Corrigir ou prevenir? Uma dúvida cruel na gestão empresarial

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Na própria definição das duas ações, podem ser distinguidas as diferenças. Uma ação corretiva é a atitude tomada para corrigir não conformidades identificadas e evitar que ocorram novamente. Já uma ação preventiva é uma atitude tomada para prevenir a ocorrência de possíveis não conformidades. Num outro texto em https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/08/02/acoes-corretivas-e-preventivas-mais-eficazes/ mostrei que a incidência de ações corretivas e ações preventivas podem não funcionar. Uma correta metodologia passa pela identificação do problema, determinação da causa raiz, o estabelecimento das ações corretivas e preventivas e a verificação de sua eficácia, devendo-se documentar e divulgar os resultados.

Alguns especialistas defendem o uso do controle interno, que é um instrumento essencial ao processo de gestão, e pode fornecer aos gestores informações precisas, com a finalidade de alocar recursos físicos, financeiros e humanos nas diversas divisões do ambiente de trabalho, para que sejam controlados na execução das operações. A qualidade das informações geradas, no decorrer das atividades, depende da eficácia e da estrutura do sistema de controle interno desenvolvido. Um sistema de controle interno pode ser descrito como o conjunto de processos, funções, procedimentos e atribuições relacionados com a estrutura material e de recursos humanos, que é concebido para o alcance dos objetivos traçados pela organização, e serve de apoio estratégico para a avaliação contínua das atividades desenvolvidas, evidenciando a mitigação dos possíveis riscos inerentes e desvios que se apresentam no ambiente organizacional.

Para Sinval Daffre, membro do Comitê de Manufatura da SAE Brasil, o contexto da concorrência global torna urgente e imprescindível à indústria assegurar o desempenho funcional consistente de seus produtos, componentes e peças. “A isso chamamos robustez, um conceito básico a qualquer atividade manufatureira, que se torna um desafio olímpico e de alta complexidade considerando-se o universo de milhares de peças, componentes e sistemas utilizados, além dos milhões de clientes em todo o mundo, indivíduos que usam seus carros por até dez anos nas mais variadas condições dirigibilidade e de fatores de ruído. Que o diga o volume crescente de recalls de que se tem notícia não apenas no Brasil, onde a indústria automotiva cresce em ritmo acelerado e vem batendo sucessivos recordes de produção, mas em mercados desenvolvidos em estagnação e marcas de reconhecida qualidade em todo o mundo. Nós aqui passamos do 12º lugar em produção de veículos em 2007 para o 5º lugar em 2009, e a expectativa é que esse ritmo seja mantido em 2010. Esse cenário conduz naturalmente à adoção das inevitáveis e necessárias ações corretivas (recalls), que estão sendo tomadas, mas aponta para a necessidade de ações preventivas”.

Ele cita que, em uma indústria verticalizada, como a automobilística, a prevenção deve começar na relação montadora/fornecedor, com estabelecimento de padrões e requisitos claros para uma manufatura robusta, imprescindível ao desenvolvimento de capacidades que evitem falhas na produção em ambos os segmentos. São muitas e variadas as estratégias para a excelência operacional no setor da mobilidade, que iniciou uma verdadeira revolução qualitativa e quantitativa desde os anos 1980. Cada uma delas desenvolvida e adaptada a situações específicas, mas conceitual e universalmente aplicáveis a quaisquer processos produtivos.

“Algumas dessas estratégias passam por ferramentas, como Engenharia Estatística Aplicada à Resolução de Problemas, adotada pela General Motors do Brasil, que é voltada para a análise e detecção de causas raízes de interferências que causam impacto negativo nos resultados da empresa, partindo do efeito para a causa. Também trabalham na redução do número de tentativas e erros que ocorrem durante a fase de concepção dos projetos arquitetônicos, como as Metodologias de Projeto de Manufatura Axiomático, implantadas pela Bosch, que dispensam soluções inferiores e contribuem para a verificação das interdependências entre as diversas partes do projeto e a sua consistência. A aplicação sistemática e abrangente do Design for Manucfaturing and Assembly (DFMA) pela Embraer no projeto de manufatura e montagem de suas aeronaves, que se apóia em ferramentas de computação e seleção de novas tecnologias, já produz a redução significativa dos ciclos de fabricação e montagem de seus produtos, com significativas melhorias de produtividade e qualidade”.

Ele argumenta que os métodos preventivos para uma manufatura robusta enfocam problemas potenciais decorrentes de variabilidade funcional. A idéia central da engenharia robusta não é outra senão a de minimizar essa a variabilidade por meio de uma função robusta, para que os sintomas de mau-funcionamento não se manifestem mais tarde. “É bom que se diga que, como quase toda experimentação, ainda que baseada em técnicas e conceitos universalmente aceitos, a taxa de sucesso da engenharia robusta depende de vários fatores, como o conceito inicial do projeto, o critério escolhido para as medições, quantos e quais serão os fatores de controle selecionados, em quais condições são variados esses tais fatores, quais as condições de ruído usadas no experimento, entre outros. Assim mesmo, os saltos qualitativos têm sido consideráveis. E todo mundo sabe: qualidade final jamais se alcança, mas sempre se persegue”, complementa.

