Funcionários superendividados = desmotivação

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039
Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários
NBR 5410
Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004
NBR ISO 9001 – COMENTADA
Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos

A questão do superendividamento no Brasil ainda é tratada como descontrole financeiro individual. Inclui-se em algumas análises, principalmente pelas instituições financeiras, como um problema econômico e social. Isso afeta diretamente a dignidade do cidadão-consumidor que se vê sem condições de suprir suas necessidades mais básicas, como saúde e alimentação.

No país, ainda não se tem uma legislação própria para evitar a falência individual, como ocorre com pessoas jurídicas amparadas pela Lei de Falência. Então, deve-se aplicar o Código de Defesa do Consumidor para evitar as situações de superendividamento seja no aspecto pré (CDC, artigos 29 a 44) como no pós-contratual (CDC, artigos 81 a 105) além do contratual propriamente dito (CDC, artigos 46 a 54). Na verdade, os cidadãos-consumidores tornaram-se presas do marketing financeiro diante da extrema facilidade do crédito em desrespeito as regras do direito do consumidor calcadas na proteção à informação (premissa para a liberdade de escolha que é premissa da dignidade do consumidor),

O consumidor brasileiro que está superendividado fica impossibilitado de, mesmo com boa-fé, quitar as suas dívidas, retirar o seu nome do cadastro de inadimplentes, ficando sem acesso ao crédito e ao consumo. Assim, acaba comprometendo sua relação familiar, de trabalho e, em alguns casos, sua própria saúde (e em uma perspectiva mais alargada contribui para o aumento das possibilidades de exclusão social suscetível de aumentar a criminalidade).

Para ser amparado pela proteção ao superendividamento, entretanto, é necessário que se trate de consumidor pessoa física de boa fé – o superendividado passivo – com comprovada inadimplência (considerada como assunção de dívidas em prejuízo de necessidades vitais, como saúde, alimentação, moradia e educação). O consumidor de má fé – o superendividado ativo – não terá esta proteção por não preencher as premissas necessárias à tutela.

O Procon-SP informa que desenvolveu o Projeto Piloto de Tratamento do Superendividamento, em parceria do Tribunal de Justiça de São Paulo, e iniciará a primeira etapa de atendimento ao cidadão em meados de dezembro. Nessa primeira etapa, o consumidor em situação de superendividamento passará por uma triagem para avaliar sua condição e será encaminhado a uma atividade psicoeducacional para prepará-lo para uma audiência coletiva. Os consumidores interessados em participar devem aguardar informações sobre o início da primeira etapa no site www.procon.sp.gov.br

O projeto, em caráter piloto e com capacidade para atender 300 cidadãos (100 ao mês), visa auxiliar os cidadãos, que estão em situação de superendividamento, a renegociarem suas dívidas com os seus credores. Atualmente, o projeto está em fase de capacitação dos conciliadores e servidores que farão o atendimento. Assim, serão capacitados os servidores e conciliadores em áreas como legislação do consumidor, psicologia econômica, matemática financeira e conciliação coletiva, bem como irá ministrar cursos de educação financeira e organização do orçamento doméstico aos consumidores superendividados. O Tribunal de Justiça irá coordenar e supervisionar o trabalho realizado nas audiências coletivas. No caso de acordo entre o consumidor e credor, o juiz conciliador irá homologar o resultado obtido nas sessões de conciliação.

Para o especialista em Processo Civil e mestrando em Direito Constitucional, João Rafael Furtado (jrafael@furtadopragmacio.com.br), os últimos 12 anos representaram ponto de inflexão para o consumidor brasileiro. Com a estabilidade da moeda, seguida de uma oferta maior de crédito e do aumento do consumo popular, os brasileiros tornaram-se uma grande massa consumidora.

“Com a utilização do marketing do consumo, as pessoas são levadas (ou até compelidas) à compra de produtos e serviços, nem sempre necessários”, explica ele. ”A aquisição da mercadoria é vista como forma de ascensão social, o que leva ao prazer imediato, mas nem sempre duradouro (logo um novo produto estará no mercado e a vontade do consumo emergirá outra vez). O legislador brasileiro tutelou o direito do consumidor, através do Código de Defesa do Consumidor, reconhecendo sua vulnerabilidade perante o fornecedor. O consumidor passou então a ser legalmente reconhecido como inferior técnica e economicamente. Nesse contexto, as instituições financeiras desenvolvem papel relevante, fomentando o mercado (e, consequentemente, os consumidores), com crédito necessário para a aquisição do produto ou serviço almejado”.

Para o advogado, as ofertas são muitas e o crédito é abundante. Como, então, podem se defender os consumidores de uma situação que lhes cause excessivas dívidas e comprometimentos futuros? “Ocorre que muitos consumidores (talvez a maioria esmagadora), não conseguindo administrar suas contas, acabam por ter que se submeter ao parcelamento das dívidas, sujeitando-se a juros galopantes. A teoria do superendividamento se revela, então, importante para fornecedores como consumidores. Ora, endividar o consumidor até o ponto em que ele seja incapaz de pagar suas contas não é medida que favorece aos fornecedores, vez que estarão lentamente aniquilando seu mercado de consumo”, responde.

