O que é um eneagrama

Uma leitora quer saber sobre o que é um eneagrama. Derivado do grego: enea = nove e grama= traço ou ponto, é um símbolo antigo formado por nove linhas que se ligam dentro de uma circunferência. Os pontos onde as linhas tocam o círculo são numerados de 1 a 9, daí o significado da palavra em grego: nove pontos. Ninguém sabe ao certo sua origem, mas se estima que tenha mais de 2.500 anos. Zoroastro e Pitágoras debruçaram-se sobre ele, mas foi o russo G.I. Gurdjieff que mais se dedicou a seus mistérios.

Segundo J.G. Bennett, autor de “O Eneagrama”, esse desenho mítico possui significados e aplicações diferentes, em vários campos do conhecimento. Em determinadas regiões da Ásia, é utilizado para prever o futuro. No Ocidente, serve a estudos da personalidade, ajudando a identificar qualidades e fraquezas nas pessoas. Para alguns psicólogos, cada um dos nove pontos representa um padrão de comportamento

  • Ira – Ela nasce da busca da perfeição. Ficamos com raiva por tudo não ser perfeito. Buscamos a perfeição em nós e nos outros como o bem maior. Assim, o E1 é minucioso, cuidadoso e crítico.
  • Orgulho – Ele nasce do esquecimento das nossas necessidades. Queremos ajudar, ser bons, não precisamos de nada. Não sabemos nem pedir. O E2 é prestativo, compreensivo e paciente em aguardar o sucesso.
  • Vaidade – Nasce do desejo de sermos admirados pelo que fazemos. Nem sabemos quem somos, sentimos que os outros só nos amam se temos sucesso. O E3 é a imagem do sucesso.
  • Inveja – Nasce porque se percebe a beleza nas outras pessoas e não se consegue perceber a sua. Os seres humanos são sensíveis, profundos e inveja a beleza dos outros. O E4 é diferente, vive no passado.
  • Avareza – Nasce porque tem medo de perder o que tem e fica vazio. O que se tem é precioso; incluindo o conhecimento, a afeição, não só o dinheiro. O E5 é solitário, estudioso, técnico e observador.
  • Medo – Nasce porque se percebe o mundo como um lugar cheio de perigos e de conspirações. Se não dizem algo, deve ser porque tem algo que pode nos ameaçar. O E6 é desconfiado, leal e vigilante.
  • Gula – Nasce do medo da abundância acabar. Como as pessoas são especiais, merecem mais de tudo o que é bom. A comida é o item mais mal interpretado neste caso. O E7 é genial, é o máximo!
  • Luxúria – Nasce da necessidade de adrenalina. As pessoas querem ser notadas, respeitadas. Querem controlar tudo e todos. O E8 é confrontador, defende os fracos e vê as pessoas como alvos.
  • Indolência – Nasce de que todos se sentem completos. Se estiver em harmonia com o universo sempre alguém cuidará da gente. O E9 é mediador, evita confrontos, todo mundo se preocupa demais!

Mas afinal, o que é o eneagrama? Impossível saber sem vivenciá-lo. Resumindo, é um sistema de análise de comportamento que nos leva a uma profunda percepção sobre o ser humano. O símbolo parece ter origens muito antigas e sua interpretação ter sido sigilosa por muito tempo. Diversos autores que o estudaram situam sua origem entre 3.500 e 2.000 anos.

Segundo o Instituto Eneagrama (www.eneagrama.com.br), ele se constitui um valioso instrumento para as empresas melhorarem seu clima organizacional e relacionamento com os clientes. O sucesso das empresas está relacionado ao êxito dos seus relacionamentos internos e externos. Dentro de uma única organização convivem muitas pessoas, cada uma com características próprias, com uma personalidade. Estas pessoas se relacionam entre si e também com outras organizações. Compreender as diversas personalidades existentes proporciona um melhor convívio.

