O desafio das mulheres como profissionais

Conciliar a família com o trabalho afeta muito mais as mulheres do que os homens. Atualmente, mais do que inserida, a mulher está sendo disputada pelo mercado de trabalho, mas encontra dificuldade em conciliar a vida profissional com a familiar.

A própria legislação que protege a mulher pode ter efeito contrário. A licença-maternidade, expandida para seis meses pelas empresas-cidadãs, muitas vezes acaba sendo um fator negativo para as mulheres em idade reprodutiva, no momento de disputar uma vaga no mercado de trabalho. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as diferenças não ocorrem apenas na remuneração: trabalhadores de ambos os sexos trabalham, em média, 44 horas semanais. As mulheres enfrentam uma segunda jornada de cerca de 35 horas semanais, dedicadas a afazeres domésticos e cuidados com os filhos, contra cinco horas dos homens, que usam esse tempo para pequenos consertos.

O aumento da participação feminina no mercado de trabalho tem contribuído bastante para a redução das diferenças entre homens e mulheres economicamente ativos e paralelamente constata-se o progressivo declínio do número médio de pessoas nas famílias e isso, em razão da progressiva queda da fecundidade, como conseqüência do crescente uso de anticoncepcionais pela mulheres que precisam trabalhar fora, pelo que não querem engravidar.

Apesar da evolução da mulher dentro de uma atividade que era antes exclusivamente masculina, e apesar de ter adquirido mais instrução, os salários não acompanharam este crescimento. As mulheres ganham cerca de 30% a menos que os homens exercendo a mesma função.

Conforme o salário cresce, cai a participação feminina. Entre aqueles que recebem mais de vinte salários, apenas 19,3% são mulheres. Embora exista uma certa discriminação em relação ao trabalho feminino, elas estão conseguindo um espaço muito grande em áreas que antes era reduto masculino, e ganhou o respeito mostrando um profissionalismo muito grande. Apesar de ser de forma ainda pequena, está sendo cada vez maior o número de mulheres que ganham mais que o marido. Em 2009, 35,5% das mulheres que faziam parte do mercado de trabalho eram empregadas com carteira assinada, percentual abaixo do registrado entre os homens (43,9%), segundo dados divulgados pelo IBGE. As mulheres empregadas sem carteira e trabalhando por conta própria representavam 30,9% do universo feminino, enquanto entre os homens esse número era de 40%. E o total de mulheres empregadas chegava a 3,6%, ante 7% entre os homens.

De acordo com os números do IBGE – com base em informações das regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo –, 61,2% das trabalhadoras tinham pelo menos o ensino médio completo (11 anos ou mais de estudo). Entre os homens, o percentual era de 53,2%. Já a parcela de mulheres com nível superior completo era de 19,6%, ante 14,2% dos homens. E o rendimento das mulheres (R$ 1.097,93) continua sendo inferior ao dos homens (R$ 1.518,31). Em 2009, elas ganhavam em torno de 72,3% do recebido pelos homens, um pouco acima do registrado em 2008 (70,8%).

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Depois que o setor de TI passou a ser considerado como mais um prestador de serviços independente, está, cada vez mais, se preocupando em atender de forma satisfatória aos seus clientes tanto internos como externos. A ideia é que o cuidado com a qualidade dos processos, produtos e serviços oferecidos seja a principal mola propulsora para a identificação do que precisa e pode ser mudado. A alteração viabiliza a obtenção de melhores resultados e, inclusive, a redução de custos.

Assim, o mercado consumidor está começando a exigir dos fornecedores de software e de serviços garantias de desempenho e do nível de serviço na forma de certificações de qualidade como Capability Maturity Model Integration (CMMI), MPS-BR (Melhoria de Processos do Software Brasileiro) e ISO 20000. Essas certificações atestam que o fornecedor utiliza as melhores práticas do mercado.

Segundo o Standish Group, empresa que realiza desde 1994 um levantamento sobre projetos de software, há uma taxa de 77% de fracasso em projetos de desenvolvimento de software. De acordo com a pesquisa, um projeto de software custará em média 45% mais caro do que o contratado, terá um atraso de 63% sobre o prazo previsto para entrega e não terá 33% das funcionalidades encomendadas.

Para a coordenadora de projetos na ABC71, Bianca Machado Branco, em todo esse contexto, surgiram as certificações, uma espécie de selo de qualidade com o objetivo de descrever as melhores práticas no desenvolvimento de software e também em serviços. “Porém, de acordo com o Standish Group, cerca de 2/3 das implementações de certificações não atingem os objetivos, o que explica o ceticismo de muitos diretores de TI, que não acreditam na certificação como modalidade que agrega valor ao produto. As empresas com CMMI, uma das principais certificações para desenvolvimento de software, são de 30% a 70% mais caras, dependendo do nível da certificação. Muitos clientes não enxergam os benefícios que a certificação traz para suas respectivas instituições, acreditando tratar-se de um modismo de mercado ou um argumento para criar demanda”, assegura.

Bianca complementa dizendo que, entretanto, já existe um movimento no sentido de exigir que os fornecedores de TI atestem sua competência através dos certificados. “Empresas como Coca-Cola, Tetra Pack e Volkswagen já estão exigindo pelo menos o nível 3 do CMMI, que pode chegar até o patamar 5. O selo CMMI parece estar se consolidando como a principal certificação para as empresas de TI, tendo ganhado popularidade entre os gerentes e diretores de TI das empresas clientes, os principais influenciadores na compra de software. Outra tendência recente é a ISO 20000, primeiro padrão reconhecido internacionalmente para gerenciamento de serviços de TI. Até o momento, cerca de 100 companhias ao redor do mundo já têm essa certificação, que agora começa a surgir no Brasil. Acredita-se que o conceito vá se popularizar em médio prazo e será considerado um diferencial. Futuramente, acredita-se que a ISO 20000 poderá se tornar um pré-requisito para as empresas de tecnologia”.

Por fim, ela explica que, além dessas, a MPS-BR, a versão brasileira da CMMI, vem crescendo cada vez mais no mercado e já tem sido exigida pelo governo federal em licitações públicas. “O ponto positivo dessa certificação é que ela é mais fácil de ser obtida, em virtude de o custo ser bem menor que o da CMMI, além de ser menos complexa que esta última. Trata-se de uma boa alternativa para empresas de pequeno e médio porte. As empresas devem pesquisar constantemente quais certificações são mais reconhecidas no mundo corporativo e optar por aquela que seja mais aderente aos processos da empresa e que traga visibilidade junto aos clientes atuais e potenciais. Opções não faltam”.

Para ler mais sobre o assunto nesse site:

https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/03/26/integrando-a-iso-9001-a-iso-20000/

https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/01/14/seguranca-da-informacao-iso-27001-e-iso-20000/

https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/07/30/gerenciamento-de-projetos/

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