Governança corporativa: um conceito que se amplia nos dias atuais

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 Uma leitora gostaria de saber alguns conceitos de governança corporativa. Criada no início da década de 1990 nos países desenvolvidos, mais especificamente nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, a governança corporativa define as regras que regem o relacionamento dentro de uma companhia dos interesses de acionistas controladores, acionistas minoritários e administradores. Uma visão mais abrangente, dentro da linha institucionalista, deve incluir outros grupos sociais que também têm interesse na preservação da companhia e que são igualmente afetados pelas decisões tomadas por seus administradores, tais como: credores em geral, fornecedores, trabalhadores, consumidores e a comunidade em geral, dando origem ao modelo stakeholders (todos os envolvidos com a companhia, como clientes, empregados, fornecedores, etc.) preponderante em países da Europa Ocidental.

O conceito de governança corporativa pela ótica da maximização da riqueza dos acionistas como principal responsabilidade dos executivos contraria o chamado modelo de equilíbrio dos interesses dos stakeholders como principal objetivo dos executivos. Assim, o movimento de globalização da economia, e seu reflexo no mercado de capitais, foi inevitável que houvesse uma maior homogeneização das regras que regem as companhias abertas, na medida em que os investidores globais, possuindo enorme leque de opções para aplicação de seus recursos, e com liberdade para operar em vários países, estão cada vez mais exigentes com relação a seus investimentos.

As regras de governança corporativa não estão dissociadas da realidade dos mercados em que são aplicadas, principalmente em relação à estrutura de propriedade das companhias. Por exemplo, em mercados como o brasileiro, com predominância de empresas com capital concentrado e controlador definido, os principais problemas de governança envolvem o relacionamento entre o acionista controlador e os acionistas minoritários, deixando para segundo plano aqueles decorrentes da separação entre propriedade e controle entre acionistas e gestores, típicos de mercados com predomínio de empresas com capital pulverizado.

O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBCG) elaborou um Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa cujo resultado culminou com o lançamento de sua quarta versão, ocorrido no mês de setembro de 2009, depois de quase dois anos de intenso trabalho de uma equipe formada por especialistas de diferentes segmentos de atuação. Conforme apontou a conselheira de administração do IBGC, Eliane Lustosa, durante o evento de lançamento, “o ambiente institucional brasileiro evoluiu muito desde a última revisão (2004) e o Código precisava, além de acompanhar essas mudanças, dar um passo à frente em relação ao que já é obrigatório para as organizações nacionais”. Balizado pelas novas demandas e realidade do mercado, o Código incorporou os debates e as adaptações dividindo-os em três principais tipos de modificações: Inovação, Detalhamento e Revisão/Enxugamento.

Em inovação foram acrescidas questões que se tornaram mais relevantes nos últimos cinco anos, como voto por procuração e poison pills; enquanto em Detalhamento os temas mais importantes e/ou complexos, como eficácia dos conselhos de administração, transparência de atas e acesso às assembleias. A outra modalidade de alteração ficou por conta do amadurecimento do mercado, o qual viabilizou a revisão e/ou a supressão de conceitos incorporados nas edições anteriores.

Em sua primeira versão, datada de 1999, o Código centrou-se principalmente no funcionamento, composição e atribuições do conselho de administração, refletindo claramente a tendência dominante na época. Dois anos depois, a segunda versão incluiu recomendações para os demais agentes da Governança: conselho de administração, conselho fiscal, gestores, auditoria independente, além de abordar o princípio da prestação de contas (accountability). Já a terceira versão, de março de 2004, destacou-se por centrar nas questões ‘pós-Eron’ e na inclusão do princípio de responsabilidade corporativa. A intenção era atentar para a perenidade das organizações, contribuindo com valores e orientações de estratégia empresarial. A evolução do conteúdo do código refletiu as constantes discussões e o aprofundamento dos temas ligados à governança corporativa, motivo que faz deste documento referência nacional em conduta de gestão empresarial, e referência nas escolas de negócios.

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Os princípios básicos de governança corporativa são:

Transparência – Mais do que a obrigação de informar é o desejo de disponibilizar para as partes interessadas as informações que sejam de seu interesse e não apenas aquelas impostas por disposições de leis ou regulamentos. A adequada transparência resulta em um clima de confiança, tanto internamente quanto nas relações da empresa com terceiros. Não deve restringir-se ao desempenho econômico-financeiro, contemplando também os demais fatores (inclusive intangíveis) que norteiam a ação gerencial e que conduzem à criação de valor.

Equidade – Caracteriza-se pelo tratamento justo de todos os sócios e demais partes interessadas (stakeholders). As atitudes ou políticas discriminatórias, sob qualquer pretexto, são totalmente inaceitáveis.

Prestação de Contas (accountability) – Os agentes de governança devem prestar contas de sua atuação, assumindo integralmente as consequências de seus atos e omissões.

Responsabilidade Corporativa – Os agentes de governança devem zelar pela sustentabilidade das organizações, visando à sua longevidade, incorporando considerações de ordem social e ambiental na definição dos negócios e operações.

Além do respeito às leis do país, toda organização deve ter um Código de Conduta que comprometa administradores e funcionários. O documento deve ser elaborado pela Diretoria de acordo com os princípios e políticas definidos pelo Conselho de Administração e por este aprovados. O Código de Conduta deve também definir responsabilidades sociais e ambientais. Deve refletir adequadamente a cultura da empresa e enunciar, com total clareza, os princípios em que estão fundamentado. Deve ainda apresentar caminhos para denúncias ou resolução de dilemas de ordem ética (canal de denúncias, ombudsman). Ele deve abranger o relacionamento entre conselheiros, diretores, sócios, funcionários, fornecedores e demais partes interessadas (stakeholders). Os conselheiros e executivos não devem exercer sua autoridade em benefício próprio ou de terceiros.

Para ler o texto completo do Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa, clique no link https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2010/12/codigo_julho_2010_a41.pdf

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A sustentabilidade precisa ser baseada no conhecimento

 
 

Acidentes de Trabalho – Sistemas de gestão

Publicada em 01/12/2010 a norma sobre Sistema de Gestão da Segurança e saúde no Trabalho – Requisitos – NBR18801. Esta norma especifica os requisitos de um Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SGSST) que permitem que uma organização controle os respectivos riscos da Segurança e Saúde no Trabalho (SST) e melhore o respectivo desempenho. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, com o segurado empregado, trabalhador avulso, médico residente, bem como com o segurado especial, no exercício de suas atividades, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou redução, temporária ou permanente, da capacidade para o trabalho. Para mais informações clique aqui.

