Por que calibrar um equipamento de medição?

NBR ISO 26000

Publicada em 01 de novembro de 2010 a norma sobre as diretrizes sobre responsabilidade social, a NBR ISO 26000 foi baseada na ISO 26000. Esta norma fornece orientações para todos os tipos de organizações, independentemente do porte ou localização, sobre conceitos, termos e definições referentes à responsabilidade social; o histórico, tendências e características da responsabilidade social; princípios e práticas relativas à responsabilidade social; os temas centrais e as questões referentes à responsabilidade social; integração, implementação e promoção de comportamento socialmente responsável em toda a organização e por meio de suas políticas e práticas dentro de sua esfera de influência; identificação e engajamento de partes interessadas; e comunicação de compromissos, desempenho e outras informações referentes à responsabilidade social. Clique para mais informações.

O item 7.6 – Controle de equipamento de monitoramento e medição, da ISO 9001, especifica que a organização deve determinar o monitoramento e medição a serem realizados e o equipamento de monitoramento e medição necessário para fornecer evidências da conformidade do produto com os requisitos determinados. A organização deve estabelecer processos para assegurar que o monitoramento e a medição possam ser realizados e sejam executados de uma maneira consistente com os requisitos de monitoramento e medição. Quando necessário para assegurar resultados válidos, o equipamento de medição deve a) ser calibrado ou verificado, ou ambos, a intervalos especificados, ou antes do uso, contra padrões de medição rastreáveis a padrões de medição internacionais ou nacionais; quando esse padrão não existir, a base usada para calibração ou verificação deve ser registrada (ver 4.2.4); b) ser ajustado ou re-ajustado, quando necessário; c) ter identificação para determinar sua situação de calibração; d) ser protegido contra ajustes que invalidariam o resultado da medição, e e) ser protegido contra dano e deterioração durante o manuseio, manutenção e armazenamento. Adicionalmente, a organização deve avaliar e registrar a validade dos resultados de medições anteriores quando constatar que o equipamento não está conforme com os requisitos. A organização deve tomar ação apropriada no equipamento e em qualquer produto afetado. Registros dos resultados de calibração e verificação devem ser mantidos (ver 4.2.4). Assim, a calibração de um equipamento é um componente importante na qualidade dos resultados expressos por ele e, como é uma ferramenta de aprimoramento constante, proporciona vantagens como a redução na variação dos resultados obtidos, prevenção dos defeitos e compatibilidade das medições.

Um certificado de calibração é um registro de grande importância no sentido de garantir a confiabilidade dos serviços prestados, pois tem como função mostrar os resultados das medições realizadas com o instrumento ao compará-lo com um padrão de referência que seja rastreável a um padrão nacional e/ou internacional. Em consequência, a calibração prova que a leitura obtida pelo instrumento está dentro das incertezas de medição, sendo rastreável à unidade correspondente do Sistema Internacional de Unidades (SI). Além disso, esses certificados apresentam a data da calibração, o responsável pelo mesmo, as condições ambientais, bem como a incerteza associada às medições.

Em termos práticos, a calibração é uma ferramenta básica que visa a assegurar a confiabilidade de um instrumento de medição, por meio da comparação do valor medido com um padrão rastreado ao Sistema Internacional (SI). O Vocabulário Internacional de Metrologia (VIM) descreve a calibração como a operação que estabelece, numa primeira etapa e sob condições especificadas, uma relação entre os valores indicados e as incertezas de medição, fornecidos por padrões e as indicações correspondentes com as incertezas associada; numa segunda etapa, utiliza esta informação para estabelecer uma relação visando a obtenção de um resultado de medição a partir de uma indicação.

Dessa forma, todos os equipamentos de medição produzidos são submetidos a um controle da qualidade que assegura que os mesmos estão dentro dos limites especificados. A confirmação destas especificações é fornecida através de um certificado de calibração. Quando uma empresa precisa de um documento que apresente a evidência objetiva deste processo de calibração, deve solicitar este serviço a um laboratório acreditado pelo Inmetro para que o mesmo possa ser aceito nos processos de auditorias externas e você tenha rastreabilidade oficial aos padrões nacionais.

