O que é um certificado de calibração

 
 

Como gerenciar a documentação de uma empresa, as normas técnicas usadas e as informações que circulam na organização?

Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais. As normas do Sistema de Gestão da Qualidade – série ISO 9000 são rigorosas quanto aos critérios de controle, atualização e disponibilização de documentos corporativos aos seus usuários. Tanto os documentos de origem interna como externa, devem ser controlados para evitar a utilização de informações não válidas e/ou obsoletas, cujo uso pode trazer sérios problemas aos sistemas, produtos e imagem institucional da empresa.

Uma leitora gostaria de saber o que é um certificado de calibração. Ele é um documento que evidencia a realização da calibração do instrumento ou do sistema de medição e em que são registrados os resultados obtidos, os erros e as incertezas, assim como as condições da calibração. Como critério mínimo de conteúdo, deve conter:

 Identificação do laboratório (que executou o serviço) e do cliente (proprietário do instrumento), ou seja, denominação completa e o endereço;

 Caracterização objetiva e precisa do objeto calibrado (denominação técnica, fabricante, tipo, modelo, número de série, dentre outras propriedades necessárias à sua identificação, se possível);

 Características do item a ser calibrado, (classe de exatidão, faixa de medição, valor de uma divisão da escala de leitura, características físico-químicas ou identificação da grandeza física objeto da calibração);

 Referência à especificação da norma tomada como referência ou breve descrição do método de calibração utilizado;

 Caracterização dos padrões metrológicos utilizados para referenciar a calibração, mencionando-se, sempre que possível, a melhor capacidade de medição dos padrões de referência utilizados;

 As condições ambientais com base nas quais a calibração foi realizada;

 Os resultados encontrados em forma numérica, expressos em conformidade com o SI;

 A incerteza de medição expressa na mesma unidade do resultado da medição ou em valores relativos (valor percentual – %; partes por milhão – ppm, dentre outras), acompanhada de uma declaração sobre o nível de confiança para o qual a incerteza de medição foi estimada;

 Nome, função e assinatura dos emissores do certificado (responsáveis pela calibração do instrumento/equipamento).

A calibração de um equipamento é um componente importante na qualidade dos resultados expressos por ele e proporciona vantagens, tais como redução na variação dos resultados obtidos, prevenção dos defeitos e compatibilidade das medições. Com o uso das normas ISO 9001, 14001 e 17025, todas as empresas devem ter seus documentos que afetam direta ou indiretamente a qualidade de seus serviços, sendo o certificado de calibração um registro de grande importância no sentido de garantir a confiabilidade desses serviços prestados. Ele tem como função mostrar os resultados das medições realizadas com o instrumento ao compará-lo com um padrão de referência que seja rastreável a um padrão nacional e/ou internacional.

Em outras palavras, a calibração prova que a leitura obtida pelo instrumento está dentro das incertezas de medição, sendo rastreável à unidade correspondente do Sistema Internacional de Unidades (SI). Em termos práticos, a calibração é uma ferramenta básica que visa a assegurar a confiabilidade de um instrumento de medição, por meio da comparação do valor medido com um padrão rastreado ao Sistema Internacional (SI).

O Inmetro mantém acordos de reconhecimento mútuo (Mutual Recognition Agreements – MRA’s) com diversos organismos de acreditação de laboratórios de outros países por meio da Interamerican Accreditation Cooperation (IAAC), da European Cooperation for Accreditation e da International Laboratory Accreditation Cooperation (Ilac). Os certificados de calibração emitidos pelo Laboratórios do Inmetro, pelos laboratórios designados e pelos laboratórios acreditados que compõem a Rede Brasileira de Calibração (RBC) e a Rede Brasileira de Laboratórios de Ensaio (RBLE) têm aceitação internacional com base nos acordos firmados pelo Inmetro. Os MRA’s permitem estabelecer padrões objetivos de avaliação de conformidade e reduzir ou eliminar a repetição de testes, evitando que instrumentos de medição calibrados por laboratórios acreditados em um determinado país tenham que ser novamente submetidos à calibração nos seus mercados de destino. Dentro desse contexto, observa-se que a normalização e os acordos de reconhecimento mútuo são um contributo fundamental na redução de barreiras técnicas, facilitando as trocas comerciais, com base em prática reconhecida pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

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O ser humano vive em constante busca da felicidade plena e, normalmente, o êxito profissional está inserido no roteiro de sua vida. Ele decida grande parte do seu tempo aos estudos: faculdade, línguas, especializações, tudo visando um único objetivo, o sucesso profissional.