Já escrevi em meu e-book  “Sustentabilidade: mistificação ou realidade?” que uma das definições mais usadas para desenvolvimento sustentável é que ele seja capaz de suprir as necessidades atuais da população, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. Ou seja, a idéia é crescer sem destruir o ambiente e esgotar os recursos naturais.

A imagem do tripé é perfeita para entender a sustentabilidade. No tripé estão contidos os aspectos econômicos, ambientais e sociais, que devem interagir, de forma holística, para satisfazer o conceito. Pelo parâmetro anterior, uma empresa era sustentável se tivesse economicamente saudável, ou seja, tivesse um bom patrimônio e um lucro sempre crescente, mesmo que houvesse dívidas. Para um país, o conceito incluía um viés social. Afinal, o desenvolvimento teria que incluir uma repartição da riqueza gerada pelo crescimento econômico, seja por meio de mais empregos criados, seja por mais serviços sociais para a população em geral. Esse critério, na maioria das vezes, é medido pelo Produto Interno Bruto (PIB) do país, o que para o novo conceito é uma medição limita. A perna ecológica do tripé trouxe, então, um problema e uma constatação. Se os empresários e os governantes não cuidassem do aspecto ambiental podiam ficar em maus lençóis sem matéria-prima e talvez, sem consumidor, além do fantasma de contribuir para a destruição do planeta Terra.

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Assim, o triple bottom line ficou também conhecido como os 3 Ps (People, Planet and Proift, ou, em português, PPL – Pessoas, Planeta e Lucro). Vamos então detalhar o que significa cada um desses aspectos, levando em conta a administração de uma empresa, de uma cidade, estado ou país. É importante verificar que esses conceitos podem ser aplicados tanto de maneira macro, para um país ou próprio planeta, como micro, sua casa ou uma pequena vila agrária.

  • People – Refere-se ao tratamento do capital humano de uma empresa ou sociedade. Além de salários justos e estar adequado à legislação trabalhista, é preciso pensar em outros aspectos como o bem estar dos seus funcionários, propiciando, por exemplo, um  ambiente de trabalho agradável, pensando na saúde do trabalhador e da sua família. Além disso, é imprescindível ver como a atividade econômica afeta as comunidades ao redor. Não adianta, por exemplo, uma mineradora pagar bem seus funcionários, se ela não presta nenhuma assistência para as pessoas que são afetadas indiretamente com a exploração como uma comunidade indígena que é vizinha do empreendimento e que é afetada social, econômica e culturalmente pela presença do empreendimento. Nesse item, está contido também problemas gerais da sociedade como educação, violência e até o lazer.
  • Planet – Refere-se ao capital natural de uma empresa ou sociedade. É a perna ambiental do tripé. Aqui assim como nos outros itens, é importante pensar no pequeno, médio e longo prazo. A princípio, praticamente toda atividade econômica tem impacto ambiental negativo. Nesse aspecto, a empresa ou a sociedade deve pensar nas formas de amenizar esses impactos e compensar o que não é possível amenizar. Assim uma empresa que usa determinada matéria-prima deve planejar formas de repor os recursos ou, se não é possível, diminuir o máximo possível o uso desse material, assim como saber medir a pegada de carbono do seu processo produtivo, que, em outras palavras, quer dizer a quantidade de CO2 emitido pelas suas ações. Além disso, obviamente, deve ser levado em conta a adequação à legislação ambiental e a vários princípios discutidos atualmente como o Protocolo de Quioto. Para uma determinada região geográfica, o conceito é o mesmo e pode ser adequado, por exemplo, com um sério zoneamento econômico da região.
  • Profit – Trata-se do lucro. Não é muito difícil entender o que é o conceito. É resultado econômico positivo de uma empresa. Quando se leva em conta o triple bottom line, essa perna do tripé deve levar em conta os outros dois aspectos. Ou seja, não adianta lucrar devastando, por exemplo.

Além dos aspectos listados nos três Ps, o desenvolvimento sustentável deve ser pensando por meio de outros aspectos, digamos, mais subjetivos. Trata-se das questões políticas e culturais. Eles são importantes para qualquer tipo de análise do tripé já que leva em conta a premissa de que tudo está interligado. Os aspectos políticos têm a ver com a coerência entre o que é esperado do desenvolvimento sustentável e a prática adotada através das políticas adotadas seja por uma empresa ou por uma determinada sociedade. Assim, não dá para falar em adotar o tripé se a empresa, por exemplo, adota uma política inflexível de negociação com os funcionários ou não acompanha a legislação ambiental condizente.

Os aspectos culturais devem ser levados em conta o tempo todo. Quando a empresa está inserida em uma determinada sociedade, ela deve saber as limitações e vantagens culturais da sociedade que a envolve. O exemplo mais gritante é o da empresa que não se relaciona harmoniosamente com a comunidade ao redor de sua área. Se ao lado de uma planta industrial existe uma favela, por exemplo, por que não absorver seus moradores na fábrica, ao invés de aumentar investimentos em segurança particular? Além disso, a cultura de determinada localidade pode ser útil para entender melhor a dinâmica da biodiversidade local.

Os modelos tradicionais de medição econômica não conseguem abranger os aspectos do desenvolvimento sustentável. O exemplo mais claro é o Produto Interno Bruto (PIB), que mede a receita total de uma determinada região. Como leva em conta apenas os aspectos monetários, o PIB não consegue abranger outros aspectos como a divisão igualitária dessa riqueza na sociedade e os impactos negativos no meio ambiente.

Para a pesquisadora e diretora presidente da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC), Sonia Wada, o conceito de desenvolvimento sustentável possui três variáveis principais: social – pela visão de uma sociedade mais equilibrada, com melhoria da qualidade de vida, mais distribuição de renda, mais saúde e oportunidades de educação e emprego; econômica – com melhor alocação e gerenciamento mais eficiente dos recursos, um fluxo constante de investimentos públicos e privados e menor desigualdade de renda; e ecológica – com o uso racional dos recursos naturais, consumo de energias renováveis, redução de poluentes e resíduos e proteção ambiental.

