Seus funcionários precisam de um orçamento pessoal?

Coletâneas de Normas

Em formato digital facilitam a consulta e o controle de importantes séries de normas técnicas, largamente utilizadas pelas organizações

Coletânea Série Segurança Contra Incêndios
Coletânea Série Tecnologia da Informação

Fazer um orçamento pessoal serve como um guia, para ajudar a encontrar maneiras para poupar dinheiro, para se conseguir cumprir os objetivos financeiros pessoais. Da mesma maneira como os governos fazem um orçamento anual, também cada pessoa pode fazer o seu orçamento anual, mensal, semanal e mesmo diário. Num período de um mês, pode-se imaginar quantos reais se gasta em pequenas coisas sem que a gente se dê conta. E as contas que mais assustam são as menores, porque nunca se tem verdadeiramente a noção de quanto se gasta. Ou seja, ao se gastar todos os dias 5 reais, chega-se a uma conta de 150 reais no final do mês.

E quais são os aspectos que um orçamento mensal deve conter? Há algumas coisas que devem ser levadas em consideração:

  • Categorias de despesas – Devem ser utilizadas as categorias de despesas que correspondam aos padrões da despesa habitual como, por exemplo, refeições fora, café, jornais, entre outros.
  • Quantidade de categorias – Em um orçamento pessoal, é claro que o número de categorias que forem criadas é inteiramente da responsabilidade de cada um e não existe um número definido. Quanto mais simples, mais fácil de controlar.
  • Não esquecer as exceções – É conveniente que seja criada uma categoria para situações que não ocorrem com frequência, mas que ocorrem ocasionalmente, ou seja, prêmios de seguro, presentes para aniversariantes num determinado mês, ou seja, todas as atividades que irão fazer despender mais dinheiro num determinado período de tempo.

Resumindo, mesmo que por vezes pareça que não vale a pena o esforço de fazer um orçamento mensal, lembre-se de que será sempre uma ajuda para se conseguir os objetivos financeiros. Além do mais serve como um contrato psicológico para obrigar a todos a cumprir com o que foi estabelecido.

Para o especialista em educação financeira, Álvaro Modernell, quando estão devendo os funcionários ficam em dúvida ou em dificuldades para pagar as dívidas. “Esse tipo de questão chega com alguma frequência ao meu e-mail. Confesso que, às vezes, começo a ler meio apreensivo. Felizmente, na maioria das vezes, o meu receio não se confirma e o que as pessoas estão na verdade buscando são melhores maneiras de resolver problemas com endividamento. Mas querem pagar suas dívidas. Isso é o básico. Por princípio e ética profissional, não considero a hipótese de as dívidas não serem pagas. A não ser quando indevidas, mas isso acontece em raras situações. Às vezes, são relacionadas a contratos mal resolvidos ou a prestadoras de serviços que tentam se aproveitar da fragilidade dos consumidores. Vamos nos ater às dívidas devidas, àquelas que foram contraídas e não foram honradas em tempo por qualquer motivo e tornaram-se um problema de difícil solução. Comecemos pelo básico: sim, dívidas devem ser pagas. De preferência, em dia e nas condições pactuadas. A melhor forma de se livrar das dívidas é não se aproximar delas. Evitar tentações, viver e consumir dentro da realidade econômica da família e não gastar mais do que se ganha”, explica.

Segundo ele, tudo isso parece fácil, mas se tratam de medidas preventivas. “Então, o que fazer quando as dívidas já existem? A primeira coisa é encarar a situação de frente e com seriedade. Se você assumiu compromissos, faça o possível para honrá-los. O dinheiro costuma respeitar isso. Quem enfrenta seus problemas financeiros normalmente encontra forças e caminhos para superá-los e, muitas vezes, vira o jogo de tal forma que em pouco tempo muda de devedor para investidor”.

