão de dados e informações pelo paciente também contribuem para este tipo de erro médico.

Por fim, o erro técnico se refere a erro do médico procedente de falhas estruturais, quando os meios (falta de equipamentos) ou as condições de trabalho na instituição por ocasião do atendimento médico são insuficientes ou ineficazes para uma resposta satisfatória. São comuns as falhas dos esfigmomanômetros, dos autoclaves, dos aparelhos de raios-X, dos aparelhos de anestesia, dos aparelhos para ventilação mecânica, das ambulâncias, nas condições de higiene propiciando a infecção hospitalar, etc., e até mesmo a inexistência de leito para o paciente.

Legislação brasileira

Decreto-Lei No. 20.931/32 de 11 de janeiro de 1932:”(…)

Art. 11 – Os médicos, (…) que cometerem falta grave ou erro de ofício, poderão ser suspensos do exercício de sua profissão pelo prazo de seis meses a dois anos e, se exercerem função pública, serão demitidos dos respectivos cargos.(…)”

Art. 159 – Aquele que por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência violar direito ou causar prejuízo a outrem fica obrigado a reparar o dano.(…)

Art. 1.521 – São também responsáveis pela reparação civil:(…)

III – O patrão, amo ou comitente por seus empregados, serviçais e prepostos no exercício do trabalho que lhes competir ou por ocasião dele.
Neste artigo estão implicadas as demandas dos hospitais, quer sejam eles dos governos ou privados.(…)

Art. 1.545 – Os médicos (…) são obrigados a satisfazer o dano sempre que da imprudência, negligência, ou imperícia, em atos profissionais, resultar morte, inabilitação de servir, ou ferimento.(…)”

Código Penal:

Art. 15 – Diz-se o crime:
I – doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo;
II – culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia.(…)

Art. 129 – Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem.(…)”

Do ponto de vista jurídico o erro médico é o mau resultado involuntário do trabalho médico, sem a intenção de produzi-lo. Havendo tal intenção qualifica-se como infração prevista no Código Penal Brasileiro no seu Art. 129.

Código de Ética Médica: É vedado ao médico -“(…)

Art. 29 – Praticar atos profissionais danosos ao paciente, que possam ser caracterizados como imperícia, imprudência ou negligência. (…)”

Constituição Federal de 5 de outubro de 1988, reza:”(…)

Art. 37 – XXI – parágrafo 6o.: As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.(…)”

Enfim, os danos podem ser leves e reversíveis ou trágicos e irreversíveis, como no caso de seqüelas e morte do paciente. Nos dois casos o paciente tem de percorrer o mesmo caminho:

  • O primeiro passo é fazer um Boletim de Ocorrência (BO) na delegacia.
  • Também deve ser feita uma denúncia ao Conselho Regional de Medicina (CRM) do estado.
  • Nos casos mais graves, o paciente pode abrir um processo na Justiça com pedido de indenização. Para isso é necessário contratar um advogado.
  • Nos casos de lesão ou morte, o médico responde pelo crime de lesão corporal ou homicídio culposo.
  • Nos demais casos, o médico será julgado por imprudência, imperícia ou negligência.

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The Memory Jogger II - Serviços de Saúde (Português) (ISBN 9788589705424)

The Memory Jogger II – Serviços de Saúde

Esse livro pode ser usado para o aprimoramento contínuo de qualidade (ACQ) como estratégia para efetuar mudanças surpreendentes nas operações das empresas do setor de saúde. A proposta é permanecer competitiva em um mundo de comunicação instantânea e avanços tecnológicos.

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