Um balanço do selo Procel em 2010

Após 25 anos da criação do Selo Procel de Economia de Energia, um instrumento promocional do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) coordenado pelo Ministério das Minas e Energia e executado pela Eletrobras, algumas das empresas envolvidas nos segmentos de produção cobertos pelo programa alteraram de fato seus equipamentos para níveis mais elevados de qualidade quanto à eficiência energética. De acordo isso, os aparelhos são classificados pelo Inmetro em categorias que vão de A a G. O selo Procel é o reconhecimento pela categoria A e garante a qualidade dos produtos que chegam ao mercado. São exemplos, o ar-condicionado inteligente, com temperatura controlada eletronicamente, os chuveiros elétricos de menor potência e as geladeiras que cada vez mais garantem eficiência energética.

Inserido neste contexto, o selo visa identificar os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética, motivando assim o mercado consumidor a adquirir e utilizar produtos mais eficientes. Dessa forma, contribui para o aumento constante da eficiência energética de máquinas e equipamentos, propiciando uma economia de energia elétrica cada vez maior. Em 2009, o selo proporcionou uma economia de energia de aproximadamente 5,4 bilhões de kWh (ou 5,4 mil GWh). Isso corresponde a 6% do total de energia gerada pela usina hidrelétrica de Itaipu no mesmo período. E essa economia tende a crescer à medida que novas categorias de equipamentos sejam incluídas no programa.

Somente em 2010, passaram a integrar o programa quatro categorias: condicionador de ar do tipo split system cassete, reator eletrônico para lâmpada fluorescente tubular, televisor LED, modo de espera (stand-by) e módulo fotovoltaico. Devido à entrada em vigor da Portaria Interministerial nº 553, de 2005, os motores da até então linha padrão ficam proibidos de serem comercializados no Brasil. Sendo assim essa categoria deixou de fazer parte do programa.

Quando se leva em consideração a questão dos modelos que receberam autorização para o uso do selo em 2010, no entanto, verifica-se um avanço de aproximadamente 24% em relação ao número de contemplados no ano passado, contabilizando um total de 3.778 modelos de 206 empresas distintas. Estima-se que esses 3.778 modelos contemplados com o selo representaram uma venda de 34 milhões de equipamentos em 2009. Os modelos contemplados com o selo em 2010 estão no quadro abaixo:

 

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Coatings Care: definindo as responsabilidades dos fabricantes de tintas

 

Esse site já publicou um texto sobre a qualidade das tintas imobiliárias no país em https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/07/29/como-vem-evoluindo-a-qualidade-das-tintas-imobiliarias/ Inspirado no programa Responsible Care, da indústria química, o Coatings Care é focado na indústria de tintas e foi criado em 1996 nos Estados Unidos pela National Paint and Coatings Association (NPCA) e International Paint and Printing Ink Council (IPPIC). Coordenado no Brasil pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), foi adotado em diversos países das Américas, Europa, Ásia e Oceania, sendo coordenado por um comitê internacional formado por dirigentes das associações que representam os fabricantes de tintas no mundo todo.

Coleção e-books Volume 1 - O MEIO AMBIENTE E A EMPRESA (envio do arquivo por e-mail )

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A poluição no planeta avança, e não vem sendo um privilégio só dos dias atuais. A questão ambiental começou muito antes. A diferença entre o antes e o depois é a consciência que a humanidade tem do fato. O planeta é um sistema único, de modo que se algum ponto é afetado, outros pontos serão afetados, podendo não ser imediatamente, mas ao longo do tempo, a capacidade de assimilação de todos os impactos chegará a um limite. Clique para mais informações.

O programa é regido por quatro códigos, que podem ser colocados em prática em conjunto ou separadamente: gestão da produção; transporte e distribuição; gestão de produto; e responsabilidade comunitária. Esses quatro códigos, por sua vez, estão subdivididos em 63 práticas gerenciais. Além de definir essas práticas, o programa fornece os elementos para as empresas participantes estabelecerem sistemas de auto-avaliação contínua, execução e aperfeiçoamento. Atualmente, o programa conta com mais de 20 empresas participantes, que assumiram formalmente o compromisso de cumprir as práticas gerenciais dos códigos Coatings Care e de buscar continuamente melhorias em suas operações fabris, através de um processo sistematizado de gestão e auto-avaliação.

Para o engenheiro químico Ivan de Paula Rigoletto, os resultados obtidos no programa indicam a evolução das práticas de gestão ambiental e ocupacional no setor de tintas, bem como o crescente nível de maturidade apresentado pelo programa. Também a análise dos resultados brasileiros, comparados aos obtidos em outros países, permite identificar as ações a serem tomadas para a melhoria e evolução do programa.

No momento, Coatings Care já pode ser considerado implementado no Brasil, uma vez que os fabricantes, que respondem por mais de 70% do volume de tintas, assumiram-no dentro dos seus processos de gestão empresarial. Foi um grande avanço, assegura Rigoletto. “Na medida em que existe uma ferramenta que ajuda a definir prioridades, propor ações e entender para onde se deve ir, as medidas deixam de ser etéreas. Funcionam agora como estratégia, explica.

