Planejamento estratégico pessoal e empresarial

Curso Técnico

Tanto uma empresa como as pessoas individualmente necessitam ter um planejamento estratégico que está voltado para as medidas positivas que uma empresa ou uma pessoa poderá tomar para enfrentar ameaças e aproveitar as oportunidades encontradas em seu ambiente. Empresas e pessoas estão chegando à conclusão de que essa atenção sistemática à estratégia é uma atividade muito proveitosa. Todos os tipos de organizações e de pessoas devem decidir os rumos que sejam mais adequados aos seus interesses. a maior parte do pensamento convencional sobre planejamento estratégico, ou seja, o estabelecimento de metas e a formulação de planos para atingi-las, é mal conduzida e às vezes obsoleta.

Muitas organizações e muitas pessoas perdem tempo excessivo e energia intelectual preciosa tentando planejar e fazer um prognóstico de seu futuro. Criam planos estratégicos grandiosos, apoiados em orçamentos detalhados, estimativas de recursos, planos táticos e cronogramas, mas a maioria desses esforços tem pouca ligação com o sucesso dos negócios. tendem a confundir orçamento com planejamento. Os orçamentos são quase em sua totalidade dirigidos para os custos da folha de pagamento, o líder simplesmente extrapola os custos do ano vigente para o ano seguinte, com correções para ajustes de salários e fatores relacionados ao custo de vida. Todos eles compõem seus orçamentos corretamente, com mínimas mudanças, e o processo passa de um ano para outro.

Esse tipo de atividade com base no orçamento ilude as pessoas, levando-as a pensar que estão planejando, mas de fato freqüentemente há muito pouco ou nenhum planejamento A capacidade das empresas e das pessoas de ter hoje um desempenho eficaz depende de decisões que foram tomadas no passado; as decisões que tomam hoje de seguir nessa ou naquela direção modelam suas opções no futuro. Existe um antigo ditado que todos devem levar em consideração: o passado está no presente e o presente contém o futuro.

Dessa forma, com a chegada do final do ano, começa-se a avaliar as realizações do ano que está terminando e estabelecer metas para o que está por vir. Ao fazer essa reflexão algumas pessoas percebem que a maior parte do que foi planejado não foi feito. A conclusão pode ser a de que se realizou muito menos do que o era esperado. E parece até um déjà vu, afinal todo final de ano chega-se a mesma conclusão e os planos são de fazer mais no próximo. Mas será que é tão difícil assim estabelecer metas pessoais e profissionais e cumpri-las.

O psicofisiologista e coach ontológico Marcello Árias Dias Danucalov explica que sem um bom planejamento é realmente difícil cumprir metas. “Reservar tempo para definir os objetivos e como alcançá-los é o primeiro passo para realizar o que se deseja. Algumas pessoas costumam somente pensar no que gostariam de obter, mas não colocam no papel, o que dificulta enxergar os obstáculos que precisam ser atravessados para alcançar o objetivo.”

Mais ainda, Danucalov explica que não basta listar os desejos, é preciso também definir os passos para chegar lá. “Se uma pessoa tem como meta parar de fumar, não é suficiente colocar isso no planejamento. Primeiro é preciso procurar apoio e estabelecer uma parceria com um profissional que trabalhe com comportamento humano, para aí sim alcançar partir em direção a meta, que é parar de fumar” ressalta o psicofisiologista.

Há também pessoas que têm dificuldade de planejar a carreira. A administradora de empresas e coach ontológica Káritas de Toledo Ribas explica que essa ausência de plano tem como principal consequência a estagnação. “Sem definir os objetivos que busca alcançar, o profissional acaba pulando de uma empresa para outra, muitas vezes, visando apenas o salário, sem se preocupar com o plano de carreira. Aprimorar os conhecimentos e se reciclar constantemente também são fundamentais para ascender, e tudo isso não é possível sem planejamento efetivo”.

Káritas ressalta que um plano de carreira pode ser feito em pequeno, médio e longo prazo. O ideal é começar pelos objetivos em longo prazo, pois sabendo aonde se quer chegar é mais fácil definir a ações a médio e curto prazo. “Num primeiro momento é preciso pensar em que posição se quer estar daqui a dez anos. A partir daí é possível definir quais os cursos que são necessários fazer, por exemplo, traçar planos a médio e pequeno prazo”.

