O mercado de biociências no Brasil

Como controlar os documentos internos e externos, e as normas técnicas em sua empresa

Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais. As normas do Sistema de Gestão da Qualidade – série ISO 9000 são rigorosas quanto aos critérios de controle, atualização e disponibilização de documentos corporativos aos seus usuários. Tanto os documentos de origem interna como externa, devem ser controlados para evitar a utilização de informações não-válidas e/ou obsoletas, cujo uso pode trazer sérios problemas aos sistemas, produtos e imagem institucional da empresa. Clique para mais informações. 

Segundo estudo realizado pela Fundação Biominas, atualmente há 253 empresas privadas de biociências no Brasil, das quais 43% são de biotecnologia. A Região Sudeste se destaca e concentra 71,9% das empresas de biociências, sendo que os estados de São Paulo (37,5%) e Minas Gerais (27,7%) lideram as estatísticas. Em segundo lugar, aparece a Região Sul, que abriga 15% das empresas.

As principais áreas de atuação são: Saúde Humana (30,8%) e Agricultura (18%). O setor é composto, principalmente, por micro e pequenas empresas jovens e de estrutura reduzida. A maior parte das empresas (44,4%) gerou receitas de até R$1 milhão em 2008. Outra fatia significativa (17.3%) representa empresas que não faturaram ainda. Quase metade (47,7%) tem menos de 10 funcionários e 72,7% tem menos de 20 funcionários e 67,7% foram concebidas na última década, sendo que nos últimos cinco anos foram criadas 83 novas empresas.

Quanto às empresas de biotecnologia, a comparação dos dados referentes a 2006 e 2008 revela o significativo crescimento do setor, com a redução das empresas com até dois anos de fundação e expansão das empresas que faturam acima de R$1 milhão e que empregam de 21 a 50 funcionários. Pode-se estimar a receita total do setor de biociências no ano de 2008 em aproximadamente R$ 804,2 milhões. Já o lucro agregado foi estimado em R$110 milhões, representando uma taxa de 13,8%. 43,7% das empresas afirmaram ter depositado, ao menos, um pedido de patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

No estudo, optou-se por ampliar o escopo de análise, englobando o universo de empresas de biociências ou ciências da vida – um grupo diverso de empreendimentos com um ponto em comum: o desenvolvimento de produtos e serviços baseados nos avanços recentes do conhecimento sobre os processos e sistemas biológicos. O conceito de biociências foi adotado porque permite incluir na análise segmentos com importância crescente no Brasil, tais como serviços de validação de novos medicamentos (ensaios pré-clínicos e clínicos) e o desenvolvimento de dispositivos médicos de última geração, que não se enquadrariam na definição estrita de biotecnologia.

As empresas foram categorizadas em sete áreas de atuação:

  • Agricultura: desenvolvimento e comercialização de sementes e plantas transgênicas, novos métodos para controle de pragas, clonagem de plantas, diagnóstico molecular, produção de fertilizantes e inoculantes a partir de microorganismos, melhoramento genético, etc.
  • Bioenergia: desenvolvimento de tecnologias para produção de etanol e biodiesel.
  • Insumos: desenvolvimento e comercialização de reagentes, métodos para isolamento, identificação e tipagem de microorganismos, kits para extração de DNA, meios de cultura, biopolímeros, etc.
  • Meio ambiente: desenvolvimento e oferta de produtos e serviços para biorremediação, tratamento biológico de resíduos e recuperação de áreas degradadas.
  • Misto: empresas que permeiam mais do que uma das categorias acima; por exemplo, desenvolvimento de kits de diagnóstico para doenças humanas e animais, e empresas de bioinformática.
  • Saúde animal: desenvolvimento e comercialização de kits de diagnóstico, vacinas ou outros produtos terapêuticos, transferência de embriões e inseminação artificial, melhoramento genético, clonagem, identificação genética, etc.
  • Saúde humana: desenvolvimento e comercialização de kits de diagnóstico, vacinas, proteínas recombinantes, anticorpos, próteses, dispositivos e equipamentos médicos especializados, terapias celulares, curativos e peles artificiais, identificação de novas moléculas e fármacos, validação de novos medicamentos (ensaios pré-clínicos e clínicos), biosensores, metodologias avançadas de reprodução assistida, etc.

 

Quase 1/3 das empresas nacionais de biociências (30,8%) desenvolvem e comercializam produtos e serviços aplicados à saúde humana. Isto se deve tanto à força da pesquisa biomédica no país quanto à variedade de produtos e serviços que se enquadram nessa categoria, desde dispositivos médicos, terapias e kits de diagnóstico até CROs (Contract Research Organizations). Empresas de biociências com produtos aplicáveis à agricultura constituem um segundo patamar com 18%, proporcional à relevância do agronegócio para a economia nacional e em muito impulsionadas pelas pesquisas levadas a cabo pela Embrapa e universidades do interior. As categorias Insumos e Saúde Animal aparecem próximas, com 16% e 14%, respectivamente. Já 8,0% dedicam-se à provisão de soluções ambientais baseadas nas biociências.

Uma empresa que atua na área, a Agilent Technologies Inc., prevê o crescimento do mercado farmacêutico brasileiro que faturou R$ 545 milhões no terceiro trimestre do ano.. No Brasil, a divisão de biociências da empresa registrou um crescimento de 52,5% no último ano fiscal, encerrado em outubro, sobre o ano anterior. “O setor farmacêutico é e deve continuar a ser, nos próximos anos, o principal mercado para a Agilent no Brasil”, diz o gerente geral Reinaldo Castanheira. “Esse mercado tem uma grande oportunidade de expansão, pois crescem as exigências regulatórias sobre produtos no país”.

As crescentes necessidades de garantia de qualidade dos produtos farmacêuticos demandam investimento dos laboratórios em equipamentos de análise mais precisos e com capacidade de processamento maior. Castanheira afirma que globalmente, o mercado farmacêutico tem perspectivas de crescimento de 5% ao ano, sobre um faturamento mundial de US$ 19 bilhões. Ele considera que as oportunidades de crescimento do Brasil neste mercado estão restritas ao controle de qualidade. A atividade, apesar de rentável para o mercado nacional, mantém a indústria ainda distante dos principais ganhos do mercado farmacêutico, que são a produção dos fármacos – substâncias sintéticas que são o princípio ativo dos medicamentos.

“O Brasil já esteve mais próximo de sintetizar princípios ativos, mas a indústria foi desmantelada”, afirma Castanheira. “Esta indústria não vai crescer sem a ajuda do governo, sem regulamentação do fluxo de importações. A grande oportunidade de crescimento do mercado farmacêutico no Brasil seria sintetizar os fármacos, que hoje são importados”.

A empresa, com sede na Califórnia, já pertenceu à Hewlett-Packard (HP) até 1999 quando se desmembrou. Hoje a companhia opera em 112 países e prevê um crescimento global de 13% a 16% para o próximo ano fiscal, podendo chegar ao montante de US$ 6,3 bilhões. Castanheira enumera as contribuições da empresa para o mercado: testar mais da metade dos 1,3 bilhões de celulares do mundo, equipar mais de 200 provedores de serviço de comunicação, pesquisar causas e encontrar curas para doenças, fazer um mundo mais seguro e protegido contra crimes e drogas, descobrir novos medicamentos e testar a sua qualidade na produção, manter o ar, água, solo e alimentos limpos e seguros, capacitar as organizações militares a serem mais ágeis, móveis e confiáveis e testar atletas contra doping em grandes competições esportivas desde 1972, incluindo Copas de Futebol, Olimpíadas e Tour de France.

“A divisão de medição bioanalítica oferece soluções que incluem equipamentos, software, consumíveis e serviços, que permitem que seus clientes identifiquem, quantifiquem e analisem as propriedades físicas e biológicas de substâncias e produtos. Nesta divisão, temos dois mercados principais: análises de biociências e análises químicas. Em biociências, os principais mercados são: empresas farmacêuticas, companhias de biotecnologia, laboratórios acadêmicos e governamentais; empresas de pesquisa. Em análises químicas, os principais mercados são o setor petroquímico, de meio ambiente, de segurança de alimentos, investigação forense, bioagricultura, segurança nacional (governos)”, explica Castanheira.

