Por que as empresas morrem?

O índice de sobrevivência e mortalidade das empresas paulistas, produzido pelo Sebrae-SP, aponta que a taxa de mortalidade das empresas em seu primeiro ano de existência caiu de 35% para 27% em relação ao levantamento anterior, feito em 2005. A taxa de mortalidade das empresas com três anos de existência, que era de 56% em estudo de 1998, caiu para 46%. Já para as empresas com cinco anos de atividade, a taxa de mortalidade é de 58%.

Apesar da redução, as taxas de mortalidade de empresas ainda são altas. Na comparação dos estudos realizados ao longo dos anos, uma mudança na característica dos empresários com registro na Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) merece ser destacada: a melhora no perfil do gestor. Segundo o levantamento, 83% dos que abriram empresa em 2007 possuem o ensino médio completo ou mais, ante 70% em 2000. Outro dado importante é que 78% abriram a empresa vislumbrando uma oportunidade de negócio, sobre 60% em 2000

A pesquisa também identificou que a média de idade dos empreendedores ao iniciarem um negócio era de 37 anos. O maior percentual – 49% – estava entre os 25 e 39 anos, seguidos por 24% entre os 40 e 49 anos. Com 13% estavam os dois grupos da ponta da tabela: até 24 anos e 50 anos ou mais. Outro dado que chama a atenção é em relação às empresas que são clientes do Sebrae em São Paulo. Destas, apenas 18% fecharam no primeiro ano de existência, ante o número geral de 27%. Para as com cinco anos de existência, os empreendimentos que contaram com o auxílio do Sebrae apresentaram um nível maior de competitividade, com a sobrevivência de 63% dos empreendimentos contra 42% do mercado.

Para não correr o risco de colocar tempo e dinheiro em algo e perder tudo por falta de previsões adequadas é necessário um planejamento tributário e atenção a diversos detalhes. “É grande o risco de se utilizar modelos padronizados que não refletem a realidade do que foi ajustado entre os parceiros do negócio, e entre os tributaristas é unânime a convicção de que para sobreviver o empresário precisa de alguma proteção contra a sanha fiscal.”, explica Cylmar Pitelli Teixeira Fortes (euracy@estilopress.com.br), da Teixeira Fortes Advogados Associados.

Ao abrir uma empresa é necessário seguir alguns passos. “Em primeiro lugar a elaboração de um contrato ou estatuto social, e os acordos de acionistas ou cotistas, conforme o caso. Ao mesmo tempo, um planejamento tributário que vise economia legal de impostos. Tudo negociado, escrito e assinado, em se tratando de sociedades empresárias deve ser feito o registro na Junta Comercial, e obtidas as inscrições pertinentes ao ramo de negócio antes do começo da operação. Sociedades do tipo simples são registradas em cartório.”, detalha o especialista em direito empresarial.

O ponto mais importante talvez seja o das relações entre os sócios. “É preciso que haja uma disciplina clara e objetiva sobre as contribuições, direitos e responsabilidades de cada um. Torna-se fundamental a escolha do modelo societário mais adequado, a previsão de regras de saída, em caso de insucesso ou impasses em questões relacionadas ao futuro do negócio Quando se começa um negócio, em geral os sócios nem querem pensar no infortúnio, quiçá por superstição. Isso não é bom. Então as regras que nortearão as ações dos sócios, em caso de insucesso, não são escritas, e isso gera um grau de dificuldade maior para o encaminhamento de soluções racionais em momentos de crise. Finalmente, destacaria a necessidade de estabelecer mecanismos de saída em casos de impasse. Uma cláusula de opção de compra (call optionI) é algo simples e bastante eficiente. A simples existência de regras de saída cria uma certa estabilidade, porque os sócios já sabem de antemão o que acontece caso haja problemas. É preciso neutralizar os mal entendidos.”, conta Cylmar.

É importante ressaltar que há licenças específicas para inicio e desenvolvimento de cada atividade. “No caso da indústria, é preciso atenção, por exemplo, com os aspectos ligados ao meio ambiente. Outro exemplo: no comércio, muitas vezes a guerra fiscal entre os Estados coloca o empresário na ilegalidade e o sujeita a multas pesadíssimas. Cada situação exige um planejamento diferente.”,  detalha Teixeira Fortes.

