A inovação é uma estratégia para aumentar a competitividade

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Informações: Christine Banas
christine.banas@epse.com.br
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Qualquer organização para construir a sua estratégia no longo prazo precisa prospectar as tendências tecnológicas e as oportunidades de mercado. A ideia de que só empresas grandes devem investir em inovação é falsa. Há empresas de pequeno porte, instaladas em incubadoras tecnológicas, que estão inovando e muito. Os conceitos de inovação vêm evoluindo tanto na compreensão do que é inovar quanto nos personagens que podem fazer parte do processo.

De um lado, deixa-se de ver a inovação do ponto de vista essencialmente tecnológico para entendê-la sob outros prismas, como a utilização do conhecimento acerca de novos modelos de produção e de comercialização de bens e de serviços, assim como a criação de novas maneiras de organizar as empresas. A inovação de produto consiste na criação de um produto original ou no aperfeiçoamento de um já existente por meio do qual as empresas conseguem atender a necessidades não-satisfeitas dos consumidores.

No Brasil, um exemplo sempre citado é o da Embraer que criou aviões regionais talhados para demandas inexploradas dos clientes. Já a inovação de processo tem relação com a redução de custos de produção. Se a inovação de produto pode ser traduzida em realizar as coisas novas de maneira antiga, o conceito de inovação de processo significa fazer coisas antigas de maneira nova, de um modo que a produtividade aumente, os custos caiam e o mercado se amplie.

Uma inovação de marketing é a implementação de um novo método de marketing, com mudanças significativas na concepção do produto ou em sua embalagem, no posicionamento do produto, em sua promoção ou na fixação de preços. Uma inovação organizacional é a implementação de novos métodos nas práticas de negócios da empresa, na organização do seu local de trabalho ou em suas relações externas.

A inovação depende de três características que podem existir em intensidades diferentes e uma delas é a oportunidade tecnológica. Outra á a cumulatividade, pois algumas tecnologias são cumulativas. Isso quer dizer que para conseguir uma inovação a empresa tem que cumprir todos os passos das inovações anteriores. Quando a tecnologia é muito cumulativa, dá margem a estruturas industriais concentradas e a

oligopólios cristalizados. Por fim a outra característica é o grau de apropriabilidade da inovação. Quanto é possível reter do ganho econômico que aquela inovação vai proporcionar à sociedade? Essa é a dimensão estritamente econômica da inovação.

Há um consenso entre os especialistas de que o Estado brasileiro precisa não apenas investir mais dinheiro, mas sobretudo criar políticas capazes de estimular a inovação dentro das empresas. No Brasil, as linhas de financiamento para inovação ainda contam com recursos relativamente modestos e não é sempre que surgem interessados em usá-las.

Pesquisa realizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP) em 2008, mostra que 47% das micro e pequenas empresas paulistas raramente introduzem inovações para a melhoria de seus negócios. Das outras 53%, 28% introduziram um novo produto ou serviço no mercado, 22% implantaram novos processos e 15% conquistaram novos mercados. O estudo Inovação e competitividade nas MPEs paulistas mostra ainda que somente 14% dos empreendimentos realizam inovações freqüentemente. A pesquisa foi realizada com 450 empresas sediadas no Estado de São Paulo, nos setores da indústria, comércio e serviços, com o objetivo de identificar o grau de inovação existente no grupo de empresas de micro e pequeno porte e avaliar a freqüência com que os empresários empregam inovações.

Os dados mostram que 86% das pequenas empresas não possuem um processo estruturado para inovação, seja para, para o desenvolvimento de produtos ou melhorias. Os empresários afirmam que os principais motivos para a ausencia de um processo de inovação e melhoria são a falta de conhecimento e a falta de recursos para implantar os programas de melhoria de processos tradicionais. 

Segundo o diretor da EDTI – Melhoria, Virgilio F. Marques dos Santos (virgilioms@gmail.com), a Associated in Process Improvement (API) desenvolveu um modelo simplificado para guiar os projetos de melhoria em todo tipo de organização. Este modelo, consiste em três questões fundamentais mais o ciclo PDSA.

“No modelo, as três questões servem para definir claramente qual é o problema a ser resolvido ou a oportunidade a ser explorada, além de definir o indicador da organização que será utilizado para avaliar o sucesso da iniciativa”, explica ele. “Há ainda uma terceira questão que serve para listar quais mudanças serão necessárias para que o resultado da primeira questão seja alcançado. A ordem pela qual as questões serão respondidas não tem importância, já que é possível iniciar o projeto com uma sugestão de mudança (muito comum em empresas) e depois responder qual problema esta sugestão visa resolver e como poderá ser avaliada por um indicador. Com esse método é possível de maneira rápida e em menos de uma página definir as principais diretrizes do projeto. Feita esta estapa, a equipe precisa ganhar conhecimento sobre o problema e testar novas abordagens e, para isto, não há ferramenta mais poderosa que o método científico, utilizado na academia para entender a natureza, desenvolver e testar modelos. Nas empresas utiliza-se para isto o ciclo PDSA para planejar um experimento, criar hipóteses, realizá-lo, estudar os resultados e agir de forma a aceitar ou refutar as hipóteses levantadas. A utilização deste método estrutura a utilização da tradicional tentativa e erro, muito utilizada nas empresas, além de permitir a documentação de todas as tentativas realizadas, a fim de não repetir no futuro as hipóteses que já se provaram erradas”.

Ele acrescenta que para inovar utilizando este modelo, a empresa deve reunir sua equipe para responder as três questões definindo assim o escopo do projeto de melhoria/inovação. “Depois, o grupo irá utilizar o ciclo PDSA para ganhar conhecimento sobre o processo a ser melhorado/ inovado ou para testar a mudança sugerida na terceria questão. A terceira questão é a mais importante quando se visa gerar soluções inovadoras, principalmente na reunião para respondê-la (não entendi), forem utilizados métodos de criatvidade. Este modelo irá permitir que a empresa teste de maneira estruturada as idéias que surgem para resolver os problemas que aparecem ou para aproveitar as oportunidades de mercados visualizadas pelo empreendedor. O modelo também permite que as empresas fujam de um fenomeno muito comum nas empresas, conhecido como paralisia pela perfeição. O fenômeno ocorre quando uma empresa vê-se diante de um problema, mas evita tomar qualquer ação, pois sua equipe, incomodada pela situação problema, é tomada por um sentimento de aversão ao risco tão forte que a impede de melhorar, e as vezes, de continuar operando”.

Modelo de inovação simplificado

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