A indústria de medicamentos genéricos, que movimentou cerca de R$ 1,7 bilhão no terceiro trimestre do ano, deve chegar a 24% de todo o mercado farmacêutico do país no final de 2010, é também uma oportunidade de crescimento para a Agilent. “Os genéricos devem ajudar o crescimento da empresa no mercado farmacêutico”, opina Castanheira. “O crescimento previsto para este segmento no Brasil vai implicar em mais análises, o que vai demandar mais equipamentos. Existe um limite de análise por equipamento em um determinado tempo, o que determina o desempenho das máquinas de análise. A indústria opera normalmente no limite dos equipamentos, uma vez que a busca por eficiência é parte dos objetivos estratégicos das empresas. Com isso, qualquer aumento de demanda implica na necessidade de novos equipamentos”.

O próximo boom no mercado brasileiro para a empresa, depois do da indústria farmacêutica, deve se dar no mercado de alimentos, contudo, conforme afirma Castanheira, o segmento ainda necessita de exigências regulatórias e, à medida que o governo der mais atenção à qualidade dos alimentos e da água que se consome no país, os equipamentos destinados a este tipo de mercado podem ter uma disparada comparável à do mercado farmacêutico.

No início do mês de novembro, a companhia norte-americana concluiu a integração com a Varian, empresa comprada com recursos próprios por US$ 1,5 bilhão. Com a fusão, três novas linhas de produtos foram adicionados ao portfólio da Agilent, além de um impulso de pelo menos 5% nas previsões de crescimento para 2011. “A sinergia só não pode ser maior por conta de legislações antitruste que obrigaram a Varian a vender parte de seus negócios antes da integração”, explica Castanheira. “Em algumas frentes de produtos a empresa já tem cerca de 60% do mercado mundial. Com a fusão, a empresa teria praticamente o mercado todo”.

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Liderar em momentos de crise

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Publicação mensal sobre gestão, processos e meio ambiente, voltada a temas de normas nacionais e internacionais, ferramentas da qualidade, economia e recursos humanos.

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Quando a empresa entra em um processo de dificuldades, o líder necessita focar na parte interna da organização com mais intensidade, onde é possível influenciar, alterar e modificar o que for necessário para que a crise externa não exerça maiores impactos nas atividades organizacionais. Isso pode ser feito diminuindo a carga horária de trabalho dos funcionários, racionalizando os gastos com papel, embalagens de produtos ou mesmo economizando nos custos fixos, como água, energia, telefone etc.. Isso faz parte de uma nova cultura organizacional que começa a nascer e influencia um novo perfil do gestor. Quando a crise passar, as boas e corretas posturas adotadas permanecerão e darão mais sustentação para que a empresa se mantenha sempre sólida.

Para o diretor da EDTI – Melhoria, Virgilio F. Marques dos Santos (virgilioms@gmail.com), muitas empresas partem da premissa que é possível melhorar apenas alterando as metas numéricas. Nesses casos, a função da gerência é vista como sendo a determinação dos resultados dos funcionários fornecendo-lhes metas numéricas, como se o desempenho futuro do sistema pudesse ser determinado sem que mudanças sejam feitas na organização.

Ele cita um texto da obra “Times de Qualidade”, de Peter Sholtes: “O gerenciamento por resultado tem sua ênfase em uma cadeia de comando e hierarquia de objetivos, padrões, controles e responsabilidades. Os organogramas de organizações tradicionais retratam, portanto, uma cadeia de responsabilidades, em que os objetivos são traduzidos em padrões de trabalhos ou quotas de vendas. O desempenho de todos os funcionários é dirigido e julgado de acordo com essas metas numéricas, que são o coração e a força propulsora das práticas gerenciais tradicionais. O principal problema do Gerenciamento por Resultados reside no fato deste, dar pouca atenção a processos e sistema – a capacidade real da organização como um todo. Portanto, esses padrões e quotas nada mais são que metas numéricas arbitrárias. Trabalhadores, supervisores e gerentes acabam apanhados por competições; a necessidade de parecer bom obscurece a preocupação pelo sucesso a longo prazo da organização e, muitas vezes, eles perdem de vista a finalidade principal do trabalho que fazem. A utilização de metas numéricas para julgar e dirigir o desempenho da organização causa uma série de problemas: pensamento de curto prazo, foco mal dirigido, conflitos internos, falseamento de números, mais medo e cegueiras quanto à preocupação do cliente. Então, qual é a saída? É a liderança em qualidade. Os resultados são obtidos trabalhando-se os métodos. A liderança em qualidade concentra-se em criar um ambiente de trabalho que incentiva todos a contribuir para a empresa, através da utilização de uma abordagem científica para resolver problemas e efetuar melhorias.”

“Nossa função, quando chegamos num cliente com este quadro, é mostrar-lhe o equívoco deste raciocínio e a importância de implantar um método que suporte os resultados desejados pela alta gerência. O primeiro passo para a melhoria da organização é a mudança do papel da gerência. Esta deve se conscientizar que é a responsável por criar um ambiente que incentive o trabalho em equipe e a colaboração, com foco no método. Só assim, será possível melhorar a produtividade, diminuir os preços, aumentar o mercado, permanecer no negócio, abrir empregos e só então, obter retorno sobre o investimento. Esta sequência é chamada de cadeia de Deming. Nossa função nas empresas é capacitá-las para na utilização do método, fornecer coaching ao longo do projeto e feedback nos pontos de avaliação, para garantir o sucesso do projeto”, complementa.

Hoje, a demanda por novas estratégias está ocorrendo em um ambiente de negócios inteiramente novo e o mercado passa por um momento nervoso devido à globalização. Nesse cenário, a mão de obra requer uma melhoria de competência devido à velocidade com que as tecnologias avançam. Cada vez mais, as organizações se apóiam em trabalho em equipe e as estruturas estão cada vez mais achatadas para acelerar a comunicação. Nessa situação as mudanças são uma constante e o que acelera essas mudanças é o progresso tecnológico.

Por consequência, aumentam os riscos, sendo importante rever os critérios de desempenho das empresas. Um dos principais critérios de avaliação do potencial de desempenho de uma empresa é a sua habilidade de gerenciar mudanças: satisfação do cliente, qualidade, agilidade e competitividade. E claro toda mudança gera resistência em relação à quebra de suas expectativas e a sensação de perda de controle.

A especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora, Sonia Jordão (contato@soniajordao.com.br), diz que já uma conjuntura com guerras, aumento da violência urbana, crescimento populacional acelerado, concentração de renda e empobrecimento da população. “Como conseguir vencer esses desafios? Como motivar os colaboradores a buscarem qualidade, produtividade e ainda trabalharem na velocidade que os clientes exigem? Como reter os melhores profissionais nas organizações? Que mudanças precisam ser implementadas? Só através de líderes que queiram e gostam de lidar com pessoas, conseguiremos chegar a bons resultados. Antigamente, existia o modelo de gerenciamento através do modo comando e controle de dirigir uma organização. Atualmente, na maioria das organizações, nós não obedecemos mais ordens, pelo menos sem que haja uma boa razão para isso. Comando e controle, baseado na mentalidade militar eram apropriados até os anos 80, num clima social diferente e num ambiente empresarial estável. Hoje essa estabilidade acabou e o que existe é um ritmo frenético de mudanças”, explica.