Muitas vezes, mesmo o planejamento pode ser insuficiente se não for seguido com disciplina. É comum algumas pessoas terem dificuldade para seguir o que é planejado e deixarem as coisas acontecerem. Nesses casos, o ideal é procurar ajuda de um profissional, um coach, por exemplo. “É lógico que não podemos ter total controle da nossa vida e planejar cada passo, mas existem coisas que precisam ser repensadas e idealizadas para nos ajudar a ter uma vida melhor. Muitas pessoas sentem que não estão felizes, que poderiam produzir mais, se divertir mais e tantas outras coisas, mas não conseguem identificar o que as atrapalha” esclarece Danucalov.

Um bom planejamento, que não precisa esperar a virada do dia 31 para o dia 1°, pode ser buscar ajuda para se organizar e planejar o próximo ano. Assim, no final de 2011 pode-se evitar que haja um novo déjà vu, onde mais uma vez se percebe que nada do que foi planejado foi realmente realizado. Coaching, biofeedback e outras técnicas de desenvolvimento humano são opções para entender quais são as atitudes que impedem o planejamento e a organização e, a partir daí, planejar os próximos anos e mais do que isso, realizar.

O professor e consultor Maicon Putti (rodrigo@ideiaconsultoria.com.br) acha que o final de ano é ideal para a realização de um planejamento estratégico, com o objetivo de analisar a organização e seu relacionamento com o ambiente externo, podendo assim, ter subsídios para traçar objetivos e metas da empresa. “A palavra estratégia significa combinação engenhosa para conseguir um fim, ou seja, precisamos projetar o futuro das empresas e direcionar todos os envolvidos para o alcance de resultados, utilizando da melhor maneira os recursos da empresa. Se a utilização dos recursos que são representados por pessoas, tecnologia, infra-estrutura, etc., não forem usados adequadamente, haverá pessoas sem foco, produtos entregues fora do prazo, sistemas subutilizados, entre outros”, explica.

Porque temos tanta dificuldade em planejar?, pergunta ele. “Por que não temos esta cultura e hábitos pessoais voltados para o futuro, sendo que a maioria foca ações no presente”, responde. “Outra dificuldade é imaginar um cenário futuro num mercado em constante mudança. Para os problemas listados tenho duas recomendações: desenvolver o hábito de planejar, gastar tempo para projetar o futuro da organização, inserir na pauta de reuniões o item planejamento estratégico. E, em segundo lugar, conhecer melhor o negócio onde atua, quem são os concorrentes, consumidores e fornecedores. Saber quais são as associações e fontes técnicas de informação do setor. Visitar institutos técnicos e de pesquisa. Participar de feiras e eventos do setor. Estas são algumas ações que possibilitarão uma percepção mais real do ambiente onde atuam”.

Finalizando, ele recomenda muita atenção após a elaboração do planejamento estratégico, porque fazer é uma tarefa importante, mas conduzi-lo à efetivação é melhor ainda. Manter o foco para experimentar o sabor dos resultados alcançados através de um excelente planejamento estratégico. “Pare para pensar: Ou você conduz o barco da sua organização a um porto seguro, ou deixa o vento levá-lo a qualquer lugar”.

O consultor Antonio Carlos Pereira, especialista em planejamento financeiro, dá algumas opções de maneiras eficazes para utilizar quando entrar algum dinheiro extra, como um trabalho extra, décimo terceiro, etc. sem perder o controle.