Os equipamentos de medição e controle são os responsáveis por se manter a qualidade do produto ou da produção, pois é a partir dele que se mede ou controla um processo. Equipamentos medindo errado podem induzir a decisões erradas e fatalmente teremos produtos produzidos fora das especificações. A calibração permite verificar através da comparação contra padrões rastreados qual é o erro que o equipamento possui, obviamente associado a uma incerteza da medição. A partir destas informações é possível se verificar se o referido equipamento de medição está dentro das especificações esperadas para o mesmo.

Os equipamentos que atendam a sua especificação estão aptos a serem colocados em uso novamente, aqueles que tiverem erros superiores ao especificados devem ser reavaliados e algumas ações devem ser tomadas. Portanto, a importância da calibração reside no fato de se conhecer o valor verdadeiro que um equipamento está realmente medindo. Conhecendo este valor podemos identificar o seu desvio (erro) em relação aos valores dos padrões. Identificado o erro pode-se facilmente corrigi-lo e se obter o valor correto.

E para que serve a rastreabilidade metrológica? Serve para assegurar que o resultado de uma medição está de acordo com o padrão que é especificado na declaração da rastreabilidade. Obviamente o resultado da medição está vinculado ao resultado do padrão de um nível mais alto, mas a incerteza da medição é a do próprio laboratório responsável pela realização da medição. Um resultado de medição sem rastreabilidade tem uma grande probabilidade de não estar correto. Importante dizer que as especificações fornecidas por um fabricante para os seus equipamentos de medição e controle devem ser usadas para verificar a adequação da aplicabilidade do mesmo na medição e controle do processo produtivo desejado pelo cliente.

As especificações são usadas basicamente quando se define os limites das variáveis de controle do processo produtivo. Por exemplo, um equipamento de medição deve ser “x” vezes melhor que os limites da grandeza que ele deve medir ou controlar. Para se estabelecer esta relação é que se deve observar as especificações do fabricante. Ou seja, no momento da especificação e decisão sobre a sua aplicabilidade. Igualmente, após ser calibrado e ter o seu certificado de calibração emitido é necessário de se verificar se o mesmo está ou não apto a ser utilizado novamente. Esta verificação é feita pela comparação entre os erros encontrados na calibração e descritos no certificado com os limites de erro especificados pelo fabricante.

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Álcool e trabalho

Livros sobre o tratamento do alcoolismo e  problemas com drogas

Esses livros são de leitura obrigatória de profissionais de qualquer orientação ou disciplina teórica, incluindo psicólogos, assistentes sociais, psiquiatras, conselheiros, terapeutas de família e enfermeiros, assim como alunos com estudos avançados nessas áreas. Os especialistas no tratamento do uso de substâncias também encontrarão uma fonte exclusiva de informações. Clique para mais informações.

Um dos problemas mais complicados na sociedade atual é o alcoolismo. Sua influência no ambiente profissional é bastante profunda. O alcoolismo pode ser definido como uma intoxicação, crônica ou aguda, ocasionada pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas e constitui um problema médico quando modifica ou coloca em perigo a saúde física ou mental do indivíduo Definida como a relação entre a concentração de álcool no organismo e o grau de intoxicação, a tolerância depende de vários fatores como idade, sexo, tempo de intoxicação, hábitos alimentares, predisposição hereditária, estado orgânico e psíquico

Entre suas causas podem ser incluídas: ocasionais – determinadas pelo próprio ambiente; secundárias – determinadas após um transtorno mental, como por exemplo a arteriosclerose cerebral e a epilepsia; de causa psicopática – determinada pela disposição congênita; e por conflitos neuróticos – determinada pelo desenvolvimento neurótico da personalidade. A metabolização do álcool acontece no fígado, onde é oxidado pela ação da enzima alcooldesidrogenase, modificando-se inicialmente em aldeído acético e, posteriormente, em ácido acético. A energia liberada por essas reações é assimilada e empregada a seguir pelo organismo, desde que não ultrapasse o nível máximo de 700 calorias.