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Segundo ela, o líder é aquele que mantém pessoas que acreditam nele, que possui seguidores. “Agora, quando o foco é a organização, podemos dizer que líderes são aqueles que conseguem os bons resultados esperados, através de outras pessoas. O que diferencia uma organização de outra são as pessoas que a compõem e, principalmente, a forma de gestão existente, porque a tecnologia, a qualidade e os preços praticados são praticamente iguais. Por isso, os líderes precisam tomar as decisões dentro de vários contextos e para tanto precisam usar o máximo de informações para minimizar os erros. O bom líder não dá ordens, controla ou pune. Ele colabora, orienta, desenvolve conhecimentos e habilidades, apóia-se na solução de problemas e reconhece o esforço e o mérito pessoal de seus liderados. Para ele, as pessoas são o que de mais importante existe em seu trabalho”.

Na opinião de Jordão, para vencer, as organizações devem assumir riscos, querer romper com o passado e enfrentar mudanças árduas e, portanto, os líderes devem mostrar às pessoas o motivo e a maneira para saírem de onde estão e como, juntos, se lançarão a uma nova expedição em busca do futuro. “Precisam se expressar com palavras e ações. Liderança é uma arte. É a arte de conduzir as pessoas para que façam o que é necessário por livre e espontânea vontade. Líderes antevêem os problemas e diligenciam soluções. Para ser um bom líder é necessário ter conhecimento sobre a própria função, ter um bom relacionamento interpessoal, aceitar as responsabilidades do cargo e ser aberto a mudanças. Líderes conseguem extrair o melhor de cada pessoa, dando-lhes autoridade para que possam ter suas próprias idéias e agir de acordo com elas. O líder será bem-sucedido se souber comportar-se adequadamente de acordo com as diversas situações, ou seja, se conseguir perceber cada contexto e adaptar o melhor método de liderança em função das circunstâncias . A liderança é uma característica a ser desenvolvida. O líder não nasce pronto”.

Por fim, ela assegura que os líderes conseguem tocar o coração das pessoas antes de pedir ajuda, devendo estar dispostos a se tornarem mais sensíveis e compreensivos quanto às diferenças culturais, sociais, étnicas e de sexo, no local de trabalho, e a demonstrarem essa sensibilidade e compreensão, para que esse local seja uma expansão significativa da cultura empresarial. “Existem líderes que, diante de um grupo de pessoas, só vêem o grupo. Mas os grandes líderes, diante de um grupo, enxergam pessoas distintas, com suas aspirações, querendo viver e querendo mostrar suas competências. Quem quiser ser um bom líder precisará desenvolver diversas características pessoais, qualidades ou virtudes, muito importantes. Entre elas: integridade, entusiasmo, firmeza, automotivação, empatia, imparcialidade, humildade, sensibilidade, criatividade, iniciativa, flexibilidade, e dinamismo. É necessário também que o líder tenha credibilidade e bom humor, saiba ouvir, influenciar e se relacionar com as pessoas, seja observador e tenha estabilidade emocional. Precisa também ter habilidade para equilibrar a razão e a emoção. Ser líder não é fácil e ninguém consegue ter todas as virtudes necessárias. O ideal é buscar ter o máximo possível de qualidades entre as citadas e saber as características que precisam ser trabalhadas, buscando tornar-se a melhor pessoa possível. Trabalhe e melhore suas qualidades, sem se esquecer que é muito importante querer ser líder. Conheça seus pontos fortes e fracos para ir se superando e crescendo como pessoa. O profissional que reúne boa parte das características acima vale ouro no mercado de trabalho”, acrescenta.

“Um dos maiores líderes da humanidade foi Jesus Cristo. Ele tinha algumas características que todos os líderes deveriam procurar ter. São elas: ser muito compreensivo e inspirador; ter o dom da oratória, seu discurso era simples e claro; ser um grande conselheiro; possuir humildade e compaixão. Mas, sobretudo, era detentor da confiança de seus discípulos, acessível e comprometido e, além de tudo isso, tinha fé. É impossível sermos um líder como ele, mas podemos imitá-lo em suas qualidades de liderança para sermos líderes melhores”, conclui Sonia Jordão.

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Marketing digital: dá para fazer bem feito?

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De cada 100 e-mails que eu recebo, aproveito, às vezes, um. Mesmo assim ainda acho muito importante a forma como internet pode divulgar uma marca, vender produtos e gerar prospects e clientes. Contudo, ainda há no Brasil algumas empresas utilizando-se dos recursos de marketing tradicionais, caros e cada vez mais ineficazes para o pequeno negócio.

No fundo, a tecnologia do marketing digital ajuda as organizações a entenderem quem são seus prospects e o que eles querem. Fornece a visibilidade necessária para que sua empresa seja alcançada por seus futuros clientes e possibilita que seu negócio obtenha melhores resultados e gere mais lucro.

No mundo digital, se uma pequena empresa trabalha bem seu posicionamento nas ferramentas de busca, poderá não só competir, mas vencer a batalha frente a uma grande empresa pela conquista do cliente ou ainda valorizando a sua marca. Isso vem sendo feito pelo marketing colaborativo, onde o consumidor compra o produto e depois participa da sua divulgação no mercado. Como? Se gostar, fala muito bem e indica a outras pessoas. Se não gostar, coloca suas críticas nas redes sociais. As empresas precisam estar atentas e acompanhar de perto este movimento.

Conheça então os termos e as ferramentas mais usadas nesse mundo virtual:

  • Email marketing – peça de comunicação, desenvolvida em formatos para internet e enviada através de email.
  • Listas opt-in – O mesmo que listas autorizadas. Opt-in é a ação em que uma pessoa da permissão para receber informações via email. Isso requer táticas e mecanismos que motivem uma pessoa a se tornar um receptor daquilo que você deseja comunicar ou vender.
  • Blog – Abreviação da palavra weblog. Antes, um blog era um tipo de jornal pessoal digital. Com a evolução das ferramentas de internet, que permitiram adicionar imagens, hiperlinks, conteúdo dinâmico e multimídia, eles tornaram-se também uma ferramenta de marketing.
  • Link Patrocinado – É um anúncio publicitário veiculado na internet. Pode ter formato de texto contendo um título, descrição do produto/serviço oferecido e a URL do site. Ao ser clicado leva o usuário para o site do anunciante, que paga apenas quando um usuário clica no anúncio. Anunciante determina o quanto quer investir por dia e pode fazer alterações em qualquer parte da campanha, a qualquer momento.
  • Google Analytics – É um serviço gratuito disponibilizado pelo Google onde ao ativar o serviço através de uma conta e cadastrar um site, recebe-se um código para ser inserido na página cadastrada e a cada exibição as estatísticas de visitação são enviadas ao sistema e disponibilizadas ao dono do site, que poderá então acompanhar centenas de informações relativas à navegação de seus usuários.
  • Gerenciador de conteúdo – É um sistema gerenciador de websites, que integra ferramentas necessárias para criar, gerenciar (editar e inserir) conteúdo em tempo real, sem a necessidade de programação de código, facilitando a administração, distribuição, publicação e disponibilidade da informação, pois tudo pode ser feito pelo próprio dono do site.
  • Google Maps- É um serviço gratuito de pesquisa do Google, para a visualização de mapas e imagens de satélite da Terra. Atualmente, o serviço disponibiliza mapas e rotas para qualquer ponto do Brasil. Juntamente com o lançamento da versão brasileira do Google Maps, a empresa introduziu o Local Business Center, ferramenta que permite com que qualquer empresa faça seu cadastro e seja então encontrada no Google Maps por qualquer usuário. No cadastro as empresas podem preencher seus dados cadastrais, horário de atendimento, formas de pagamento, logotipo, fotos, etc.
  • Métricas – São parâmetros, informações e dados que ajudam na avaliação da performance e sucesso do seu negócio, incluindo número de visitantes, visualizações de páginas, número de cliques, taxa de conversão por clique, etc.
  • Palavra chave – São as palavras ou frases que os internautas digitam nas ferramentas de busca.
  • Otimização – Otimizar seu website é deixá-lo preparado para que fique mais bem posicionado nas ferramentas de busca como o Google, facilitando as pessoas a encontrarem sua empresa quando digitam as palavras chave que procuram.
  • e-Newsletter – É uma neswletter enviada por email. Pode ter como objetivo a divulgação de uma marca, de um produto ou serviço, o relacionamento com o cliente ou ainda a divulgação de suas idéias e pensamentos. Deve ser periódica e seguir alguns critérios técnicos e de qualidade.
  • Podcast ou Podcasting – É uma forma de publicação de arquivos de mídia digital (vídeo, foto e principalmente áudio) pela Internet. É sua rádio pessoal digital. A palavra podcasting é uma junção de iPod e broadcasting (transmissão de rádio ou tevê). A série de arquivos publicados por Podcasting é chamada de Podcast.
  • Plano de Marketing Digital – Um plano de marketing digital envolve desde a definição de metas e objetivos, estimativas de números, passando pela criação do website, definição do público a ser atingido, estratégias de comunicação, veículos digitais a serem utilizados, etc.
  • Smartphone – Um telefone celular sofisticado, com recursos multimídia e de gerenciamento pessoal. Com capacidade de processamento semelhante, porém bem inferior a um computador, os smartphones são ferramentas fundamentais para possibilitar mobilidade e produtividade ao trabalhador moderno.

