Auditoria ambiental: uma ferramenta para melhorar o desempenho ambiental das empresas

Selo para produtos da sociobiodiversidade

Está em andamento a elaboração de um selo para produtos da sociobiodiversidade, O selo, que vai garantir que os produtos seguiram critérios ambientais e sociais, tem o objetivo de aumentar o diálogo entre extrativistas e o setor empresarial e é parte das metas para 2010 do Plano Nacional de Promoção das Cadeias de Produtos da Sociobiodiversidade – PNPSB. Clique para ler mais e conheça as normas relacionadas com o assunto.
Considerada como uma ferramenta que permite às empresas atingir e manter a eficácia da gestão ambiental por meio de um plano de ação completo e abrangente, a auditoria ambiental consegue apontar tanto as deficiências existentes como as futuras, prevenindo gastos mais elevados no futuro. O importante é identificar o seu objeto, ou seja, detectar as vulnerabilidades ambientais, não só no âmbito da conformidade ambiental, mas considerando também riscos, imagem e sustentabilidade. Isso se dá através de observação qualitativa em campo, levantamento de documentos, reuniões com equipe e elaboração de diagnóstico conclusivo da auditoria ambiental baseado nestas informações.

A auditoria ambiental pode ser classificada em:

  • Dos impactos ambientais – permite que seja feita uma avaliação dos impactos ambientais no ar, água, solo e comunidade de uma determinada unidade industrial ou de um determinado processo com objetivo de fornecer subsídios para ações de controle da poluição, visando à minimização destes impactos.
  • Dos riscos ambientais – possibilita uma avaliação dos riscos ambientais reais ou potenciais de uma fábrica ou de um processo industrial especifico.
  • Da legislação ambiental – em que é feita uma avaliação da situação ambiental de uma determinada fábrica ou organização em relação ao cumprimento da legislação vigente.
  • De gestão ambiental – é uma avaliação sistemática para determinar se o sistema da gestão ambiental e o desempenho ambiental de uma empresa estão de acordo com sua política ambiental, e se o sistema está efetivamente implantado e adequado para atender aos objetivos ambientais da organização.

Uma correta auditoria ambiental melhora o controle da poluição nas empresas; verifica as condições da empresa em relação à legislação ambiental; permite uma substituição parcial do governo na fiscalização ambiental; avalia os riscos existentes e da vulnerabilidade da empresa, assim como identificação dos riscos antecipadamente; prioriza as atividades e os investimentos para o controle ambiental; verifica a condição ambiental de unidades a serem adquiridas e avaliação de alternativas de crescimento; reduz gastos desnecessários, favorecendo ações econômicas e eficazes, reduzindo desperdícios; melhora o relacionamento empresa-governo e vice-versa; atende à legislação de forma sistemática e consistente, com resposta imediata às novas exigências legais; fornece uma terceira visão do problema ambiental, ou seja, a visão do auditor; dá maior credibilidade e maior flexibilidade nas exigências da fiscalização; protege e melhora a imagem da empresa junto à comunidade.

E quais são as etapas para uma correta auditoria ambiental?

  • Fixação dos objetivos da auditoria – A alta direção deve definir o que espera da auditoria.
  • Formação da equipe auditora.
  • Planejamento dos trabalhos: atividades a serem executadas: áreas a serem verificadas; pessoas envolvidas; pessoas a serem ouvidas; e cronograma de execução.
  • Revisão da pré-inspeção: briefing para a equipe auditora; coleta e revisão de informações já existentes; e legislação aplicável.
  • Preparar o checklist para inspeção.
  • Visita as instalações.
  • Solicitação de informações adicionais.
  • Analise e conclusões preliminares.
  • Discussão.
  • Elaboração do relatório final.

Segundo a NBR ISO 19011 (2002), a auditoria é um processo sistemático, documentado e independente para obter evidências de auditoria e avaliá-las objetivamente para determinar a extensão na qual os critérios da auditoria são atendidos. Logo, pode-se conceituar a auditoria ambiental como um conjunto de atividades organizadas para verificação e avaliação da relação entre a produção e meio ambiente. É uma ferramenta que permite, a partir dos resultados de seus exames, a administração o uso de medidas corretivas para problemas ambientais eventualmente detectados. A grande vantagem das auditorias ambientais é que permitem que as empresas tenham maior cuidado com o processo de produção, identificando áreas de risco, apontando vantagens e desvantagens e encorajando melhorias continuas. Neste sentido as auditorias induzem ao uso de tecnologias limpas, a utilização prudente dos recursos disponíveis (matéria-prima), lixo industrial e a identificação de perigos e riscos potenciais, ou seja, buscar uma harmonização entre natureza e meio ambiente.

Importante dizer que a auditoria ambiental pauta-se no princípio da prevenção, pois tem o escopo de verificar a viabilidade e continuidade das atividades econômicas, bem como analisar se há passivos ambientais. Dessa forma, torna-se um instrumento indispensável à concretização do princípio da prevenção, pois oferece às companhias ambientalmente impactantes e à coletividade informações confiáveis para cessar, prevenir e corrigir de forma continua danos ambientais causados por suas atividades.