Nos casos de franquias, são conhecidos os conflitos entre franqueados e franqueadores. Além daqueles aspectos comuns a qualquer negócio, há necessidade de se avaliar bem o contrato de franquia. Certamente há casos de ilegalidade, mas também há situações em que o franqueado simplesmente ignorava as obrigações que assumiu em sua plenitude. Ter a informação correta pode fazer a diferença entre fazer ou não o negócio.”, alerta ele.

Porém se o empresário ao invés de iniciar um negócio, quiser comprar algo já em andamento é necessário tomar alguns cuidados. “Ele precisa conhecer muito bem o negócio que está comprando. Quando se adquire um negócio em andamento, se assume todos os passivos e contingências, e esse é o grande problema. Portanto, é preciso uma investigação, chamada ‘due diligence’, antes do fechamento do negócio. Conforme o caso, é comum fazer-se uso de pré contratos e de pactos condicionais, enquanto a due diligence não é concluída.”, descreve Cylmar.

Empresas que contam com uma consultoria jurídica constante estão mais seguras. “Ao observar o estudo ‘Doing Business in Brazil’ do Banco Mundial, há como constatar a grande dificuldade que o empresário enfrenta para abrir e conduzir legal e formalmente um negócio no Brasil. Quando comparado a outros países, vemos que o ambiente de negócios no Brasil é árido. É realmente um problema. Um empresário bem assessorado tem melhores condições de bem encaminhar seus negócios, e fazê-lo sobretudo de forma segura. As armadilhas, infelizmente, são muitas. O empresário que toma uma decisão acertada – ao formalizar um contrato adequadamente redigido, ou ao negar-se a fazer um outro em condições suspeitas, por exemplo – nem sequer sabe ao certo os riscos que evitou. E a suspeição pode não estar visível para um profissional de fora da área jurídica. A informação, hoje em dia, é abundante, mas pode ser enganosa. Um consultor jurídico exerce o papel de intérprete, uma espécie de guia, que conduz o empresário pelo caminho mais seguro.”, finaliza o especialista.

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Quais os caminhos para a captação de recursos financeiros?

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Gestão da Pequena Empresa

Administrando a pequena empresa com qualidade é possível equacionar soluções criativas e lucrativas para essas e para outras questões relativas ao dia a dia da organização.

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No Brasil, há muitas formas de os empresários e gestores conseguirem aportes de capital por meio de instituições financeiras, que podem ser por recursos internos ou externos. As organizações com um bom patrimônio líquido e produtos de boa liquidez podem solicitar recursos em diversos setores para sua empresa, desde investimentos em equipamentos, construções e até mesmo para capital de giro, onde com este, irá investir em crescimento de sua empresa para fazer frente a pedidos já fechados com seus inúmeros clientes. Atualmente, existem diversos bancos de investimentos, principalmente do exterior, que investem em empresas em geral, principalmente as que estão preocupadas com o meio ambiente, energia, saúde, educação, entre outros, pois são setores totalmente precários e necessários para o bem-estar da população e da sustentabilidade em geral; principalmente das empresas.

Os projetos de viabilidade econômica são segmentados para empresas que possuem bom patrimônio líquido explicitamente aceito e bem-recebido por qualquer instituição financeira, as possibilidades de êxito e de liberação são praticamente de 100%. Para empresas que solicitam tais recursos e precisam de que sejam elaborados com profissionalismo, é necessário que sejam contratados profissionais competentes, experientes e capacitados, para que eles possam realizar o projeto de elaboração de viabilidade econômica de forma transparente e consciente.

Para que um agente financeiro aprove e faça os repasses dos recursos pleiteados, o empresário deverá elaborar um projeto financeiro e que nele conste toda a documentação atualizada de sua empresa e sócios, bem como especificar detalhadamente todo seu objetivo em relação aos investimentos que pretende realizar; bem como os valores já investidos. Devem ser feitos diversos cálculos financeiros para que se possam comprovar condições de pagamentos e de investimento independentemente de seu faturamento evoluir após o aporte, pois o analista de crédito entende que os riscos poderão ocorrer caso a empresa não consiga aumentar seu faturamento. Por isso, o pleiteante deverá solicitar investimentos condizentes com sua realidade atual.

