Qualidade e inovação aumentam a competitividade das empresas

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) elaborou uma manual em que define a inovação como a implementação de um produto, bem ou serviço novo ou significativamente melhorado, ou um processo, ou um novo método de marketing, ou um novo método organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas relações externas. Assim, inovar é fundamental para que as empresas e as economias possam ser mais competitivas face à concorrência de outros países, como a China, que invadem o mundo com produtos mais baratos.

Pieracciani: “Ser inovador é uma característica intrínseca de todo ser humano”

O que fazer face à realidade da economia globalizada? Como concorrer para além dos esforços em redução de custos e aumento da qualidade? Atualmente, o mercado chinês se tornou muito competitivo, capaz de produzir em escala global, a baixo custo e com crescentes padrões tecnológicos. Para serem competitivas, as empresas tradicionalmente se preocupavam com dois fatores principais: preços e qualidade. Reduzir custos para abaixar preços, principalmente no tocante à mão de obra, sempre foi uma estratégia para tentar ganhar dos concorrentes. Outro caminho tradicional tem sido o aumento da qualidade: se não era possível ganhar no preço, se oferecia melhor qualidade.

Dessa forma, esses fatores não são mais suficientes. A redução de custos tem limites, sejam decorrentes da cadeia de fornecedores, sejam pelo que permite a legislação trabalhista, no caso da mão de obra. Além disso, a maior informação dos consumidores tem generalizado as exigências de qualidade. O barato ruim não atrai mais ninguém.

Para o sócio-diretor da Pieracciani Desenvolvimento de Empresas, Valter Pieracciani, inovação é um termo para descrever como as organizações em geral (privadas, públicas ou do terceiro setor) criam valor desenvolvendo e aplicando conhecimento novo ou transformando o já existente. É frequentemente utilizado para descrever o desenvolvimento de novos produtos/serviços, processos, negócios e gestão calçados na tecnologia.

“É uma grande tolice acreditar na possibilidade de classificar equipes e pessoas em inovadores e não inovadores, como se fosse uma característica genética ou algo derivado de uma escolha divina. Ser inovador é, felizmente, uma característica intrínseca de todo ser humano. E graças a essa vontade de fazer diferente e cada vez melhor é que a espécie e o mundo evoluíram tanto. Entretanto ainda encontramos dirigentes separando as pessoas que consideram inovadoras das demais. Ou ainda preocupados em buscar gente fora de seu próprio ambiente para liderar a era da inovação em suas empresas”, explica.

Segundo o consultor, é perfeitamente possível capacitar e desenvolver pessoas para que se tornem ainda mais inovadoras. Isso porque nascemos todos inovadores e quando crianças isso se manifesta livremente, criando, inventando, experimentando e aprendendo. “Aos poucos o medo da dor e as crescentes pressões dos pais, da sociedade e a força das tradições vão apagando essa capacidade de inovar. Vamos, ao longo do tempo, nos adequando às regras e nos formando para um pretendido sucesso. Essa transformação, no entanto, reduz muito em cada um de nós a valiosa capacidade de inovar e nos aproxima muito mais dos soldadinhos de chumbo com os quais brincávamos. Vivemos hoje o auge de uma era em que a inovação é essencial em todos os planos e dimensões. Novos produtos, serviços, nova maneira de gerenciar e novos negócios. Realidade na qual o sucesso não é mais resultado de disposição ao sacrifício, longas jornadas, disciplina. Diferentemente, prosperidade anda agora de mãos dadas com a capacidade de perceber mudanças e inovar. E é hora de aprendermos a desaprender. Em outras palavras a nos desformarmos. A boa notícia é que isto é possível e gerenciável. Resumidamente, para capacitar e desformar pessoas é preciso trabalhar em dois campos. Um técnico que abrange os métodos aplicados à geração de ideias e sua transformação em projetos implantados e, um segundo conjunto comportamental, que envolve as atitudes clássicas de um inovador e que muitas vezes foram extintas nas pessoas”, assegura.

Para ele, no que se refere às técnicas, pode-se falar em geração de ideias: um bom brainstorming estruturado, seis chapéus de E. de Bono, Disney Story Boards, e outras tantas que todo o mundo diz que conhece e sabe utilizar, mas que ninguém de fato usa. É preciso treinar as pessoas nisso e fornecer as condições para que pratiquem para valer.

“Já no campo comportamental o desafio está em ressuscitar nas pessoas as atitudes do inovador que, infelizmente, foram banidas das organizações ao longo das ultimas décadas. Um pouco mais complicado, mas perfeitamente possível. Referimo-nos à capacidade de sentir, sonhar, arriscar e transformar. É disso que a inovação se alimenta. Pense nos inovadores. São exatamente essas atitudes que eles têm com naturalidade. Agora pense também no seguinte: essas atitudes e comportamentos foram justamente perseguidos e extintos nas organizações. Às vezes, essas características desqualificavam as pessoas e as penalizavam limitando completamente a ascensão e carreira de quem as tivessem. Essa combinação de técnicas e atitudes é que torna as pessoas mais inovadoras. E um programa robusto, com estes conteúdos, pode ter grande impacto nos objetivos dos dirigentes de transformar suas empresas. Afinal não há duvidas de que as empresas terão de ser mais inovadoras. Talvez o que falte é saber como trabalhar e resgatar as atitudes para aplicar efetivamente as técnicas que asseguram uma inovação sustentável, duradoura e geradora de resultados”.

