Não perca o prazo para se adaptar à ISO 9001:2008: 14 de novembro de 2010

ISO 9001:2008 – Pequenas Mudanças, Grandes Oportunidades

Um guia interpretativo da ISO 9001:2008

Dr. Nigel H. Croft

108 páginas

 Preço de lançamento do livro: R$ 25,00

Para comprar: http://www.qualistore.com.br/produto.asp?codigo=4023

Publicada no dia 14 de novembro de 2008, a ISO 9001 está implementada em organizações dos setores privados e públicos e até o final de dezembro de 2008, pelo menos 982.832 certificados foram emitidos em 176 países e economias. As empresas adotaram esse tipo de certificação para ampliar a confiabilidade dos produtos ou serviços fornecidos aos seus parceiros de negócios ou na seleção de fornecedores da cadeia de fornecimento.

A ISO e a International Accreditation Fórum (IAF) elaboraram um plano visando uma transição gradual para a NBR ISO 9001:2008. A versão 2008 da NBR ISO 9001 não contém nenhum requerimento novo e recebeu esclarecimentos sobre os requerimentos existentes na NBR ISO 9001:2000, baseados nos oito anos de experiência da sua implementação em todos os países, além de buscas para a ampliação de práticas comuns. A certificação segundo a NBR ISO 9001:2008 pode ser efetuada depois da sua publicação e após auditoria de acompanhamento ou recertificação. Os certificados emitidos antes da publicação permanecerão válidos por um ano. Após 24 meses, ou seja, em 14 de novembro de 2010 qualquer certificado emitido segundo a NBR ISO 9001:2000 perderá sua validade, explica Zacharias.

As principais alterações da ISO 9001:2008:

0.1 Generalidades

Esclarece a questão da conformidade com os requisitos regulatórios e estatutários, que deverão ser atendidos quando se referem ao produto ou serviço, ou seja, o resultado do processo.

1. Escopo

Reforço na preocupação com o atendimento a requisitos regulamentares e estatutários para o produto, que não é somente o produto intencional, mas abrange o produto adquirido e o resultante dos estágios intermediários da produção.

3. Termos e Definições

Foi eliminada a definição fornecedor X organização X cliente.

4.1. Requisitos Gerais

O texto ficou mais explicativo, além de permitir que as organizações definam os controles a serem aplicados aos processos terceirizados. O uso do requisito 7.4 como controle aos processos terceirizados.

4.2 Requisitos de Documentação

Melhoria no entendimento e liberdade para as organizações definirem os documentos e registros necessários para garantir a eficácia dos seus processos, além dos já requeridos pela norma. Eliminação da letra g e na subcláusula 4.2.3, ficou definido que os documentos de origem externa que devem estar sob controle são os necessários par o planejamento e operação do SGQ. O item 4.2.4 – controle de registros foi completamente revisado, e estipulou-se que os “registros estabelecidos para fornecer evidência de conformidade com os requisitos e da efetiva operação do SGQ devem ser controlados”.

6.2.2 Competência, Treinamento e Consciência:

Significativamente alterado com relação a foco na atividade de treinamento, e entendido agora como condição para necessário para chegar às competências necessárias, com determinação das competências necessárias para o pessoal que afeta a conformidade com os requisitos do produto, certificando-se de que as competências necessárias foram atingidas. Eliminada a avaliação de eficácia dos treinamentos, focando o como se atingir as competências.

6.3 Infraestrutura:

Inclusão de mais um exemplo dentro da letra c) Serviços de apoio como sistemas de informação.

6.4 Ambiente de Trabalho: Incluída nota:

O termo ambiente de trabalho relaciona-se às condições necessárias para atingir a conformidade com os requisitos do produto tais como salas limpas, precauções anti-estática e controles de higiene.

7.2.1 Determinação dos Requisitos Relacionados ao Produto: Também foi incluído uma nota para esclarecimento:

Atividades de pós-entrega podem incluir ações durante o período de fornecimento de garantia, obrigações contratuais tais como serviços de manutenção, serviços complementares como reciclagem ou disposição final.

7.3.1 Planejamento de Projeto e Desenvolvimento:

Feito esclarecimento: “Análise crítica, verificação e validação de projeto têm propósitos distintos. Eles podem ser conduzidos e registrados separadamente assim como em qualquer combinação adequada ao produto e à organização”.

7.3.3 Saídas de Projeto: pequena mudança na redação do texto para “as saídas de P&D devem estar em um formato adequado para verificação contra as entradas de P&D”, além de: “fornecimento de serviços inclui preservação do produto”.

