A inovação é uma estratégia para aumentar a competitividade

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Informações: Christine Banas
christine.banas@epse.com.br
Telefone: 11 5188.1518

Qualquer organização para construir a sua estratégia no longo prazo precisa prospectar as tendências tecnológicas e as oportunidades de mercado. A ideia de que só empresas grandes devem investir em inovação é falsa. Há empresas de pequeno porte, instaladas em incubadoras tecnológicas, que estão inovando e muito. Os conceitos de inovação vêm evoluindo tanto na compreensão do que é inovar quanto nos personagens que podem fazer parte do processo.

De um lado, deixa-se de ver a inovação do ponto de vista essencialmente tecnológico para entendê-la sob outros prismas, como a utilização do conhecimento acerca de novos modelos de produção e de comercialização de bens e de serviços, assim como a criação de novas maneiras de organizar as empresas. A inovação de produto consiste na criação de um produto original ou no aperfeiçoamento de um já existente por meio do qual as empresas conseguem atender a necessidades não-satisfeitas dos consumidores.

No Brasil, um exemplo sempre citado é o da Embraer que criou aviões regionais talhados para demandas inexploradas dos clientes. Já a inovação de processo tem relação com a redução de custos de produção. Se a inovação de produto pode ser traduzida em realizar as coisas novas de maneira antiga, o conceito de inovação de processo significa fazer coisas antigas de maneira nova, de um modo que a produtividade aumente, os custos caiam e o mercado se amplie.

Uma inovação de marketing é a implementação de um novo método de marketing, com mudanças significativas na concepção do produto ou em sua embalagem, no posicionamento do produto, em sua promoção ou na fixação de preços. Uma inovação organizacional é a implementação de novos métodos nas práticas de negócios da empresa, na organização do seu local de trabalho ou em suas relações externas.

A inovação depende de três características que podem existir em intensidades diferentes e uma delas é a oportunidade tecnológica. Outra á a cumulatividade, pois algumas tecnologias são cumulativas. Isso quer dizer que para conseguir uma inovação a empresa tem que cumprir todos os passos das inovações anteriores. Quando a tecnologia é muito cumulativa, dá margem a estruturas industriais concentradas e a

oligopólios cristalizados. Por fim a outra característica é o grau de apropriabilidade da inovação. Quanto é possível reter do ganho econômico que aquela inovação vai proporcionar à sociedade? Essa é a dimensão estritamente econômica da inovação.

Há um consenso entre os especialistas de que o Estado brasileiro precisa não apenas investir mais dinheiro, mas sobretudo criar políticas capazes de estimular a inovação dentro das empresas. No Brasil, as linhas de financiamento para inovação ainda contam com recursos relativamente modestos e não é sempre que surgem interessados em usá-las.

Pesquisa realizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP) em 2008, mostra que 47% das micro e pequenas empresas paulistas raramente introduzem inovações para a melhoria de seus negócios. Das outras 53%, 28% introduziram um novo produto ou serviço no mercado, 22% implantaram novos processos e 15% conquistaram novos mercados. O estudo Inovação e competitividade nas MPEs paulistas mostra ainda que somente 14% dos empreendimentos realizam inovações freqüentemente. A pesquisa foi realizada com 450 empresas sediadas no Estado de São Paulo, nos setores da indústria, comércio e serviços, com o objetivo de identificar o grau de inovação existente no grupo de empresas de micro e pequeno porte e avaliar a freqüência com que os empresários empregam inovações.

Os dados mostram que 86% das pequenas empresas não possuem um processo estruturado para inovação, seja para, para o desenvolvimento de produtos ou melhorias. Os empresários afirmam que os principais motivos para a ausencia de um processo de inovação e melhoria são a falta de conhecimento e a falta de recursos para implantar os programas de melhoria de processos tradicionais. 

Segundo o diretor da EDTI – Melhoria, Virgilio F. Marques dos Santos (virgilioms@gmail.com), a Associated in Process Improvement (API) desenvolveu um modelo simplificado para guiar os projetos de melhoria em todo tipo de organização. Este modelo, consiste em três questões fundamentais mais o ciclo PDSA.

