Produtos eletroeletrônicos ambientalmente corretos

Como fazer o bom uso da eletricidade sem acidentes?

A cada ano, em média, 350 brasileiros morrem por causa de descargas elétricas. É quase uma morte por dia. Era pra ser mais um bico como pintor. “Eu ia aplicar textura na fachada da loja. Quando eu subi, só senti a pancada”, contou um pintor. A pancada foi uma descarga elétrica de 13,8 mil volts. O profissional sofreu queimaduras tão graves que até hoje, quase um mês depois do acidente, ainda não pode vestir camisa. Clique para mais informações. 

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou a norma ABNT NBR IEC 62430:2010 – Projeto ambientalmente consciente para produtos eletroeletrônicos que especifica os requisitos e os procedimentos para integrar aspectos ambientais nos processos de projeto e desenvolvimento de produtos eletroeletrônicos, incluindo a combinação de produtos, materiais e componentes dos quais eles são compostos (daqui em diante chamados de produtos). O Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-03) é o responsável pela norma, que entra em vigor a partir de 17 de dezembro de 2010.

Nesse site em https://qualidadeonline.wordpress.com/2009/11/19/o-problema-ambiental-gerado-pelos-produtos-eletroeletronicos/ já foi publicado um texto sobre esse problema. Se não há no país ainda uma legislação especifica sobre o assunto, pelo menos essa norma poderá cobrir a lacuna. Na verdade, além das questões de responsabilidade ambiental pelo destino de produtos como computadores, celulares, secadores de cabelo, geladeiras, etc., outro motivo que mobiliza a sociedade é o valor econômico dos resíduos. Em São Paulo, os consumidores contam com o E-Lixo Maps, um serviço de busca de endereços na internet para descarte de pilhas, baterias, celulares e carregadores. Para fazer uso do serviço, basta acessar http://www.e-lixo.org, digitar o CEP e o tipo de lixo eletrônico que pretende descartar. A partir dessas informações, o site indica ao internauta os pontos de coleta mais próximos da sua casa.

Outra iniciativa é da rede de estacionamentos Maxipark que está implantando lixeiras para coleta de pilhas e baterias em todas as suas unidades de São Paulo. A rede de estacionamentos funcionará como posto de coleta, num trabalho conjunto com uma empresa especializada, que cuidará do transporte do lixo eletrônico para os incineradores. “Na maioria das vezes, o cidadão quer contribuir com o meio ambiente e jogar o lixo eletrônico no local adequado, mas não sabe ainda onde encontrar esses postos de coleta. Para apoiar a cidadania, a Maxipark participa deste processo com a conscientização sobre o destino das pilhas e baterias, disponibilizando acesso à coleta seletiva”, explica Mônica Galiano, coordenadora de Marketing da rede de estacionamentos que administra mais de 25 mil vagas no país. Os interessados em dar um destino ecologicamente correto a pilhas e baterias esgotadas podem dirigir-se a um dos 45 estacionamentos. Endereços no site: www.maxipark.com.br

A ABNT também colocou em consulta nacional o “Guia para avaliação de produtos com referência ao uso de substância com restrições em produtos eletroeletrônicos”, equivalente à IEC/TR 62476:2010. Esse relatório técnico fornece uma estrutura para o uso de normas internacionalmente aceitas, ferramentas e práticas para avaliar produtos eletroeletrônicos com referência a substâncias restritas. Pode ser aplicado para substâncias declaráveis que não são restritas em produtos eletroeletrônicos e provê um guia de como a documentação técnica, a avaliação pertinente e os métodos de controle podem ser selecionados e aplicados para substâncias restritas ou declaráveis em produtos de qualquer fabricante.

O documento não tem a intenção de definir um novo esquema de gerenciamento ou para propósitos de certificação. Métodos de controle e avaliação para substâncias em produtos podem ser integrados a sistemas de gerenciamento existentes, quando disponíveis. Pode ser necessário para uma organização demonstrar a conformidade com regulamentos e requisitos de mercado através de autodeclaração ou acordos contratuais estabelecidos ao longo da cadeia de fornecimento. A avaliação de um produto pode contar com uma série de métodos apropriados, estratégias ou processos para material, partes e/ou submontagens de qualquer produto eletroeletrônico.

Múltiplos métodos são geralmente requeridos, dado que produtos eletroeletrônicos freqüentemente contém vários materiais, partes ou submontagens com diferentes graus de complexidade. Logo, uma abordagem multinível para o controle de substâncias restritas em produtos é benéfica. O sistema cobre todo o projeto, fabricação e outras funções operacionais (por exemplo, aquisição) para avaliar o produto quanto à presença de substâncias restritas.

O produtor deve definir e executar o controle de substância restrita (CSR) para as operações relacionadas considerando sua categoria de produtos e assegurar a execução de CSR adequada de seus fornecedores. Quando avaliar um produto, o produtor deve ter um nível de documentação técnica que demonstre o efetivo CSR. Restrições de substância específica em produtos eletroeletrônicos podem ser requeridas através de legislação ou especificações do cliente. Convém que o produtor considere as fontes pertinentes para as restrições de substância.