Para o consultor de marketing digital da Magoweb, Silvio Tanabe (lidiane@versatilcomunicacao.com.br), o retorno de campanhas de e-mail marketing costuma ser calculado entre 1% e 2%. Isso significa que, para cada 100 contatos enviados, se conseguirá no máximo uma ou duas respostas positivas à sua mensagem. Pouco se comparado a outras ferramentas de marketing digital. Por causa disso, muitas empresas acabam adotando a lógica do quanto mais, melhor. O negócio é enviar algumas dezenas (ou talvez centenas de milhares) de e-mails para que o retorno compense e gere os negócios esperados.

“Só que esta estratégia gera outra conseqüência: as despesas aumentam, já que o volume de envio é muito alto. Para compensar, as empresas buscam adquirir listas de e-mail (mailings) com o menor custo possível, sem verificar sua origem. E se a própria empresa que vendeu o e-mail produz o banner e também dispara, melhor ainda, pois além de tudo se consegue um desconto pelo pacote. E lá se vão, então, as centenas de milhares (que somadas a outras centenas de centenas de milhares de e-mails enviados por outras centenas de milhares de empresas) se transformam no nosso tão e velho conhecido spam. A lógica perversa desse sistema é que, quanto mais se faz spam, menor tende a ser o retorno”.

Silvio Tanabe diz que há uma forma mais eficiente de se fazer e-mail marketing, com campanhas capazes de gerar retorno de 5% a 10%, ou seja, de 50 a 100 vezes superiores à média. Atingir esses patamares é plenamente viável para qualquer empresa, mas exige alguns pré-requisitos. Seguem abaixo os principais:

  • Fuja da tentação do spam: Em um primeiro momento, enviar e-mails para milhões de contatos parece ser uma forma rápida e barata de promover sua empresa. Mas quantidade não significa qualidade, principalmente em relação ao e-mail marketing. Faça os cálculos ao longo do tempo e verá que os resultados tendem a diminuir ao invés de aumentar, pois a grande maioria das pessoas que recebe seus e-mails não tem o menor interesse no que você oferece. Então, é muito provável que elas rapidamente o incluam na lista de spams, tornando seus esforços inúteis.
  • Direcione sua mensagem: A melhor forma de evitar esta situação é direcionando sua mensagem. Ou seja, ao invés de espalhar um e-mail genérico tentando atrair a atenção de todos (ou de ninguém, o que é mais comum), defina qual o perfil do público que você quer atingir e direcione sua campanha com base no interesse desse público. Assim você aumenta suas chances de que as pessoas se interessem pela sua mensagem.
  • Retorno é proporcional ao investimento: Não há como fugir dessa regra, principalmente em relação à aquisição de listas de e-mail. As empresas que trabalham de forma séria, seguindo as normas da Associação Brasileira de Marketing Direto (Abemd), com listas segmentadas e obtidas de acordo com o consentimento das pessoas (Opt In) cobram um preço bem maior em relação às listas de spam. O retorno, porém, tende a ser muito mais alto, já que se trata de um público propenso a se interessar pelo que você oferece.
  • Construa seu mailing: Uma forma eficiente de aumentar o retorno das suas campanhas é construir sua própria lista de e-mails. Há diversas formas de fazer isso: comprando listas segmentadas como sugerido no item anterior, cadastrando clientes e consumidores, fazendo parcerias com fornecedores, criando promoções. Este método é mais trabalhoso e demorado, mas o potencial de retorno também é maior, já que a lista é formada por pessoas que conhecem a sua empresa ou tem interesse direto ou indireto em seu segmento de atuação.
  • Tenha uma estratégia: É comum que as empresas se lancem em campanhas de e-mail marketing sem nenhuma estratégia definida. Simplesmente produzem um banner “bem bonito” com a apresentação do produto ou da empresa e pronto. E lá vai o mesmo banner ser divulgado para as mesmas pessoas do mailing toda a semana, até a saturação. É como diz um ditado: não se pode esperar que saia alguma um resultado diferente fazendo sempre a mesma coisa. O que você faria se recebesse a visita de um vendedor que toda a semana repetisse exatamente os mesmos argumentos que na reunião anterior? É por isso que a campanha de e-mail marketing precisa ter uma estratégia. Além do público-alvo definido, é preciso estabelecer as mensagens (argumentos, abordagem, promoções, diferenciais) que você vai apresentar em cada contato (e-mail).
  • Faça testes: Uma das vantagens das campanhas de e-mail marketing é poder avaliar a receptividade de cada ação. Com isso é possível você testar a abordagem, como, por exemplo, mudar a linha de assunto ou o tipo de promoção, e depois verificar qual gerou mais retorno.
  • Acompanhe os concorrentes: Com certeza você mesmo deve receber dezenas de mensagens de e-mail marketing todos os dias. Estude-as. Veja quais lhe chamam mais a atenção. Entre no site dos concorrentes e inscreva-se para receber suas newsletters. Conhece uma empresa que está tendo muito retorno com e-mail marketing. Inscreva-se para receber os e-mails dela também, analise como são suas campanhas e não receie em aproveitá-las em suas próprias campanhas.

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Curso online gratuito

Saiba como é fácil ter acesso às Informações Tecnológicas

Data: 2 de dezembro

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Um balanço do selo Procel em 2010

Após 25 anos da criação do Selo Procel de Economia de Energia, um instrumento promocional do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) coordenado pelo Ministério das Minas e Energia e executado pela Eletrobras, algumas das empresas envolvidas nos segmentos de produção cobertos pelo programa alteraram de fato seus equipamentos para níveis mais elevados de qualidade quanto à eficiência energética. De acordo isso, os aparelhos são classificados pelo Inmetro em categorias que vão de A a G. O selo Procel é o reconhecimento pela categoria A e garante a qualidade dos produtos que chegam ao mercado. São exemplos, o ar-condicionado inteligente, com temperatura controlada eletronicamente, os chuveiros elétricos de menor potência e as geladeiras que cada vez mais garantem eficiência energética.

Inserido neste contexto, o selo visa identificar os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética, motivando assim o mercado consumidor a adquirir e utilizar produtos mais eficientes. Dessa forma, contribui para o aumento constante da eficiência energética de máquinas e equipamentos, propiciando uma economia de energia elétrica cada vez maior. Em 2009, o selo proporcionou uma economia de energia de aproximadamente 5,4 bilhões de kWh (ou 5,4 mil GWh). Isso corresponde a 6% do total de energia gerada pela usina hidrelétrica de Itaipu no mesmo período. E essa economia tende a crescer à medida que novas categorias de equipamentos sejam incluídas no programa.

Somente em 2010, passaram a integrar o programa quatro categorias: condicionador de ar do tipo split system cassete, reator eletrônico para lâmpada fluorescente tubular, televisor LED, modo de espera (stand-by) e módulo fotovoltaico. Devido à entrada em vigor da Portaria Interministerial nº 553, de 2005, os motores da até então linha padrão ficam proibidos de serem comercializados no Brasil. Sendo assim essa categoria deixou de fazer parte do programa.

