Impermeabilização: protegendo contra as infiltrações

 
 
 
  Atmosferas Explosivas – Diretrizes para projetos, instalações e manutenção de traceamento elétrico resistivo
 
 

 

Quais as causas das manchas, bolhas e fissuras nas edificações? Na maioria das vezes, a causa desses problemas está relacionada com a infiltração, ou seja, a penetração da água nas estruturas por meio de fissuras ou poros do material. Estruturas de concreto e alvenarias com deficiência de impermeabilização, em contato direto com o solo, absorvem a sua umidade, provocando o surgimento de manchas indesejáveis, bolhas nas pinturas, deterioração ou até inundações nas áreas do subsolo. Os ciclos de umedecimento e secagem em conjunto com as movimentações térmicas causam o aparecimento de fissuras que comprometem e danificam as estruturas ao longo do tempo, sendo que essas aberturas facilitam a entrada de água e acentuam as movimentações. A conseqüência é o surgimento de novas fissuras.

Conforme especifica o Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI), quando a impermeabilização é realizada no início da obra, de forma correta, com produtos e serviços adequados, o custo dessa etapa representa, em média, 2% do valor total da construção. Por outro lado, quando executado após o término da edificação, este número aumenta para aproximadamente 10%. A recomendação do instituto é que o projeto de impermeabilização seja planejado juntamente com o projeto arquitetônico, estrutural, hidráulico e elétrico.

As sugestões do IBI:

– No projeto:

Contratar um especialista para projeto de impermeabilização;

Compatibilizar todos os projetos;

Observar se os materiais especificados atendem às normas;

Consultar as normas pertinentes: NBR 9574: Execução de impermeabilização; NBR 9575: Impermeabilização – Seleção e projeto;

– Em relação ao fornecedor:

Certificar que a empresa possui um responsável técnico;

Solicitar referência de outras obras e a explicitação de todos os serviços e as respectivas garantias;

Pedir ao fabricante o catálogo técnico e a indicação de instaladores;

Consultar se o fabricante oferece suporte técnico sem custo extra;

Contratar um prestador de serviço com boas recomendações.

Nos casos onde a infiltração já está presente, o mercado oferece algumas soluções para eliminar a patologia, como remover o solo em contato com a estrutura, aplicar sistema de mantas (asfáltica, PVC, geomembrana, etc.), impermeabilizar e verificar se a drenagem está adequada. Outra sugestão é aplicar revestimento interno com aditivo hidrofugante. Esse produto cria um efeito repelente na superfície desejada sem obstruir a passagem de ar nos poros microscópicos dos revestimentos (sistema de respiração). Também se pode colmatar os poros com silicatos. O desempenho dessa solução dependerá do tipo da base (alvenaria, argamassa, concreto, etc.) e da qualidade da execução do tratamento. Esse impermeabilizante age pelo processo de cristalização e bloqueia/sela os poros da estrutura.

Os especialistas definem a impermeabilização como uma técnica que consiste na aplicação de produtos específicos com o objetivo de proteger as diversas áreas de um imóvel contra ação de águas que podem ser de chuva, de lavagem, de banhos ou de outras origens. A água infiltrada nas superfícies e estruturas afeta o concreto, a armadura ou ferragem, as alvenarias e os revestimentos. O ambiente fica insalubre (umidade, fungos e mofo), diminuindo a vida útil da edificação, sem falar no desgaste físico e emocional do proprietário ou usuário que sofre com a má qualidade de vida causada pelos problemas existentes no imóvel.