“Por meio da gestão do conhecimento aplicada às práticas de sustentabilidade, empresas passam a se preocupar não só com sua viabilidade econômica, mas assumem a responsabilidade social perante todos envolvidos na cadeia produtiva, desde os acionistas, investidores e governos até a comunidade e o meio ambiente, passando por clientes, colaboradores e fornecedores. Preceitos de geração de conhecimento não são estratégias inovadoras, sempre foram utilizados para a tomada de decisões. A diferença é como gerir esse saber acumulado, esquematizá-lo e disponibilizá-lo da melhor maneira possível para aprimorar a cultura da organização. Saber como usar o conhecimento, estabelecendo práticas, padrões e sua disseminação junto aos públicos internos e externos trazem vantagens competitivas e benefícios duradouros para a sustentabilidade”, explica.

Ela acredita que o paradigma da gestão do conhecimento possibilita a criação de uma série de processos para a captura, organização, disseminação e utilização dos múltiplos conhecimentos para a melhoria do desempenho, geração de riquezas, qualificação das equipes e investimento em ações mais voltadas à transformação social. “Um dos introdutores dos princípios que hoje são base da gestão do conhecimento, o pesquisador Ikujiro Nonaka dizia que o conhecimento é um processo humano dinâmico para justificar a crença pessoal com relação à verdade. Por isso, o que coloca uma organização em vantagem competitiva sustentável é o conhecimento que ela detém, a eficiência com que utiliza essas informações e a velocidade com que realiza inovações a partir desses dados. Para isto, precisa garantir subsídios aos procedimentos adotados em seus processos de gestão”.

Acrescenta que a gestão do conhecimento requer um profundo estudo das rotinas de trabalho, o pleno acesso às fontes de informação e a compreensão de como esses valores influenciam os modos de operação, desde a alta administração da empresa até as pessoas envolvidas em cada processo, direcionando cada patamar a seguir pelo caminho da sustentabilidade. “Além disso, promover a gestão do conhecimento com vistas ao desenvolvimento sustentável é propiciar novas idéias, que confirmem o artigo 225 da Constituição brasileira: todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Que as empresas aprendam a usar o conhecimento de seus colaboradores, transformando-o em ações sustentáveis. Do mesmo modo, que estimulem o aprendizado desses profissionais por meio de cursos, palestras, treinamentos, programas de conscientização ambiental e de sustentabilidade. Somente assim será possível promover novas práticas, desenvolver novos hábitos, planejar ações e disseminar noções que respeitem a sustentabilidade. Educação é fundamental para ampliar a consciência coletiva de desenvolvimento sustentável e preparar o mundo para as futuras gerações”.

“Todos vivemos no mesmo planeta e todos fazemos parte da biosfera. Temos que reconhecer que estamos numa crescente interdependência e que o nosso futuro se encontra intrinsecamente ligado à preservação dos sistemas globais de apoio à vida e reconhecer que urge utilizar o conhecimento de todos os campos da ciência de um modo responsável para responder às necessidades e às aspirações humanas sem abusar desse conhecimento”, conclui.

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Coleção e-books Volume 7 - Sustentabilidade: mistificação ou realidade? (envio do arquivo por e-mail)

E-book: Sustentabilidade: mistificação ou realidade?

O argumento central desenvolvido pelos economistas a favor da sustentabilidade gira em torno da noção de eficiência no uso dos recursos do planeta. A alocação eficiente de recursos naturais, respeitando ao mesmo tempo as preferências dos indivíduos, seria mais bem executada em um cenário institucional de mercado competitivo. Clique para mais informações.

Panela de pressão: quando bem usada e com boa manutenção não há perigo

A melhor maneira de se combater incêndio é evitá-lo!

NBR17240 – Sistemas de detecção e alarme de incêndio – Projeto, instalação, comissionamento e manutenção, detecção e alarme de incêndio – Requisitos.

Esta norma especifica requisitos para projeto, instalação, comissionamento e manutenção de sistemas manuais e automáticos de detecção de incêndio em e ao redor de edificações, conforme as recomendações da ABNT ISO/TR7240-1 . Clique para mais informações.

Uma das peças mais utilizadas em cozinhas de lares e restaurantes é a panela de pressão, que responde por aproximadamente 2.000 acidentes por dia no Brasil e a causa mais provável, segundo os fabricantes, é o entupimento de válvulas de segurança. Há casos em que as pessoas colocam mais alimento que a capacidade da panela, entupindo a válvula no cozimento, podendo haver uma explosão. O ideal é ler o manual de instrução da panela, respeitando a capacidade indicada pelo fabricante. Geralmente, o indicado é usar 65% da capacidade do utensílio, ou seja, em um recipiente com capacidade de cinco litros, deve-se colocar um volume de apenas três litros aproximadamente.

Um especialista explica que não basta só colocar água e alimento na panela e levá-la ao fogo. Para ele, o cuidado deve começar desde a compra do objeto, que deve ter o selo do Inmetro. Não é recomendável comprar de ambulantes, pois não há garantia de procedência, o que pode ser perigoso para quem vai utilizar o material. No uso diário, é preciso ficar atento ao colocar os condimentos, temperos e verduras na panela de pressão. Alguns desses condimentos ou até mesmo alimentos, podem provocar o entupimento da válvula. Enquanto a panela estiver no fogo, é preciso observar se a válvula está funcionando normalmente, se está aliviando ou não a pressão.

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Se a válvula não estiver liberando pressão, provavelmente está obstruída e o alívio deverá ser feito mecanicamente. Um garfo ou uma faca pode ajudar a resolver. Para isso, basta levantar a válvula, com cuidado para não se queimar. Antes de abrir a panela, é fundamental verificar se está totalmente sem pressão. Nunca force a tampa para abrir.

E como funciona esse tipo de panela? Nas panelas abertas a água ferve a temperatura próxima de 100°C, dependendo da altitude. Lembrando que a pressão atmosférica ao nível do mar é 1atm e que submetida a essa pressão a água ferve a 100°C. A panela de pressão foi inventada pelo francês Denis Papin e cozinha mais rapidamente os alimentos porque a temperatura da água no seu interior ultrapassa os 100°C, atingindo temperaturas próximas de 120°C.

A panela é fechada de maneira que o vapor d’água que se forma no seu interior, não se dissipa facilmente para o ambiente. Desta maneira, a pressão interna da panela aumenta, podendo chegar a 2 atm. Nesta pressão a água ferve a uma temperatura aproximadamente igual a 120°C. Como a água atinge uma temperatura maior, os alimentos são cozidos com maior rapidez. Por segurança, elas possuem uma válvula para controle de pressão, e uma válvula de segurança. A válvula para controle de pressão permite a saída do vapor d’água quando a pressão deste vapor atinge um limite. Caso a pressão interna ultrapassa o valor suportado pela panela, a válvula de segurança se rompe.