Quando se leva em consideração a questão dos modelos que receberam autorização para o uso do selo em 2010, no entanto, verifica-se um avanço de aproximadamente 24% em relação ao número de contemplados no ano passado, contabilizando um total de 3.778 modelos de 206 empresas distintas. Estima-se que esses 3.778 modelos contemplados com o selo representaram uma venda de 34 milhões de equipamentos em 2009. Os modelos contemplados com o selo em 2010 estão no quadro abaixo:

 

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VÍDEO.: CUSTO E ANÁLISE DE PREÇO DE VENDA

VÍDEO.: CUSTO E ANÁLISE DE PREÇO DE VENDA

Este vídeo sobre Análise e Formação de Preço de Venda tem a finalidade de oferecer a sua empresa a condição de entender se o preço que você está praticando condiz com os objetivos que a sua organização pretende obter. Oferecer a visão correta sobre os Sistemas de Custeio, com ênfase em Custeio Variável. Clique para mais informações.

Coatings Care: definindo as responsabilidades dos fabricantes de tintas

 

Esse site já publicou um texto sobre a qualidade das tintas imobiliárias no país em https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/07/29/como-vem-evoluindo-a-qualidade-das-tintas-imobiliarias/ Inspirado no programa Responsible Care, da indústria química, o Coatings Care é focado na indústria de tintas e foi criado em 1996 nos Estados Unidos pela National Paint and Coatings Association (NPCA) e International Paint and Printing Ink Council (IPPIC). Coordenado no Brasil pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), foi adotado em diversos países das Américas, Europa, Ásia e Oceania, sendo coordenado por um comitê internacional formado por dirigentes das associações que representam os fabricantes de tintas no mundo todo.

Coleção e-books Volume 1 - O MEIO AMBIENTE E A EMPRESA (envio do arquivo por e-mail )

E-book: O meio ambiente e a empresa

A poluição no planeta avança, e não vem sendo um privilégio só dos dias atuais. A questão ambiental começou muito antes. A diferença entre o antes e o depois é a consciência que a humanidade tem do fato. O planeta é um sistema único, de modo que se algum ponto é afetado, outros pontos serão afetados, podendo não ser imediatamente, mas ao longo do tempo, a capacidade de assimilação de todos os impactos chegará a um limite. Clique para mais informações.

O programa é regido por quatro códigos, que podem ser colocados em prática em conjunto ou separadamente: gestão da produção; transporte e distribuição; gestão de produto; e responsabilidade comunitária. Esses quatro códigos, por sua vez, estão subdivididos em 63 práticas gerenciais. Além de definir essas práticas, o programa fornece os elementos para as empresas participantes estabelecerem sistemas de auto-avaliação contínua, execução e aperfeiçoamento. Atualmente, o programa conta com mais de 20 empresas participantes, que assumiram formalmente o compromisso de cumprir as práticas gerenciais dos códigos Coatings Care e de buscar continuamente melhorias em suas operações fabris, através de um processo sistematizado de gestão e auto-avaliação.

Para o engenheiro químico Ivan de Paula Rigoletto, os resultados obtidos no programa indicam a evolução das práticas de gestão ambiental e ocupacional no setor de tintas, bem como o crescente nível de maturidade apresentado pelo programa. Também a análise dos resultados brasileiros, comparados aos obtidos em outros países, permite identificar as ações a serem tomadas para a melhoria e evolução do programa.

No momento, Coatings Care já pode ser considerado implementado no Brasil, uma vez que os fabricantes, que respondem por mais de 70% do volume de tintas, assumiram-no dentro dos seus processos de gestão empresarial. Foi um grande avanço, assegura Rigoletto. “Na medida em que existe uma ferramenta que ajuda a definir prioridades, propor ações e entender para onde se deve ir, as medidas deixam de ser etéreas. Funcionam agora como estratégia, explica.

O uso do programa, assegura Rigoletto, significa – em outras palavras – o estado da arte num processo de administração e gerenciamento desses aspectos dentro de indústrias de tintas. Aliás, a sua adoção tem um componente interessante que é o fato de não existir aspecto legal ou até mesmo pressão social para que sejam implementadas as práticas de gestão. “Isso tudo vem como uma evolução natural pelo despertar ambientalista que está acontecendo no mundo desde 1960”.

Mas, para o pesquisador, o Brasil está um pouco atrasado em relação ao Hemisfério Norte. Nos Estados Unidos e no Canadá, por exemplo, chegou em 1996, partindo depois para a Europa. Entretanto, desde que foi apresentado ao Brasil, o Coatings Care trouxe ganhos bastante significativos para as empresas, pequenas e médias a priori, que começaram a empregar o programa. O pesquisador inclusive chegou a coletar 4.233 dados nas empresas que realizaram suas adesões ao programa. Esta tarefa foi cumprida, transformando ferramentas voltadas ao planejamento estratégico e gerenciamento de projetos de um modo bem particular. Foram utilizadas na etapa de planejamento as metodologias das Cinco Forças de Porter, SWOT e Cadeia de Valor de Porter, modificadas em função de um problema para o qual não foram desenvolvidas originalmente. Para a implementação, foram adotadas as metodologias PMBOK e PSII.

Rigoletto admite, no entanto, que, no futuro, a saída poderá ser outra e, quiçá, mais evoluída. Porém desde já realça que a aposta está em reconhecer que a tendência de qualquer sistema de gestão será a de prevenir os riscos. Neste sentido, quando se fala de um programa voluntário de gestão ambiental e de segurança, acaba-se de certa forma também prevenindo riscos cujas consequências muitas vezes são até mesmo imprevisíveis, o que torna vantajoso optar por um sistema de gestão.

O setor de tintas envolve nacionalmente mais de 300 fabricantes, mais de 18 mil empregados diretos e produz um pouco mais de US$ 3 bilhões por ano, revela Rigoletto. Não se trata, segundo constatou, do setor que mais cresce, mas sim de um setor que ainda tem espaço para expansão. Apesar do consumo de tintas no país não ser comparável ao de alguns integrantes do Hemisfério Norte, a questão não é bem essa pois, como todo setor da indústria química, também traz uma série de riscos. Olhando esses riscos sob uma perspectiva mais gerencial e tomando as ações para que estes riscos sejam mínimos, as consequências tornam-se bem mais previsíveis.

As áreas de atuação do programa ainda perpassam segurança do trabalho, segurança de processos (que consiste em analisar os riscos dos seus processos causarem algum evento de repercussões de grande porte), temas de responsabilidade sobre produto (sua composição química, que tipo de informação precisa fornecer ao consumidor e para a cadeia de suprimento, a fim de garantir que o produto chegue ao seu destino como planejado), e transporte e distribuição. “Essa cadeia pode ter relação com esse trabalho, principalmente porque, conseguindo definir onde é preciso melhorar, é possível dirigir melhor os recursos. Quando os recursos são limitados, é importante identificar exatamente onde vai usá-los para obter resultados mais expressivos”, conclui Rigoletto.

A indústria de tintas para revestimentos utiliza um grande número de matérias primas e produz uma e elevada gama de produtos em função da grande variedade de produtos/superfícies a serem aplicados, forma de aplicação, especificidade de desempenho. De modo geral, a tinta pode ser considerada como uma mistura estável de uma parte sólida (que forma a película aderente à superfície a ser pintada) em um componente volátil (água ou solventes orgânicos). Uma terceira parte denominada aditivos, embora representando uma pequena percentagem da composição, é responsável pela obtenção de propriedades importantes tanto nas tintas quanto no revestimento.

