A análise crítica dos sistemas de gestão da qualidade

ISO 9001:2008 – Pequenas Mudanças, Grandes Oportunidades

Um guia interpretativo da ISO 9001:2008 – Dr. Nigel H. Croft

108 páginas –  Preço de lançamento do livro: R$ 25,00

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Um leitor me explica via e-mail que a empresa está com dificuldades para fazer a análise crítica do sistema da qualidade implantado. O ideal é que isso seja feito a intervalos planejados e que seja estabelecido uma programação das reuniões de análise crítica. Esses intervalos devem ser decididos pela organização, dependendo da sua necessidade. Nas fases iniciais da implementação do programa de qualidade, seria interessante realizar as reuniões com maior frequência, a cada dois meses com o objetivo de ajustes nos processos. Depois que o programa de qualidade vai amadurecendo, a frequência pode passar a ser de quatro em quatro meses e posteriormente semestral. Se a empresa recebe auditorias externas de manutenção do sistema semestralmente, a sugestão dos especialistas é que a frequência das reuniões não seja menor do que isso. Porém, se as auditorias forem anuais, nada impede que as reuniões também sejam por ano.

Conforme determina a norma ISO 9001, no item 5.6 Análise crítica pela direção:

5.6.1 Generalidades

A Alta Direção deve analisar criticamente o sistema de gestão da qualidade da organização, a intervalos planejados, para assegurar sua contínua pertinência, adequação e eficácia. Essa análise crítica deve incluir a avaliação de oportunidades para melhoria e necessidade de mudanças no sistema de gestão da qualidade, incluindo a política da qualidade e os objetivos da qualidade. Devem ser mantidos registros das análises críticas pela direção (ver 4.2.4).

5.6.2 Entradas para a análise crítica

As entradas para a análise crítica pela direção devem incluir informações sobre

a) resultados de auditorias,

b) realimentação de cliente,

c) desempenho de processo e conformidade de produto,

d) situação das ações preventivas e corretivas,

e) acompanhamento das ações oriundas de análises críticas pela direção anteriores,

f) mudanças que possam afetar o sistema de gestão da qualidade, e

g) recomendações para melhoria.

5.6.3 Saídas da análise crítica

As saídas da análise crítica pela direção devem incluir quaisquer decisões e ações relacionadas a

a) melhoria da eficácia do sistema de gestão da qualidade e de seus processos,

b) melhoria do produto em relação aos requisitos do cliente, e

c) necessidade de recursos.

E qual o significado do item? Pode-se dizer que a análise crítica é uma atividade da Alta Direção que deve aproveitar a oportunidade para mostrar aos funcionários a sua aderência com o negócio da empresa sob sua ótica. As conclusões de cada item analisados devem apontar um rumo para que todos possam ter esse objetivo e tornar o sistema de gestão cada vez mais integrado ao negócio. Os itens a serem analisados estão definidos na própria norma, mas é interessante que os itens estratégicos façam parte da análise crítica.

Enfim, as análises críticas devem abordar de forma até didática todos estes itens, pois se a diretoria da empresa quer passar algum recado para os diversos níveis da empresa isso deve ser de forma clara e concisa. Todos devem perceber que aquele registro atende a norma e ainda evidencia as conclusões sobre a eficácia dos processos de gestão e de suas atividades. Quando for detectado algum desvio ou alguma não conformidade espera-se que se inicie a partir daí uma ação corretiva, que deve ser registrada claramente, inclusive seu responsável, e o prazo que esse terá para implementar a ação corretiva. As análises críticas com indicação de sim ou não agregam valor ao sistema, uma vez que existe uma infinidade de possibilidades entre estes dois extremos que podem e devem ser explorados a fundo.

Para realização da análise crítica podem ser verificados os seguintes itens: os resultados das auditorias internas, as situações das ações corretivas e preventivas, o tratamento das reclamações e sugestões, o acompanhamento das ações das reuniões de análise crítica anteriores, a adequação da estrutura organizacional e as mudanças que possam afetar o sistema. Já para a realização das saídas da análise crítica pode ser verificados: se houve melhoria da eficácia do sistema de gestão da qualidade e seus processos, dos produtos certificados em relação aos requisitos e das oportunidades mercadológicas dos produtos. Os aspectos a serem acompanhados podem incluir: se houve melhoria da eficácia e eficiência do sistema de gestão; se as mudanças propostas foram implementadas, se os resultados estão atingindo os seus objetivos e se a divulgação dos resultados contempla todos os envolvidos no sistema.

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Dicas Qualidade Online

Já que eu gosto de andar por esse mundo de deuses e cozinhar, a partir de agora o site vai editar textos dando dicas para os internautas que visitam São Paulo para cursos ou férias e mesmo para aqueles que moram na cidade. Comida, passeios, receitas, dicas de informática, etc. …tudo visando uma melhor qualidade de vida.

Salmão com cogumelos shitakes – Pegue um bom filé de salmão e esfregue nele uma mistura de alho e cebola batidos no pilão. Em uma folha de papel alumínio coloque um pouco de azeite e o filé de salmão. Por cima coloque os cogumelos shitakes (se não gostar ponha cogumelos champignons frescos)), regue com um pouco de shoyo e feche bem as pontas do papel, formando uma espécie de pacote. Coloque no forno quente para assar durante 20 minutos. Sirva com brócolis com pasta de tofu. Bom apetite!