Por tudo isso, a Associação Brasileira de Normas Técnicas colocou em consulta nacional duas normas para as panelas de pressão até o dia 14 de fevereiro de 2011. Os documentos foram revisados pela Comissão de Estudo Especial de Utensílios Domésticos Metálicos (ABNT/CEE-66), da qual participam produtores, consumidores e os chamados neutros (universidades, laboratórios e outros). São dois os projetos: ABNT NBR 15684 – Utensílios domésticos metálicos – Peças de reposição para panela de pressão; e a ABNT NBR 11823 – Utensílios domésticos metálicos – Panela de pressão. O primeiro projeto compreende a definição de peças de reposição, como válvulas de segurança e de pressão, anel de vedação, alças de cabos, entre outras. Já o segundo apresenta os requisitos para fabricação de panelas de pressão com fechamento interno ou externo e capacidade volumétrica de até 30 litros, estabelecendo os métodos de ensaios.

A norma especifica que o controle da pressão deve ser efetuado por meio de massas livres ou por molas. Qualquer sistema diferente dos previstos deve atender aos requisitos desta Norma. No caso de válvula reguladora de pressão acionada por molas, esta deve ser projetada de modo que sua montagem não altere a pressão interna da panela, seja de maneira acidental ou proposital, e, conseqüentemente, as especificações do fabricante. A válvula reguladora de pressão deve ser projetada de modo que seja fácil de limpar, quando desmontada, devendo constar no manual de instruções procedimentos de desmontagem, montagem e limpeza.

Além da válvula reguladora de pressão do vapor, a panela deve ter no mínimo uma válvula de segurança abrindo diretamente para o exterior da panela. Esta válvula de segurança pode ser do tipo não repetitivo (destrutível) ou do tipo repetitivo (de funcionamento contínuo). A válvula de segurança deve ser construída de tal forma a não permitir a sua montagem invertida. Caso não haja esta possibilidade, deve haver indicação nas peças informando o sentido correto de montagem.

A válvula de segurança, quando acionada, não deve desprender-se da panela. Caso isso ocorra, deve existir uma proteção que impeça sua projeção. O modelo não repetitivo deve ser constituída por um disco ejetável, um plugue fusível, um pino fusível ejetável ou outro dispositivo adequado para propiciar alívio de pressão. Já a repetitiva deve ser um dispositivo adequado para propiciar alívio de pressão, de forma que, após seu funcionamento, retorne automática ou manualmente à sua condição original, sem a utilização de objetos que danifiquem suas características funcionais e que não permita ao usuário sua remontagem de forma que altere seu funcionamento.

As pressões de trabalho devem ser determinadas conforme segue: a) instalar um manômetro classe A com resolução máxima de 1,0 kPa, acoplando-o diretamente à panela de pressão através de uma mangueira com 1 200 mm ± 200 mm de comprimento e diâmetro interno de 6,35 mm, de modo que seja possível a verificação da pressão interna da panela durante o ensaio; ajustar a válvula reguladora de pressão para sua regulagem máxima; colocar na panela o volume de água correspondente à metade ± 10 % do volume interno do corpo; colocar a panela de pressão sobre um fogão elétrico com potência de 3,3 kW ± 0,2 kW; quando o manômetro indicar – 10 % da pressão nominal, cronometrar 5 min. A pressão máxima registrada durante esse tempo não deve ser superior a + 10 % da pressão nominal. Para a realização dos ensaios, utilizar uma amostra de cada tipo ou modelo de panela de pressão, de acordo com a tabela abaixo:

CLIQUE NA TABELA PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

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Por que no Brasil não há um padrão para o tamanho das roupas?

O aço como matéria prima para a construção residencial

O aço,  usado tradicionalmente em edifícios comerciais, pontes e indústrias, pode ser uma opção para estruturas construtivas residenciais. O aço permite diferentes aplicações. As pessoas ainda têm pouco conhecimento sobre sua utilização em projetos residenciais. Uma de suas principais vantagens é que, se uma dia, a estrutura montada com o aço não for mais útil, o material volta para o forno e se transforma em aço novamente, sem resíduos. Depois de erguida a estrutura de aço, a casa pode receber paredes e divisões de todos os tipos, como drywall, placas cimentícias ou de madeira, além de materiais que fazem isolamento térmico e acústico. Para ler mais sobre o assunto e as normas relacionadas, clique aqui. 

Uma leitora reclama que as roupas no Brasil não seguem um padrão. É verdade. O consumidor entra em uma loja, experimenta uma calça tamanho 40 e ela fica perfeita no seu corpo. Vai a outra loja, pede o mesmo número e parece que seu corpo aumentou dois tamanhos e a calça não passa do quadril. O que é isso? O problema é a falta de padronização na indústria do vestuário.

Existe a norma NBR 13377, que foi finalizada em 2008, e tem por intuito padronizar o tamanho das peças de roupas comercializadas no Brasil. A norma já está em vigor, mas por não ser obrigatória é seguida apenas por uma pequena parte dos fabricantes de roupas. Essa falta de padronização vista no Brasil é conseqüência da inexistência, até agora, de uma diretriz para o tamanho das confecções. Muitas grandes empresas já estão dentro da norma, mas as indústrias menores estão tendo dificuldade em se enquadrar e mudar a costura de seus produtos.

Seria importante ocorrer a padronização das medidas para os consumidores por poderem comprar sem precisar adivinhar o tamanho de roupa ideal para seu manequim. As compras online, via internet, também poderiam aumentar, já que seria possível comprar sem ficar na dúvida se a peça escolhida vai servir ou não. A padronização de medidas é mundialmente conhecida e aplicada em diversos lugares, pois vem sendo utilizada há mais de 20 anos nos Estados Unidos, na Europa e no Japão.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), todas essas mudanças poderiam impor muitas reformulações no setor, já que há uma preocupação em definir as medidas referenciais com base no biótipo do brasileiro. Mesmo o padrão permitindo pequenas variações no tamanho, uma nova regra facilitaria a vida dos consumidores na hora de comprar uma roupa. Deixariam de existir diferenças exorbitantes de medidas entre as marcas que fazem com que o cliente tenha que provar outras numerações.