Segundo ele, existem algumas dicas básicas que valem ser lembradas:

  • Corte os gastos supérfluos imediatamente. Reduza também o quanto for possível nos demais gastos, inclusive no essencial. É preciso reduzir despesas para obter sobras de dinheiro.
  • Faça um levantamento de todas as suas dívidas. Valores, taxas, vencimentos e condições estabelecidas. Verifique se o que está sendo cobrado faz parte do que você acordou.
  • Verifique se você possui bens que possa se desfazer. Comece com os menos necessários, mas faça também algum sacrifício. É possível sobreviver sem carro, sim.
  • Procure os credores. Explique a situação e procure renegociar os vencimentos e a eliminação de multas e taxas por inadimplência.
  • Avalie se você consegue obter alguma linha de crédito mais barata do que as dívidas que você possui. A ideia é trocar dívidas caras por dívidas baratas.
  • Se você conseguiu apurar algum dinheiro ou reduzir suas despesas, priorize a liquidação das dívidas mais caras e das menores. As caras porque acabam com seu dinheiro e as pequenas porque prejudicam a sua tranquilidade.
  • Busque fontes de renda alternativas. Férias e finais de semana na praia são para quem está com as contas em dia. É melhor sacrificar os anéis para salvar os dedos. E os seus talentos? Procure encontrar formas de diversificar suas fontes de renda. E, com seu tempo ocupado, as tentações de gastar terão menos oportunidades.
  • Estabeleça metas. Depois de conhecer, renegociar e reduzir as suas dívidas, é hora de estabelecer um prazo e um plano para acabar com elas. Coloque tudo no papel que parece ficar mais fácil de resolver.
  • Certifique-se que seus direitos de consumidor estão sendo respeitados. Cobranças abusivas podem ser inibidas por meios legais.
  • Por fim, mas não menos importante, lembre-se dos transtornos e prejuízos que as dívidas causam. Use essa lição como ensinamento. Esforce-se para acabar com suas dívidas, criar uma reserva para emergências e nunca mais se endividar.

“Se necessário, procure ajuda de um profissional. Algumas situações precisam da intervenção e apoio de terceiros. Não raras vezes esse apoio deve vir da área psicológica. Maus hábitos nas finanças decorrem muito mais de problemas ou desequilíbrios nessa área do que por falta de conhecimentos na área de finanças. Quanto à educação financeira, reafirmo a posição que venho externando: é um campo muito mais amplo do que aprender ou ensinar a lidar com assuntos puramente financeiros. Envolve questões éticas, psicológicas, humanas, sociais e muito mais. Fico contente que a sociedade brasileira esteja evoluindo também nessa área”, acrescenta.

E você como gestor, quer ajudar o seu funcionário a melhorar no controle dos gastos? Se ele chega ao fim do mês e não sabe ao certo o quanto gastou, uma dica é documentar as receitas e despesas, o que ajuda a ter mais disciplina e uma visão geral de como o salário é distribuído. É importante também documentar os investimentos, principalmente se há um objetivo definido. Por isso, a BM&F Bovespa elaborou uma planilha em Excel para o controle dos gastos e investimentos, de uma forma simples, rápida e eficaz. Para copiar e distribuir aos seus empregados clique no link http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/educacional/iniciantes/mercado-de-acoes/planilha-de-orcamento-pessoal/planilha-de-orcamento-pessoal.aspx?idioma=pt-br

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Por que não dá certo a venda de medicamentos fracionados no Brasil?

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 Também existe no Congresso Nacional um projeto de lei, n° 7029, que estabelece estabelecer em lei constitucional o fracionamento de remédios. Mas, na verdade, o fracionamento já está aprovado há cinco anos, por meio do decreto presidencial. No entanto, a venda de fracionados não teve a adesão necessária dos agentes econômicos e não chegou a fazer diferença para o consumidor.

Até agora, alguns laboratórios obtiveram o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para produzir 175 tipos de medicamentos fracionados, cuja lista está disponível no site do órgão: www.anvisa.gov.br/fracionamento/lista_fracionados.htm O consumidor também pode ligar para o 0800 61 1997 para saber o preço dos remédios fracionados.

O objetivo do fracionamento é permitir que a população possa comprar remédios na quantidade necessária para o tratamento, gastando menos e evitando desperdício. E, no Brasil, o desperdício de medicamentos é alto. Em 2005, a Anvisa estimou que 20% de toda a produção farmacêutica no Brasil foi para o lixo. Isto corresponde a uma quantia de 4 bilhões de reais. Ainda segundo o órgão, 28% de todos os casos de intoxicação atendidos pela rede pública hospitalar, nos últimos dez anos, foram causados por uso indevido de medicamentos guardados em casa.

O fracionamento já é uma prática antiga e bem-sucedida nos EUA e na maioria dos países europeus. Ele é adotado também em alguns de nossos vizinhos da América Latina. Um dos fatores é o desconhecimento do consumidor brasileiro a respeito do medicamento fracionado. Poucos sabem que laboratórios e farmácias podem vendê-los, uma vez que existe lei determinando que assim seja feito. Os próprios médicos não receitam remédio fracionado.

