Como liderar e motivar equipes

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Livros e vídeos para um correto trabalho em equipe

É preciso deixar claro que trabalhar em grupos, equipes ou times é muito difícil.

Qualquer líder precisa saber se relacionar bem com todo mundo na empresa, a qualquer hora e em qualquer lugar que esteja, além de saber dar o exemplo mesmo que não receba de seu superior a mesma cordialidade e atenção. Tudo é uma questão de escolha, ter uma equipe com medo é não ter respeito. O líder escolhe e também arca com as conseqüências.

O maior problema são as políticas equivocadas de gestão de pessoas, incluindo a pressão por metas elevadas sem o correspondente incentivo, ausência de planos de carreira, etc. Esses fatores ajudam a criar um verdadeiro batalhão de problemas que um pouco de planejamento pode evitar. Muitas vezes o desinteresse de membros da equipe é resultado direto da falta de comunicação clara dos objetivos da empresa ou da equipe. Em muitos casos, além dos objetivos não estarem claros, os incentivos também não estão, ou seja, os desinteressados não fazem além do mínimo necessário porque não percebem a razão de fazer mais, e nem o incentivo para que o façam, as duas chaves para o interesse.

Na verdade, pessoas que não conversam, não cumprimentam as pessoas, vivem de mau humor e têm um comportamento grosseiro, não encontram mais espaço na sociedade. Esse tipo de pessoa deixa escorrer pelo ralo boas oportunidades de trabalho e o pior vão para outra empresa e começam tudo de novo.

Quando alguém faz algo para evitar punição, ganhar uma recompensa ou competição e o impulso inicial partiu de um terceiro e não dela própria, essa pessoa foi colocada em movimento. Se não houvesse o estímulo externo ela não teria feito nada. Se a iniciativa para realizações parte da própria pessoa por uma necessidade interior, se ela é levada a agir por um impulso interno, um desejo, então essa pessoa está motivada.

Com a verdadeira motivação em cena, é possível transformá-la em ação voluntária constante, direcionada a metas e objetivos com a ajuda de treinamentos e não há efeitos colaterais. Para a consultora associada da Muttare, Valérya Carvalho, é preciso ter chefes para dar instruções aos funcionários, ou departamentos para poder gerenciar a organização, assim como objetivos para que todos saibam o que devem fazer, informações de antemão para poder decidir, metas para poder controlar o desempenho, estímulos para motivar e hierarquia para definir responsabilidades chegou a hora de repensar seus conceitos.

“Liderança é um tema que desafia constantemente os pensadores de gestão a elaborar extensas listas de qualidades do “executivo ideal” ou do “líder ideal”.  Na maioria dos casos, essas listas não passam de coletâneas de idéias utópicas e tediosas. As organizações não precisam de seres humanos melhores ou de patriarcas mais perfeitos, mas necessitam de modelos de direção que estejam à altura de nosso tempo, nos quais pessoas comuns possam tomar decisões assumindo responsabilidade própria e desenvolver suas qualidades de liderança. Como, porém, se constrói tal modelo de direção que corresponda à nossa época e seja coerente”, pergunta ela?

Ela responde. “Em primeiro lugar, é necessário dar-se conta de que não avançaremos com padrões de comportamento clássicos, com otimização de processos e novas ferramentas. O que se precisa – ao menos na maioria das organizações – é de uma mudança de paradigma, uma visão clara de outro princípio de funcionamento. Uma boa liderança cria um ambiente em que todos são energizados. Isso, porém, não acontece a partir de uma ameaça, do medo da punição ou da promessa de prêmios e sim do desejo de dar uma contribuição positiva. Liderança, ao contrário do que comumente se imagina, não significa alguns tomarem mais decisões do que outros e que ser líder é um cargo. Significa disciplinar a si mesmo e deixar que outras pessoas tomem também decisões. Além disso, exige modéstia e uma autocompreensão de que se está a serviço dos outros”.

Ela cita William Edward Deming, reconhecido pela melhoria dos processos produtivos nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial: a tarefa do líder é afastar o medo da organização, de modo que os funcionários sejam encorajados a tomar decisões de maneira autônoma. “É provável que poucos integrantes de alta direção, gestores de empresas e proprietários sigam esse pensamento e coloquem a luta contra o medo em suas prioridades diárias e consigam, até agora, imaginar a possibilidade de abrir mão de poder e descentralizar maciçamente as decisões. Herb Kelleher, ex-CEO da Southwest Airlines e responsável direto por instituir um estilo de liderança para a geração de equipes autônomas e de alto desempenho, disse em entrevista a HSM de março/abril 2010 que apesar de todas as dificuldades que as companhias aéreas atravessaram nos últimos 30 anos, a Southwest Airlines não demitiu funcionários, alcançou os maiores índices de satisfação de clientes e bateu recordes na bolsa de valores. Como fazer isso? Kelleher explicou que existe um enfoque humanista no tratamento dos funcionários. A empresa os valoriza como indivíduos e não apenas como trabalhadores”.

Valérya ainda diz para os empregadores observarem seus funcionários ou colaboradores: o que você vê? Custos? Resistência? Oportunismo? Desânimo? Você vê pessoas que precisam ser conduzidas com rédea curta e controladas por meio de inspeção, estímulos e sansões porque não se pode confiar nelas? Ou você vê seres humanos inteligentes, motivados e dignos de confiança?. E lança um desafio aos líderes. “São os objetivos financeiros e os de desempenho, ou, então, as relações entre as pessoas e o mercado e seus padrões de trabalho e de pensamentos em conjunto que produzem os resultados aos quais damos valor? Não são as relações e os processos que moldam a capacidade da organização de aprender, de responder rapidamente ao mercado atendendo aos fatores críticos de sucesso e de criar o conhecimento necessário para seu desempenho de longo prazo?”

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Uma resposta

  1. É exatamente do jeito que foi expressado é que tem que ser o líder. Eu particularmente entendo que o líder não é melhor em nada do que o seu liderado.Portanto para motivar é preciso esta junto, próximo e remando no mesmo barco.A partir do omento que o líder se aproxima dos liderados,abrem porta para a confiança.

    Belo artigo amigo!

    Parabéns.

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