7.5.2 Validação de Processos: Foram incluídas duas notas relevantes:

Nota1: Para muitas organizações de serviços, o serviço fornecido não permite a imediata verificação antes da entrega. Estes tipos de processos deveriam ser considerados e identificados durante o estágio de planejamento (ver 7.1).

Esta nota reflete uma interpretação sancionada da ISO atual que traz como exemplo a venda de balcão como um destes processos.

Nota 2: Processos tais como soldagem, esterilização, treinamento, tratamento térmico, serviços de call center ou atendimento de emergências podem requerer validação.

7.5.3 Identificação e Rastreabilidade: Foi esclarecido que a organização deve identificar a situação de inspeção do produto por toda a realização do produto.

7.5.4 Propriedade do Cliente: Esclarecido em nota que dados pessoais também são propriedade do cliente.

7.6 Controle de Equipamentos de Medição e Monitoramento: Foi esclarecido que o equipamento deve estar identificado para permitir que a sua situação de calibração seja conhecida.

Inclusão de duas notas: Equipamentos de medição incluem equipamentos para medir ou monitorar que são usados para monitorar conformidade com requisitos; e Confirmação da habilidade de software de computador em satisfazer a intenção de uso incluiria o gerenciamento de sua configuração e verificação para manter sua adequação ao uso.

8.2.1 Satisfação do cliente:

Como uma das medições do desempenho do sistema de gestão da qualidade, a organização deve monitorar informações relativas à percepção do cliente sobre se a organização atendeu aos requisitos do cliente. Os métodos para obtenção e uso dessas informações devem ser determinados.

8.2.2 Auditoria Interna: Foi incluída a obrigatoriedade de manter registros da auditoria e de seus resultados.

8.2.3 Medição e Monitoramento dos Processos:

Foi incluído uma nota para esclarecer que o tipo de monitoramento a ser aplicado depende do impacto do processo no atendimento aos requisitos do produto na eficácia do SGQ.

8.3 Controle de Produto não Conforme

Foi incluída a letra d) que requer que, quando praticável, a organização deve tomar as ações apropriadas aos efeitos ou potenciais efeitos de uma não conformidade detectada após a entrega ou uso do produto.

8.5.2 e 8.5.3 Ação Corretiva e Ação Preventiva: Foi esclarecido que análise de ação corretiva e preventiva refere-se à análise da eficácia de tais ações.

Anexo A: Traz uma correlação entre os requisitos da norma ISO 9001:2000 e ISO 14001:2004.

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Dicas Qualidade Online

Já que eu gosto de andar por esse mundo de deuses e cozinhar, a partir de agora o site vai editar textos dando dicas para os internautas que visitam São Paulo para cursos ou férias e mesmo para aqueles que moram na cidade. Comida, passeios, receitas, dicas de informática, etc. …tudo visando uma melhor qualidade de vida.

Comida mineira – Tocado por cozinheiros, garçons e quem mais estiver no pedaço nascidos em Senador Firmino (MG), o Rancho de Minas tem comida mineira de boa qualidade. Estive lá num domingo e comi uma porção de bolinho de mandioca recheado com carne seca e o prato denominado Senador Firmino com picanha suína grelhada na pedra, arroz, mandioca frita, feijão tropeiro e couve. Uma quantidade de comida que sobrou e eles fazem o embornal para a gente levar para casa. Tem cachaça mineira de várias marcas, não deixe de experimentar a Canarinha (a melhor do Brasil). Como sobremesa, o doce de leite da cidade mineira com queijo. Pode-se levar uma lata para casa. Rua Bento Branco de Andrade Filho, 151 – Jardim Dom Bosco – São Paulo – SP (perto da ponte João Dias) – Tel.: 11 5641.2267 – http://www.restauranteranchodeminas.com.br/cardapio.htm

Manufatura robusta

 
 

A partir de amplo e profundo estudo realizado com instituições que discutem os aspectos técnicos e jurídicos da regulamentação do setor de construção, foram identificados e selecionados, entre mais de 15.000 informações tecnológicas, cerca de 800 documentos normativos críticos, obrigatórios e indispensáveis para o dia-a-dia desse setor. Essa solução permite que os engenheiros, técnicos, consultores, projetistas, advogados e gestores das bibliotecas corporativas da área Construção, atendam a legislação vigente no país e otimizem seus trabalhos, fornecendo a eles um atalho para esses mais de 800 Documentos selecionados, além de uma ferramenta simples, rápida e confiável de busca, acesso e controle em mais de 15.000 informações tecnológicas atualmente vigente no Brasil e Mercosul.
   

