Fluxo de caixa: um instrumento gerencial muito importante

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Como um instrumento gerencial que controla e informa todas as movimentações financeiras (entradas e saídas de valores monetários) de um dado período – pode ser diário, semanal, mensal, etc., o fluxo de caixa é composto pelos dados obtidos dos controles de contas a pagar, contas a receber, de vendas, de despesas, de saldos de aplicações, e todos os demais que representem as movimentações de recursos financeiros disponíveis da organização. O demonstrativo de fluxo de caixa também pode ser um instrumento contábil legal, contexto em que toma um aspecto mais formal e rígido. Se a sua intenção é realizar o controle contábil de uma empresa, para propósitos fiscais, societários ou outros, provavelmente a melhor alternativa é procurar orientação com um contabilista de sua confiança.

Deve-se observar que o mecanismo do fluxo de caixa é simples, mas nenhum sistema de informações pode funcionar sem que os dados relevantes sejam constantemente atualizados nele. Da mesma forma, o sistema não tem qualquer utilidade se os dados não forem analisados periodicamente, e se a organização não tiver confiança neles. Em outras palavras: se não for haver compromisso em manter o fluxo de caixa sempre atualizado, pode ser melhor nem mesmo se dar ao trabalho de tentar implementá-lo.

Outro aspecto a ser levado em conta é o das dependências, pois há a necessidade de dados que nasçam em um bom método de controle de contas a pagar, contas a receber, acompanhamento de saldos de aplicações bancárias, faturamento, despesas, etc. Antes de se preocupar com sistemas agregadores, como o fluxo de caixa, deve-se dar atenção a estes outros métodos de coleta de dados específicos. E isto tem vantagens adicionais, como levar a um melhor acompanhamento das suas posições em relação a clientes, fornecedores, taxas públicas, etc. Não há como ter um relatório de fluxo de caixa atualizado se não se registrar regularmente as faturas e nem acompanhar se os seus clientes estão pagando-as em dia.