No Brasil, as confecções não são obrigadas a usar a tabela de medidas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Por isso, cada indústria usa o seu próprio padrão de medida, baseando-se em seu público-alvo. Isso não acontece em países como Japão e Estados Unidos, onde existem diferentes escalas de tamanhos de acordo com o biótipo da população. A ABNT realiza um levantamento antropométrico para chegar às referências numéricas. Está sendo feito um escaneamento do corpo humano de várias pessoas com características diferentes. O trabalho está sendo realizado em diversas regiões brasileiras. E quais são as medidas que constam da norma 13377, de 1996?

Homens

Camisas sociais

Medida do pescoço: 38 cm

Número da camisa: 38

Camisas esportivas

Medida do pescoço: 38 cm

Número da camisa: 2 ou P

Calças, bermudas e jardineiras

Medida da cintura: 84 cm

Número da roupa: 42

Mulheres

Blusas, blazers, camisetas, vestidos

Medida do busto: 90 cm

Número da roupa: M ou 42

Calças, bermudas, saias

Medida da cintura: 72 cm

Número da roupa: M ou 42

Roupas infantis

Camisas, camisetas, agasalhos,jaquetas, vestidos

Medida do tórax: 61 cm

Número da peça: M ou 6

Calças, bermudas, saias, jardineiras

Medida da cintura: 52 cm
Número da peça: P ou 2

Conversão tamanho de vestuário Brasil X EUA

Masculino        Feminino         

Brasil X EUA    Brasil X EUA

40              30       38             10

42              32       40             12

44              34       42             14

46              36       44             16

48              38       46             18

50              40       48             20

52              42

Masculino para calças e ternos e feminino para calças, vestidos e casacos.

Nos EUA existe uma medida adicional para as calças, que é o comprimento (inseam) que é dado em polegadas (inches). Normalmente a medida de uma calça começa com a medida da cintura em polegadas (waist), que é a única medida que usamos e continua com a medida do comprimento (inseam) que normalmente nós não usamos. Portanto uma calça masculina 34 x 32, corresponde a uma calça com a medida 44 do Brasil e com 32 polegadas de comprimento, isto é 81,28 cm de comprimento. Como no Brasil costumamos fazer bainha nas calças isto normalmente não tem muita importância, mas se você quiser saber se a calça fica boa sem bainha, basta pegar uma fita métrica e medir o comprimento de uma calça que veste bem em você, com a medida da calça que está sendo vendida.

Conversão tamanho de camisa social Brasil X EUA

Brasil X EUA

2                14

                  14 ½

3                15

                  15 ½

4                16

                  16 ½

5                17

                  17 ½

Para os figurinistas, a s medidas classificam-se em:

  • Fundamentais – circunferência do busto, da cintura e dos quadris, etc.
  • Auxiliares – medida do ombro, largura da frente e altura do busto, etc.
  • Complementares – folgas, comprimento da frente, das costas, da manga, contorno do braço, do pescoço e altura total do corpo, etc. É importante ressaltar que existe metodologia específica para coletar as medidas do corpo humano. A ABNT desenvolveu a NBR 15127 – Corpo humano – definição de medidas, publicada em 2004. Essa norma teve como base a ISO 7.250 e estabelece um procedimento para medir partes do corpo humano, ou seja, mostra como se deve tomar a medida da altura do ombro e das pernas, dos perímetros do pescoço, da coxa e de outras áreas. No total, são 54 medidas do corpo humano.

A tabela de medidas é um conjunto de medidas necessárias para a construção das bases de modelagem. Elas são baseadas em médias calculadas a partir de medidas tiradas em um determinado número de pessoas. Com isso, percebe-se que é praticamente impossível encontrar uma só pessoa que possua exatamente todas as medidas da tabela. Porém, em escala industrial, não existe outra maneira de trabalhar a não ser padronizando as medidas.

Há diferentes tabelas de medidas. De país para país, essas tabelas podem variar de acordo com o tipo físico da população. No Brasil, não existe um padrão de tamanho obrigatório para o vestuário, ocorrendo diferenças de tamanho entre as confecções. Assim, as grifes determinam suas próprias tabelas de tamanho, direcionadas ao seu público-alvo. O correto seria existir uma tabela-padrão oficial para as medidas fundamentais e auxiliares e outra da empresa, de acordo com sua segmentação de mercado (com características de seu público-alvo, adaptando as medidas complementares ao seu próprio padrão).

Por fim, existe a informação de que a Comissão de Estudos de Medidas de Tamanho de Artigos Confeccionados (ABNT/CE-17:700.04) realizou no dia 15 de dezembro uma reunião para dar continuidade ao projeto de norma baseado nas normas ISO 3636:1977 – Size designation of clothes — Men’s and boys’ outerwear garments e ISO 3636:1977 Correção Técnica 1:1990, que estabelecem um sistema de indicação de tamanhos em roupas para homens e rapazes (incluindo roupa de malha e roupa de banho). O principal objetivo da norma é o estabelecimento de um sistema de designação de tamanho que indica (de maneira simples, direta e significativa) o tamanho do corpo do homem ou rapazes em que uma peça de vestuário deve servir exatamente. Desde que a forma de seu corpo (conforme indicado pelas dimensões apropriadas) tenha sido determinada com exatidão, este sistema facilitará a escolha de roupas que servem exatamente ao usuário. Vamos ver se isso terá futuro.

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Veículos elétricos: a humanidade ainda chega lá?

 

 

 

Inside ISO 9001 (ISBN 9788593093004)

Segundo os especialistas, os tipos mais usuais desse tipo de veículos são:

  • Trólebus – energia vem da rede elétrica ao longo do trajeto;
  • Elétrico a bateria – energia da rede elétrica (ou outra fonte externa) é armazenada na bateria do veículo;
  • Variante: Elétrico a bateria com extensor de autonomia;
  • Elétrico híbrido – energia é gerada a bordo por motor de combustão interna + gerador;
  • Elétrico híbrido plug-in – energia da rede elétrica armazenada na bateria e também gerada a bordo por motor de combustão interna + gerador;
  • Célula a combustível – energia é gerada a bordo em uma célula a combustível a partir do hidrogênio.

