O futuro da bioenergia

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Definida como a energia renovável obtida pela transformação química da biomassa, a bioenergia não é uma alternativa capaz de solucionar totalmente o problema energético, mas tem o potencial de substituir parcialmente os combustíveis fósseis nos meios de transporte. O Brasil é pioneiro e apresenta reconhecida vantagem comparativa no mercado internacional, construída pela intervenção do poder público a partir da criação do Proálcool em 1975. Embora nem sempre com a mesma intensidade, o governo brasileiro deu continuidade ao programa de estímulo ao emprego do álcool de várias formas, desde a própria produção do combustível até o comércio de automóveis a álcool com redução de impostos.

O estado de São Paulo é líder na produção de bioenergia no país. Do ponto de vista tecnológico, a maior parte da pesquisa e desenvolvimento de conhecimento se dá nas instituições públicas e privadas existentes em São Paulo e o estado também detém a quase totalidade das indústrias de bens de capital para a produção de bioenergia. Do ponto de vista de capital humano, São Paulo é o líder na formação de profissionais nas áreas de ciências agrárias, biológicas e de alimentos, e a agricultura paulista se caracteriza por contar com cadeias completas e diversificadas.

Por tudo isso, o governo de São Paulo, através da Secretaria de Desenvolvimento, acaba de lançar o livro Bioenergia no Estado de São Paulo, resultado de oito seminários técnicos conduzidos pela Comissão de Bioenergia do Estado, com mais de 500 participantes. A obra detalha a situação atual, perspectivas, barreiras e oportunidades geradas pela bioenergia na região, responsável por 60% da produção de etanol no Brasil, além de outras biomassas de importância significativa, tais como biodiesel, biogás e florestas energéticas, em que a bioenergia representa 30% da oferta total de energia no Estado.

O uso do etanol no mundo como combustível mais limpo do que a gasolina tem crescido consideravelmente nos últimos anos, o que implica o crescimento da cultura da cana-de-açúcar no estado: o aumento de produtividade na produção de etanol (em litros por hectare) tem sido superior a 3% ao ano nos últimos 30 anos. Segundo o livro, o elemento interessante do agronegócio paulista é que o estado tem a maior base industrial do país, sendo que a integração entre o produtor rural, o processador de alimentos, os distribuidores, o atacado, o varejo e os exportadores é especialmente forte. A ligação entre os elos da cadeia confere o poder de rápida assimilação do progresso tecnológico que permeia todos os agentes envolvidos no processo. Além disso, São Paulo tem a maior estrutura de pesquisa sobre produção e aplicação de bioenergia no Brasil.

Esse conjunto de estruturas produtivas confere ao estado um forte dinamismo agrícola que, desse ponto de vista ainda há muito que avançar. Em especial, merece destaque a integração do sistema de produção de grãos à pastagem e ao setor de cana-de-açúcar. A fim de desenvolver melhor esse conceito de integração lavoura-pecuária, torna-se relevante avaliar a estrutura produtiva do estado, considerando a produção de alimentos e de agroenergia.

Enfim, a cultura da cana-de-açúcar em São Paulo, que ocupou em 2007 4,3 milhões de hectares e elevou a produção de açúcar a 19 milhões de toneladas e a de etanol a 13 bilhões de litros, gera cerca de 300.000 empregos e contribui com 21 bilhões de reais ao PIB paulista. O sólido desempenho deste setor agrícola industrial não só tem condições de continuar como também de expandir significativamente nos próximos anos, dentro de padrões sociais e ambientais adequados. A sustentabilidade da produção de etanol, de açúcar e de cana-de-açúcar em São Paulo é o grande problema a enfrentar, para que o setor atinja e mantenha padrões mínimos como os que estão sendo exigidos pelos países que eventualmente venham a importar o etanol do Brasil.

O governo de o estado necessitar estar consciente dos desafios que esta expansão pode provocar e da necessidade de manter a liderança do país na produção de etanol. Por esta razão, a Comissão de Bioenergia identificou as seguintes áreas como mais significativas para ações do governo: zoneamento ecológico-econômico; logística de escoamento do etanol; certificação da qualidade dos biocombustíveis; cogeração de eletricidade; e pesquisa cientifica e tecnológica. Pra cumprir isso, o governo paulista precisa investir nos próximos dois anos cerca de 160 milhões de reais, sendo que a maioria desses recursos se destinará à criação de um Centro de Pesquisa sobre Bioenergia de classe internacional. Isso poderá preparar o país para a transição mundial em curso em tecnologias de segundo e terceira geração e ao mesmo tempo garantir os ganhos de produtividade em tecnologias de primeira geração obtidos nos últimos 30 anos. Faça o download do livro em http://www.desenvolvimento.sp.gov.br/noticias//files/livro_bioenergia.pdf ou em http://portalliteral.terra.com.br/lancamentos/download/2334_livro_bioenergia.pdf

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