Qualidade de vida: os reais perigos de um botijão com Gás Liquefeito de Petróleo (GLP)

Como controlar os documentos internos e externos, e as normas técnicas em sua empresa

Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais. As normas do Sistema de Gestão da Qualidade – série ISO 9000 são rigorosas quanto aos critérios de controle, atualização e disponibilização de documentos corporativos aos seus usuários. Tanto os documentos de origem interna como externa, devem ser controlados para evitar a utilização de informações não-válidas e/ou obsoletas, cujo uso pode trazer sérios problemas aos sistemas, produtos e imagem institucional da empresa. Clique para mais informações. 

O GLP, também conhecido como gás de cozinha, é um combustível formado pela mistura de dois gases extraídos do petróleo: propano e butano. Ele tem a característica de ficar em estado líquido quando submetido a uma certa pressão. É pouco agressivo ao meio ambiente, pois a sua queima é limpa, criando um ambiente mais limpo e saudável. Contudo, vários acidentes com botijões de gás de GLP demonstram o real risco que eles representam.

Apesar de o gás ser artificialmente odorizado, a prática tem provado que só este fator não é o suficiente para evitar os acidentes quem têm sido registrados. O uso de gás em botijões em aplicações domésticas deve seguir normas específicas de segurança e o equipamento deve ser rotineiramente submetido à revisão e manutenção, principalmente em mangueiras, reguladores e válvulas.

A estimativa do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás (Sindigas) é de que existem mais de 2 milhões de estabelecimentos clandestinos. Além de não cumprirem o protocolo de segurança, a polícia descobriu que em algumas comunidades as revendas ilegais são dominadas por traficantes e milicianos. Algumas imperfeições nos botijões de gás podem representar riscos. Segundo o presidente do sindicato, Sérgio Bandeira, o consumidor deve ficar atento a botijões com ferrugens acentuadas ou que estejam amassados. “Eles podem trazer quebra de resistência do vasilhame e pode ter um vazamento em casa”, explica. Na hora de comprar é preciso observar se as mangueiras têm selo do Inmetro e prazo de validade. As mangueiras devem ser trocadas a cada cinco anos.

“No momento que você compra numa revenda clandestina, você abre mão de ter a nota fiscal e com isso abre mão de ter o Código de Defesa do Consumidor e todos os artigos contidos neles. Além disso, você abre mão da assistência técnica, ou seja, quando vai uma revenda legal entregar para você em casa o botijão, ela não só entrega o botijão, como presta o serviço, verifica a mangueira, as instalações e dá recomendações técnicas”, explica ele.

Bandeira alerta os consumidores para o perigo de se comprar botijão em locais não autorizados e as autoridades como prefeitura, Corpo de Bombeiros e Agência Nacional de Petróleo têm que cumprir com o seu papel de fiscalizar.

Estudo do Sindigas aponta que 99% dos acidentes com gás de cozinha são causados por instalação mal feita e manutenção inadequada do botijão. O presidente orienta: Para evitar problemas, o consumidor deve comprar gás somente nos pontos de venda autorizados. O armazenamento do botijão de cozinha também requer cuidados especiais. É necessário que seja guardado num ponto ventilado para que, em caso de vazamento, o gás não fique concentrado no local e não ofereça risco de explosão ou asfixia. Segundo Bandeira de Mello, não há problema em guardar botijão fora de casa.

O presidente informa que o mercado de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) doméstico movimenta cerca de 33 milhões de botijões de 13 quilos por mês, representando um faturamento anual de R$ 15 bilhões, com um prejuízo estimado de até R$ 840 milhões anuais por conta da informalidade. “A gente tem conseguido um nível muito baixo de envolvimento de prefeituras, que são muito permissivas, de forma geral, e acham que o informal pelo menos não está roubando. E fica uma coisa como se informalidade de gás fosse banal.

Existem diferentes tipos de embalagens para a comercialização do Gás LP, sendo a principal delas o P-13 (utilizado em residências para cocção de alimentos). Entre as outras embalagens comercializadas estão o botijão P-2(utilizado em fogareiros e lampiões), o P-20 (utilizado em moto empilhadeiras) e o P-45 (utilizado no meio industrial, comercial e residencial). A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) quer combater a prática de venda ilegal, além de tentar uma parceria com o Ministério Público, Procons, Sindigas, Sindicatos das Revendas, entre outras entidades e órgãos. Segundo levantamento da ANP, existem no país cerca de 37 mil estabelecimentos legais e entre 70 mil e 100 mil informais. São pequenas lojas, como farmácias, açougues e padarias, que não possuem licença para armazenar e vender Gás LP, o que é crime.

Para se ter uma ideia, existe uma situação insólita no bairro da Liberdade, em São Paulo, onde se concentram restaurantes chineses, coreanos e japoneses: muitos deles com mesas equipadas com fogões alimentados por botijões de GLP individuais. Alguns destes estabelecimentos estão nos andares inferiores de prédios densamente ocupados. Um prédio na Rua da Glória mais parece de escritórios, mas há mais de seis restaurantes e muitos deles devidamente equipados com suas mesas-cozinha individuais e cada uma delas com o seu botijão de gás próprio. Isso é um perigo e ninguém faz nada. Esse é apenas um exemplo e pelo país há muitos mercadinhos vendendo o botijão sem a mínima segurança.