“No modelo, as três questões servem para definir claramente qual é o problema a ser resolvido ou a oportunidade a ser explorada, além de definir o indicador da organização que será utilizado para avaliar o sucesso da iniciativa”, explica ele. “Há ainda uma terceira questão que serve para listar quais mudanças serão necessárias para que o resultado da primeira questão seja alcançado. A ordem pela qual as questões serão respondidas não tem importância, já que é possível iniciar o projeto com uma sugestão de mudança (muito comum em empresas) e depois responder qual problema esta sugestão visa resolver e como poderá ser avaliada por um indicador. Com esse método é possível de maneira rápida e em menos de uma página definir as principais diretrizes do projeto. Feita esta estapa, a equipe precisa ganhar conhecimento sobre o problema e testar novas abordagens e, para isto, não há ferramenta mais poderosa que o método científico, utilizado na academia para entender a natureza, desenvolver e testar modelos. Nas empresas utiliza-se para isto o ciclo PDSA para planejar um experimento, criar hipóteses, realizá-lo, estudar os resultados e agir de forma a aceitar ou refutar as hipóteses levantadas. A utilização deste método estrutura a utilização da tradicional tentativa e erro, muito utilizada nas empresas, além de permitir a documentação de todas as tentativas realizadas, a fim de não repetir no futuro as hipóteses que já se provaram erradas”.

Ele acrescenta que para inovar utilizando este modelo, a empresa deve reunir sua equipe para responder as três questões definindo assim o escopo do projeto de melhoria/inovação. “Depois, o grupo irá utilizar o ciclo PDSA para ganhar conhecimento sobre o processo a ser melhorado/ inovado ou para testar a mudança sugerida na terceria questão. A terceira questão é a mais importante quando se visa gerar soluções inovadoras, principalmente na reunião para respondê-la (não entendi), forem utilizados métodos de criatvidade. Este modelo irá permitir que a empresa teste de maneira estruturada as idéias que surgem para resolver os problemas que aparecem ou para aproveitar as oportunidades de mercados visualizadas pelo empreendedor. O modelo também permite que as empresas fujam de um fenomeno muito comum nas empresas, conhecido como paralisia pela perfeição. O fenômeno ocorre quando uma empresa vê-se diante de um problema, mas evita tomar qualquer ação, pois sua equipe, incomodada pela situação problema, é tomada por um sentimento de aversão ao risco tão forte que a impede de melhorar, e as vezes, de continuar operando”.

Modelo de inovação simplificado

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O mercado de biociências no Brasil

Como controlar os documentos internos e externos, e as normas técnicas em sua empresa

Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais. As normas do Sistema de Gestão da Qualidade – série ISO 9000 são rigorosas quanto aos critérios de controle, atualização e disponibilização de documentos corporativos aos seus usuários. Tanto os documentos de origem interna como externa, devem ser controlados para evitar a utilização de informações não-válidas e/ou obsoletas, cujo uso pode trazer sérios problemas aos sistemas, produtos e imagem institucional da empresa. Clique para mais informações. 

Segundo estudo realizado pela Fundação Biominas, atualmente há 253 empresas privadas de biociências no Brasil, das quais 43% são de biotecnologia. A Região Sudeste se destaca e concentra 71,9% das empresas de biociências, sendo que os estados de São Paulo (37,5%) e Minas Gerais (27,7%) lideram as estatísticas. Em segundo lugar, aparece a Região Sul, que abriga 15% das empresas.

As principais áreas de atuação são: Saúde Humana (30,8%) e Agricultura (18%). O setor é composto, principalmente, por micro e pequenas empresas jovens e de estrutura reduzida. A maior parte das empresas (44,4%) gerou receitas de até R$1 milhão em 2008. Outra fatia significativa (17.3%) representa empresas que não faturaram ainda. Quase metade (47,7%) tem menos de 10 funcionários e 72,7% tem menos de 20 funcionários e 67,7% foram concebidas na última década, sendo que nos últimos cinco anos foram criadas 83 novas empresas.

