Valorizando os seres humanos nos programas de gestão

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Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039
Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários
NBR 5410
Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004
NBR ISO 9001 – COMENTADA
Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos

Já existe uma tendência bastante positiva de cada vez mais valorizar o conhecimento e os seres humanos na implementação dos programas de qualidade. Independente do porte ou da área de atuação, está cada vez mais claro que empresas são feitas por pessoas e que é preciso valorizá-las. De nada adianta um produto muito bem elaborado tecnicamente, com uma engenharia de ponta, se, na hora da venda ou de um contato com o consumidor, o colaborador não souber valorizar toda a inovação do produto.

Dessa forma, os gestores estão repensando o papel das pessoas no processo de trabalho, as quais deixam de ser consideradas um fator perecível ou substituível com facilidade, entrando, então, a denominada .gestão por competências que busca fazer com que cada funcionário cumpra seu papel em favor da estratégia geral da empresa, a partir de conhecimentos, habilidades e atitudes próprios. Além da identificação e do desenvolvimento de capacidades, isso envolve a integração dos diversos tipos de competências, conforme o perfil de cada funcionário, e a implementação de novos padrões, que vão do recrutamento à remuneração.

No caso da remuneração, cada funcionário vale não mais pelo cargo que ocupa, mas pelo quanto seu trabalho efetivamente representa para que a organização alcance seus resultados. De maneira geral, pela gestão por competências, todos os sistemas e as diretrizes da gestão de pessoas seguem uma lógica única, que visa a melhor formação dos profissionais e sua preparação para atender às demandas de negócios, gerando valor concreto à empresa.

As características que influenciam a gestão por competências incluem: alta flexibilidade, agilidade, comunicação ampla, trabalho em equipe, eficácia e eficiência nas operações, equilíbrio entre resultados, inovação e visão completa do sistema. Sua implantação facilita o entendimento, a organização e a disseminação dos conhecimentos e estimula a integração entre os setores da estrutura, possibilitando a quebra de obstáculos que atravancam a fluidez operacional das equipes. Além disso, representa um meio de comunicação das mensagens-chave de atitudes, conhecimentos e habilidades esperadas de cada membro da equipe, promovendo também total transparência em relação aos critérios para o desenvolvimento profissional.

A diretora de serviços da SimGroup, Sueli Brusco (fernanda.pancheri@notecomunicacao.com.br), assegura que para conseguir profissionais empenhados, além de muito treinamento, é preciso estratégias direcionadas para o incentivo e o reconhecimento da capacidade individual e da integração entre em equipes. “Com profissionais motivados, todos ganham: o profissional, o ambiente de trabalho e os resultados da companhia. As campanhas de motivação estão em toda a parte. Trata-se de um mundo silencioso capaz de mover profissionais e grandes companhias rumo ao sucesso. Porém, para atingir o resultado alcançado, é necessário envolvimento e engajamento das duas partes envolvidas: empresas e profissionais.

Para ela, a iniciativa deve e precisava vir do mundo corporativo. “Mesmo em pequenas empresas, é simples e fácil organizar ações direcionadas à motivação. Vale ressaltar que, mais importante do que uma grande recompensa final, é a criação de uma cultura de reconhecimento dentro da corporação. Todos precisam saber do comprometimento da empresa com os seus colaboradores. É preciso definir metas que sejam factíveis, porém não tão fáceis que possam ser consideradas banais. As metas servem para guiar o colaborador. Cada profissional precisa e deve saber para onde caminha a empresa e qual a sua importância para ajudá-la nesta trajetória. As metas sinalizam a direção para onde todos devem olhar”.

Sueli afirma que com metas claras e bem definidas, é possível criar campanhas direcionadas. “Claro que o salário mensal já é o grande motivador dos colaboradores. Porém, se há uma campanha ou uma meta específica que se deseja atingir, nada mais válido que haver uma recompensa pelo empenho extra e pelo engajamento do profissional. Em todas as companhias e nas mais diferentes atividades, os profissionais querem e precisam se sentir parte do processo. As campanhas de reconhecimento exercem esta função e ajudam a criar no colaborador a sensação de que reconhecer o bom desempenho faz parte da cultura da companhia”.