A tinta é uma preparação, o que significa que há uma mistura de vários insumos na sua produção. A combinação dos elementos sólidos e voláteis define as propriedades de resistência e de aspecto, bem como o tipo de aplicação e custo do produto final. As tintas podem ser classificadas de várias formas dependendo do critério considerado:

  • Tintas imobiliárias: tintas e complementos destinados á construção civil; podem ser subdivididas em: Produtos aquosos (látex): látex acrílicos, látex vinílicos, látex vinil-acrílicos, etc.; Produtos base solvente orgânico: tintas a óleo, esmaltes sintéticos, etc.
  • Tintas industriais do tipo OEM (original equipment manufacturer). As tintas e complementos utilizados como matérias primas no processo industrial de fabricação de um determinado produto; incluem, entre outros os seguintes produtos: Fundos (primers) eletroforéticos, Fundos (primers) base solvente, Esmaltes acabamento mono-capa e bi-capa, Tintas em pó, Tintas de cura por radiação (UV), etc.
  • Tintas especiais: abrange os outros tipos de tintas, como por exemplo, tintas e complementos para repintura automotiva, para demarcação de tráfego, tintas e complementos para manutenção industrial, tintas marítimas e para madeira, etc.

E quais os principais impactos ambientais do setor de tintas? Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), no segmento de tintas e vernizes utiliza-se energia elétrica em instalações e maquinários para dispersão, mistura, moagem e enlatamento. Algumas instalações podem empregar óleo combustível, óleo diesel ou gás natural para geração de calor. Nestes casos o controle de eficiência de queima deve ser feito de modo a minimizar as emissões de monóxido de carbono, óxidos de enxofre e materiais particulados para a atmosfera. Para operação e manutenção dessas instalações, também existe geração de resíduos, tais como, borras oleosas, estopas sujas, embalagens de combustível, entre outros.

A água é o recurso natural mais empregado no setor e se dá em larga escala e para diversos fins. Considerável parcela pode ser incorporada ao produto, parte é empregada nas operações de limpeza e lavagem de máquinas, equipamentos e instalações industriais, além do uso na área de utilidades e manutenção. O uso descontrolado deste insumo pode levar à crescente degradação das reservas, apontando para a necessidade urgente de adoção de uma política racional de consumo.

O rebaixamento do nível dos aqüíferos subterrâneos, pela perfuração exagerada ou exploração excessiva de poços existentes, gradativamente levam a um descontrole econômico dos custos de produção, bombeamento e diminuição do rendimento da operação. A variedade e quantidade de matérias primas e produtos auxiliares empregados no setor de tintas e vernizes é grande. Podem ser citados as resinas, os pigmentos e cargas, os solventes e os aditivos. Várias dessas matérias primas possuem propriedades tóxicas, irritantes e corrosivas o que torna essencial o conhecimento de seus efeitos potenciais sobre a saúde humana e meio ambiente, assim como sobre os procedimentos emergenciais em caso de derramamentos acidentais, contaminações e intoxicações.

Assim, os principais impactos ambientais do setor podem estar associados tanto ao processo produtivo, como à geração de efluentes, ao próprio uso dos produtos ou mesmo à geração de resíduos de embalagem pós-uso. Por exemplo, a emissão de compostos orgânicos voláteis (VOCs – Volatile Organic Compounds) é resultado de diversos processos, como, por exemplo, a combustão incompleta; emissões durante todas as etapas do processo de fabricação, especialmente quando realizados em equipamentos abertos; emissões fugitivas de silos de matéria prima; limpeza de equipamentos; e vazamentos de selos, gaxetas e válvulas de tubulações. O uso de equipamentos fechados durante o processo minimiza a emissão desses compostos, sendo recomendável inclusive para reduzir perdas de matéria prima. A emissão de materiais particulados no setor está relacionada, principalmente, aos processos de pesagem de matérias-primas sólidas (pós) e dispersão.

Para minimizar a quantidade de material particulado em suspensão, podem ser tomadas algumas medidas, tais como, enclausuramento da etapa do processo e instalação de sistema de exaustão. A maior fonte de geração de efluentes está nas operações de lavagem entre lotes de cores diferentes. Uma vez descarregados os equipamentos, estes são lavados (com água, solventes, solução de NaOH). São gerados efluentes que contém altas concentrações de solventes e sólidos suspensos, geralmente coloridos, que requerem tratamento.

Em relação à composição destes efluentes, há variações significativas entre as diferentes empresas, que podem ser atribuídas principalmente à diversidade de matérias-primas envolvidas para a produção das tintas. A composição dos efluentes do setor não varia em função do tipo de produto elaborado, porém algumas substâncias normalmente presentes que, de modo geral, podem ocorrer em concentrações acima das permitidas em legislação específica para lançamento sem tratamento prévio. Dentre estes, podem ser citados os seguintes poluentes e efeitos adversos associados: óleos e graxas: a pequena solubilidade dos óleos e graxas prejudica sua degradação em estações de tratamento de efluentes por processos biológicos e, quando presentes em mananciais utilizados para abastecimento público, podem causar problemas no tratamento d’água, além de impedir a transferência do oxigênio da atmosfera para o meio hídrico, trazendo problemas para a vida aquática; solventes: são tóxicos e tendem a contribuir para a contaminação do solo caso sejam manipulados de forma inadequada e podem causar desequilíbrio do PH se lançados em corpos d’água; pigmentos: os que contêm metais pesados devem, se possível, ser substituídos do processo de fabricação, pois a neutralização antes do lançamento é uma boa prática; fosfatos: presentes na formulação de algumas tintas, podem, em altas concentrações, levar a proliferação de algas e plantas aquáticas, e provocar o fenômeno da eutrofização dos corpos d’água, que causa o desequilíbrio no pH do corpo aquoso, bem como grandes oscilações nas concentrações de oxigênio dissolvido, com maiores valores no período de maior luminosidade, e valores eventualmente próximos de zero durante a noite.

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Estudo aponta os principais entraves dos financiamentos para combater as mudanças climáticas

 
 
Coletânea Série Sistema de Gestão Ambiental
  Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc, relacionadas à Sistema de Gestão Ambiental

As mudanças climáticas estão ocorrendo como resultado do lançamento excessivo de gases de efeito estufa (GEEs), sobretudo o dióxido de carbono (CO2), na atmosfera. Esses gases formam uma espécie de cobertor cada dia mais espesso que torna o planeta mais quente e não permite a saída de radiação solar.

Já o efeito estufa é um fenômeno natural para manter o planeta aquecido. Desta forma é possível a vida na Terra. O problema é que, ao lançar muitos GEEs na atmosfera, o planeta se torna quente cada vez mais, podendo levar à extinção da vida na Terra. As mudanças climáticas acontecem quando são lançados mais GEEs do que as florestas e os oceanos são capazes de absorver. As principais causas disso são: a queima de combustíveis fósseis (como petróleo, carvão e gás natural) e o desmatamento (no Brasil, o desmatamento é o principal responsável pelas emissões de GEEs).

Assim, as conseqüências estão sendo sentidas em diferentes partes do planeta como o aumento da intensidade de eventos de extremos climáticos (furacões, tempestades tropicais, inundações, ondas de calor, seca ou deslizamentos de terra). Além disso, os cientistas hoje já observam o aumento do nível do mar por causa do derretimento das calotas polares e o aumento da temperatura média do planeta em 0,8º C desde a Revolução Industrial. Acima de 2º C, efeitos potencialmente catastróficos poderiam acontecer, comprometendo seriamente os esforços de desenvolvimento dos países. Em alguns casos, países inteiros poderão ser engolidos pelo aumento do nível do mar e comunidades terão que migrar devido ao aumento das regiões áridas.

E quais as soluções para combater o aumento do efeito estufa? Existem várias maneiras de reduzir as emissões dos gases de efeito estufa. Diminuir o desmatamento, incentivar o uso de energias renováveis não-convencionais, eficiência energética e a reciclagem de materiais, melhorar o transporte público são algumas das possibilidades.

Igualmente, o setor financeiro público brasileiro tem um papel-chave na disponibilização dos recursos necessários para o financiamento de uma economia de baixo carbono. Isso foi o que concluiu o estudo Financiamentos Públicos e Mudança do Clima – Análise de Bancos Públicos e Fundos Constitucionais Brasileiros, elaborado e coordenado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV/EAESP (GVces) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), com apoio da Embaixada Britânica.