Cada pessoa tem um jeito particular de enxergar o mundo e isso reflete diretamente nas escolhas que elas fazem em seu trabalho, como lida com a insatisfação e a falta de reconhecimento, quais atitudes toma rumo a novas oportunidades e que visão temos de nós mesmos como profissional. Ela precisa saber qual é sua missão no mundo, o que quer ser e realizar. Traçar os objetivos e metas pautados em valores e seguir em frente, não permitindo que as adversidades desviem o seu caminho, a ponto de não enxergar mais que direção tomar.

Quando isso acontece esquece o que realmente importa e os valores ficam confusos e comprometidos. A busca pelo sucesso faz com que ass pessoas se esqueçam de quem realmente é, e isso o torna um objeto de barganha empresarial, quem pagar mais leva. Usa uma nova oportunidade de emprego para forçar a atual empresa a oferecer mais benefícios e um salário maior sem pensar na realização e crescimento profissional.

Para Anderson Cavalcante (www.andersoncavalcante.com.br), administrador de empresas, empresário, palestrante e autor de livros, uma pesquisa realizada pela consultoria de recursos humanos Asap revela um novo perfil profissional quando o assunto é mudança de emprego. Mais exigentes, quatro em cada dez entrevistados aceitariam uma proposta de mudança se o aumento de salário atingisse 30% do atual, aliado a demais condições. Já 6% trocariam de emprego se a proposta salarial multiplicasse até um quinto do valor atual, independente de quais fossem as condições oferecidas. O levantamento apontou que a remuneração é o principal motivo pela troca de emprego, seguida das oportunidades de crescimento profissional oferecidos pela entidade. A qualidade de vida aparece como quarto no ranking de prioridades adotadas.

Quando o assunto é aceitar uma contra proposta da empresa atual o fator qualidade de vida aparece em segundo lugar. Ao pensar no futuro, apenas 12% dos entrevistados colocaram a melhor condição de vida em primeiro lugar na tomada de decisão para permanecer ou não na empresa. Por que o dinheiro vem em primeiro lugar quando precisamos analisar possibilidades, principalmente no trabalho? Onde ficam nossos valores? A conta bancária tem mais importância que nossa saúde física e mental? Se antigamente os bens de aquisição resumiam-se em um bom emprego, uma casa própria e comida na mesa, hoje os objetivos de consumo seguem o caminho da máxima ter é ser, o que consequentemente exige muito mais de nossos esforços. O tempo dedicado ao trabalho e em qualificações profissionais consomem a grande parte das horas úteis do nosso dia e, muitas vezes, mesmo em repouso a mente não desliga dos assuntos corporativos, como metas a serem batidas, reuniões com clientes e entrega de relatórios”.

Segundo ele, de contra partida ao ganho salarial, há uma tendência de se perder em qualidade de vida, ou seja, deixa-se as coisas boas da vida de lado, não reserva um tempo para um jantar especial com a família, uma viagem de férias ou simplesmente assistir um filme de baixo das cobertas. “Os momentos de diversão se resumem em happy hour com os colegas do trabalho e o assunto infalivelmente será as atividades desenvolvidas na empresa. Cada vez mais o valor econômico refletido no reembolso salarial, conduz as decisões que tomamos ao longo de nossa vida. Decisões essas que irão nortear nosso futuro dentro de uma organização. Mas isso não significa esquecermos quem somos, e o que queremos para nossa vida e família. Contrabalançar nossa missão no mundo e a carreira que escolhemos seguir muitas vezes não é tarefa fácil, pois, sem perceber, nos deixamos levar pelos compromissos corporativos e esquecemos o mais importante. Devemos manter o foco nos objetivos e metas que nos guiaram pelo caminho que desejamos seguir, assim, aos poucos, vamos regulando a balança de nossa vida. Dedicar tempo para atividades que aumentem o nível da qualidade de nossas vidas, automaticamente nos fortalece para enfrentarmos a rotina massacrante e competitiva que o mercado nos impõe diariamente. Quando há qualidade de vida fora do circulo profissional, a pessoa se torna mais eficiente no trabalho”.