Em geral, os agentes financeiros solicitam um projeto de viabilidade econômica que informe a realidade da empresa e a perspectiva de crescimento após o aporte do capital. Para captação de recursos, além de a empresa ter de apresentar realidade financeira, operacional e comercial saudáveis, os agentes financeiros ainda requerem apresentação de garantias que, em alguns casos, devem ser reais, tais como bens imóveis; e em outros casos podem ser recebíveis, tais como contratos de serviços, de fornecimento de produtos ou duplicatas. Essa garantia tem sido pleiteada até por alguns bancos para empréstimo estruturado.

Outro fator muito importante e que não deverá ser desprezado em hipótese alguma pelo empresário, são as garantias, que deverão ser reais e apresentadas a qualquer negócio que for realizado com os recursos pleiteados em questão. Essas garantias incluem: seguro; FGPS; hipoteca; equipamentos, aval (em casos muito específicos e valores inferiores a 500 mil reais dependem da análise de crédito e histórico). As garantias reais deverão ser na ordem de 130% em relação aos valores aprovados e liberados.

O importante para o empresário é que contrate uma empresa especializada e séria no mercado para poder concretizar com profissionalismo o projeto de investimento para seus negócios. Contudo, ele deverá entender que existem custos iniciais referentes despesas operacionais que, em muitos casos são altas, pois são condizentes com os valores solicitados e o tamanho do projeto.

Existem muitas linhas com prazos e taxas diferenciadas, enquadramentos distintos e exigências conforme cada projeto, podendo ser citados, como exemplos: BNDES/BID/BIRD/FCO/Finep/Fapesp/Banco do Nordeste. Alguns empresários têm a impressão de que é impossível conseguir financiamentos por meio desses órgãos, pelo aspecto de achar que não se enquadra; não existe; não é possível… Por quê? Na verdade, o empresário ou o gestor necessita ser bem-assessorado e ciente de que esse processo poderá levar em torno de seis meses até sua efetiva liberação. Algumas dicas importantes:

  • É de suma importância o empresário verificar seu enquadramento (condições preliminares para elaborar um projeto), os órgãos mencionados financiam todo tipo de empresa, contudo deve verificar as condições em cada um dos bancos; pois existem restrições e exigências que deverão ser cumpridas impreterivelmente.
  • Após tal análise, deverá ter a certeza de que estará contratando um profissional qualificado para a elaboração do projeto, bem como tomar alguns cuidados: no momento que assinar o contrato com o mesmo, verificar quais custos terá no decorrer do projeto, até porque todo projeto possui seu custo, porém o ideal é que ao menos 70% dos honorários sejam pagos após o êxito da operação.
  • Ter a certeza de que possui garantias suficientes e/ou negócio a realizar por excelência, ter um bom histórico creditício no mercado e estar certo de que é um bom projeto de investimento e crescimento para sua empresa.
  • E, por último: deve haver um acompanhamento na operação do início ao fim, ou seja, até o êxito e liberação dos recursos, pois sempre existirão informações solicitadas pelo agente financeiro/banco no decorrer de sua análise, bem como em sua assessoria financeira em todo o processo.

Para o capital de giro, as operações são geralmente feitas com prazo de 30 até 360 dias, com ou sem carências, destinadas a financiar as operações do dia a dia e desconto de duplicatas, contratos de fornecimentos, recebíveis (carteiras de clientes/crediários, lojas comerciais) ACC e ACE, etc. Já para investimentos, as operações são feitas com prazo de até dez ou 15 anos, com carências, destinadas a financiar projetos de longo prazo e com recursos nacionais ou estrangeiros. Também existem as operações especiais como as para o agronegócio, leasing back para imóveis e operações estruturadas que são criadas para cada empresa, dependendo dos objetivos a serem alcançados.

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