O eneagrama no dia-a-dia das empresas

  • Identificar o que motiva e desmotiva as pessoas – Liderar pessoas é uma tarefa que exige conhecimento do ser humano. Através da compreensão das diferentes personalidades, um líder saberá como lidar com cada indivíduo de sua equipe, nas diversas situações.
  • Eliminar conflitos – É típico ouvir afirmações como “… desde que o João veio para a empresa que eu não fui com a cara dele…”, ou ainda “… se ele tivesse me pedido, mas não…”. Por não reconhecer os valores do outro, as pessoas tendem a exigir que ele se coloque no seu lugar. O outro, por conseqüência, faz o mesmo. Esta é a base da maioria dos conflitos de relacionamento. Quando se conhece os nove padrões de comportamento do Eneagrama, pode-se ampliar a capacidade de reconhecer como o outro quer ser tratado e, principalmente, o que o perturba em uma relação.
  • Reconhecer o que limita o indivíduo, impedindo sua criatividade e iniciativa em grupo – Os nove vícios emocionais são, ao mesmo tempo, motivadores e bloqueadores. Na relação entre membros de uma equipe, é comum encontrarmos dificuldades do grupo em reconhecer os maiores valores e dificuldades de cada membro, levando a uma invalidação daqueles que não atuam de forma considerada adequada pela maioria.
  • Fortalecer as relações entre membros da equipe, criando um maior comprometimento – O trabalho com o eneagrama revela a natureza de nosso comportamento, permitindo que nossas atitudes, pensamentos e sentimentos sejam mais bem reconhecidos e respeitados.
  • Auxiliar no processo de seleção – O trabalho com o Eneagrama auxilia o profissional que trabalha na seleção de pessoal a eleger as características necessárias à função e como identificá-las nos candidatos.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Dicas Qualidade Online

Não temos jeito

Hayrton Rodrigues do Prado Filho

Ganhe quem ganhar esta eleição, nenhum dos eleitos vai acabar com o analfabetismo cultural e profissional de 120 milhões de brasileiros, inclusive do atual ocupante do Palácio do Planalto, melhorar a saúde de 120 milhões de pessoas que não têm direito a uma consulta decente nos hospitais, diminuir a carga tributária acarretada por mais de 77 tributos, incluindo impostos, contribuições, taxas, contribuições de melhoria, existentes no Brasil e fazer este país crescer. Só existe a enganação e o marketing político de que “vamos fazer!”

Não existe nada na cabeça de nossos patrícios políticos, nenhum planejamento estratégico para melhorar a gestão pública, nada, nada… Ou seja, não vai adiantar votar, pois o marasmo deve perdurar por mais (sendo otimista) 20 ou 30 anos. Coitada da minha filha. Mas ela acostuma, como eu me resignei.

O melhor é relembrar Raul Seixas em Cambalache, que resume em sua letra o caráter nacional desses tempos imemoriais:

Que o mundo foi e será uma porcaria eu já sei

Em 506 e em 2000 também

Que sempre houve ladrões, maquiavélicos e safados

Contentes e frustrados, valores, confusão

Mas que o século XX é uma praga de maldade e lixo

Já não há quem negue

Vivemos atolados na lameira

E no mesmo lodo todos manuseados

Hoje em dia dá no mesmo ser direito que traidor

Ignorante, sábio, besta, pretensioso, afanador

Tudo é igual, nada é melhor

É o mesmo um burro que um bom professor

Sem diferir, é sim senhor

Tanto no norte ou como no sul

Se um vive na impostura e outro afana em sua ambição

Dá no mesmo que seja padre, coveiro, rei de paus

Cara dura ou senador

Que falta de respeito, que afronta pra razão

Qualquer um é senhor, qualquer um é ladrão

Misturam-se Beethoven, Ringo Star e Napoleão

Pio IX e D. João, John Lennon e San Martin

Como igual na frente da vitrine

Esses bagunceiros se misturam à vida

Feridos por um sabre já sem ponta

Por chorar a bíblia junto ao aquecedor

Século XX “cambalache”, problemático e febril

O que não chora não mama

Quem não rouba é um imbecil

Já não dá mais, força que dá

Que lá no inferno nos vamos encontrar

Não penses mais, senta-se ao lado

Que a ninguém mais importa se nasceste honrado

Se é o mesmo que trabalha noite e dia como um boi

Se é o que vive na fartura, se é o que mata, se é o que cura

Ou mesmo fora-da-lei

Anúncios

Insalubridade no trabalho

Definida pela legislação em função do tempo de exposição ao agente nocivo, a insalubridade leva em conta ainda o tipo de atividade desenvolvida pelo empregado no curso de sua jornada de trabalho, observados os limites de tolerância, as taxas de metabolismo e respectivos tempos de exposição. Assim, são consideras insalubres as atividades ou operações que por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, expõem o empregado a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza, da intensidade do agente e o tempo de exposição aos seus efeitos.