Quanto às empresas de biotecnologia, a comparação dos dados referentes a 2006 e 2008 revela o significativo crescimento do setor, com a redução das empresas com até dois anos de fundação e expansão das empresas que faturam acima de R$1 milhão e que empregam de 21 a 50 funcionários. Pode-se estimar a receita total do setor de biociências no ano de 2008 em aproximadamente R$ 804,2 milhões. Já o lucro agregado foi estimado em R$110 milhões, representando uma taxa de 13,8%. 43,7% das empresas afirmaram ter depositado, ao menos, um pedido de patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

No estudo, optou-se por ampliar o escopo de análise, englobando o universo de empresas de biociências ou ciências da vida – um grupo diverso de empreendimentos com um ponto em comum: o desenvolvimento de produtos e serviços baseados nos avanços recentes do conhecimento sobre os processos e sistemas biológicos. O conceito de biociências foi adotado porque permite incluir na análise segmentos com importância crescente no Brasil, tais como serviços de validação de novos medicamentos (ensaios pré-clínicos e clínicos) e o desenvolvimento de dispositivos médicos de última geração, que não se enquadrariam na definição estrita de biotecnologia.

As empresas foram categorizadas em sete áreas de atuação:

  • Agricultura: desenvolvimento e comercialização de sementes e plantas transgênicas, novos métodos para controle de pragas, clonagem de plantas, diagnóstico molecular, produção de fertilizantes e inoculantes a partir de microorganismos, melhoramento genético, etc.
  • Bioenergia: desenvolvimento de tecnologias para produção de etanol e biodiesel.
  • Insumos: desenvolvimento e comercialização de reagentes, métodos para isolamento, identificação e tipagem de microorganismos, kits para extração de DNA, meios de cultura, biopolímeros, etc.
  • Meio ambiente: desenvolvimento e oferta de produtos e serviços para biorremediação, tratamento biológico de resíduos e recuperação de áreas degradadas.
  • Misto: empresas que permeiam mais do que uma das categorias acima; por exemplo, desenvolvimento de kits de diagnóstico para doenças humanas e animais, e empresas de bioinformática.
  • Saúde animal: desenvolvimento e comercialização de kits de diagnóstico, vacinas ou outros produtos terapêuticos, transferência de embriões e inseminação artificial, melhoramento genético, clonagem, identificação genética, etc.
  • Saúde humana: desenvolvimento e comercialização de kits de diagnóstico, vacinas, proteínas recombinantes, anticorpos, próteses, dispositivos e equipamentos médicos especializados, terapias celulares, curativos e peles artificiais, identificação de novas moléculas e fármacos, validação de novos medicamentos (ensaios pré-clínicos e clínicos), biosensores, metodologias avançadas de reprodução assistida, etc.

 

Quase 1/3 das empresas nacionais de biociências (30,8%) desenvolvem e comercializam produtos e serviços aplicados à saúde humana. Isto se deve tanto à força da pesquisa biomédica no país quanto à variedade de produtos e serviços que se enquadram nessa categoria, desde dispositivos médicos, terapias e kits de diagnóstico até CROs (Contract Research Organizations). Empresas de biociências com produtos aplicáveis à agricultura constituem um segundo patamar com 18%, proporcional à relevância do agronegócio para a economia nacional e em muito impulsionadas pelas pesquisas levadas a cabo pela Embrapa e universidades do interior. As categorias Insumos e Saúde Animal aparecem próximas, com 16% e 14%, respectivamente. Já 8,0% dedicam-se à provisão de soluções ambientais baseadas nas biociências.

Uma empresa que atua na área, a Agilent Technologies Inc., prevê o crescimento do mercado farmacêutico brasileiro que faturou R$ 545 milhões no terceiro trimestre do ano.. No Brasil, a divisão de biociências da empresa registrou um crescimento de 52,5% no último ano fiscal, encerrado em outubro, sobre o ano anterior. “O setor farmacêutico é e deve continuar a ser, nos próximos anos, o principal mercado para a Agilent no Brasil”, diz o gerente geral Reinaldo Castanheira. “Esse mercado tem uma grande oportunidade de expansão, pois crescem as exigências regulatórias sobre produtos no país”.

