Reciclagem energética de resíduos sólidos

Curso Técnico – De 06/12/2010 a 10/12/2010

NR 10 – Segurança no Sistema Elétrico de Potência (SEP) e em Suas Proximidades

Esse curso capacita seus participantes para a análise e prevenção de acidentes em ambientes de riscos, em atendimento às exigências da Norma Regulamentadora NR-10. As instalações e os serviços em eletricidade, sejam de quaisquer tipos, devem atender aos requisitos da Norma Regulamentadora NR-10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, do Ministério de Trabalho e Emprego, desde o início do projeto até a execução, operação, manutenção, reformas e ampliações, para que sejam evitadas possíveis ocorrências de acidentes. Clique para mais informações.

Definida como uma boa alternativa para evitar as emissões de gás metano dos aterros e lixões, seu processo consiste na conversão dos resíduos sólidos urbanos em energia por meio da queima do material, transformando consequentemente, o lixo em uma fonte de energia. Atualmente, vem sendo largamente utilizada no mundo para solucionar o destino do lixo urbano não reciclável. Distingue-se da incineração por utilizar os resíduos como combustíveis na geração de energia elétrica. Já a simples incineração não reaproveita a energia gerada pelos materiais no seu processo de combustão.

Para o presidente do Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos (Plastivida), Francisco de Assis Esmeraldo, a destinação do lixo urbano transformou-se num dos mais graves problemas das grandes cidades. “As prefeituras enfrentam as questões logísticas sobre o lixo – falta de espaço para aterros, transporte do lixo para outras cidades, tratamento e hospedagem desse lixo, etc. – o que acarreta grandes encargos às administrações municipais. A reciclagem energética é uma solução com menor ônus para os cofres públicos e menos impacto ambiental – evitando as emissões decorrentes da necessidade do transporte do lixo, contaminação e a sobra de resíduos”, explica.

Segundo ele, os benefícios da reciclagem energética incluem: minimiza significativamente o problema dos lixões e aterros; é a alternativa recomendada pela ONU para a destinação do lixo urbano; reduz a emissão de gases dos aterros sanitários; possibilita a recuperação energética dos materiais plásticos; pode ser aplicada perto de centros urbanos, reduzindo o custo do transporte do lixo para aterros distantes; e a área exigida para a implantação de uma usina é inferior à de um aterro. Importante, também, que a técnica não substitui o trabalho de catadores, pois somente depois de uma triagem, na qual são retirados os elementos que podem ser reciclados mecanicamente para se tornarem novos produtos, o lixo é encaminhado para a reciclagem energética. Nesse ponto, o papel do catador é fundamental para que não haja desperdício de nenhum tipo de produto. O que sobra desta separação (restos de alimento, materiais higiênicos descartáveis, além das próprias sacolinhas plásticas que embalam lixo) segue para a reciclagem energética.

Esmeraldo garante que os plásticos são fundamentais no processo da reciclagem energética. “Plástico é energia. Um quilo de plástico equivale a um quilo de óleo diesel. São os produtos plásticos presentes no lixo urbano – os sacos e sacolas que embalam o lixo de sua casa, por exemplo, que irão servir de combustível para que o processo de reciclagem energética ocorra. Os resíduos são queimados em um forno industrial, numa temperatura de cerca de 1000º C. A tecnologia aplicada neste procedimento impede a emissão de gases poluentes durante a queima. Os gases quentes são aspirados para uma caldeira de recuperação, onde é produzido vapor. É este vapor que aciona o gerador de energia térmica ou elétrica, dependendo da tecnologia. A sobra de toda a queima, que gira em torno de 8% do volume queimado, é reutilizada na fabricação de material de construção, como telhas e tijolos.

Mais de 30 países, como Alemanha, Dinamarca, Japão, entre outros, empregam em larga escala a reciclagem energética. Atualmente, cerca de 150 milhões de t/ano de lixo urbano são destinados em mais de 850 instalações de combustão com geração de energia elétrica ou térmica, todas perfeitamente adequadas às mais rígidas normas ambientais. Com isso, são gerados geram mais de 10.000MW de energia elétrica e térmica. A Alemanha, por exemplo, aboliu os aterros sanitários em função da reciclagem energética. Os Estados Unidos suprem 2,3 milhões de residências com energia elétrica vinda de 98 usinas. A União Européia conta com 420 usinas; só no Japão são 249; na Suíça, 27.

“O Brasil ainda não conta com nenhuma usina de reciclagem energética. Hoje, o país produz cerca de 170 mil toneladas de resíduos sólidos urbano por dia, acumulando mais de 61 milhões de toneladas por ano, dos quais cerca de 83% são coletados, mas isso em apenas 40% do municípios. A cidade de São Paulo, por exemplo, já começa a exportar o lixo para o município de Caieiras por falta de espaços para aterros. Imagine o custo dessa logística e o impacto ambiental com emissões, por exemplo. Os grandes centros urbanos brasileiros têm praticamente todos os seus aterros saturados”, conclui.

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3 Respostas

  1. Quero receber novos posts por e-mail.

  2. rsrsrs
    isso é muito bom para mim estudar variedades sobre o lixo

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