Um exemplo bastante interessante sobre o fluxo de caixa foi relatado por Francisco Barbosa Neto (juliana.melo@2pro.com.br), sócio-diretor da Projeto DSD Consultores. “Sr. Jorge F. é dono de uma indústria de produtos de limpeza no interior de São Paulo. Assim como milhares de empresários brasileiros, estava ocupado demais tentando chegar vivo no próximo mês. Mas ele não entendia porque, diariamente, descontava duplicatas e antecipava cheques para pagar as contas, apesar das vendas crescerem continuamente. Sensibilizado, um amigo em comum me chamou para dar uma ajuda a esse empresário. De imediato fiz três perguntas. A primeira foi: Seu Jorge, qual é o seu sonho? Ele ficou surpreso. Jamais esperaria uma pergunta desse tipo em uma reunião sobre finanças. Afinal, eu estava ali para resolver seu problema de fluxo de caixa, não para divagar sobre assuntos existenciais. Mas, como ele não conseguia responder, esclareci: sei que está se sentindo desconfortável diante de uma pergunta, aparentemente tão fora de contexto. Mas acredite, a resposta pode ajudá-lo a encontrar a solução do seu problema. Fiz essa pergunta por um simples motivo. Sonho é mais que um mero pensamento, é o que nos proporciona uma visão, um motivo que transformamos em razão e que nos impulsiona a desenvolver ações concretas para realizar algo. Quantas vezes ouvimos de nossos pais, professores e amigos a pergunta qual é o seu sonho?. Por outro lado, desaprendemos a ser empreendedores quando nos perguntam o que você vai ser quando crescer?. A verdade é que a sociedade não nos ensina a buscar por oportunidades, ela inibe as pessoas que ficam com medo de inovar, assumir riscos e serem criativas. Aí fiz a segunda pergunta: Seu Jorge, o que você mais gosta de fazer na sua empresa?. Neste momento ele parou e me disse: conversar com clientes e vender, mas na situação atual eu gasto todo meu tempo tentando fabricar dinheiro para pagar as contas do dia. Infelizmente, a escola não ajuda a descobrir o talento natural de uma pessoa. Descobrir e usá-lo é fundamental, pois você vai se concentrar no que sabe fazer e em pouco tempo fará coisas incomuns. Na escola somos ensinados a repetir fórmulas e as informações são voltadas para o passado. Elas deveriam ajudar as pessoas a desenvolver suas experiências próprias, analisar, avaliar e resolver problemas, e desenvolver seu próprio jeito de produzir algo positivo para as pessoas. É fundamental lembrar sempre que as empresas são idealizadas, criadas e administradas por pessoas para atender pessoas. Para sobreviver, uma empresa precisa encontrar pessoas que se identifiquem com a sua cultura, tenham ambições e atitudes para resolver problemas, queiram colaborar e tenham paixão em servir. A última pergunta que fiz foi: Seu Jorge qual é o seu negócio? Esta resposta estava na ponta da sua língua: vender produtos de limpeza. Respondi que, na verdade, aquele não era o seu negócio, mas sim o ramo de atividade. As empresas costumam dedicar tão pouco tempo a essa importante questão, que talvez esta seja a mais importante causa do fracasso dos negócios, já dizia Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna. O principal objetivo de uma empresa é saber escutar e servir as pessoas, para buscar uma solução para as suas necessidades, anseios ou desejos. Ou seja, é preciso descobrir o que sua empresa proporciona aos clientes que justifique o que eles pagam pelo produto/serviço. O sucesso financeiro não depende de quanto sua empresa ganha, mas de como fazer o melhor para atrair quem valoriza a sua empresa, para fidelizar à sua marca. No fundo, empreendedor não é aquele que cria uma empresa para ganhar dinheiro. Empreendedor de verdade é aquele que acredita em suas idéias, aplica sua identidade no negócio e diferencia-se dos demais porque acredita que suas ações podem produzir algo de bom para outras pessoas. Como não aprendemos empreendedorismo na escola, ficamos sujeitos àquela antiga forma de aprender: por tentativa e erro. Porém, nenhuma aprendizagem ocorre sem uma profunda reflexão. O Sr. Jorge finalmente entendeu que na vida profissional as coisas nem sempre caminham tranquilamente. A partir deste momento, ele começou agir com atitude e determinação, assumindo a responsabilidade pelas decisões e focando nas oportunidades de vendas, em vez de fabricar dinheiro. O que ele percebeu, e que muitos empresários nem sempre compreendem, é que a raiz da questão é que não somos limitados pelo mercado e sim pela falta de imaginação.” No link http://projetodsd.com.br/wp-content/uploads/2009/06/Fluxo-de-Caixa.xls, ele disponibiliza um planilha de fluxo de caixa.

Dessa forma, o fluxo de caixa é um instrumento de controle que auxilia na previsão, visualização e controle das movimentações financeiras de cada período. A sua utilidade é permitir a identificação das sobras e faltas no caixa, possibilitando ao profissional planejar melhor suas ações futuras ou acompanhar o seu desempenho. De uma forma ou de outra, um controle de fluxo de caixa bem feito é uma grande ferramenta para lidar com situações de alto custo de crédito, taxas de juros elevadas, redução do faturamento e outros fantasmas que rondam os empreendimentos:

  • Avaliar se as vendas presentes serão suficientes para cobrir os desembolsos futuros já identificados.
  • Calcular os momentos ideais para reposição de estoque ou materiais de consumo, considerando os prazos de pagamento e as disponibilidades.
  • Verificar a necessidade de realizar promoções e liquidações, reduzir ou aumentar preços.
  • Saber se é ou não possível conceder prazos de pagamentos aos clientes.
  • Saber se é ou não possível comprar à vista dos fornecedores, para aproveitar alguma promoção.
  • Ter certeza da necessidade ou não de obter um empréstimo de capital de giro.
  • Antecipar as decisões sobre como lidar com sobras ou faltas de caixa.