O uso do programa, assegura Rigoletto, significa – em outras palavras – o estado da arte num processo de administração e gerenciamento desses aspectos dentro de indústrias de tintas. Aliás, a sua adoção tem um componente interessante que é o fato de não existir aspecto legal ou até mesmo pressão social para que sejam implementadas as práticas de gestão. “Isso tudo vem como uma evolução natural pelo despertar ambientalista que está acontecendo no mundo desde 1960”.

Mas, para o pesquisador, o Brasil está um pouco atrasado em relação ao Hemisfério Norte. Nos Estados Unidos e no Canadá, por exemplo, chegou em 1996, partindo depois para a Europa. Entretanto, desde que foi apresentado ao Brasil, o Coatings Care trouxe ganhos bastante significativos para as empresas, pequenas e médias a priori, que começaram a empregar o programa. O pesquisador inclusive chegou a coletar 4.233 dados nas empresas que realizaram suas adesões ao programa. Esta tarefa foi cumprida, transformando ferramentas voltadas ao planejamento estratégico e gerenciamento de projetos de um modo bem particular. Foram utilizadas na etapa de planejamento as metodologias das Cinco Forças de Porter, SWOT e Cadeia de Valor de Porter, modificadas em função de um problema para o qual não foram desenvolvidas originalmente. Para a implementação, foram adotadas as metodologias PMBOK e PSII.

Rigoletto admite, no entanto, que, no futuro, a saída poderá ser outra e, quiçá, mais evoluída. Porém desde já realça que a aposta está em reconhecer que a tendência de qualquer sistema de gestão será a de prevenir os riscos. Neste sentido, quando se fala de um programa voluntário de gestão ambiental e de segurança, acaba-se de certa forma também prevenindo riscos cujas consequências muitas vezes são até mesmo imprevisíveis, o que torna vantajoso optar por um sistema de gestão.

O setor de tintas envolve nacionalmente mais de 300 fabricantes, mais de 18 mil empregados diretos e produz um pouco mais de US$ 3 bilhões por ano, revela Rigoletto. Não se trata, segundo constatou, do setor que mais cresce, mas sim de um setor que ainda tem espaço para expansão. Apesar do consumo de tintas no país não ser comparável ao de alguns integrantes do Hemisfério Norte, a questão não é bem essa pois, como todo setor da indústria química, também traz uma série de riscos. Olhando esses riscos sob uma perspectiva mais gerencial e tomando as ações para que estes riscos sejam mínimos, as consequências tornam-se bem mais previsíveis.

As áreas de atuação do programa ainda perpassam segurança do trabalho, segurança de processos (que consiste em analisar os riscos dos seus processos causarem algum evento de repercussões de grande porte), temas de responsabilidade sobre produto (sua composição química, que tipo de informação precisa fornecer ao consumidor e para a cadeia de suprimento, a fim de garantir que o produto chegue ao seu destino como planejado), e transporte e distribuição. “Essa cadeia pode ter relação com esse trabalho, principalmente porque, conseguindo definir onde é preciso melhorar, é possível dirigir melhor os recursos. Quando os recursos são limitados, é importante identificar exatamente onde vai usá-los para obter resultados mais expressivos”, conclui Rigoletto.

A indústria de tintas para revestimentos utiliza um grande número de matérias primas e produz uma e elevada gama de produtos em função da grande variedade de produtos/superfícies a serem aplicados, forma de aplicação, especificidade de desempenho. De modo geral, a tinta pode ser considerada como uma mistura estável de uma parte sólida (que forma a película aderente à superfície a ser pintada) em um componente volátil (água ou solventes orgânicos). Uma terceira parte denominada aditivos, embora representando uma pequena percentagem da composição, é responsável pela obtenção de propriedades importantes tanto nas tintas quanto no revestimento.

A tinta é uma preparação, o que significa que há uma mistura de vários insumos na sua produção. A combinação dos elementos sólidos e voláteis define as propriedades de resistência e de aspecto, bem como o tipo de aplicação e custo do produto final. As tintas podem ser classificadas de várias formas dependendo do critério considerado:

  • Tintas imobiliárias: tintas e complementos destinados á construção civil; podem ser subdivididas em: Produtos aquosos (látex): látex acrílicos, látex vinílicos, látex vinil-acrílicos, etc.; Produtos base solvente orgânico: tintas a óleo, esmaltes sintéticos, etc.
  • Tintas industriais do tipo OEM (original equipment manufacturer). As tintas e complementos utilizados como matérias primas no processo industrial de fabricação de um determinado produto; incluem, entre outros os seguintes produtos: Fundos (primers) eletroforéticos, Fundos (primers) base solvente, Esmaltes acabamento mono-capa e bi-capa, Tintas em pó, Tintas de cura por radiação (UV), etc.
  • Tintas especiais: abrange os outros tipos de tintas, como por exemplo, tintas e complementos para repintura automotiva, para demarcação de tráfego, tintas e complementos para manutenção industrial, tintas marítimas e para madeira, etc.

