O teletrabalho veio para ficar?

 
 

Como gerenciar as normas técnicas e os documentos internos e externos

Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais. As normas do Sistema de Gestão da Qualidade da série ISO 9000 são rigorosas quanto aos critérios de controle, atualização e disponibilização de documentos corporativos aos seus usuários. Clique para mais informações.  

 

Segundo algumas pesquisas, já há mais de 10 milhões de teletrabalhadores no país, principalmente no setor de telemarketing trabalhando diretamente a partir de suas casas, reduzindo custos e investimentos para a empresa, oferecendo oportunidades diferenciadas aos empregados, e servindo de exemplo para outras empresas que relutam em fazer o mesmo – seja em tarefas operacionais, técnicas ou administrativas. Claro que trata-se de uma tarefa com bom número de desafios, incluindo os de ordem jurídica, tecnológica, de gestão e outros. Mas, o resultado final compensa o esforço e se trata de uma evolução natural de um mercado de trabalho que precisa se adaptar às dificuldades das grandes metrópoles (incluindo os cada vez maiores tempos de deslocamento), às questões ambientais e à natureza cada vez mais complexa das relações de trabalho e consumo.

Mudança de comportamento

Além das questões jurídicas e administrativas, há também um problema psicológico: muitas vezes é difícil para o gestor abrir mão de manter sob os seus olhos a força de trabalho. O diretor teme permitir que o trabalhador trabalhe fora do alcance de visão de um supervisor, e sem as restrições ambientais de um escritório corporativo. Mudar este paradigma é complicado, e geralmente precisa acontecer na forma de programas-piloto em pequena escala que demonstrem os ganhos potenciais do desenvolvimento desta alternativa

Segundo a advogada Eliana Saad Castelo Branco, apesar de parecer novidade, o teletrabalho vem sendo discutido há anos, pois a Organização Internacional do Trabalho (OIT) define o teletrabalho como uma forma de serviço efetuada em um local distante do escritório central e/ou do centro de produção, que permita a separação física e que implique o uso de uma nova tecnologia facilitadora da comunicação. “Jack Nilles, o pai do teletrabalho, após ser indagado sobre uma forma de melhorar as condições de trânsito, cerca de 35 anos atrás, chegou a conclusão de que seria possível reduzir o número de carros, portanto, de engarrafamentos nas ruas. Se o trabalhador tivesse a oportunidade, pelo menos algumas vezes, de trazer o trabalho para junto de si ao invés de precisar ir até ele, já traria grandes resultados. Jack enfrentou algumas dificuldades para realizar seus estudos, mas finalmente conseguiu realizá-lo. Os conceitos foram aceitos e o tele-trabalho se globalizou. Seu objetivo, a partir de então, era provar que uma melhora na qualidade devida de um funcionário aumenta sua produtividade”, informa ela.

Em 2005, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) deu início ao projeto piloto que implantaria o programa de trabalho virtual. Não havia obrigatoriedade de adesão nem restrição de cargos. A empresa forneceu aos funcionários virtuais notebook, celular, acesso banda larga e até mesa de trabalho. Os funcionários também tiveram a oportunidade de treinamento de informática e de segurança da informação para que conservassem bem os equipamentos”.

A advogada sustenta que a legislação brasileira tem sido apontada por diversas companhias como um obstáculo na implementação de programas de trabalho virtual no país. Muitas empresas temem ser processadas por trabalhadores que possam alegar ter ficado ininterruptamente à disposição no momento em que casa e trabalho passaram a ocupar o mesmo espaço. No entanto, existem alternativas que regulamentariam essa relação para que funcionários e empregadores não sejam prejudicados.

A realização do teletrabalho exige, por parte dos administradores, que se adotem procedimentos diferentes dos anteriores em relação ao local, horário de funcionamento e, conseqüentemente, ao estilo de administração. Para Jack Nilles, a questão central do gerenciamento desta nova proposta é a mudança de prioridades. Ao invés do foco nas horas trabalhadas, o que se deve levar em consideração é o desempenho. O verdadeiro segredo do tele-trabalho bem sucedido está na confiança mútua estabelecida entre o gerente e seu subordinado Porém, muitas empresas ainda encontram-se ligadas ao mecanismo clássico de controle que é a supervisão da presença física e do tempo utilizado pelo trabalhador. Podemos citar como benefícios para as empresas a redução de custos, ganhos de produtividade, melhores tempos de resposta, melhoria no clima organizacional, redução da demanda de locais para escritório, prática na gestão por competência, entre outros. Já para o funcionalismo as questões referentes a melhorias na qualidade de vida, como ter maior contato com a família, reduzem o estresse e a tensão profissional, resultando em um melhor desempenho. Além de gerar menos gastos com transporte ou manutenção de veículos, reduz riscos de deslocamento e a propagação de viroses, gripe, etc. assim o trabalhador pode administrar melhor seu tempo, e com certeza os reflexos desta mudança serão encontrados positivamente no resultado de seus serviços”.