O Sindigas tem uma publicação sobre o porquê escolher o GLP? Para acessar, clique no link http://www.sindigas.org.br/Download/Arquivo/sindigas_folder_escolhagaslp.pdf

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O futuro da bioenergia

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Livreto :: Praticando o Programa 5S

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Livro :: ISO 9001:2008 - Uma ferramenta de Gestão Empresarial

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Definida como a energia renovável obtida pela transformação química da biomassa, a bioenergia não é uma alternativa capaz de solucionar totalmente o problema energético, mas tem o potencial de substituir parcialmente os combustíveis fósseis nos meios de transporte. O Brasil é pioneiro e apresenta reconhecida vantagem comparativa no mercado internacional, construída pela intervenção do poder público a partir da criação do Proálcool em 1975. Embora nem sempre com a mesma intensidade, o governo brasileiro deu continuidade ao programa de estímulo ao emprego do álcool de várias formas, desde a própria produção do combustível até o comércio de automóveis a álcool com redução de impostos.

O estado de São Paulo é líder na produção de bioenergia no país. Do ponto de vista tecnológico, a maior parte da pesquisa e desenvolvimento de conhecimento se dá nas instituições públicas e privadas existentes em São Paulo e o estado também detém a quase totalidade das indústrias de bens de capital para a produção de bioenergia. Do ponto de vista de capital humano, São Paulo é o líder na formação de profissionais nas áreas de ciências agrárias, biológicas e de alimentos, e a agricultura paulista se caracteriza por contar com cadeias completas e diversificadas.

Por tudo isso, o governo de São Paulo, através da Secretaria de Desenvolvimento, acaba de lançar o livro Bioenergia no Estado de São Paulo, resultado de oito seminários técnicos conduzidos pela Comissão de Bioenergia do Estado, com mais de 500 participantes. A obra detalha a situação atual, perspectivas, barreiras e oportunidades geradas pela bioenergia na região, responsável por 60% da produção de etanol no Brasil, além de outras biomassas de importância significativa, tais como biodiesel, biogás e florestas energéticas, em que a bioenergia representa 30% da oferta total de energia no Estado.

O uso do etanol no mundo como combustível mais limpo do que a gasolina tem crescido consideravelmente nos últimos anos, o que implica o crescimento da cultura da cana-de-açúcar no estado: o aumento de produtividade na produção de etanol (em litros por hectare) tem sido superior a 3% ao ano nos últimos 30 anos. Segundo o livro, o elemento interessante do agronegócio paulista é que o estado tem a maior base industrial do país, sendo que a integração entre o produtor rural, o processador de alimentos, os distribuidores, o atacado, o varejo e os exportadores é especialmente forte. A ligação entre os elos da cadeia confere o poder de rápida assimilação do progresso tecnológico que permeia todos os agentes envolvidos no processo. Além disso, São Paulo tem a maior estrutura de pesquisa sobre produção e aplicação de bioenergia no Brasil.

Esse conjunto de estruturas produtivas confere ao estado um forte dinamismo agrícola que, desse ponto de vista ainda há muito que avançar. Em especial, merece destaque a integração do sistema de produção de grãos à pastagem e ao setor de cana-de-açúcar. A fim de desenvolver melhor esse conceito de integração lavoura-pecuária, torna-se relevante avaliar a estrutura produtiva do estado, considerando a produção de alimentos e de agroenergia.

Enfim, a cultura da cana-de-açúcar em São Paulo, que ocupou em 2007 4,3 milhões de hectares e elevou a produção de açúcar a 19 milhões de toneladas e a de etanol a 13 bilhões de litros, gera cerca de 300.000 empregos e contribui com 21 bilhões de reais ao PIB paulista. O sólido desempenho deste setor agrícola industrial não só tem condições de continuar como também de expandir significativamente nos próximos anos, dentro de padrões sociais e ambientais adequados. A sustentabilidade da produção de etanol, de açúcar e de cana-de-açúcar em São Paulo é o grande problema a enfrentar, para que o setor atinja e mantenha padrões mínimos como os que estão sendo exigidos pelos países que eventualmente venham a importar o etanol do Brasil.

O governo de o estado necessitar estar consciente dos desafios que esta expansão pode provocar e da necessidade de manter a liderança do país na produção de etanol. Por esta razão, a Comissão de Bioenergia identificou as seguintes áreas como mais significativas para ações do governo: zoneamento ecológico-econômico; logística de escoamento do etanol; certificação da qualidade dos biocombustíveis; cogeração de eletricidade; e pesquisa cientifica e tecnológica. Pra cumprir isso, o governo paulista precisa investir nos próximos dois anos cerca de 160 milhões de reais, sendo que a maioria desses recursos se destinará à criação de um Centro de Pesquisa sobre Bioenergia de classe internacional. Isso poderá preparar o país para a transição mundial em curso em tecnologias de segundo e terceira geração e ao mesmo tempo garantir os ganhos de produtividade em tecnologias de primeira geração obtidos nos últimos 30 anos. Faça o download do livro em http://www.desenvolvimento.sp.gov.br/noticias//files/livro_bioenergia.pdf ou em http://portalliteral.terra.com.br/lancamentos/download/2334_livro_bioenergia.pdf

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