Convém que o CSR cubra, no mínimo, os seguintes elementos:

• Substâncias restritas e critério de avaliação. Convém que o planejamento e desenvolvimento do produto indiquem a categoria de tecnologias do produto, estruturas, materiais do produto, fornecimento de peças e submontagens e regras relacionadas ao desenvolvimento do processo.

• Identificação da(s) fonte(s) de informação(ões). Dependendo da complexidade dos materiais, peças ou submontagens em um produto particular ou categoria de produto, uma ou qualquer combinação das três fontes de informação (não em qualquer ordem de prioridade) pode ser usada: informação do fornecedor; ensaio analítico; operações de manufatura e montagem, incluindo entrada de suprimento, controle de processo e entrega;

• Avaliação da informação. O produtor tem a responsabilidade pela produção de procedimentos CSR. Isto significa que os procedimentos são estabelecidos, documentados e implementados. Convém que um procedimento para a revisão e melhoria contínua para os controles de substância restrita seja estabelecido.

Recomenda-se que a alta direção do produtor assegure que uma estratégia documentada no controle de substâncias restritas seja definida e apropriada para o propósito da organização. Uma estratégia de CSR do produtor pode ser detalhada e direcionada visando linhas de produtos específicos ou regulamentos ambientais específicos, ou mais geral e ampla para cobrir múltiplas linhas de produtos e operações em várias áreas geográficas, cobrindo vários regulamentos ambientais, como apropriado para a organização.

Como uma primeira etapa, é importante desenvolver uma lista das substâncias restritas. Recomenda-se que métodos de avaliação documentados para diferentes tipos de materiais, baseados em conhecimento comum ou em competência de especialistas estejam disponíveis para o produtor e seus fornecedores. Convém que haja evidência de que procedimentos são seguidos e que declarações de material ou outros tipos de documentação técnica tenham sido avaliados para confirmar a plenitude e exatidão.

As técnicas de ensaios analíticos podem ser usadas para medir as concentrações de substâncias restritas em amostras preparadas. Técnicas de ensaio específicas e métodos de preparação de amostras são geralmente requeridos para diferentes tipos de materiais. Amostragem e preparação da amostra são críticas para a precisão dos ensaios analíticos. Recomenda-se que ensaios analíticos de peças e equipamentos eletroeletrônicos sigam padrões industriais na coleta de amostras, preparação e métodos de ensaio, quando disponíveis.

Para produtos que são compostos por múltiplos materiais, a desmontagem do produto e amostragem dos materiais pode ser necessária, dependendo dos requisitos de restrição da substância. A IEC/PAS 62596 fornece um guia em métodos e limitações em desmontagem de produtos, desmembramento e amostragem na preparação de ensaios analíticos.

A IEC 62321 especifica os métodos e recomendações para preparação de amostras e ensaios analíticos para certas substâncias restritas tipicamente encontradas em produtos eletroeletrônicos. Este relatório técnico define métodos para ensaios de classificação e verificação. O ensaio de classificação pode ser uma ferramenta de avaliação econômica para ajudar a identificar áreas de atenção (peças e materiais) que necessitam ensaio de verificação adicional. Entretanto, o ensaio de classificação é geralmente limitado na exatidão e na capacidade de identificar substâncias específicas. Ensaios de verificação podem ser requeridos quando resultados inconclusivos são obtidos. A IEC 62321 deverá ser consultada para informações adicionais.

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Gerenciando a cadeia de abastecimento

ISO 14001:2004 Gestão Estratégica Ambiental

ISO 14001:2004 Gestão Estratégica Ambiental

A norma ISO 14001, assim como outras normas internacionais, não foram concebidas para criar barreiras comerciais não tarifárias, nem para alterar as obrigações legais de uma organização. Clique para mais informações.

Definida como um sistema onde a empresa se liga a seus fornecedores e ao seu canal de distribuição, formando um conjunto de organizações que participam do processo de atender as demandas de diferentes mercados, atualmente o seu gerenciamento denomina-se Supply Chain Management ou Gestão da Cadeia de Suprimentos que define as estratégias competitivas e funcionais das organizações por meio de seus posicionamentos tanto como fornecedores, quanto como clientes dentro das cadeias produtivas nas quais se inserem. Seu escopo abrange toda a cadeia produtiva, incluindo a relação da empresa com seus fornecedores e clientes, e não apenas a relação com os seus fornecedores

Por exemplo, na preparação de um churrasco, necessita-se fazer uma estimativa da quantidade de carga ou da demanda que irá variar em função do número de pessoas convidadas. Deve-se, comprar os ingredientes, armazená-los, com alguns exigindo tratamentos especiais, estimar o tempo de preparação, distribuição do produto aos comensais e retroalimentação, quando os convidados vão emitir suas opiniões favoráveis ou não, relacionadas diretamente à qualidade da carne, da salada, acomodação, ambiente, etc. Então a administração da cadeia exige o entendimento dos impactos que serão causados nas organizações, em seus processos e na sociedade. Estimativas e pedidos devem ser bem elaborados para satisfazer as necessidades de clientes e consumidores.