Para um indivíduo de compleição normal, um litro de álcool ingerido durante 24 horas gera essa quantidade limite de energia. Porém, quando esse limite é superado devido ao volume de álcool ingerido, outros mecanismos fisiológicos entram em funcionamento e uma lenta deterioração do organismo é provocada. Assim, o álcool faz parte das cinco doenças mais incapacitantes para o trabalho, bem como o abuso e sua dependência são os transtornos mais comuns relacionados a substâncias viciantes.

O álcool funciona como um depressor, e havendo um nível de 0,05% de álcool no sangue, o julgamento, o pensamento e a autoconcentração são desconectados e, algumas vezes, perturbados. Em uma concentração de 0,1% as ações motoras voluntárias visivelmente tornam-se desajeitadas. Em uma concentração de 0,2% o álcool não somente afeta a função de toda a área motora do cérebro, como também são afetadas as partes do cérebro que controlam o comportamento emocional.

Dessa forma, o indivíduo pode entrar em estupor ou ficar confuso a uma concentração de 0,3% de álcool, e em coma a uma concentração de 0,4 a 0,5%. Em níveis de concentração de álcool superiores, são afetados os centros primitivos do cérebro que controlam a freqüência e a respiração cardíaca, e acontece a morte, secundária à depressão respiratória direta ou à aspiração de vômito. Entretanto, indivíduos com histórias de abuso de álcool a longo tempo são capazes de resistir a concentrações muito maiores do que pessoas que não possuem o hábito de beber, podendo falsamente parecer menos intoxicadas do que na realidade estão, devido a sua tolerância.

Embora existam muitas formas de tratamentos, como a psicoterapia, a medicação, a terapia comportamental, os Alcoólicos Anônimos, as Casas de Passagem, etc., deve-se lembrar que os pacientes que são encorajados, persuadidos ou até mesmo coagidos ao tratamento pelas pessoas que lhes são especiais (como filhos ou esposa) são bem mais capazes de permanecer em tratamento e também apresentam um melhor prognóstico do que os que não recebem esse tipo de pressão. Porém, sabe-se que o melhor prognóstico é as pessoas procurarem um psiquiatra voluntariamente, por concluírem que são alcoólatras.

Quando a empresa se preocupa com os seus funcionários, deve investir na saúde, na qualidade de vida e no bem-estar das pessoas. Isso não representa um prejuízo para a empresa, mas sim o aumento de produtividade implica um aumento da satisfação dos funcionários, promovendo baixos índices de absenteísmos e menores gastos com despesas médicas. Em consequência, evitam-se aumentos dos custos e perda de tempo com treinamento de substitutos, não se esquecendo da redução no número de acidentes de trabalho. É preciso investir no ser humano e gerar seu bem-estar, pois é ele o maior recurso organizacional.

Enfim, os reflexos causados pelo abuso do álcool no trabalho têm motivado todas as empresas a implantar programas de prevenção que podem ser primários e secundários/terciários, uma vez que a problemática, embora possa ser mais limitada em alguns aspectos, é a mesma. Apenas está localizada num universo mais limitado que, conseqüentemente, admite medidas mais, seletivas, mas, por isto mesmo, mais eficazes e promissoras. A prevenção primária corresponde a introdução de medidas estruturais na empresa, com o objetivo da humanização do trabalho. A secundária é o estabelecimento de normas e procedimentos no tratamento individual do problema com os envolvidos. A preparação destas normas deve tanto obedecer aos princípios básicos da prevenção de dependência na empresa, garantindo uma melhor identificação com o programa. A meta global de todo o programa de prevenção e recuperação de alcoolismo é a interrupção definitiva do abuso do álcool e a obtenção da abstinência, a fim de preservar a saúde das pessoas envolvidas e garantir condições para um desempenho profissional normal. Por fim, a terciária consiste no complexo de ação que visam eliminar, ou pelo menos reduzir, as possíveis causas que possam redundar num retorno ao alcoolismo.

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