Por outro lado, acrescenta ela, de nada adianta a iniciativa da empresa se o colaborador não estiver disposto a participar. “O engajamento e o interesse são individuais. O que a companhia precisa fazer é descobrir o que, de fato, ajuda a motivar a sua equipe. Mesmo para profissionais de vendas, onde os maiores interesses estão nas comissões financeiras, é possível criar campanhas lúdicas que envolvam os profissionais em uma nova atmosfera. O necessário é identificar estas oportunidades e demonstrar que a companhia, independente do porte e do setor, está atenta às necessidades e ao bom desempenho dos seus profissionais e sempre irá criar maneiras diferentes e criativas de reconhecer o trabalho desempenhado”.

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Os problemas gerados pelo nível de ruído na saúde dos trabalhadores

Recebi de um leitor uma reclamação de que ele trabalha em uma empresa onde o nível de ruído, acredita ele, esteja fora dos padrões. O termo ruído é usado para descrever sons indesejáveis ou desagradáveis. Quando o ruído é intenso e a exposição a ele é continuada, em média 85 decibéis (dB) por oito horas por dia, ocorrem alterações estruturais no aparelho auditivo que determinam a ocorrência da Perda Auditiva Induzida por Ruído (Pair). Essa doença é a mais freqüente à saúde dos trabalhadores, estando presente em diversos ramos de atividade, principalmente na siderurgia, metalurgia, gráfica, têxteis, papel e papelão, vidraria, etc..

Os sintomas mais comuns incluem: perda auditiva, dificuldade de compreensão de fala, zumbido, e intolerância a sons intensos, Os trabalhadores portadores da Pair também apresentam queixas, como cefaléia, tontura, irritabilidade e problemas digestivos, entre outros. Quando a exposição ao ruído é de forma súbita e muito intensa, pode ocorrer o trauma acústico, lesando, temporária ou definitivamente, diversas estruturas do ouvido. Outro tipo de alteração auditiva provocado pela exposição ao ruído intenso é a mudança transitória de limiar, que se caracteriza por uma diminuição da acuidade auditiva que pode retornar ao normal, após um período de afastamento do ruído.

A Norma Regulamentadora nº 15 (NR-15), da Portaria do Ministério do Trabalho nº 3.214/1978, estabelece os limites de exposição a ruído contínuo, conforme a tabela abaixo:

Limites de Tolerância para ruído contínuo ou intermitente

Nível de ruído (dB) Máxima exposição diária permissível
85 8 horas
86 7 horas
87 6 horas
88 5 horas
89 4 horas e 30 minutos
90 4 horas
91 3 horas e 30 minutos
92 3 horas
93 2 horas e 30 minutos
94 2 horas
95 1 hora e 45 minutos
98 1 hora e 30 minutos
100 1 hora
102 45 minutos
104 35 minutos
105 30 minutos
106 25 minutos
108 20 minutos
110 15 minutos
112 10 minutos
114 8 minutos
115 7 minutos

Os especialistas listam várias consequências relacionadas com problema. Em relação à percepção ambiental, há dificuldades para ouvir sons de alarme, sons domésticos, dificuldade para compreender a fala em grandes salas (igrejas, festas), necessidade de alto volume de televisão e rádio. Alguns problemas de comunicação em grupos, lugares ruidosos, carro, ônibus, telefone. Esses fatores podem provocar os seguintes efeitos: esforço e fadiga: atenção e concentração excessiva durante a realização de tarefas que impliquem a discriminação auditiva; ansiedade: irritação e aborrecimentos causados pelo zumbido, intolerância a lugares ruidosos e a interações sociais, aborrecimento pela consciência da deterioração da audição; dificuldades nas relações familiares: confusões pelas dificuldades de comunicação, irritabilidade pela incompreensão familiar; isolamento; auto-imagem negativa, pois a pessoa se vê como surdo, velho ou incapaz.