“O objetivo do estudo é trazer à tona uma avaliação das políticas e práticas de bancos e fundos públicos brasileiros quanto à redução do impacto climático de suas operações”, explica Gladis Ribeiro, do GVces. Para Cristina Montenegro, representante do PNUMA no Brasil, é essencial que o setor financeiro público se conscientize do seu papel na busca por uma economia de baixo carbono no Brasil. “Todas as instituições pesquisadas são signatárias do Protocolo Verde, o que reforça a importância de atuarem como precursores e multiplicadores da responsabilidade socioambiental do setor bancário”, diz Montenegro.

De acordo com o estudo, o comprometimento dessas instituições com a mudança do clima, embora esteja formalizado, ainda é difuso e requer uma maior abordagem estratégica transversal. Apesar da conscientização sobre o tema, ainda existem grandes desafios para a elaboração de uma visão institucional mais elaborada em relação ao tema, que é o maior desafio do século XXI.

Para a pesquisadora de finanças sustentáveis da equipe de Sustentabilidade Empresarial do GVces, Paula Peirão, “as instituições reconhecem a importância do financiamento público como indutor de uma economia de baixo carbono, mas o processo decisório ainda é orientado por objetivos pontuais, de curto prazo e com baixo envolvimento da alta gerência.” Peirão explica que não existe acompanhamento e cooperação entre as instituições financeiras, “o que poderia ser um ponto de partida para a criação de uma linha de base que pudesse monitorar as ações individuais das instituições financeiras públicas no país”.

O relatório aponta que produtos direcionados para redução de gases de efeito estufa ainda têm baixa representatividade. Produtos tradicionais podem atender necessidades de clientes no que se refere à redução de emissões, porém, “sem o controle dos impactos de produtos tradicionais direcionados para ações de menor emissão de carbono, não há como avaliar os benefícios ambientais dos projetos financiados”, avalia Gladis Ribeiro.

Também foi identificado que muitas vezes o montante disponibilizado para um produto ou linha verde de crédito é muito superior à sua contratação efetiva. Com isso, tais financiamentos acabam não sendo atrativos para os clientes, pois em geral têm um processo de contratação mais complexo, quando comparados a financiamentos tradicionais. Segundo dados do Tribunal de Contas da União, entre 2008 e 2009, as linhas de crédito público dos programas de investimento em sistemas sustentáveis e recuperação de áreas degradadas, por exemplo, tiveram apenas 25% de utilização.

“Existe ainda um amplo espaço a ser ocupado pelas instituições no que se refere ao monitoramento, consolidação e padronização de informações, que promovem o alinhamento entre esses produtos e ferramentas”, explica Paula Peirão. “Isso evitaria a ocorrência de ações dispersas e contraditórias.”

Outro ponto identificado durante a pesquisa trata das soluções financeiras para adaptação e vulnerabilidade à mudança do clima. De acordo com os pesquisadores, estas são oportunidades até o momento pouco exploradas pelas instituições. As instituições financeiras públicas podem liderar este processo por meio do financiamento sustentável em áreas como agropecuária, segurança hídrica e planejamento urbano e de zonas costeiras.

Para o coordenador-geral do GVces, Mario Monzoni, “os resultados podem subsidiar tomadores de decisões em seus processos de formulação de políticas públicas de combate aos efeitos das mudanças climáticas e, assim, promover o alinhamento do Brasil com os objetivos da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, Protocolo de Quioto, Plano de Bali e Acordo de Copenhague”.

Fizeram parte da pesquisa os seguintes bancos: BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal; Fundo Constitucional do Norte, Fundo Constitucional do Nordeste e Fundo Constitucional do Centro-Oeste, geridos pelo Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e Banco do Brasil, respectivamente.

Recomendações para o setor:

– Desenvolvimento de linhas de base comuns, incluindo inventário de emissões financiadas e necessidade de acompanhamento das ações listadas no Plano Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC);

– Atribuições de responsabilidade para alta gerência na criação de uma estratégia transversal para o tema;

– Cooperação entre instituições públicas, evitando sobreposições de mandatos e duplicidade de alocação de recursos para desenvolvimento de ferramentas e ações de mitigação e adaptação;

– Estabelecimento de metas de redução de emissões operacionais e financiadas;

– Consolidação e divulgação de informações sobre os avanços no tema

– Alinhamento de produtos verdes com a estratégia da instituição;

– Ferramentas que incentivem boas práticas em produtos tradicionais;

– Simplificação do processo de crédito de produtos verdes;

– Desenvolvimento constante de conhecimento técnico, mercadológico e metodológico;

– Desenvolvimento de projetos conjuntos e melhoria na comunicação com governo e ONGs;

– Protagonismo das instituições financeiras públicas em soluções de adaptação;

– Foco em agropecuária, segurança hídrica e planejamento urbano e em zonas costeiras;

– Integração com diferentes instâncias governamentais e alinhamento com planejamento de desenvolvimento local;

– Capacitação de profissionais estratégicos sobre as soluções de adaptação;

– Investimento em pesquisa e digitalização de dados.

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Recebi um texto muito bom do escritor Célio Pezza (www.celiopezza.comescritor@celiopezza.com ) que reproduzo abaixo:

Considerações sobre um arbusto – Um sinal de otimismo

Era um final de tarde quente e o trânsito estava todo congestionado. Para quem mora em uma grande cidade como São Paulo, esta é uma cena comum e não significa nada mais do que um dia normal na hora do “rush”. Era uma movimentada avenida (para os paulistanos, a conhecida e vagarosa Marginal Tietê), ao lado do rio Tietê, que já foi um rio limpo e onde os casais passeavam em pequenos barcos aos finais de semana. Hoje, coitado, na zona urbana da grande São Paulo, é simplesmente um volume de água suja e fétida, onde não se percebe movimento algum e classificado pelos especialistas como um rio sem vida.

Em cima deste símbolo da ignorância humana, um extenso viaduto já corroído pela ação do tempo e mostrando em algumas partes a ferragem já enferrujada. Toneladas de ferro e concreto que um dia foi o orgulho de seu construtor, e que hoje também já dá mostras de cansaço e falta de vida. Um prédio tem vida? Da forma como entendemos, não. Uma construção não tem vida. Ela somente tem uma história e é testemunha muda de fatos que ocorreram ao seu lado.

Mas voltemos ao início: um rio sem vida, uma construção deteriorada, um dia de calor, um trânsito caótico, milhares de seres estressados em seus carros e, como tempero para esta salada insólita, o cheiro de água podre. Será que o ser humano tem como reverter tanto estrago feito neste mundo? Será que existe realmente vontade de mudar o rumo das coisas? Será que todos pensam que um rio estragado não fará diferença? Será que o empresário que polui e estraga o meio ambiente, acredita não ter problemas para ele e seus filhos por morar distante, não beber da água daquele rio e não respirar do mesmo ar que sai sem controle das chaminés de sua empresa?  É certo achar que tudo vale em nome do progresso, até destruir quem só nos ajuda? O fim justifica os meios? É certo fazer algo errado, contra a Natureza, sob a alegação de que isto vai trazer algum tipo de benefício para alguém? Este é um pensamento de curtíssimo prazo e de absoluta falta de inteligência, acreditem. Precisamos parar de pensar só no curto prazo. Não estamos acostumados a pensar nas próximas décadas, na qualidade de vida futura e muito menos com a preservação da espécie.  Por outro lado, será que não temos sinais evidentes de que o futuro da raça humana está sendo comprometido neste exato momento? Será que não estamos exatamente na “hora da virada”

Existem os pessimistas que dizem que o Homem está fadado a ter um final infeliz e alegam que ele carrega uma carga destrutiva tão grande que um final catastrófico é inevitável. Mas vamos voltar à cena inicial, ao rio sem vida, ao viaduto deteriorado, ao cheiro fétido. Subitamente, uma cena aparentemente sem nenhum atrativo chama a minha atenção: um lindo arbusto nascendo por entre uma das inúmeras rachaduras do viaduto! Um olhar mais atento e vi dezenas deles, surgindo vitoriosos por muitas das pequenas fendas de concreto. Sem terra, num ambiente altamente poluído, respirando gases dos escapamentos dos veículos dia e noite, sem ninguém cuidando deles e, de acordo com os pessimistas, sem chance de vida. Mas contra toda a lógica humana, lá estão eles, cheios de vida, brotando de dentro do concreto, dando uma mensagem clara de otimismo e de confiança no futuro. Um pequeno recado da Natureza para todos os homens que enxergam e que entendem o que está acontecendo.