  • Quitar dívidas: se você está endividado, o primeiro passo é congelar os gastos e usar o dinheiro extra para quitar os débitos. Você pode começar liquidando os mais caros, aqueles que têm taxas de juros altas. Assim, o caminho fica livre para saldar as dívidas menores e que não oferecem grandes preocupações.
  • Chorar por um desconto: no final do ano, bancos, empresas e financeiras oferecem descontos, parcelas e juros menores para quem está “pendurado”. Então, uma boa opção é aproveitar o 13º salário para negociar essas dívidas e garantir a tão sonhada estabilidade financeira;
  • Planejamento para 2011: é importante não somente pensar em 2010, mas saber que vem outro ano por aí. Você pode guardar uma parte do dinheiro extra que recebeu para as famosas despesas dos primeiros meses do ano, como IPVA, IPTU, material escolar dos filhos etc.
  • De olho no futuro: aproveite as oportunidades no mercado de ações e renove seus investimentos. Existem ótimas chances na Bolsa de Valores para pequenos investidores.
  • Aperfeiçoamento na carreira: parte do dinheiro pode ser direcionada para investir em aprimoramento e formação profissional, por meio de treinamentos. Priorize os cursos intensivos, é comum nessa época do ano haver descontos e até concursos de bolsas em escolas de idiomas e profissionalizantes.
  • Sobrou dinheiro? Se você não estiver com dívidas ou não se planejou para investir em algum curso, aproveite o final de ano e compre presentes para a família. Lembre-se de que algumas lojas abrem liquidações do estoque e oferecem promoções vantajosas;
  • Curta as férias sem dor de cabeça: se o seu desejo é aproveitar as férias em outro lugar, invista o 13º salário em passagens e hotéis.  Muitas vezes as empresas aéreas oferecem pacotes promocionais para alta temporada. Aproveite os momentos de descanso e lazer sem preocupações;
  • Cuidado! Não consuma de forma descontrolada. Classifique seus gastos, dos mais urgentes aos desnecessários e anote tudo em uma planilha, assim terá controle sobre o que já gastou e quanto ainda poderá usufruir.
  • O dinheiro está em suas mãos: a grande quantidade depositada de uma só vez em sua conta pode trazer uma sensação de riqueza incontrolável. Lembre-se que este dinheiro é resultado do seu trabalho durante o ano todo. Portanto, não o gaste de maneira impensada! Caso não se identifique com nenhuma das sugestões, a melhor saída é aplicar o valor em uma conta poupança. O dinheiro ficará seguro e disponível para quando você precisar.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

 

Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=1&indice=A

Iluminação natural: um conceito simples para aumentar a eficiência energética das construções

Assinatura Revista Banas Qualidade/Metrologia & Instrumentação  + As Ferramentas da Qualidade

Assinatura Revista Banas Qualidade

Publicação mensal sobre gestão, processos e meio ambiente, voltada a temas de normas nacionais e internacionais, ferramentas da qualidade, economia e recursos humanos. Assinatura Anual – 12 edições. Brinde: CD-ROM: As Ferramentas da Qualidade. Clique para mais informações.

O uso da luz natural em edificações, principalmente durante o dia, pode, pela substituição da luz artificial, produzir uma contribuição significativa para a redução do consumo de energia elétrica, melhoria do conforto visual e bem estar dos usuários. A luz natural possui uma variabilidade e uma qualidade mais agradáveis e apreciadas que o ambiente proporcionado pela iluminação artificial.

Aberturas, em geral, proporcionam o contato visual com o mundo exterior e permitem também o relaxamento do sistema visual pela mudança das distâncias focais. A presença da luz natural pode garantir uma sensação de bem-estar e um relacionamento com o ambiente maior no qual estamos inseridos.

O uso de iluminação natural, em qualquer prédio, melhora em até 40% a performance e o bem estar de seus ocupantes. Mas a utilização da iluminação natural, em um país como o Brasil, que tem um alto índice de iluminação solar durante o ano, infelizmente não é bem explorada. Talvez por falta de maiores informações, talvez por falta de materiais eficientes, o uso da iluminação natural nas empresas de arquitetura e engenharia é encarado como um problema diretamente ligado à transmissão de calor ao interior do prédio, e por conseqüência, ao desconforto térmico.

Este desconforto é gerado pela ineficiência (ou inexistência) do sistema de ar condicionado ou de ventilação, não dimensionado para a carga térmica transmitida ao interior das instalações. Felizmente, o desconforto gerado pela incidência solar na iluminação natural está com seus dias contados. Novos materiais fazem com que as alternativas existentes comecem a perder terreno. Dentre estes novos materiais, se destacam as lentes prismáticas que conseguem distribuir a iluminação natural de uma forma mais eficiente do que os materiais como o vidro, o policarbonato ou a fibra de vidro.

Por exemplo, ao receber os raios solares, um painel prismático consegue fragmentá-los em raios distribuindo a luz em todas as direções e enviando de volta para a atmosfera em torno de 75% do calor transmitido pelos raios infravermelhos, os grandes vilões transmissores de calor. A nova tendência na iluminação de grandes áreas são os domus prismáticos. Os domus usam o sol para trazer luz ao interior dos prédios.

Dependendo do projeto, os domus prismáticos podem iluminar prédios de qualquer dimensão e fim, residencial, comercial e industrial. Assim, a iluminação natural eficiente contribui para um conforto visual por transmitir ao ambiente 100% do coeficiente de cor; conforto térmico, pela eliminação da pontualidade solar; integração com o sistema elétrico, proporcionando uma economia substancial no gasto de energia, que está diretamente ligado ao custo fixo do prédio; melhor performance do sistema de ar condicionado, proporcionando também uma maior economia energética; e possibilidade de desligamento da iluminação elétrica por até 12 horas durante o horário de verão. Os custos iniciais de instalação dos equipamentos podem ser recuperados em até 12 meses após a instalação, deixando o usuário menos dependente das distribuidoras de energia e de suas alterações de custos, principalmente nos horários de pico de demanda.