Quanto à prevenção, sendo o ruído um risco presente nos ambientes de trabalho, as ações de prevenção devem priorizar esse ambiente. Existem limites de exposição preconizados pela legislação, bem como orientações sobre programas de prevenção e controle de riscos, os quais devem ser seguidos pelas empresas. Em relação ao risco ruído, existe um programa específico para seu gerenciamento: designação de responsabilidade: momento de atribuição de responsabilidades para cada membro da equipe envolvido; avaliação, gerenciamento e controle dos riscos: etapa na qual, a partir do conhecimento da situação de risco, são estabelecidas as metas a serem atingidas; gerenciamento audiométrico para estabelecer os procedimentos de avaliação audiológica e acompanhamento dos trabalhadores expostos aos ruídos; proteção auditiva: análise para escolha do tipo mais adequado de proteção auditiva individual para o trabalhador; treinamento e programas educacionais: desenvolvimento de estratégias educacionais e divulgação dos resultados de cada etapa do programa; auditoria do programa de controle: garante a contínua avaliação da eficácia das medidas adotadas.

Segundo alguns médicos, não existe até o momento tratamento para Pair. O fundamental, além da notificação que dará início ao processo de vigilância em saúde, é o acompanhamento da progressão da perda auditiva por meio de avaliações audiológicas periódicas. Essas avaliações podem ser realizadas em serviço conveniado da empresa onde o trabalhador trabalha ou na rede pública de saúde, na atenção secundária ou terciária, que dispuser do serviço. A reabilitação pode ser feita por meio de ações terapêuticas individuais e em grupo, a partir da análise cuidadosa da avaliação audiológica do trabalhador. Esse serviço poderá ser realizado na atenção secundária ou terciária, desde que exista o profissional capacitado, o fonoaudiólogo.

Na verdade, o conforto acústico é um dos aspectos relevantes na qualidade de vida dos trabalhadores, que influencia na produtividade industrial. Dessa forma, há a necessidade de um tratamento acústico e isolamento em alguns pontos críticos nas empresas. É preciso maior conscientização dos empresários sobre a necessidade de investimento nas questões de segurança e saúde no trabalho, trazendo para esses serviços a mesma qualidade conquistada na produção. As medidas de proteção individuais, as únicas reconhecidas pelos empresários para o controle do ruído, são insuficientes, pois elas interferem e dificultam o exercício da atividade, especialmente em locais com exigências de comunicação, interação e altas concentrações como é o caso da operação de máquinas de controle numérico, em processos produtivos que cobram dos operadores a realização de tarefas múltiplas e cada vez mais complexas.

Para acessar a norma NR-15, clique no link http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_15.pdf

Para os trabalhadores que estão se sentindo prejudicados, acredito que o melhor é entrar em contato com os sindicatos da categoria. O Ministério do Trabalho tem uma ouvidoria. Para entrar em contato:

Pela internet, na página da Ouvidoria-Geral do MTE, acessando o site www.mte.gov.br/ouvidoria e clicando no link “Registre e Consulte aqui sua mensagem para a Ouvidoria”. Ou acesse: http://ouvidoria.mte.gov.br/sisouvidor/autoatendimento/cadastro/formularioMensagem.jsp

Suas dúvidas, reclamações, denúncias, sugestões ou elogios sobre os serviços prestados pelo Ministério do Trabalho podem ser encaminhados por correspondência para o seguinte endereço:

Ouvidoria-Geral do Ministério do Trabalho e Emprego

Esplanada dos Ministérios Bloco F – Anexo – ala A Sala TA14

Brasília-DF

CEP: 70059-900

Você receberá a resposta da Ouvidoria na forma de sua preferência: Endereço postal, Endereço eletrônico (e-mail) que você fornecer.

Fax:

(61) 3317-6969

Atendimento telefônico: por meio da Central de Relacionamento Trabalho e Emprego
Os telefones são: 0800 61 01 01 – para Região Sul e Centro-Oeste, Estados do Acre, Rondônia e Tocantins; 0800 285 01 01 – para as demais localidades. O horário de atendimento da central é das 07h00m às 19h35m, de segunda-feira a sexta-feira, exceto nos feriados nacionais.

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