O que fica claro é que as organizações necessitam ter planejamento e metas a serem alcançadas, que devem ser buscadas de maneira racional para que o meio ambiente não acabe degradado. A auditoria além de verificar todos os aspectos legais, vai também checar se os planos estão sendo cumpridos, propondo medidas corretivas, quando necessário.

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A famosa lei de Murphy no mundo empresarial

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A tal lei de Murphy diz que se algo pode dar errado, isso vai acontecer. A assertiva adaptada do engenheiro norte-americano está mais relacionada à incompetência das pessoas do que à tendência de as coisas caminharem para um destino desastroso. Engenheiro da Força Aérea norte-americana, Edward A. Murphy Jr. Participava de testes de design de engenharia e foi um deles — quase por acaso — que deu origem à Lei de Murphy. Em 1949, na Base da Força Aérea de Edwards na Califórnia, oficiais conduziam os testes do projeto MX981 para determinar de uma vez por todas quantos Gs (a força da gravidade) um ser humano poderia suportar.

A equipe usou um trenó foguete para simular a força de uma colisão aérea. O trenó corria a mais de 320 km/h em um trilho de 800 metros, chegando a uma brusca parada em menos de um segundo. O problema era que, para descobrir quanta força uma pessoa aguentaria, a equipe precisava de uma pessoa de verdade para fazer o experimento.

O coronel John Paul Stapp se ofereceu para dar uma volta no trenó-foguete. Durante vários meses, ele andou várias vezes no aparelho e cada volta era uma tortura física. Ele acabou com ossos quebrados, concussões e vasos sanguíneos rompidos nos olhos, tudo em nome da ciência.

Murphy frequentou um desses testes levando um conjunto de sensores que poderiam ser presos às cintas que prendiam Stapp ao trenó-foguete. Os sensores eram capazes de medir a quantidade exata de força G aplicada quando o trenó-foguete fazia a parada súbita, tornando os dados mais confiáveis. Há várias histórias sobre o que aconteceu em determinado dia e sobre quem contribuiu com o quê para a criação da Lei de Murphy.

O primeiro teste depois que Murphy prendeu seus sensores nas cintas produziu uma leitura igual a zero — todos os sensores haviam sido conectados de forma incorreta. Para cada sensor, havia duas maneiras de fazer a conexão e cada um deles foi instalado de maneira incorreta.

Quando Murphy descobriu o erro, resmungou alguma coisa sobre o técnico, que foi supostamente responsabilizado pelo estrago. Murphy disse algo como “se há duas formas de fazer alguma coisa e uma delas vai resultar em um desastre, é assim que ele vai fazer”. Pouco tempo depois, Murphy voltou para o Aeroporto Wright, sua base. Mas Stapp, conhecido por seu senso de humor e perspicácia, reconheceu a universalidade do que Murphy havia dito e em uma coletiva de imprensa afirmou que a segurança da equipe do trenó foguete deveu-se à Lei de Murphy. Ele disse à imprensa que a lei significava que “Tudo que pode dar errado dá errado”. Essa assertiva passou a aparecer em publicações aeroespaciais e, logo depois, caiu na cultura popular tendo inclusive sido transformada em livro nos anos 70.

Ao se aplicar essa reflexão para o ambiente empresarial, pode-se dizer que o insucesso que muitas organizações estão fadadas deve-se à sua falta de planejamento e na visão distorcida da realidade. Então, pode-se dizer que a tendência para o erro é forçado por algum fator intrínseco e intangível ou é apenas a incapacidade do ser humano em planejar, definir metas e tomar decisões?

Quando Murphy afirma que o ser humano tende ao desastre, na verdade não está levando em consideração as informações que ele pode ter em mãos. Com as informações corretas, as chances de erro podem ser reduzidas e a tendência ao insucesso observada pelo norte-americano decresce muito rapidamente. O erro está geralmente na maneira de coletar as informações e na maneira de tratá-las e analisá-las.

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Dicas Qualidade Online – Cozinha cabocla

Coelho à moda cabocla – O caboclo caçava o coelho do mato, uma espécie de coloração   pardo amarelada, com partes inferiores mais claras e cauda pequena, orelhas curtas e finas e membros posteriores grandes e adaptados ao salto. Medindo de 35 a 40 cm de comprimento total e pesando entre 950 g e 1,2 kg, a especie possui hábitos noturnos, abriga-se de dia em tocas que escava ou em buracos e raízes de árvores. Como é proibido caçar, compre o coelho no supermercado. Amasse o alho, a cebola, misture com orégano, salsinha e azeite de oliva, esfregue essa mistura nos pedaços de coelho, adicione meio copo de vinho tinto e deixe repousar por pelo menos duas horas. Passe cada pedaço de carne em farinha de trigo e ponha para fritar na caçarola em azeite bem quente. Quando a fritura estiver começando a dourar, acrescente duas cebolas médias em pedaços, uma cenoura em pedaços, dois tomates sem sementes cortados em tiras, dois dentes de alho amassados, uma pimenta dedo de moça cortada em tiras, duas folhas de louro, orégano, salsa, cebolinha e sal a gosto. Coloque mais um pouco de vinho, tampe a caçarola e deixe cozinhar por pelo menos uma hora em fogo brando. Se necessário, durante o cozimento, adicione água para manter a textura do molho. Sirva com arroz à grega,