Além disso, a cadeia de abastecimento é definida como uma ferramenta utilizada na logística, para desenvolver-se a integração e a colaboração entre os participantes do processo, para que efetivamente deixem de ser coadjuvantes e precisam compartilhar suas funções e processos. A responsabilidade da logística posiciona-se tanto com relação a materiais em movimento (fluxo) quanto a materiais parados (armazenagem) e também a gestão das informações geradas neste processo. Outro aspecto relevante para o entendimento da logística é o conhecimento do nível de abrangência de sua área de influencia e de seu escopo funcional e operacional que vai do suprimento de materiais à produção até a colocação do produto acabado no ponto de venda na distribuição, atuando assim como apoio indispensável e estratégico a toda as ações de marketing das empresas.

O que os especialistas dizem é que integração da cadeia de abastecimento é a união de esforços de fornecedores, fabricantes, distribuidores e comerciantes em estarem alinhados e estabelecerem uma espécie de complexo empresarial virtual para alcançar a vantagem competitiva e atender melhor os seus clientes e consumidores. A falta desta congruente corrente de negócio acarreta na migração de consumidores aos concorrentes mais organizados,

O sucesso de uma cadeia de abastecimento depende de como é administrado esse relacionamento, o qual implica em compartilhar informações, permitir que fornecedores e clientes opinem em tomadas de decisão que possam afetar a organização. Deve haver uma sincronia de informações relativas ao produto, como o cliente ter acesso á programação de entrega, situação do pedido, demanda do produto, entre outros. Tudo para obter maior confiabilidade, credibilidade e competitividade frente aos desejos e anseios dos consumidores.

O processo logístico começa na correta escolha e no estabelecimento de parcerias com fornecedores, exigindo ademais que o canal de distribuição esteja apto a atender plenamente às necessidades e expectativas do cliente final. Muitas empresas vêm empreendendo esforços para organizar uma rede integrada e realizar de forma eficiente e ágil o fluxo de materiais, que vai dos fornecedores e atinge os consumidores, garantindo a sincronização com o fluxo de informações que acontece no sentido contrário. As empresas que estão gerenciando a sua cadeia de abastecimento estão conseguindo significativas reduções de estoque, otimizando os transportes e eliminando as perdas, principalmente aquelas que acontecem nas interfaces entre as organizações e que são representadas pelas duplicidades de esforços. Como agregação de valor, estão conseguindo maior confiabilidade e flexibilidade, melhoram o desempenho de seus produtos e estão conseguindo lançar novos produtos em menores intervalos de tempo.

Essa cadeia integrada consiste no estabelecimento de relações de parcerias de longo prazo, entre os componentes de uma cadeia produtiva, que passarão a planejar estrategicamente suas atividades e partilhar informações de modo a desenvolverem as suas atividades logísticas de forma integrada, através e entre suas organizações. Com isso, melhoram o desempenho conjunto pela busca de oportunidades, implementada em toda a cadeia, e pela redução de custos para agregar mais valor ao cliente final.

Outro conceito muito em voga na atualidade é o de outsourcing, que começou em áreas tidas como periféricas (como a de informática) e agora chega a áreas como manufatura, manutenção, distribuição e marketing. Outsourcing é uma prática em que parte do conjunto de produtos e serviços utilizados por uma empresa (na realização de uma cadeia produtiva) são providenciados por uma empresa externa, num relacionamento colaborativo e interdependente. A empresa fornecedora desenvolve e continuamente melhora a competência e a infra-estrutura para atender o cliente, o qual deixa de possuí-los total, ou parcialmente. O cliente continua, entretanto, mantendo uma estreita e colaborativa integração com o fornecedor.

O que alguns consultores afimam é que essa visão vai além das práticas rotuladas de subcontratação, terceirização ou quarteirização, Outsourcing significa a opção por uma relação de parceria e cumplicidade com um ou mais fornecedores da cadeia produtiva, numa decisão tipicamente estratégica, abrangente e de difícil reversão. Por sua vez, subcontratação, terceirização ou quarteirização tem significado apenas um negócio, uma decisão operacional, mais restrita e relativamente de mais fácil reversão.

Enfim, o nível de serviço ao cliente final abrange todos os pontos de contato entre empresa e consumidor, onde o desempenho da cadeia logística proporciona um diferencial significativamente esperado pelo cliente final: o pedido perfeito, ou seja, cada elemento da cadeia logística trabalha de forma combinada para que a entrega seja pontual, completa e sem erros. A agregação de valor poderá surgir da oferta de entregas mais confiáveis e freqUentes, em menores quantidades, da oferta de maior variedade de produtos, melhores serviços de pós-venda, maiores facilidades de se fazer negócio e sua singularização na organização. Tudo isso pode se tornar um diferencial para o cliente que pode estar disposto a pagar um valor mais alto por melhores serviços, como entregas mais rápidas, em menores quantidades, e confiáveis, que permitem trabalhar com estoques menores, possibilitando diminuir os investimentos.

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