Pensando nisso a Pieracciani, em parceria com a SGS Academy, criou o I-Belt (Innovation Belt), um programa de certificação em gestão em inovação. Com carga horária de 60 horas, o curso tem como objetivo difundir os conhecimentos e habilidades aos agentes e líderes de inovação e expandir as melhores práticas em gerenciamento de projetos inovadores no Brasil e América Latina. “Vamos despertar a veia inovadora de cada participante. Os brasileiros serão pioneiros, pois é a primeira certificação em gestão de inovação no mundo. Os conteúdos são experimentados e vivenciados pelos participantes, criando neles o senso de domínio da inovação, o que é essencial para expandi-la nas organizações”, conclui.

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Segurança nos ambientes médico-hospitalares

The Memory Jogger II - Serviços de Saúde (Português) (ISBN 9788589705424)

The Memory Jogger II – Serviços de Saúde

Esse livro pode ser usado para o aprimoramento contínuo de qualidade (ACQ) como estratégia para efetuar mudanças surpreendentes nas operações das empresas do setor de saúde. A proposta é permanecer competitiva em um mundo de comunicação instantânea e avanços tecnológicos.

http://www.qualistore.com.br/produto.asp?codigo=1143

As doenças do trabalho, ou doenças ocupacionais ou profissionais, são aquelas decorrentes da exposição dos trabalhadores aos riscos ambientais, ergonômicos ou de acidentes. Elas se caracterizam quando se estabelece o nexo causal entre os danos observados na saúde do trabalhador e a exposição a determinados riscos ocupacionais, e começa o trabalho do médico do trabalho. Dessa forma, se o risco está presente, uma conseqüência é a atuação sobre o organismo humano que a ele está exposto, alterando sua qualidade de vida. Essa alteração pode ocorrer de diversas formas, dependendo dos agentes atuantes, do tempo de exposição, das condições inerentes a cada indivíduo e de fatores do meio em que se vive.

Assim, a segurança no ambiente hospitalar assume papel primordial na imagem da organização, isto é, na maneira como é vista pela sociedade. Quando um acidente ocorre no ambiente hospitalar, a organização sofre consideravelmente consequências sociais, econômicas ou materiais. Dessa forma a complexidade dos temas que envolvem a segurança no ambiente hospitalar exige um tratamento multiprofissional, tanto para a tomada de decisões técnicas, como administrativas, econômicas e operacionais.

Em busca de maior segurança no trabalho desenvolvido em ambientes médico-hospitalares, a partir de 19 de novembro de 2010 os hospitais e clínicas médicas terão que adotar as medidas de segurança determinadas pela Norma Regulamentadora n° 32 ou NR-32 sobre Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde. Essa norma foi publicada através da Portaria 485/05 e da Portaria 939/08. As duas portarias, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), estabelecem o cronograma para implantação obrigatória do uso de dispositivos de segurança em ambiente médico-hospitalar. (http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_32.pdf)

Para Luciana Affonso, da Associação Brasileira dos Importadores de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed), algumas pesquisas mostram que as atividades de atendimento hospitalar estão em primeiro lugar no ranking nacional de acidentes de trabalho, seguidas pelo ramo de edificações, que até há pouco tempo ocupava o primeiro lugar. E reduziu os acidentes adotando medidas de segurança mais rígidas e eficazes. Atualmente, o mesmo está acontecendo com o setor médico.

“Os materiais perfurocortantes são responsáveis por mais da metade dos acidentes em ambientes médicos. Por isso, o item 32.2.4.16 da NR-32 trata da utilização de dispositivos de segurança nos materiais perfurantes (como agulhas) e cortantes (como bisturi). O objetivo é minimizar os riscos e reduzir os acidentes de trabalho nesses ambientes. Como esses materiais passarão por alterações, a NR-32 também exige o treinamento para manuseio. Apesar de todas as normas impostas pelo Ministério do Trabalho recaírem sobre os hospitais e clínicas médicas, é neste ponto que entra o papel dos fornecedores. Pois serão os fornecedores que terão que desenvolver ou adquirir dispositivos de segurança para os materiais perfurocortantes e providenciar o treinamento, junto aos compradores, para que possam atender à determinação do Ministério do Trabalho”, informa ela.

Acrescenta que no que se refere aos materiais perfurocortantes, para que as clínicas e hospitais adotem as medidas de segurança e cumpram os prazos determinados pela NR-32, as empresas fornecedoras desses materiais que quiserem continuar suprindo o setor médico, precisarão colocar no mercado esses materiais já com os dispositivos de segurança. Sem esses dispositivos, os hospitais e clínicas médicas poderão sofrer sanções por parte do Ministério do Trabalho.

“É preciso considerar que uma nova regulação no setor sempre favorece a competição sadia e eleva o nível de qualidade do mercado. Toda vez que temos regulamentações com foco no aumento da qualidade da assistência prestada ao paciente e na melhoria das condições de trabalho do profissional de saúde, ocorre um movimento de melhoria no cenário brasileiro de saúde. Por isso, as empresas de tecnologia médica avançada têm que estar comprometidas com estes objetivos. É um excelente momento para empresas que querem investir no Brasil e que pretendem oferecer produtos de qualidade. É uma oportunidade de eliminar do mercado empresas que oferecem produtos de baixa qualidade, que aumentam o risco dos procedimentos médicos”, finaliza.

Enfim, o detalhamento das informações necessárias sobre os riscos inerentes aos equipamentos hospitalares contribui para o desenvolvimento seguro das atividades, minimizando as probabilidades de acidentes. Dessa forma, é de fundamental importância disponibilizar um bom treinamento aos profissionais, não somente para executarem uma tarefa, mas também para que a executem com segurança. Da mesma forma, é imprescindível zelar pelo ótimo funcionamento dos equipamentos através de um sistema de manutenção que integre as informações referentes aos equipamentos à análise e à interferência de um pessoal técnico.

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