A discriminação dos agentes considerados nocivos à saúde bem como os limites de tolerância mencionados estão previstos nos anexos da Norma Regulamentadora NR-15 (http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_15.pdf) aprovada pela Portaria 3.214/78, com alterações posteriores. Para caracterizar e classificar a insalubridade, em consonância com as normas baixadas pelo Ministério do Trabalho, far-se-á necessária perícia médica por profissional competente e devidamente registrado no Ministério do Trabalho e Emprego. O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepção de adicional de 40%, 20% e 10%, segundo se classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo, conforme prevê artigo 192 da CLT.

Conforme especifica o advogado da Teixeira Fortes Associados, Eduardo Galvão Rosado (euracy@estilopress.com.br), de acordo com a Constituição Federal, Artigo 7º, inciso XXII, todo trabalhador que desenvolve atividades consideradas penosas, insalubres ou perigosas na forma da lei tem o direito de receber o adicional por insalubridade. “Segundo o artigo 189 da Consolidação das Leis do Trabalho são consideradas atividades insalubres aquelas que expõem o trabalhador a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância, fixados conforme a natureza e a intensidade do agente nocivo, além do tempo de exposição. Os agentes nocivos podem ser químicos (ex: mercúrio, chumbo, fumos, poeiras minerais etc.), físicos (ex: frio, calor, ruídos, vibrações, umidade etc.) ou biológicos (ex: doenças contagiosas, bactérias, lixo urbano etc.). O exercício do trabalho em condições insalubres acima dos limites de tolerância assegura o recebimento de adicionais entre 10%, 20% ou 40%, conforme a classificação nos graus mínimo, médio ou máximo estabelecidos pelo Ministério do Trabalho (Artigo 192 da CLT)”, explica.

Ele acrescenta que a eliminação ou a neutralização da insalubridade ocorre no momento que o empregador adota medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância, com a utilização de equipamentos de proteção individual ao trabalhador (EPI), que diminuam a intensidade do agente agressivo aos mencionados limites. (Art. 194 CLT). “Preceitua o artigo 192 da Consolidação das Leis do Trabalho, que a base legal para cálculo do adicional de insalubridade é o salário mínimo. Cabe observar, entretanto, que considerando que o artigo 7º, inciso IV da Constituição Federal veda a utilização do salário mínimo como indexador para qualquer fim, foi publicada a Súmula Vinculante n.º 4 do STF, que impede a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem do empregado, nos seguintes termos: Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial”. (Publicada no DJe do Supremo Tribunal Federal de 08/05/2008)”, assegura.

Rosado ainda conta que, como conseqüência, o TST, por intermédio da Resolução n.º 148/2008, determinou o cancelamento da Súmula n.º 17 (que previa como base de cálculo do adicional o salário profissional, se recebido pelo empregado), bem como nova redação da Súmula n.º 228 do TST, nos seguintes termos: A partir de 9 de maio de 2008, data da publicação da Súmula Vinculante n.º 4 do Supremo Tribunal Federal, o adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico, salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo.

“Contudo, posteriormente, nos autos da Reclamação n.º 6266-0 MC/DF, deduzida pela Confederação Nacional da Indústria, o Exm.º. Sr. Presidente do Supremo Tribunal Federal suspendeu liminarmente a aplicação da referida Súmula do TST, até final decisão colegiada sobre o mérito da Reclamação. Neste sentido, há jurisprudência majoritária acerca do tema: ADICIONAL DE INSALUBRIDADE – BASE DE CÁLCULO. O adicional de insalubridade deve continuar sendo calculado com base no salário mínimo, até que seja superada a inconstitucionalidade com a edição de lei ou a celebração de norma coletiva, ex vi da Súmula Vinculante n.° 04 do STF”. (Acórdão nº. 20100322055 – Proc. 02141-2006-382-02-00-5)”, conclui.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Jogos & Soluções Interativas (ISBN 9788573037104)

Jogos & Soluções Interativas

Esse livro demonstra como a reintrodução de simples práticas diárias, pode trazer benefícios imediatos nas relações do indivíduo com o meio, com as pessoas e consigo mesmo, equilibrando seu viver, sua saúde e seu desempenho, num processo que uma vez iniciado, recupera o valor pessoal e a capacidade de fazer frente ao dia a dia, com prazer e satisfação.

http://www.qualistore.com.br/produto.asp?codigo=1883