E quais os principais impactos ambientais do setor de tintas? Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), no segmento de tintas e vernizes utiliza-se energia elétrica em instalações e maquinários para dispersão, mistura, moagem e enlatamento. Algumas instalações podem empregar óleo combustível, óleo diesel ou gás natural para geração de calor. Nestes casos o controle de eficiência de queima deve ser feito de modo a minimizar as emissões de monóxido de carbono, óxidos de enxofre e materiais particulados para a atmosfera. Para operação e manutenção dessas instalações, também existe geração de resíduos, tais como, borras oleosas, estopas sujas, embalagens de combustível, entre outros.

A água é o recurso natural mais empregado no setor e se dá em larga escala e para diversos fins. Considerável parcela pode ser incorporada ao produto, parte é empregada nas operações de limpeza e lavagem de máquinas, equipamentos e instalações industriais, além do uso na área de utilidades e manutenção. O uso descontrolado deste insumo pode levar à crescente degradação das reservas, apontando para a necessidade urgente de adoção de uma política racional de consumo.

O rebaixamento do nível dos aqüíferos subterrâneos, pela perfuração exagerada ou exploração excessiva de poços existentes, gradativamente levam a um descontrole econômico dos custos de produção, bombeamento e diminuição do rendimento da operação. A variedade e quantidade de matérias primas e produtos auxiliares empregados no setor de tintas e vernizes é grande. Podem ser citados as resinas, os pigmentos e cargas, os solventes e os aditivos. Várias dessas matérias primas possuem propriedades tóxicas, irritantes e corrosivas o que torna essencial o conhecimento de seus efeitos potenciais sobre a saúde humana e meio ambiente, assim como sobre os procedimentos emergenciais em caso de derramamentos acidentais, contaminações e intoxicações.

Assim, os principais impactos ambientais do setor podem estar associados tanto ao processo produtivo, como à geração de efluentes, ao próprio uso dos produtos ou mesmo à geração de resíduos de embalagem pós-uso. Por exemplo, a emissão de compostos orgânicos voláteis (VOCs – Volatile Organic Compounds) é resultado de diversos processos, como, por exemplo, a combustão incompleta; emissões durante todas as etapas do processo de fabricação, especialmente quando realizados em equipamentos abertos; emissões fugitivas de silos de matéria prima; limpeza de equipamentos; e vazamentos de selos, gaxetas e válvulas de tubulações. O uso de equipamentos fechados durante o processo minimiza a emissão desses compostos, sendo recomendável inclusive para reduzir perdas de matéria prima. A emissão de materiais particulados no setor está relacionada, principalmente, aos processos de pesagem de matérias-primas sólidas (pós) e dispersão.

Para minimizar a quantidade de material particulado em suspensão, podem ser tomadas algumas medidas, tais como, enclausuramento da etapa do processo e instalação de sistema de exaustão. A maior fonte de geração de efluentes está nas operações de lavagem entre lotes de cores diferentes. Uma vez descarregados os equipamentos, estes são lavados (com água, solventes, solução de NaOH). São gerados efluentes que contém altas concentrações de solventes e sólidos suspensos, geralmente coloridos, que requerem tratamento.

Em relação à composição destes efluentes, há variações significativas entre as diferentes empresas, que podem ser atribuídas principalmente à diversidade de matérias-primas envolvidas para a produção das tintas. A composição dos efluentes do setor não varia em função do tipo de produto elaborado, porém algumas substâncias normalmente presentes que, de modo geral, podem ocorrer em concentrações acima das permitidas em legislação específica para lançamento sem tratamento prévio. Dentre estes, podem ser citados os seguintes poluentes e efeitos adversos associados: óleos e graxas: a pequena solubilidade dos óleos e graxas prejudica sua degradação em estações de tratamento de efluentes por processos biológicos e, quando presentes em mananciais utilizados para abastecimento público, podem causar problemas no tratamento d’água, além de impedir a transferência do oxigênio da atmosfera para o meio hídrico, trazendo problemas para a vida aquática; solventes: são tóxicos e tendem a contribuir para a contaminação do solo caso sejam manipulados de forma inadequada e podem causar desequilíbrio do PH se lançados em corpos d’água; pigmentos: os que contêm metais pesados devem, se possível, ser substituídos do processo de fabricação, pois a neutralização antes do lançamento é uma boa prática; fosfatos: presentes na formulação de algumas tintas, podem, em altas concentrações, levar a proliferação de algas e plantas aquáticas, e provocar o fenômeno da eutrofização dos corpos d’água, que causa o desequilíbrio no pH do corpo aquoso, bem como grandes oscilações nas concentrações de oxigênio dissolvido, com maiores valores no período de maior luminosidade, e valores eventualmente próximos de zero durante a noite.

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