 Modelo de fluxo de caixa

 

  • Saldo inicial: é o valor disponível no início do período, correspondendo ao dinheiro que está na gaveta ou no bolso, somado aos saldos das contas correntes disponíveis para saque. No fluxo de caixa, não são considerados nos saldos os valores que estejam imobilizados, ou os que estejam em aplicações consideradas indisponíveis para saque no período.
  • Entrada: devem constar as diversas categorias de entrada de dinheiro em caixa ao longo do período. Vendas à vista, cheques pré-datados que se tornem disponíveis ao longo do período, créditos de contas a receber (exemplo: depósitos de clientes referentes a transações realizadas anteriormente), ou o que for.
  • Total entradas: é a soma simples da Entrada, corresponde basicamente ao dinheiro novo que entrou em caixa ao longo do período.
  • Saídas: onde estão as diversas categorias nas quais você realiza pagamentos. Energia, telefone, manutenção de veículo, equipamentos, material de escritório, aluguel, condomínio, impostos, etc. Um aspecto essencial deve ser a inclusão do pró-labore que, no caso de um fluxo de caixa individual, corresponde ao dinheiro do empreendimento que é retirado para uso pessoal do empreendedor, como se fosse o seu salário – idealmente em parcelas fixas e periódicas, e sempre registradas.
  • Total Saídas: é a soma simples da Saídas, corresponde basicamente ao dinheiro que saiu do caixa ao longo do período.
  • Saldo operacional: Corresponde ao Total Entradas menos o Total Saídas. É, portanto, o saldo de caixa referente exclusivamente ao período, sem considerar o saldo anterior que estava disponível. Pode eventualmente ser negativo – por exemplo, em datas de pagamentos como o IPTU, IPVA, etc., mas uma seqüência de saldos operacionais negativos sucessivos é sempre um grande sinal de alerta.
  • Saldo final: É a soma do Saldo Inicial com o Saldo Operacional, considerando os respectivos sinais, caso algum seja negativo. Basicamente, é o dinheiro que restou em caixa ao final do período, e é imediatamente transcrito como o saldo inicial do período seguinte.

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Alguns cemitérios da cidade de São Paulo estão contaminando o solo com o denominado necrochorume, líquido que vaza na decomposição dos cadáveres. Esse líquido começa a ser eliminado após um ano da morte e pode transmitir doenças, dada a sua perigosa carga biológica, de vírus e bactérias. Em geral, cada corpo produz diariamente 200 mililitros de necrochorume, por pelo menos seis meses. Trata-se de um escoamento viscoso, acinzentado, e que, com a chuva, pode atingir o lençol de água subterrânea de pequena profundidade e outras regiões próximas aos cemitérios.

A decomposição que provoca o vazamento do líquido chamado necrochorume começa cerca de 30 dias após o enterro. O necrochorume é formado por 60% de água, 30% de sais minerais e 10% de substâncias orgânicas, duas delas altamente tóxicas: a putrescina e a cadaverina. Os micro-organismos liberados na decomposição dos corpos podem transmitir doenças por meio de contato com água contaminada ou ingestão dela. Entre as enfermidades, estão a hepatite A, a tuberculose e a escarlatina.

De acordo com a engenheira sanitarista da Tegeve Ambiental, Maria Rosí Melo Rodrigues, os microorganismos liberados durante o processo de apodrecimento dos corpos pode transmitir doenças por meio da ingestão ou contato com água contaminada pelo necrochorume. “É assim que muitas pessoas podem acabar sendo vítimas de enfermidades como hepatite, febre tifóide, paratifóide, tuberculose e escarlatina, entre outras”, afirma.

Apesar de haver uma lei que obriga os cemitérios a terem sistemas de tratamento de necrochorume (Conama 335 de 03 de abril de 2003), o fato é que a maioria deles não apresenta estanqueidade em seus túmulos e por esta razão há um vazamento natural do necrochorume. “Este líquido pode atingir as águas subterrâneas – lençóis freáticos – que consequentemente pode atingir os rios ou até mesmo serem captadas por meio dos poços artesianos e contaminar consideravelmente quem consumir este tipo de água”, explica Rosí.

Uma alternativa é que os cemitérios tenham estações de tratamento para o necrochorume. “Com o tratamento, todo o líquido é encaminhado para um sistema de drenagem devidamente projetado para evitar contaminação do solo, e desta drenagem segue até as unidades de tratamento que removem as cargas orgânicas mais tóxicas e lança no corpo hídrico um efluente menos impactante ao meio ambiente”, conta a engenheira.