Diz o ditado: Quem tem ouvidos, que ouça; quem tem olhos, que veja!  A maior força deste mundo está conosco!  Não estamos sós nesta batalha. O Homem tem um aliado cuja força ele nem imagina existir. A Natureza quer nos ajudar, ela renasce das cinzas e dignifica um mundo corrompido. Ela está com as mãos estendidas, disposta a cooperar para fazer deste mundo um lar digno de deuses! Nunca teremos um aliado tão fiel e tão bondoso e, graças aos céus, vemos crescer esta consciência em todos os cantos do planeta. As mensagens estão por todos os cantos, para todos, sem distinção e cada qual à sua maneira, poderá despertar para esta realidade. Como não ser otimista quanto ao futuro, com uma força deste tamanho nos ajudando? Somente se todos ignorassem esta realidade e ninguém percebesse nenhum sinal, somente assim, a Terra seria um dia uma lenda! Mas, não é o que está acontecendo. Estamos vendo cada vez mais seres humanos se preocupando e começando fazer um pouco, não por si, mas pelo futuro da raça humana.

Por esta razão, sou otimista quanto ao destino final e acredito que um dia o Homem ocupará seu lugar de direito neste imenso Universo. Se imaginarmos que exista somente um ser humano em cada trezentos já pensando desta forma e fazendo sua parte, já somos mais de vinte milhões no mundo. Como saber de tudo isso, como ter esta certeza? Eu diria que basta olhar com atenção um arbusto lindo crescendo do meio de uma rachadura no concreto de um viaduto corroído pelo tempo, ao lado de um rio sem vida, poluído e mal cheiroso, num dia quente de verão e parado no meio de um congestionamento em uma das maiores cidades do mundo. Os sinais desfilam ao nosso lado todos os dias! Basta olhar e enxergar de verdade, com outros olhos. Depois é só começar a trabalhar.

A atuação do trabalhador aposentado no Brasil

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Uma leitora me enviou um e-mail querendo saber se o aposentado pode mesmo trabalhar no Brasil. Sim, pode e, em minha opinião, deve. Na verdade, todo trabalhador pode continuar exercendo suas atividades profissionais mesmo depois de se aposentar. Isso se tornou válido desde julho de 1991, quando entrou em vigor a Lei nº 8.213, que trata dos Planos de Benefícios da Previdência Social.

A única exceção dentro da legislação previdenciária são as aposentadorias por invalidez, já que, nestes casos, a pessoa é considerada incapaz de desempenhar atividades profissionais, seja por doença ou acidente. Nas demais situações, como aposentadoria por tempo de serviço ou por idade, o profissional que se encontrar apto a solicitar seus benefícios, pode fazê-lo e, ainda assim, prosseguir trabalhando e recebendo seu salário normalmente.

Há outra modalidade de aposentadoria, aquela classificada como especial, concedida quando fica comprovado que a pessoa trabalhava em condições insalubres, não permite que seu beneficiário continue atuando na mesma função após se aposentar, justamente porque seu cargo apresentava riscos químicos, físicos ou biológicos. Neste caso, contudo, o interessado pode mudar de função e prosseguir empregado na mesma empresa.

O trabalhador que decide continuar exercendo suas funções após a aposentadoria precisa saber que, apesar de já ter acesso aos seus benefícios previdenciários, ainda assim é obrigado a permanecer contribuindo para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Apesar de ele já estar usufruindo da aposentadoria, sua contribuição se faz necessária para manter os caixas previdenciários em seu nível padrão de recolhimento. Do contrário, o sistema sofreria queda de receita, já que o aposentado em atividade ocupa uma vaga profissional na qual poderia estar um trabalhador que contribuiria normalmente ao INSS.

Enfim, se o aposentado quer incrementar sua renda mensal, somando benefício e salário, deve continuar capitalizando o caixa previdenciário, como faria qualquer pessoa que estivesse desempenhando sua atividade. Antes de 1995, todas as contribuições compulsórias feitas pelos trabalhadores já aposentados eram restituídas a eles após o encerramento efetivo de suas atividades. Após a Lei nº 9.129, contudo, este pecúlio deixou de existir.

Para a advogada cível e trabalhista da Saad & Castello Branco Advocacia, Eliana Saad (carolinalara@office3.com.br), após trabalhar por 30 anos ou mais, é difícil para muitos aposentados permanecer em casa, por isso, muitos preferem continuar trabalhando. Há outros que até gostariam de aproveitar para descansar, mas o baixo valor da aposentadoria faz com que voltem a ativa para complementar a renda da família. Por vontade ou por necessidade, o fato é que os aposentados brasileiros estão no mercado de trabalho, e as empresas também se beneficiam da mão de obra desses trabalhadores.

A Documentação de um Sistema de Gestão da Qualidade

A Documentação de um Sistema de Gestão da Qualidade

As dúvidas são muitas quando se quer implementar um sistema de gestão da qualidade e uma das principais relaciona-se à documentação, afinal os documentos do sistema podem ser encarados como um alicerce do processo como um todo. Clique para mais informações.

“A contratação de um aposentado pode acontecer de duas maneiras: quando a pessoa trabalha na empresa e requereu a aposentadoria, ou quando há a contratação de um novo funcionário que está aposentado. Na primeira situação, o empregador pode dar continuidade a relação contratual, com garantia ao recebimento das verbas rescisórias, inclusive com a multa de 40% do FGTS. E, na segunda situação, quando a empresa opta por contratar uma pessoa aposentada, não há nenhuma distinção em relação aos outros empregados. A lei não estipula nenhuma diferença em relação a direitos, obrigações e deveres. O registro, contrato, salário, jornada de trabalho, férias, desconto previdenciário e imposto de renda ocorrem normalmente, como dos demais empregados. Os aposentados por idade ou por tempo de contribuição podem ser contratados sem nenhuma alteração no benefício recebido. Contudo, aposentados por invalidez perdem o direito a aposentadoria. Afinal, a razão do benefício em si é a invalidez. Logo, quem estiver trabalhando terá o benefício cancelado”, explica.

Segundo a advogada, para as empresas, as vantagens de contratar um aposentado são mais bem percebidas na rotina do que no contrato. “Afinal, um trabalhador aposentado tem os mesmos direitos, e deveres, de um funcionário que ainda não se aposentou. Contudo, se ele tiver mais de 65 anos tem direito ao transporte gratuito e, consequentemente, não precisará de vale transporte. Pessoas com mais de 60 anos tem prioridade nas filas dos bancos e atendimentos, o que agiliza o trabalho e gera economia de tempo para a empresa. Outro critério importante que deve ser levado em consideração é a experiência destes trabalhadores como um dos fatores mais favoráveis ao empregador. Se durante certa época, o aposentado era visto como um inválido, hoje as empresas enxergam essas pessoas de uma forma diferente. Há organizações que buscam funcionários aposentados, seja pelos benefícios no dia a dia ou pela experiência. Afinal, não é interessante perder um colaborador qualificado, que já conhece o funcionamento da organização e presta serviços de qualidade. Outro fator importante é que o aposentado nem sempre é um idoso. Existem muitas pessoas que se aposentam antes dos 50 anos e tem disposição e energia de sobra, além de serem mais experientes, pacientes e responsáveis do que os funcionários mais jovens”, conclui.

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