Outro ponto nevrálgico é comercial. As farmácias supõem que vão perder dinheiro com o fracionamento e não se interessam em estabelecê-lo. Há ainda a indústria que alega precisar investir muitos recursos para adaptar a produção ao fracionamento.

Só a conscientização fará o fracionamento sair do papel e virar prática na sociedade. As empresas (indústrias e comerciais) podem torná-lo realidade. É uma questão de responsabilidade social. Uma pesquisa do Instituto Ethos e a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) concluiu que a venda de remédios de forma fracionada está autorizada há cinco anos no país. Entretanto, quem for à farmácia comprar uma quantidade de comprimidos diferente da contida na embalagem original dificilmente conseguirá. No estudo, os pesquisadores tentaram comprar remédios de forma fracionada em 49 farmácias de cinco capitais do país (Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro). Nenhuma delas vendia.

Com o objetivo de mudar este quadro, as entidades anunciaram também hoje o lançamento de uma campanha em que defendem que a venda de remédios fracionados deixe de ser facultativa e torne-se obrigatória em todas as farmácias do país. Para a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, dessa forma, o consumidor poderia comprar a quantidade exata de comprimidos receitada pelo seu médico. Com isso, o risco de uso indevido de remédios e de automedicação seria menor. “O consumidor não guardaria mais os remédios que sobram em sua casa”, disse. “Assim, diminuiriam os casos em que o consumidor toma remédios sem passar por uma consulta ou mesmo remédios que estão fora do prazo de validade”, completou.

O presidente do Instituto Ethos, Oded Grajew, disse ainda que o consumidor poderia economizar comprando seus remédios de forma fracionada. Pagaria só pelos comprimidos que teria de tomar para completar seu tratamento. “As pessoas compram assim [em caixas] porque pensam que é assim, não conhecem a forma fracionada”, afirmou. “Mas a venda fracionada poderia ajudar em uma economia muito grande”.

De acordo com Grajew, dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estimam que 20% dos remédios comprados nas farmácias acabam indo para o lixo. Em um ano, R$ 20 bilhões em medicamentos são descartados por algum motivo. “O fracionamento é uma questão econômica”, disse. “As empresas não querem perder parte do que elas estão faturando com a venda de remédios como ela está sendo feita atualmente”.

Assim, o medicamento fracionado, usado também em outros países como Espanha, deveria ser uma boa saída para o problema. Acontece que entre o papel e a prática há um grande hiato. O Brasil poderia ter muito mais remédios fracionados. A previsão é de, pelo menos, 600. Acontece que por não ser obrigatório, nem farmácias, nem a indústria farmacêutica se empenham em adotar o modelo. Para vender o remédio fracionado, é preciso embalagens adequadas, a presença das informações da bula ou na embalagem ou junto com o vendedor. Assim, tanto comércio quanto indústria tem que se adequar. As empresas dizem que não há demanda para esses produtos. Além disso, o comércio reclama que não há espaço para o código de barras nas embalagens, o que atrapalha a comercialização. Na verdade, a portaria está aí, mas pouca gente sabe que pode pedir remédio fracionado. E as empresas não têm interesse em investir no assunto. Os órgãos de defesa do consumidor apóiam o projeto de lei que torna obrigatório o uso de fracionado.

A Proteste criou no link http://www.proteste.org.br/tratamentos/remeeacute-dios-fracionados-exija-seu-direito-s526751.htm uma petição online para pressionar o congresso e exigir esse direito dos consumidores. Para a associação, apesar das vantagens financeiras para o consumidor e da redução do risco de acidentes, a venda de medicamentos fracionados não é obrigatória e não é fácil encontrá-los. Assim, em parceria com o Instituto Ethos, está lutando pela aprovação do projeto de lei nº 7.029, de 2006, que obriga a venda de medicamentos fracionados. As assinaturas arrecadas nesta petição online serão encaminhadas para os deputados federais, a fim de fazermos pressão política pela aprovação. Preencha os dados e ajude o país a mudar essa realidade. Além de tornar a venda fracionada obrigatória a petição demanda ao governo uma campanha para conscientização da população. De nada adianta uma lei que a população desconheça e não possa, portanto, tirar proveito de seus benefícios. Participe!

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