Enquanto um veículo com motor a gasolina usa apenas 17,5 % da energia gerada por combustão, um veículo elétrico chega a aproveitar 90 % da energia consumida, sem barulho e sem poluição do ar. Por estas e outras razões, num contexto mundial de busca de alternativas energéticas mais eficientes, econômicas e adequadas ambientalmente, as pesquisas para o desenvolvimento do carro elétrico ganharam grande impulso. O Brasil ainda não se lançou na corrida por esse desenvolvimento tecnológico, mas tem um cenário bastante favorável, que inclui uma ampla rede de distribuição de energia, com 87% de fontes limpas (80% hidráulica, 4% bagaço de cana, 2% nuclear, 1% eólica).

Esses dados e outros aspectos são do engenheiro Marcelo Schwob, da área de energia do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), que ressalta a importância de o país investir na solução do uso da propulsão elétrica nos automóveis e, sobretudo em veículos de transporte coletivo. As pesquisas com a propulsão elétrica de veículos já existem desde o final do século XIX, quando se desenvolviam também os sistemas de motores de combustão interna e a vapor.

Como os combustíveis líquidos do petróleo tinham um preço muito acessível e a infra-estrutura de distribuição da energia elétrica ainda era precária, o seu uso em automóveis e demais veículos rodoviários não foi desenvolvido em escala industrial, ficando restrito a transportes como bondes, trens e metrôs. Somente com as crises do petróleo na década de 70 e com a conscientização ambiental ocorrida a partir dos anos 80, a solução elétrica voltou a ser considerada para os veículos leves.

Além de ser uma fonte limpa, o motor elétrico tem outras vantagens, apontadas por Marcelo Schwob, como o consumo nulo em “marcha lenta” e a possibilidade de emprego de freios regenerativos, que recuperam a energia gasta na frenagem e desaceleração. Outro ponto crucial nos modelos elétricos, destaca o engenheiro, é o ganho de espaço: compacto, o motor pode funcionar junto à suspensão ou mesmo no espaço das rodas.

Em países como os EUA e na Europa, os programas para a promoção do uso da propulsão elétrica em veículos leves já envolvem investimentos da ordem de bilhões de dólares no prazo até 2020, ano em que a participação do carro elétrico, segundo previsões do setor automotivo, deve chegar a representar de 2 a 10 por cento do mercado. Um estudo dos funcionários do BNDES, Bernardo Hauch Ribeiro de Castro e Tiago Toledo Ferreira, intitulado “Veículos elétricos: aspectos básicos, perspectivas e oportunidades”, revelou que as questões energética e ambiental, aliadas ao desenvolvimento tecnológico de componentes e ação direta dos governos, têm promovido uma inserção cada vez maior dos veículos elétricos nas vendas. Ainda que atualmente ocupem um percentual reduzido das vendas, é clara a aposta dos governos como parte de sua estratégia quanto a questões energética e ambiental.

A análise realizada permitiu identificar que, mesmo que não represente a superação do padrão atual, baseado em veículos propulsionados por motores a combustão, a indústria automotiva deverá sofrer um profundo rearranjo. A eletrificação veicular irá modificar a base técnica de parte dos componentes, incorporando empresas de outros setores da indústria automotiva.

Uma grande difusão dos veículos elétricos híbridos pode constituir ainda uma oportunidade para o bioetanol brasileiro. Na medida em que é esperada uma redução na demanda por combustíveis fósseis, consequente do menor consumo dos veículos híbridos, a adoção do bioetanol em escala global se tornaria mais atrativa.

Importante dizer que os veículos híbridos são assim chamados por combinarem um motor de combustão interna com um gerador, uma bateria e um ou mais motores elétricos. Sua função é reduzir o gasto de energia associado à ineficiência dos processos mecânicos se comparados aos sistemas elétricos. Boa parte da ineficiência energética vem da geração de calor causada principalmente pelo atrito entre as partes móveis do motor de combustão interna. Estima-se que apenas 15% da energia potencial de um combustível em um automóvel são efetivamente utilizadas para movimentação. Em um veículo híbrido, há quatro fatores que ajudam a aumentar a sua eficiência:

• Assistência do motor elétrico ao de combustão interna: a menor variação em sua operação permite atingir um nível de eficiência muito mais elevado pela adoção de motores com menor perda, como os do ciclo Atkinson-Miller em vez do difundido ciclo Otto.

• Desligamento automático: um sistema híbrido pode desligar automaticamente o motor em caso de parada, enquanto no veículo convencional o motor a combustível continua funcionando.

• Tecnologias de recarga da bateria, como frenagem regenerativa: no caso dos motores a combustível, embora a aplicação seja possível, a armazenagem da energia gerada para fins de movimentação não acaba ficando restrita ao consumo de periféricos (como ar condicionado, luzes etc.).

• Otimização da transmissão: o paradigma mecânico permite apenas um número limitado de combinação de rotação e potência, que limitam a eficácia do conjunto. Já com os sistemas eletrônicos, as possibilidades de combinações são muito maiores. A Toyota, por exemplo, desenvolveu um sistema de transmissão eletrônica que permite um número infinito de combinações. Seu sistema é extensivamente patenteado, o que leva os competidores a licenciar essa tecnologia ou a utilizar sistemas menos eficientes, baseados em combinações amplas, mas não infinitas.

Os veículos puramente elétricos não têm um motor a combustão. São integralmente movidos por energia elétrica, seja provida por baterias, por células de combustível, por placas fotovoltaicas (energia solar) ou ligados à rede elétrica, como os trólebus. Entre esses, a maioria dos lançamentos das grandes montadoras tem se concentrado em veículos movidos a bateria.

Em resumo, os veículos elétricos trazem algumas mudanças, ao substituir o paradigma mecânico pelo eletrônico. Assim, alguns sistemas eletroeletrônicos já presentes nos veículos com motor a combustão tendem a mudar, assumindo uma importância mais central no veículo elétrico. Podem-se esperar mudanças na cadeia de suprimentos de veículos automotores, como já ocorre com a entrada de competidores na área de baterias.