Uma leitora diz que gostaria de saber o que é manufatura robusta? Ela deve ser entendida como aquela que tem seus processos sob controle e com indicadores que comprovam sua eficiência, não necessariamente em quantidades que ultrapassem a eficácia de controle, pois qual deve ser a dimensão dos controles para que os processos produtivos garantam todos os requisitos de qualidade e produtividade, atendendo o projeto do produto? Assim, os responsáveis pela manufatura nas empresas são constantemente desafiados a agir com estes questionamentos à cabeça, uma vez que de nada adianta ter excelente projeto se os processos não possibilitam atendimento aos níveis desejados de qualidade e custos. Além disso, é preciso considerar que os volumes de produção ou estão crescendo ou estabilizados em um patamar elevado. Neste contexto, inúmeras ações são tomadas para não deixar a manufatura em posição crítica dentro das organizações.

Depois do desenvolvimento do sistemas de produção, principalmente do Toyota Production System (TPS), praticamente todas as empresas têm sistema que permita controlar seus processos dentro de um conceito operacional com adequado valor agregado, de forma eficaz, conjugando todos os fatores de influência – pessoas, meios, máquinas, meio ambiente e método. O objetivo é ter o produto certo, com qualidade, no tempo certo e com preço competitivo. Esses sistemas devem ter confiabilidade suficiente para absorver eventuais desvios e corrigi-los em tempo de se evitar falhas.

Para Shin Taguchi, a principal diferença é que a engenharia robusta permite a prevenção de problemas futuros de maneira bastante eficaz e antecipada. “Nós procuramos medir a função do produto, em termos de energia (pois todo produto ou processo transforma energia fim de executar sua função) e realizamos experimentos que visam identificar a condição de mínima variabilidade funcional, na presença dos fatores de ruído, os quais propositadamente introduzimos nos experimentos. E isto pode ser feito rio acima, de modo que não tenhamos que apagar os diferentes tipos de incêndio rio abaixo, na manufatura ou junto aos clientes”, disse ele em entrevista a Eduardo Moura, diretor da Qualiplus, e publicada na revista BANAS QUALIDADE.

O diretor do Comitê de Manufatura & Qualidade do Congresso SAE BRASIL 2010, Marcelo Martin, afirma que quando se fala em robustez na manufatura da indústria automobilística logo vem à mente uma infinidade de controles e processos redundantes, de forma a se precaver contra eventuais falhas. “No entanto, manufatura robusta deve ser entendida como aquela que tem seus processos sob controle e com indicadores que comprovam sua eficiência, não necessariamente em quantidades que ultrapassem a eficácia de controle. Afinal, qual deve ser a dimensão dos controles para que os processos produtivos garantam todos os requisitos de qualidade e produtividade, atendendo o projeto do produto? Os responsáveis pela manufatura nas empresas são constantemente desafiados a agir com estes questionamentos à cabeça, uma vez que de nada adianta ter excelente projeto se os processos não possibilitam atendimento aos níveis desejados de qualidade e custos. Além disso, é preciso considerar que os volumes de produção ou estão crescendo ou estabilizados em um patamar elevado. Neste contexto, inúmeras ações são tomadas para não deixar a manufatura em posição crítica dentro das organizações.”, sustenta

Dentre os fatores que podem influenciar os resultados está a não conformidade de autopeças, nas quais impactos em qualidade, capacidade e falhas na cadeia de fornecimento têm gerado demandas adicionais para que os produtos finais não sejam afetados. Para que volumes finais também não sejam prejudicados, já se vislumbra forte tendência de importação de autopeças para compor a cadeia, principalmente provenientes da Ásia, onde os volumes de mercado crescem exponencialmente, supridos por mão de obra e matéria-prima com custos baixos. “O questionamento que neste momento surge é quanto à qualidade destas autopeças e seu impacto nos processos por ora estabilizados. Qual será o resultado final deste fator na performance da indústria nacional? É fato que a robustez nos processos será colocada à prova e a responsabilidade dos profissionais envolvidos aumentará substancialmente. Esse é apenas um dos componentes na tão complicada equação da rotina nos ambientes produtivos. Grandes desafios serão colocados aos envolvidos para os próximos anos, quando muito deverá ser considerado para atender crescentes volumes de produção com a devida manutenção e melhoria nos índices de qualidade. O que poderá ser feito para melhorar? Quais serão as lições aprendidas que influenciarão nas melhorias? O que poderá ser feito de diferente? Não custa lembrar que a indústria automotiva nacional tem previsão de chegar a 4 milhões de unidades produzidas ainda em 2010”, opina Martin.

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