Então, diz o palestrante, não perca mais tempo, se receber uma proposta para trocar de emprego, avalie sim o ganho financeiro, porque é dele que subsidiamos nossas necessidades vitais. “Mas não se limite apenas nesse fator, lembre-se de tudo que realmente importa pra você, como aproveitar as horas livres para fazer as coisas que sempre deixou em segundo plano. Depois de tomada a decisão, não se esqueça de sempre que possível remanejar seus horários, acordar mais cedo para aproveitar o dia de sol, emendar o feriado, enfim, fazer atividades que lhe tragam realização. Faça o exercício diário de se dedicar a você mesmo e todos ao seu redor, família, amigos e chefe, agradecerão”,

Já para Eduardo Ferraz (www.eduardoferraz.com.br), consultor em gestão de pessoas e especialista em treinamento, se perguntassem hoje como é seu desempenho na empresa em que trabalha, qual seria a resposta? Você faz a diferença ou prefere apenas fazer o mínimo exigido? Seus resultados estão frequentemente acima da média, ou somente “dão para o gasto”? Na hora de decidir, tem coragem para ousar, ou prefere apostar no de sempre e fazer o possível? Você se contrataria para um cargo acima do atual?

O ganhador do prêmio Nobel de Economia de 2002, Daniel Kahnneman, desenvolveu sua tese, baseado em 30 anos de estudos, sobre a irracionalidade nas decisões de consumo e investimento. Nomeada como Prospect Theory, a pesquisa revelou que as falhas e as distorções em nossos processos decisórios são regra, e não exceção como se pensa, e mostrou também que a maioria dos indivíduos costuma ficar satisfeita com avaliações superficiais. Uma das distorções mais evidentes nessas avaliações é o exagero ao se tratar do próprio talento. Na média, as pessoas crêem serem mais honestas, capazes, inteligentes e justas do que as outras. Dão a elas mesmas maior responsabilidade por seus sucessos e  menor  por seus fracassos. As ilusões as levam a verem o mundo não como é, mas como gostariam que fosse, reforçando a tendência de se acomodarem cada vez mais”, observa.

A explicação analisada por Kahneman é que isso acontece porque existem dois sistemas de pensamento:

  • Sistema 1: quando estamos nesse modo de ação, as decisões que fazemos são rápidas, sem esforço, e potencializadas por emoções. São determinadas pelo hábito. Ao fazermos escolhas baseadas nesse sistema tomamos decisões precipitadas e muitas vezes ruins.
  • Sistema 2: aqui os pensamentos são baseados no raciocínio. É consciente, deliberado, analítico, lógico, racional. É mais lento, exige esforço, mas pode ser controlado Este sistema dá mais trabalho, mas é muito mais seguro, principalmente em situações de risco.

Ao ficarmos no sistema 1, preferimos nos enganar e optamos por manter um trabalho igual ao dos outros que, consequentemente, gera resultados parecidos. Acreditamos em nossas mentes, no quão competentes elas nos fazem crer que somos, e não assumimos nossas responsabilidades naquilo que está dando errado. Sair da zona de conforto, onde os resultados são previsíveis, requer planejamento, dedicação e esforços mais intensos do que a média das empresas e das pessoas faz. Resumindo: mais tempo, coragem, honestidade consigo mesmo e muito mais trabalho. Lembre-se: na maioria dos casos, ser bem sucedido é fazer mais e melhor, de forma consistente, e por um longo período. Tudo tem seu preço, e o do sucesso é bastante alto.Como diz o ditado popular, a vida costuma ser dura para quem é mole!. Ou seja, saia da zona de conforto, use mais seu sistema 2 e tenha uma boa (que será também longa) viagem em direção ao sucesso!”.

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