Porém, o desenvolvimento de componentes ainda é um desafio para uma ampla difusão dos veículos elétricos, pois o padrão dominante ainda é uma incerteza. Há muitas variantes, desde indefinições quanto ao tipo de bateria e motor elétrico a utilizar até a própria arquitetura dos modelos. Dois modelos podem trazer diferenças substanciais entre si. O desenvolvimento de fornecedores em trabalho conjunto com as montadoras pode acelerar o estabelecimento de alguns padrões que, por sua vez, podem permitir o surgimento de novos fornecedores relevantes globalmente. Leia o estudo completo em http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/conhecimento/bnset/set32108.pdf

Um modelo disponível no Brasil é o Mercedes S400 Hybrid, que usa uma bateria de íons de lítio, instalada no cofre do motor, não ocasionando a perda de espaço no porta-malas, ao contrário das demais que equipam os veículos híbridos. Possui dois motores, um elétrico, de 20 cv, e outro a combustão e com potência de 279 cv. Durante as acelerações, o motor elétrico é acionado, proporcionando economia de combustível de até 20% em relação ao veículo convencional. Graças a essa tecnologia, produz apenas 186 gramas de CO2 por quilômetro rodado. Mesmo pesando quase duas toneladas e com cinco metros de comprimento, acelera de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos.

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Monitorando e medindo a gestão da segurança da informação

Normas técnicas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039
Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários 
NBR 5410
Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004
 NBR ISO 9001 – COMENTADA
Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos

Segundo a ISO IEC 27003, deve-se compreender que o monitoramento é um processo contínuo e que, como tal, em seu projeto convém levar em consideração o estabelecimento do seu processo, bem como o projeto das reais necessidades e atividades de monitoramento. Essas atividades precisam de uma coordenação, que também faz parte do projeto. Os objetivos de monitoramento podem ser determinados pela combinação entre as informações previamente estabelecidas pelos ativos e pelo escopo, e os resultados da análise de riscos e seleção de controles. Convém que esses objetivos de monitoramento incluam: o que detectar, quando e em comparação com o quê.

Em termos práticos, as atividades e os processos previamente estabelecidos e os ativos relacionados são o escopo básico para o monitoramento (item “Comparando-se com o quê” supracitado). Para projetar o monitoramento, pode ser necessário fazer uma seleção que abranja os ativos considerados importantes do ponto de vista da segurança da informação. Convém que também sejam feitas considerações sobre o tratamento de riscos e a seleção de controles em atividades e processos. Isso irá definir tanto “O que observar” quanto o “Quando”.

Como o monitoramento pode apresentar aspectos legais, é essencial que o projeto do monitoramento seja verificado, de modo que ele não tenha quaisquer implicações legais. Para garantir que o monitoramento seja verdadeiramente efetivo, é importante coordenar e realizar o projeto final de todas as atividades de monitoramento.

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O fluxo do processo de monitoramento

 

A fim de manter o nível de segurança da informação, convém que os controles de segurança da informação considerados apropriados sejam aplicados corretamente; que os incidentes de segurança sejam detectados e tratados tempestivamente; e que o desempenho do sistema de gerenciamento de segurança da informação seja regularmente monitorado. Além disso, convém que verificações sejam regularmente realizadas, para saber se todos os controles estão sendo aplicados e implementados conforme previsto no plano de segurança da informação. Convém, ainda, que tais verificações envolvam aquelas feitas sobre os controles técnicos (por exemplo, quanto à configuração), e que os controles organizacionais (por exemplo, processos, procedimentos e operações) estejam em conformidade.

Igualmente, as verificações devem ser feitas principalmente visando à reparação de defeitos. Se o resultado dessas verificações for aceitável, é importante que os motivos do aceite sejam ratificados por todos os envolvidos, sendo esse o maior objetivo das verificações. É importante que, durante a verificação, haja discussões com os participantes sobre possíveis saídas para os problemas, e que soluções adequadas fiquem pré-prontas.

As verificações devem ser preparadas cuidadosamente para garantir que elas consigam atingir seus objetivos da maneira mais eficiente possível, e que ao mesmo tempo causem o mínimo possível de interrupção na rotina de trabalho. Convém também que se coordene previamente, com a direção, a implementação geral de verificações. As atividades de concepção podem ser finalizadas de três formas básicas diferentes: relatórios de incidente; verificação ou não conformidade de funcionalidades de controles; e outras verificações regulares.

Já o processo de medição deve ser feito perfeitamente integrado ao ciclo do Sistema de Gestão da Segurança da Informação (SGSI) e usado para efeitos de melhoria contínua dos processos e resultados relacionados à segurança da informação no projeto ou na organização. Isto é conhecido como um programa de medição de segurança da informação, conforme a ISO IEC 27004. A concepção desse programa convém que seja vista da perspectiva do ciclo do SGSI.

Para a satisfação das expectativas e necessidades, espera-se que os sistemas de gestão apresentem funções como, por exemplo, estruturação do tão indispensável PDCA; medição da validação de resultados e de sua efetividade; e fornecimento de feedback ao gerente dos processos quanto aos resultados da medição. Para estabelecer as medições corretas, as informações geradas previamente são essenciais, em especial: a política do SGSI, incluindo escopo e limites; o resultado da análise/avaliação de riscos; a seleção de controles; os objetivos de controle; os objetivos específicos de segurança da informação; e os processos e recursos especificados, e suas classificações. Em geral, quanto maior e mais complexa for uma organização, mais extenso será o programa de medição necessário.

Contudo, também o nível de risco geral afeta a extensão do programa de medição. Se o impacto de uma incipiente segurança da informação for gravoso, uma organização proporcionalmente menor pode precisar um programa de medição mais abrangente para abranger seus riscos do que uma organização maior que não enfrenta o mesmo impacto. A extensão do programa de medição pode ser avaliada com base na seleção de controles que precisarão ser adotados e nos resultados da análise de risco.

Ao estabelecer o escopo para o Programa de Medição de Segurança da Informação que será implementado, convém que se tenha cuidado para que não obter um grande número de objetos. Se houver muitos objetos, pode ser interessante dividir o programa em partes. O escopo dessas partes pode ser visto como medições separadas para fins de comparação, mas seu propósito principal prevalece: o de que uma combinação das medições fornece uma indicação para avaliar a efetividade do SGSI.

Esses subescopos são normalmente uma unidade organizacional cujos limites podem ser claramente definidos. Uma combinação, entre certos objetos que sirvam a vários processos da organização e certas medições de objetos de subescopos, pode resultar num escopo apropriado para o Programa de Medição de Segurança da Informação. Isso também pode ser visto como uma série de atividades do SGSI que podem ser tidas como feitas a partir de dois ou mais processos e/ou objetos.