O que é recomendado: a exemplo dos projetos de arquitetura, da estrutura de concreto armado, das instalações hidráulica e elétrica, de paisagismo e decoração, entre outros de uma obra comercial, industrial ou residencial, a impermeabilização também deve ter um projeto específico, um projeto que detalhe os produtos e a forma de execução das técnicas de aplicação dos sistemas ideais de impermeabilização para cada obra. Para o gerente de negócios da Viapol, Marcos Storte, ele vem trabalhando há algum tempo na disseminação de informações sobre a importância da impermeabilização correta nas edificações. “Tentamos chamar a atenção dos usuários para as vantagens que podem ser obtidas ao investirem num sistema eficiente de estanqueidade em suas obras, evitando uma série de problemas que podem afetar lajes, paredes, estruturas de piscinas, reservatórios de água, garagens, floreiras e terraços. Apesar dos benefícios e de nossos esforços de divulgação, esta prática está longe de se tornar rotina entre os brasileiros, que não têm o hábito de evitar problemas construtivos, mas sim de procurar solucionar seus efeitos. Os entraves, nesse caso, não são de ordem financeira, mas cultural, uma vez que os custos previstos com a impermeabilização numa obra correspondem de 1% a 3% do orçamento total, enquanto os gastos decorrentes da má impermeabilização ou de sua ausência podem superar os 10%”, explica.

Segundo ele, nesse contexto, ganhou-se um aliado importante para avançar nessa questão. A norma brasileira de desempenho de edifícios, a ABNT NBR 15575 – Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos, que, atualmente, está em processo de revisão. “A nova norma exigirá que todos os sistemas que compõem os edifícios passem a atender um nível mínimo de desempenho ao longo de uma vida útil. Isso também vale para a impermeabilização, que passará, obrigatoriamente, a ser considerada desde o projeto do edifício, já que a norma é clara quanto às exigências relativas à necessidade de garantia de estanqueidade das obras. Na prática, o propósito da NBR 15575 é elevar o nível de qualidade dos imóveis disponíveis no mercado. A norma atribui a responsabilidade dos construtores e incorporadores ao estabelecer requisitos de qualidade e referências temporais de vida útil que são diferentes dos prazos das garantias. No caso, o construtor é o primeiro responsável e solidário pelas falhas dos elos antecedentes de todos os serviços e produtos usados na edificação, tais como projetistas e fornecedores de produtos e serviços”.

Assim, conforme explica o gerente, para que as obras atendam aos requisitos determinados, as incorporadoras e construtoras terão que introduzir novas práticas de projeto, de especificações e escolha de materiais e sistemas construtivos, de seleção de fornecedores, de execução das obras e de instruções de uso e manutenção. “Em outras palavras, haverá estímulo para que o trabalho de impermeabilização, independentemente dos materiais constituintes e do sistema construtivo utilizado, seja efetuado através de empresas capacitadas, que empregam produtos de alta qualidade e que seguem todas as normas técnicas. Um aspecto relevante é que a NBR 15575 não anula ou inviabiliza as normas específicas de impermeabilização, como a NBR 9574 e a NBR 9575. Ao contrário, alinha-se a elas e induz o seu cumprimento na busca por segurança e qualidade. Até porque, a impermeabilização bem-feita, que segue as determinações das normas, eleva o nível de segurança da estrutura, garante a funcionalidade e durabilidade da edificação e evita a necessidade de manutenções em espaços curtos de tempo. Daí entendermos que a norma de desempenho irá exercer papel importante para que tenhamos avanços no Brasil no que tange aos investimentos em impermeabilização nas obras. Será um impulsionador relevante e que tende a elevar o país a outro patamar em termos de conforto, segurança e qualidade das edificações”, complementa.

Ele ainda ressalta a importância da participação da sociedade no trabalho de revisão da NBR 15575, que está em curso. “No que tange à impermeabilização, é fundamental que os profissionais se envolvam nas discussões e contribuam com sugestões para que o texto final da norma seja claro e atenda aos anseios do setor para que tenhamos imóveis mais seguros, de melhor qualidade e que contem com sistemas de estanqueidade adequados. O trabalho de revisão seguirá até 12 de maio de 2011. Em seguida, o texto da norma seguirá para consulta pública para eventuais emendas e a consolidação de sua redação final. A previsão é que a publicação ocorra em 12 de setembro de 2011, com mais seis meses de prazo para que todos possam se adequar às alterações. Portanto, há bastante tempo para discutirmos o conteúdo da norma e darmos sugestões, de modo a torná-la, de fato, uma aliada na luta pela evolução da área de impermeabilização no Brasil”, conclui.

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