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Como se tornar um auditor de sistemas de gestão certificado

Livros sobre auditoria

As auditorias são importantes ferramentas de gestão para monitorar e verificar a eficácia da implementação da política da qualidade, ambiental, saúde e segurança ocupacional e responsabilidade corporativa de uma organização. Auditorias também são uma parte essencial das atividades de avaliação da conformidade, tais como certificação/registro externo e avaliação e acompanhamento da cadeia de fornecedores. Clique para mais informações

Nesse site já foi publicado um texto sobre o assunto em https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/02/25/registro-de-auditores-certificados-rac/    O Registro de Auditores Certificados está sendo coordenado pela Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção (Abendi). Em primeiro lugar, a pessoa interessada deverá fazer um curso de formação de auditor reconhecidos pela ABENDI/RAC. Esses são avaliados para que possam treinar os profissionais adequadamente a fim de buscar a certificação e o desenvolvimento profissional e o reconhecimento do curso visa a garantir a qualidade da informação fornecida, uma vez que a estrutura, o material e os instrutores são avaliados por profissionais independentes e de competência reconhecida. Para saber quais os cursos reconhecidos clique no link http://www.rac.org.br/cursos.html

Um candidato que tenha interesse em se certificar, ou um auditor certificado que tenha interesse em manter sua certificação ou promover o seu nível de certificação, solicita ao RAC o envio do material necessário, que consiste de uma Instrução Técnica e do Dossiê do Candidato à Certificação como Auditor de Sistema de Gestão, disponível no link http://www.e-erp.com.br/Ftp/EMPRESA_238%2f902231569FM-126%20Rev3.doc  Após preencher o FM-126, e anexar as comprovações necessárias, o candidato, ou auditor certificado, formaliza a sua solicitação, enviando os documentos ao RAC. Será, então, realizada uma avaliação preliminar para verificar o conteúdo e a veracidade das informações fornecidas pelo candidato, ou auditor certificado. Depois de concluída a avaliação preliminar, o candidato deve pagar o valor para certificação no nível desejado conforme especificado no link http://www.e-erp.com.br/Ftp/EMPRESA_238%2f504872073FMP-048.pdf

Após a confirmação do pagamento, toda a documentação será submetida a uma avaliação técnica, que será conduzida por dois avaliadores técnicos com larga experiência na área da qualidade e em auditorias. O avaliador técnico, de posse dos documentos relativos à solicitação, recomenda a certificação inicial, recertificação ou promoção de nível de auditor. A avaliação técnica é conduzida de forma independente por cada um dos avaliadores. Baseado na avaliação técnica e em toda documentação envolvida, é emitido o parecer ao Bureau de Certificação. Esse, de posse dos documentos relativos à solicitação e da recomendação dos dois avaliadores técnicos, aprova a certificação inicial, recertificação ou promoção de nível de auditor. Essa aprovação deve ser realizada por, no mínimo, dois membros do Bureau de Certificação.

E quais os benefícios desse tipo de certificação. Segundo a Abendi, reconhecimento como profissional que tem formação e atua como auditor de sistema de gestão; o auditor certificado pelo RAC terá seus dados inseridos em um Banco de Dados e na Home Page do Abendi/RAC; o auditor certificado pelo RAC será informado sobre as modificações nos critérios pertinentes à certificação, por correio eletrônico ou outro meio.

A certificação conferida ao auditor é uma ratificação da sua capacidade para realizar auditorias, de acordo com o seu nível de certificação. Os níveis de auditores certificados pelo RAC são os seguintes: auditor líder, auditor, auditor aspirante e auditor interno. Para o escopo de auditor ambiental, não se aplicam as solicitações de auditor interno e aspirante. A qualquer tempo, um auditor certificado pode solicitar sua promoção de nível ao RAC, desde que possa comprovar o atendimento aos requisitos para a certificação inicial no nível almejado.

A sequência natural de níveis de auditor certificado pelo RAC segue a seguinte regra: o auditor que tenha feito o Curso de Formação de Auditor Interno somente poderá ser certificado como auditor interno; o auditor que tenha feito o Curso de Formação de Auditor Líder credenciado pelo Abendi/RAC poderá solicitar a sua promoção de nível para auditor ou auditor líder, caso seja certificado como auditor aspirante, e para auditor líder, caso seja certificado como auditor. Mais informações no link http://www.e-erp.com.br/Ftp/EMPRESA_238%2f612860400IT-162%20a.pdf

As normas de sistema de gestão da qualidade aceitas pelo RAC para a comprovação da experiência em auditorias:

– NBR ISO 9001:2000 e 2008;

– NBR 15100:2004;

– NBR ISO/IEC 17025:2005;

– NBR ISO/IEC 17020:2006;

– NBR ISO/IEC 17021:2007;

– NBR ISO/IEC 17024:2004;

– ABNT ISO/IEC Guia 65, de 1997;

– QS 9000, 3ª Edição (até 15/12/2003);

– ABNT ISO/TS 16949:2004;

– Norma do PBQP-H Itens e Requisitos do Sistema de Qualificação de Empresas de Serviços e Obras – Construtoras SIQ – Construtoras – Subsetor de Edifícios, aprovada pela Comissão Nacional em 23 de março de 2001: para os níveis A e B;

– Critérios de Excelência de Prêmios Oficiais (PNQ e prêmios estaduais);

– Instrução Normativa No. 51 do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento, de agosto de 2002;

– ABNT ISO TS 29001:2005 e 2008;

– API Q1 7th ou 8th Edition;

– ABNT NBR 14919:2002;

– ABNT NBR 15075:2004;

– ABNT NBR 15419:2006;

– ISO 13485:2003.

Site: http://www.rac.org.br/

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