Claro que existem também desvantagens como a necessidade de capacitação dos trabalhadores que demanda investimento, a possível queda de produção na fase inicial do projeto, e até mesmo o distanciamento dos próprios funcionários e suas inter-relações. Entretanto, para a sociedade em geral os benefícios seriam muitos. Afinal, menos veículos em movimentação reduzem os níveis de poluição e também os gastos com manutenção de estradas, reduziria impostos, congestionamentos e gastos com combustíveis. Vale à pena uma reflexão neste sentido.

O fato de o local de trabalho ser transferido para a residência do trabalhador implica necessariamente que os  recursos para execução das atividades sejam custeados pelo empregador? O problema é de difícil solução, pois, se o próprio empregado custear, por exemplo, ferramentas de trabalho, o contrato pode, em princípio, se caracterizar como labor autônomo, já que faltaria à espécie o elemento dependência, que, a teor do artigo 3º da CLT, deve ser econômica e técnica, consubstanciando-se no próprio conceito de subordinação. Mas, o empregador deve custear, por exemplo, energia elétrica, linha telefônica e outras despesas básicas? Não é fácil separar o custo operacional das despesas domésticas do empregado.

Na realidade, se o intento do empregador é de apenas reduzir custos, talvez a mantença de todo o equipamento a ser instalado na residência do empregado seja até mais custosa do que o labor nas dependências da empresa. Enfim, há muitas transformações na sociedade e não está sendo diferente com as relações de trabalho. O momento é de mudança na postura, seja do patrão, seja do empregado, para que o teletrabalho não se transforme, como já ocorreu com a terceirização em mera forma de o empregador reduzir encargos contratando verdadeiros empregados como se fossem trabalhadores autônomos.

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Dicas Qualidade Online

Esfiharia Effendi – Quando você estiver perto da Estação da Luz, nas proximidades das lojas para noivas da região da rua São Caetano, no centro de São Paulo, não deixe de ir provar a massa das esfihas da casa que são assadas na hora. Fundada por um armênio e tocada pela terceira geração dos seus descendentes, a esfiharia serve os salgados desde 1973 e mais parece um buteco. Também são servidos o quibe cru, o homus, os charutinhos de uva e de repolho, e o basturmã. R. Dom Antônio de Mello, 77 – Luz – São Paulo – SP – Tel.: (11) 228-0295.

O uso de telas hexagonais sem qualidade coloca em riscos as obras civis

A utilização de telas hexagonais na estruturação do concreto para prevenir as trincas e as fissuras ou em cercas e alambrados, quando se faz a opção por produtos importados com preços mais baixos e sem qualidade, pode estar colocando em risco as obras civis em relação à sua durabilidade. Esse alerta do gerente executivo do Instituto de Metais Não Ferrosos (ICZ), Ricardo Goes, baseia-se em dados obtidos no mercado consumidor e nas importações registradas nos órgãos que controlam o comércio exterior brasileiro. De acordo com esses dados, as importações de telas hexagonais, principalmente originárias da Ásia – em especial da China – vêm crescendo ano a ano e atingiram volumes, em 2008, 14 vezes maiores do que em 2003, na média mensal.

Segundo Goes, um dos principais problemas encontrados nas telas hexagonais importadas é que boa parte delas não atende às exigências da NBR 10122 em quatro itens fundamentais:

  • O primeiro deles relaciona-se à galvanização de baixa qualidade, com o revestimento de zinco aplicado em gramatura abaixo das especificações da norma, propiciando o aparecimento de focos de ferrugem, inutilizando prematuramente o produto;
  • O diâmetro externo do rolo da tela menor que o especificado na norma técnica, causando o chamado efeito mola, quando da sua abertura ou, ainda, deformando o produto ao longo de toda a sua extensão, devido à sua excessiva compactação;
  • Ausência completa da identificação do produto na etiqueta que acompanha o rolo;
  • Irregularidade nas dimensões da abertura das malhas.