Outro sistema usado foi desenvolvido na Austrália e é denominado Solatube. Sua instalação é fácil, rápida e segura. Para isso, basta fazer uma abertura no teto e deixar parte do equipamento composto por uma cúpula de acrílico para o lado de fora, cúpula esta, responsável por captar a luz do sol. Um tubo de alumínio altamente refletivo é o responsável por transferir quase 100% da iluminação captada no ambiente exterior para o ambiente interior, e uma lente dissipadora de luz irá distribuir a luz de forma homogênea no ambiente.

Seja qual for a posição do sol no céu, o sistema consegue captar, transferir e difundir a luz do dia por muitas horas. Os raios ultravioletas são filtrados e a transferência de calor é minimizada. Basta um único produto para iluminar uma área de aproximadamente até 46 m², e mesmo quando o céu estiver nublado é possível manter o ambiente iluminado. Além disso, oferece acessórios opcionais como o dimmer regulador de luz com duas abas que se fecham, permitindo cessar ou diminuir a incidência da luz natural quando achar necessário.

O sistema, instalado em um dia também não exige manutenção, pois a cúpula que fica do lado externo recebe um tratamento eletrostático, evitando assim, acúmulo de poeira. Já o filtro de calor e raios UV traz apenas iluminação para o ambiente mantendo o conforto ambiental. “Ainda há a possibilidade de levar a luz natural até o ambiente desejado, já que o sistema consegue estender a iluminação até 15 metros sem perder eficiência e o controle total da luz” – conclui Daniel Markus, diretor da Efilux.

Enfim, a energia elétrica usada em edifícios corresponde a 45% do consumo total de energia elétrica do Brasil, e o setor residencial é responsável, aproximadamente, pela metade deste consumo de energia elétrica, sendo a outra metade dividida entre os setores comercial e público. Ou seja, substituir as lâmpadas incandescentes pela luz natural é uma excelente alternativa para reduzir a conta de luz, pois a iluminação natural é energia pura, limpa e abundante nos países tropicais.

Para construir uma casa com iluminação natural, os arquitetos aconseham aconselha, antes de qualquer coisa, uma avaliação do clima local, levando em conta o tipo de céu, a nebulosidade, o percurso do sol e fatores que influenciam a disponibilidade luz natural durante o ano. Para aumentar a eficiência energética e a qualidade dos ambientes em uma edificação, deve-se pensar na complementaridade entre a luz natural e artificial.

O projetista precisa considerar a integração entre os dois tipos de fonte de luz e, para isso, é fundamental o conhecimento básico tanto da luz natural quanto dos tipos de equipamentos de iluminação a serem utilizados na arquitetura. No projeto de iluminação, uma de suas principais decisões é a definição dos sistemas artificial e natural. Cada componente desses sistemas (lâmpadas, luminárias, reatores, sistemas de controle, janela, etc.) tem desempenho e qualidade diferentes, que depende do tipo de tecnologia empregada em sua fabricação. A eficiência do sistema de iluminação artificial adotado no projeto depende do desempenho particular de todos elementos envolvido como da integração feita como sistema de iluminação natural.

Dessa forma, um projeto de iluminação deverá ser feito levando em consideração as dimensões do ambiente, bem como sua função, a idade média dos ocupantes do recinto (o nível de iluminação será maior quanto maior for a idade destes ocupantes) e a quantidade  de horas que estas pessoas ficarão expostas à iluminação artificial. A distribuição uniforme das luminárias é um fator importante. Quando o fluxo luminoso de fonte de alta luminosidade incide diretamente nos olhos, causa uma sensação de mau estar.

Deve-se evitar fontes de luz de grande potência no ângulo de visão das pessoas (pode-se solucionar este problema elevando a luminária ou colocando colmeias e grades nas mesmas). Escolher com critério os aparelhos de iluminação e o tipo de lâmpada que deva ser empregada, é de extrema importância num projeto de iluminação para que o ambiente não tenha suas cores deformadas e a decoração prejudicada. A iluminação define em muitos casos as características do ambiente: se ele é alegre ou triste, frio ou quente, comercial ou íntimo. A iluminação de cada ambiente deve ser principalmente projetada de acordo com sua função, valorizando sempre o conforto visual.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.