Reciclagem energética de resíduos sólidos

Curso Técnico – De 06/12/2010 a 10/12/2010

NR 10 – Segurança no Sistema Elétrico de Potência (SEP) e em Suas Proximidades

Esse curso capacita seus participantes para a análise e prevenção de acidentes em ambientes de riscos, em atendimento às exigências da Norma Regulamentadora NR-10. As instalações e os serviços em eletricidade, sejam de quaisquer tipos, devem atender aos requisitos da Norma Regulamentadora NR-10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, do Ministério de Trabalho e Emprego, desde o início do projeto até a execução, operação, manutenção, reformas e ampliações, para que sejam evitadas possíveis ocorrências de acidentes. Clique para mais informações.

Definida como uma boa alternativa para evitar as emissões de gás metano dos aterros e lixões, seu processo consiste na conversão dos resíduos sólidos urbanos em energia por meio da queima do material, transformando consequentemente, o lixo em uma fonte de energia. Atualmente, vem sendo largamente utilizada no mundo para solucionar o destino do lixo urbano não reciclável. Distingue-se da incineração por utilizar os resíduos como combustíveis na geração de energia elétrica. Já a simples incineração não reaproveita a energia gerada pelos materiais no seu processo de combustão.

Para o presidente do Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos (Plastivida), Francisco de Assis Esmeraldo, a destinação do lixo urbano transformou-se num dos mais graves problemas das grandes cidades. “As prefeituras enfrentam as questões logísticas sobre o lixo – falta de espaço para aterros, transporte do lixo para outras cidades, tratamento e hospedagem desse lixo, etc. – o que acarreta grandes encargos às administrações municipais. A reciclagem energética é uma solução com menor ônus para os cofres públicos e menos impacto ambiental – evitando as emissões decorrentes da necessidade do transporte do lixo, contaminação e a sobra de resíduos”, explica.

Segundo ele, os benefícios da reciclagem energética incluem: minimiza significativamente o problema dos lixões e aterros; é a alternativa recomendada pela ONU para a destinação do lixo urbano; reduz a emissão de gases dos aterros sanitários; possibilita a recuperação energética dos materiais plásticos; pode ser aplicada perto de centros urbanos, reduzindo o custo do transporte do lixo para aterros distantes; e a área exigida para a implantação de uma usina é inferior à de um aterro. Importante, também, que a técnica não substitui o trabalho de catadores, pois somente depois de uma triagem, na qual são retirados os elementos que podem ser reciclados mecanicamente para se tornarem novos produtos, o lixo é encaminhado para a reciclagem energética. Nesse ponto, o papel do catador é fundamental para que não haja desperdício de nenhum tipo de produto. O que sobra desta separação (restos de alimento, materiais higiênicos descartáveis, além das próprias sacolinhas plásticas que embalam lixo) segue para a reciclagem energética.

Esmeraldo garante que os plásticos são fundamentais no processo da reciclagem energética. “Plástico é energia. Um quilo de plástico equivale a um quilo de óleo diesel. São os produtos plásticos presentes no lixo urbano – os sacos e sacolas que embalam o lixo de sua casa, por exemplo, que irão servir de combustível para que o processo de reciclagem energética ocorra. Os resíduos são queimados em um forno industrial, numa temperatura de cerca de 1000º C. A tecnologia aplicada neste procedimento impede a emissão de gases poluentes durante a queima. Os gases quentes são aspirados para uma caldeira de recuperação, onde é produzido vapor. É este vapor que aciona o gerador de energia térmica ou elétrica, dependendo da tecnologia. A sobra de toda a queima, que gira em torno de 8% do volume queimado, é reutilizada na fabricação de material de construção, como telhas e tijolos.

Mais de 30 países, como Alemanha, Dinamarca, Japão, entre outros, empregam em larga escala a reciclagem energética. Atualmente, cerca de 150 milhões de t/ano de lixo urbano são destinados em mais de 850 instalações de combustão com geração de energia elétrica ou térmica, todas perfeitamente adequadas às mais rígidas normas ambientais. Com isso, são gerados geram mais de 10.000MW de energia elétrica e térmica. A Alemanha, por exemplo, aboliu os aterros sanitários em função da reciclagem energética. Os Estados Unidos suprem 2,3 milhões de residências com energia elétrica vinda de 98 usinas. A União Européia conta com 420 usinas; só no Japão são 249; na Suíça, 27.

“O Brasil ainda não conta com nenhuma usina de reciclagem energética. Hoje, o país produz cerca de 170 mil toneladas de resíduos sólidos urbano por dia, acumulando mais de 61 milhões de toneladas por ano, dos quais cerca de 83% são coletados, mas isso em apenas 40% do municípios. A cidade de São Paulo, por exemplo, já começa a exportar o lixo para o município de Caieiras por falta de espaços para aterros. Imagine o custo dessa logística e o impacto ambiental com emissões, por exemplo. Os grandes centros urbanos brasileiros têm praticamente todos os seus aterros saturados”, conclui.

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