 

Conforme destaca o gerente, a norma especifica a camada mínima de galvanização para as telas hexagonais. “A não-conformidade com a norma pode ser verificada no caso de a tela se apresentar com traços de ferrugem, pois a galvanização é responsável pela proteção contra a corrosão do arame. Análise feita pelo Sindicato Nacional da Indústria de Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos (Sicetel), com base nos resultados de ensaios realizados em laboratório, no Centro Universitário da FEI – Instituto de Pesquisa e Estudos Industriais, Relatório de Análise nº 61.498/08 e Certificado nº 59.364/08, indica que alguns produtos não estão em conformidade com a norma, inclusive com amostras contaminadas por metais pesados”, explica. Diz ainda que, de acordo com o ensaio em laboratório, e segundo a NBR 10.122, a ilustração abaixo demonstra a grande diferença na proporção da camada de zinco aplicada nos fios BWG 24. O fio em conformidade apresentou 20 g/m2 e o fio em não-conformidade aproximadamente 1/5 da camada aplicada ou apenas 5,6 g/m2.

Outro problema, apontado pelo gerente, é que o padrão nacional exige que as etiquetas de identificação do produto, inseridas nos rolos das telas hexagonais, contenham as informações obrigatórias relativas à marca; identificação do número da norma e do tipo de tela; diâmetro do fio, em milímetros e alternativamente em BWG; altura do rolo em metros; comprimento do rolo em metros; gramatura mínima da camada de zinco ou liga de zinco, em gramas por metro quadrado; e identificação do fabricante ou do importador. Essas informações são essenciais para a verificação da conformidade das telas importadas com a norma brasileira.

“A não conformidade aos requisitos da NBR 10122 pode trazer diversos tipos de prejuízos para os usuários das telas hexagonais. Entre os mais importantes, podemos citar: grande dificuldade de manuseio, devido às irregularidades dimensionais e de abertura dos hexágonos, entre outras falhas de fabricação que causam o chamado efeito mola devido à má compactação do rolo, que fica com diâmetro muito reduzido, ele não se abre uniformemente, dificultando bastante a sua utilização e, muitas vezes, chegando a inutilizar o material; e desgaste acelerado das telas, conforme demonstra a foto 4, caso não se atenda aos requisitos de camada mínima de galvanização, conforme prescrito pela norma brasileira. Sem a aplicação da camada mínima de galvanização, as telas tendem a oxidar e a sofrer um processo acentuado de corrosão”, alerta.

Para ele, essas irregularidades, além de caracterizar a não-conformidade com a norma brasileira, infringem também o Código de Defesa do Consumidor (CDC – Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990), que em seu artigo 39, inciso VIII, proíbe a colocação, ao mercado consumidor, de qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro). “Além disso, o artigo 12 do CDC estabelece que “o fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela (…) apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes e inadequadas sobre suas utilizações e riscos”.  O CDC determina ainda, em seu artigo 31, que a oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidades, composição, preço, garantia, prazo de validade e origem, entre outros dados, bem  como sobre os riscos que apresentam à saúde e á segurança dos consumidores”.

Dessa forma, frisa o gerente, o uso de telas hexagonais que não apresentam conformidade com as exigências da norma brasileira é um exemplo claro do ditado popular o barato pode custar caro, pelos danos e prejuízos potenciais que pode trazer aos seus compradores. Além disso, as telas hexagonais importadas de países asiáticos, especialmente da China, atualmente custam quase o equivalente (cerca de 5% menos, no preço ao consumidor) ao preço ao consumidor das telas hexagonais fabricadas no Brasil. Estas, porém, seguem rigorosamente a NBR 10.122 e, assim, oferecem garantia de procedência, de qualidade e durabilidade, com a gramatura do revestimento de zinco correta; de dimensões e de trabalhabilidade.

“Assim, construtores, arquitetos e engenheiros que especificam ou executam obras precisam atentar para a questão da qualidade e durabilidade das obras e da segurança de seus funcionários e usuários de edificações e locais nos quais são utilizadas telas hexagonais. Uma tela em não-conformidade pode colocar em risco a vida de operários e de pessoas que trabalham ou utilizam espaços que empregam telas hexagonais em funções de segurança. Portanto, para obter durabilidade, qualidade e segurança é fundamental utilizar telas hexagonais em conformidade com as normas brasileiras”, finaliza.

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Coletânea Gestão Ambiental

A Gestão ambiental se configurou como uma das mais importantes ferramentas de eliminação de barreiras e de facilitação de negócios, com vistas a atuação em mercados mais competitivos. O emprego destas ferramentas como forma de agregar valor a produtos e processos industriais vem, cada vez mais, crescendo em importância, em especial no acesso e manutenção de mercado. Com preço reduzido, são livros e CD-ROMS que os gestores podem adquirir e implementar os programas de qualidade em suas empresas. Clique para mais informações.