As crescentes necessidades de garantia de qualidade dos produtos farmacêuticos demandam investimento dos laboratórios em equipamentos de análise mais precisos e com capacidade de processamento maior. Castanheira afirma que globalmente, o mercado farmacêutico tem perspectivas de crescimento de 5% ao ano, sobre um faturamento mundial de US$ 19 bilhões. Ele considera que as oportunidades de crescimento do Brasil neste mercado estão restritas ao controle de qualidade. A atividade, apesar de rentável para o mercado nacional, mantém a indústria ainda distante dos principais ganhos do mercado farmacêutico, que são a produção dos fármacos – substâncias sintéticas que são o princípio ativo dos medicamentos.

“O Brasil já esteve mais próximo de sintetizar princípios ativos, mas a indústria foi desmantelada”, afirma Castanheira. “Esta indústria não vai crescer sem a ajuda do governo, sem regulamentação do fluxo de importações. A grande oportunidade de crescimento do mercado farmacêutico no Brasil seria sintetizar os fármacos, que hoje são importados”.

A empresa, com sede na Califórnia, já pertenceu à Hewlett-Packard (HP) até 1999 quando se desmembrou. Hoje a companhia opera em 112 países e prevê um crescimento global de 13% a 16% para o próximo ano fiscal, podendo chegar ao montante de US$ 6,3 bilhões. Castanheira enumera as contribuições da empresa para o mercado: testar mais da metade dos 1,3 bilhões de celulares do mundo, equipar mais de 200 provedores de serviço de comunicação, pesquisar causas e encontrar curas para doenças, fazer um mundo mais seguro e protegido contra crimes e drogas, descobrir novos medicamentos e testar a sua qualidade na produção, manter o ar, água, solo e alimentos limpos e seguros, capacitar as organizações militares a serem mais ágeis, móveis e confiáveis e testar atletas contra doping em grandes competições esportivas desde 1972, incluindo Copas de Futebol, Olimpíadas e Tour de France.

“A divisão de medição bioanalítica oferece soluções que incluem equipamentos, software, consumíveis e serviços, que permitem que seus clientes identifiquem, quantifiquem e analisem as propriedades físicas e biológicas de substâncias e produtos. Nesta divisão, temos dois mercados principais: análises de biociências e análises químicas. Em biociências, os principais mercados são: empresas farmacêuticas, companhias de biotecnologia, laboratórios acadêmicos e governamentais; empresas de pesquisa. Em análises químicas, os principais mercados são o setor petroquímico, de meio ambiente, de segurança de alimentos, investigação forense, bioagricultura, segurança nacional (governos)”, explica Castanheira.

A indústria de medicamentos genéricos, que movimentou cerca de R$ 1,7 bilhão no terceiro trimestre do ano, deve chegar a 24% de todo o mercado farmacêutico do país no final de 2010, é também uma oportunidade de crescimento para a Agilent. “Os genéricos devem ajudar o crescimento da empresa no mercado farmacêutico”, opina Castanheira. “O crescimento previsto para este segmento no Brasil vai implicar em mais análises, o que vai demandar mais equipamentos. Existe um limite de análise por equipamento em um determinado tempo, o que determina o desempenho das máquinas de análise. A indústria opera normalmente no limite dos equipamentos, uma vez que a busca por eficiência é parte dos objetivos estratégicos das empresas. Com isso, qualquer aumento de demanda implica na necessidade de novos equipamentos”.

O próximo boom no mercado brasileiro para a empresa, depois do da indústria farmacêutica, deve se dar no mercado de alimentos, contudo, conforme afirma Castanheira, o segmento ainda necessita de exigências regulatórias e, à medida que o governo der mais atenção à qualidade dos alimentos e da água que se consome no país, os equipamentos destinados a este tipo de mercado podem ter uma disparada comparável à do mercado farmacêutico.

No início do mês de novembro, a companhia norte-americana concluiu a integração com a Varian, empresa comprada com recursos próprios por US$ 1,5 bilhão. Com a fusão, três novas linhas de produtos foram adicionados ao portfólio da Agilent, além de um impulso de pelo menos 5% nas previsões de crescimento para 2011. “A sinergia só não pode ser maior por conta de legislações antitruste que obrigaram a Varian a vender parte de seus negócios antes da integração”, explica Castanheira. “Em algumas frentes de produtos a empresa já tem cerca de 60% do mercado mundial. Com a fusão, a empresa teria praticamente o mercado todo”.

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