Os cemitérios são um risco potencial para o ambiente. No Brasil, quase sempre, a implantação dos mesmos tem sido feita em terrenos de baixo valor imobiliário ou com condições geológicas, hidrogeológicas e geotécnicas inadequadas. Este cenário poderá propiciar a ocorrência de impactos ambientais (alterações físicas, químicas e biológicas do meio onde está implantado o cemitério) e fenômenos conservadores, como a saponificação. Os impactos ambientais são mais freqüentes nos cemitérios públicos, os quais, em geral, são implantados e operados de forma negligente. Os impactos ambientais são classificados em duas categorias: físico primário – ocorre quando há contaminação das águas subterrâneas de menor profundidade (aqüífero freático) e, excepcionalmente, das águas superficiais; físico secundário – ocorre quando há presença de cheiros nauseabundos na área interna dos cemitérios provenientes da decomposição dos cadáveres.

Segundo os tanatólogos (estudiosos da morte), os gases funerários resultantes da putrefação dos cadáveres são o gás sulfídrico, os mercaptanos, o dióxido de carbono, o metano, o amoníaco e a fosfina. Os dois primeiros são os responsáveis pelos maus odores. O vazamento destes gases para a atmosfera de forma intensa deve-se à má confecção e manutenção das sepulturas (covas simples) e dos jazigos (construções de alvenaria ou concreto, enterradas ou semi-enterradas).

A decomposição ou putrefação de um corpo compreende várias fases, das quais a fase humorosa ou coliquativa (dissolução pútrida das partes moles do corpo) é a mais preocupante em termos ambientais. É nesta fase (duração de dois ou mais anos) que ocorre a liberação do líquido humoroso (liquame, putrilagem), também conhecido por necrochorume, por analogia com o chorume, líquido proveniente da decomposição bioquíma dos resíduos orgânicos dispostos nos aterros sanitários. O necrochorume é um líquido viscoso, de cor acinzentada a acastanhada, cheiro acre e fétido, polimerizável (tendência a endurecer), rico em sais minerais e substâncias orgânicas degradáveis, incluindo a cadaverina e a putrescina, duas aminas tóxicas, também conhecidas como alcalóides cadavéricos.

No caso de pessoas que morrem com doenças infecto-contagiosas, para além de outros microorganismos, podem estar presentes no necrochorume os patogênicos, como bactérias e vírus, agentes transmissores de doenças (febre tifóide, paratifóide, hepatite infecciosa e outras) responsáveis pela causa mortis. Os especialistas são unânimes que o perigo do necrochorume é devido aos microorganismos patogênicos, aos seus riscos infecciosos. Pela ação das águas superficiais e das chuvas infiltradas nas sepulturas ou pelo contato dos corpos com as águas subterrâneas (aqüífero freático), o necrochorume pode atingir e contaminar estas águas. Se as mesmas fluírem para a área externa do cemitério e forem captadas através de poços escavados por populações que vivem no entorno, estas poderão correr sérios riscos de saúde.

Segundo a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), historicamente, o solo tem sido utilizado por gerações como receptor de substâncias resultantes da atividade humana. Com o aparecimento dos processos de transformação em grande escala a partir da Revolução Industrial, a liberação descontrolada de poluentes para o ambiente e sua conseqüente acumulação no solo e nos sedimentos sofreu uma mudança drástica de forma e de intensidade, explicada pelo uso intensivo dos recursos naturais e dos resíduos gerados pelo aumento das atividades urbanas, industriais e agrícolas.

Essa utilização do solo como receptor de poluentes pode se dar localmente por um depósito de resíduos; por uma área de estocagem ou processamento de produtos químicos; por disposição de resíduos e efluentes, por algum vazamento ou derramamento; ou ainda regionalmente através de deposição pela atmosfera, por inundação ou mesmo por práticas agrícolas indiscriminadas. Desta forma, uma constante migração descendente de poluentes do solo para a água subterrâne ocorrerá, o que pode se tornar um grande problema para aquelas populações que fazem uso deste recurso hídrico. A Figura abaixo apresenta as fontes de poluição do solo e sua migração.

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