Portanto, a efetividade do SGSI todo pode ser calculada com base na medição dos resultados desses dois ou mais processos/objetos. Como o objetivo é medir a efetividade do SGSI, é importante que os objetivos de controle e os controles também sejam mensurados. Uma hipótese é ter uma quantidade suficiente de controles e outra hipótese bem diferente é que esses controles serem suficientes para avaliar a efetividade do SGSI.

Dois aspectos de efetividade de medição com o processo PDCA do SGSI e exemplos de processos da organização

 

Ao usar os resultados das medições para avaliar a efetividade do SGSI, dos objetivos de controle e também dos controles, é essencial que a direção conheça o escopo do Programa de Medição de Segurança da Informação. Convém que, antes de iniciar os trabalhos, a pessoa responsável pelo programa de medição obtenha aprovação do escopo do Programa de Medição de Segurança da Informação por parte da direção.

Importante observar que o requisito relacionado à medição da efetividade na ISO IEC 27001:2005 é “a medição de controles ou de séries de controles.”, conforme 4.2.2 d na ISO IEC 27001:2005. Também o requisito relacionado à efetividade do SGSI como um todo na ISO IEC 27001:2005 é somente uma “revisão da efetividade do SGSI inteiro”, e “a medição do SGSI inteiro” não é necessária, conforme 0.2.2 na ISO IEC 27001:2005.

A efetiva execução das medições pode ser feita utilizando pessoal interno, externo ou combinação de ambos. Tamanho, estrutura e cultura da organização são fatores a serem considerados na avaliação do uso de recursos internos ou externos. Organizações de pequeno e médio porte obtêm mais benefícios com a utilização de apoio externo do que as organizações maiores. Dependendo da cultura da organização, o uso de recursos externos pode também dar resultados mais válidos. E se a organização estiver acostumada a auditorias internas, os recursos internos podem ser tão válidos quanto os externos.

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A Mata Atlântica continua a sumir do mapa

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A Mata Atlântica concentra cerca de 70% da população brasileira e abrange 15 estados brasileiros das regiões sul, sudeste, centro-oeste e nordeste. Por causa da diversidade do regime pluviométrico, temperatura, topografia e solos, dentre outros aspectos, esse bioma caracteriza-se pela variedade de fitofisionomias e pela complexidade de aspectos bióticos. Dentre os seis biomas brasileiros, ela tem sido, historicamente, o mais mapeado por causa da sua relevância ambiental e descaracterização sofrida ao longo dos anos. Trata-se do bioma brasileiro com menor porcentagem de cobertura vegetal natural. Apesar disso, a Mata Atlântica ainda possui uma importante parcela da diversidade biológica do país, com várias espécies endêmicas (mais de 20.000 espécies de plantas, 261 espécies de mamíferos, 688 espécies de pássaros e os seus recursos hídricos abastecem uma população que ultrapassa 120 milhões de brasileiros.

Segundo um relatório do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), apesar da maioria dos seus fragmentos serem relativamente pequenos, ou seja, menor que 100 hectares, seus remanescentes regulam o fluxo dos mananciais hídricos, asseguram a fertilidade do solo, controlam o clima e protegem escarpas e encostas das serras. Em termos geológicos, destacam-se as rochas pré-cambrianas e as rochas sedimentares da Bacia do Paraná. A paisagem é dominada por grandes cadeias de montanhas, além de platôs, vales e planícies de toda a faixa continental atlântica do leste brasileiro.

Para o desenvolvimento do monitoramento do Bioma Mata Atlântica, foram obtidas, ao todo, 312 imagens digitais. Destas, 105 cenas foram dos sensores orbitais LandsaT TM de 2002, 105 cenas do sensor Landsat TM de 2008 e 107 cenas do sensor CBERS-2B CCD de 2008. Essas imagens foram obtidas da página eletrônica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e foram registradas (ajustes geométrico de posicionamento) por meio do software ESRI ArcGIS, mantendo a projeção original UTM (datum SAD69), tendo como referência cenas Landsat geocover do GLCF (Global Land Cover Facility). Tais imagens, antes de sua correção geométrica, foram processadas no software SPRING para fins de correções radiométricas.

Como resultado, pode-se dizer que a área dos remanescentes de vegetação da Mata Atlântica, em 2002, com o refinamento da escala e da área mínima de detecção, era de 22,54% e, em 2008, observa-se uma diminuição para 22,25%. Todas essas estatísticas foram baseadas na área total do bioma que é 1.103.961 km², ou seja, mais de 110 milhões de hectares Nesse sentido, em números absolutos, a Mata Atlântica teve sua cobertura vegetal original e secundária reduzida de 248.808 km² para 245.664 km². Portando, o bioma sofreu uma perda de aproximadamente 0,28% entre 2002 e 2008.

No tocante ao desmatamento, a Mata Atlântica teve a sua cobertura vegetal nativa suprimida, entre 2002 a 2008, em 2.742 km², o que representa uma taxa anual média nesses seis anos de 457 km²/ano. Isto significa que a Mata Atlântica perdeu, em média, 0,04% de sua cobertura vegetal nativa por ano, no período analisado. A distribuição de áreas antropizadas ensejou uma análise mais aprofundada, de modo que foi possível dimensionar a ocorrência das ações antrópicas por unidades espaciais importantes às ações de gestão e controle ambiental por parte do MMA e do Ibama. A análise de distribuição dos polígonos por estados federativos, por exemplo, identificou que a Mata Atlântica foi mais desmatada entre 2002 e 2008 nos estados de Minas Gerais, Bahia, Paraná e Santa Catarina.

Os 20 municípios que tiveram a maior quantidade de supressão de vegetação nativa da Mata Atlântica entre 2002 e 2008 representaram 22% de supressão da vegetação nativa no bioma como um todo no período considerado. Desses 20 municípios, oito pertencem ao Estado de Minas Gerais, seis ao Estado do Paraná, três da Bahia, dois de Santa Catarina e um do Rio Grande do Sul.

O maior fragmento de florestas remanescentes (1.109.546 hectares ou 7% de floresta contínua) está localizado na Serra do Mar, entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Os segundo e o terceiro maiores fragmentos equivalem a 508.571 ha (na zona costeira do Paraná) e 382.422 ha (na zona costeira da Santa Catariana). O somatório desses três fragmentos equivale a 13% de floresta remanescente com fragmentos maiores que 50 hectares. Na classe floresta, 83,4% correspondem a fragmentos menores que 50 ha. Esses fragmentos menores equivalem a 20,2% do total de floresta remanescente.

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