Ele acrescenta que, reconhecendo o problema, que inevitavelmente pode levar a uma bolha financeira, o governo, através do Conselho Monetário Nacional, aprovou, no dia 25 de novembro de 2010, a Resolução 3.919/2010, que dispõe em seu artigo 1º: “O valor mínimo da fatura de cartão de crédito a ser pago mensalmente não pode ser inferior ao correspondente à aplicação, sobre o saldo total da fatura, dos seguintes percentuais: I – 15%, a partir de 1º de junho de 2011; e II – 20%, a partir de 1º de dezembro de 2011.”

“A regra tem como objetivo claro a redução do endividamento dos clientes de cartão de crédito, já que os juros altos incidem sobre o saldo devedor.. Ainda está em vigor a regra de que o pagamento mínimo da fatura é de 10% e o restante pode ser quitado na fatura seguinte com incidência de juros, que podem superar os 200% ao ano. O pagamento mínimo da fatura do cartão não leva o consumidor ao inadimplemento (oficial) , concede acesso ao crédito e lhe dá a falsa sensação de cumprimento da sua obrigação. Interveio bem o Conselho Monetário Nacional com a medida. É evidente que a lei não pode tratar o consumidor como analfabeto social e econômico, devendo ter suas contas tuteladas pelo Estado. Porém, o Estado desenvolve papel fundamental na manutenção da boa ordem econômica. Sim, porque o superendividamento em massa do consumidor, até em curto prazo, poderia abalar a base de todo o sistema econômico do país”, conclui.

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Conhecendo melhor a nanotecnologia

Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=1&indice=A

Publicada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a “Cartilha sobre Nanotecnologia” ensina que o objeto mais distante que se pode observar está a 1018 centímetros de distância, ou seja, o número 1 seguido de dezoito zeros: 1 000 000 000 000 000 000. Por outro lado, a menor coisa existente no universo é conhecida como o comprimento de Planck, equivalente a 4 x 10-35 centímetros: 0, 00000000000000000000000000000000004. Assim, lembrando que cada ordem de grandeza representa uma potência de 10, pode-se dizer que a diferença entre a maior e a menor coisa existente no universo é de 53 ordens de grandeza. Os prefixos micro, nano, mili, centi são usados para que se possa especificar o fator pelo qual é multiplicada uma determinada grandeza.

Na verdade, estão associados com potências de 10. Assim, como quilo corresponde a um fator 103, mili corresponde a 10-3. Na escala nano (nm), o fator de grandeza corresponde a 10-9. Assim, quando se fala de 1 nanômetro, refere-se a um fator de 10-9 do metro, ou seja, um bilionésimo do metro: 0,000 000 001m Esse tamanho é aproximadamente 100 mil vezes menor do que o diâmetro de um fio de cabelo, 30 mil vezes menor que um dos fios de uma teia de aranha ou 700 vezes menor que um glóbulo vermelho.

São necessários dez átomos de hidrogênio colocados um ao lado do outro para termos apenas 1 nanômetro. É senso comum considerar os vírus e as células brancas como entidades muito pequenas. Entretanto, dentro da escala nanométrica, as células brancas são enormes, dado que as entidades típicas tratadas pela nanotecnologia geralmente estão entre 1 e 100 nm. Não se pode esquecer que 1.000 nanômetros é igual a 1 mícron, portanto as células brancas podem ter até 10 microns ou 104 nm,

A história disso tudo se deu no início do século XX, quando entrou em cena Ernest Rutherford (1908) propondo o modelo de átomo similar ao “sistema solar”, depois de descobrir que os átomos eram constituídos, em sua maioria, de espaço vazio com um núcleo denso positivamente carregado e circundado por elétrons (negativos). Depois, Niels Bohr (1915) propôs o modelo pelo qual os elétrons giravam ao redor do núcleo em órbitas circulares e que somente algumas órbitas eram permitidas. Este modelo do átomo permitiu explicar o espectro de emissão do átomo de hidrogênio.

Essas contribuições mostram claramente que os homens de ciência há muito tempo vêm se preocupando com o “muito pequeno”. Todavia, não foi só a ciência que avançou na direção do entendimento das relações entre tamanho e propriedades. Vários processos artesanais muito antigos se assemelham às nanofabricações de hoje. São notáveis os pigmentos feitos à base de metais e seus compostos, sobretudo ouro, cobre e ferro, que serviram para construir os maravilhosos vitrais de catedrais da Europa. O termo “nanotecnologia” foi cunhado por Norio Taniguchi, em 1957, e abarcava em seu significado máquinas que tivessem níveis de tolerância inferiores a 1 mícron (1.000 nm).

Outros acontecimentos importantes permitiram a percepção da relevância da nanotecnologia. O trabalho de Gerd Binning e Heinrich Roher, criadores do microscópio de tunelamento (scanning tunneling microscope), instrumento que permitiu a criação, modificação e processamento de imagens eletrônicas de átomos individuais, por meio de um software de computador, em 1981. A descoberta dos fulerenos, que são a terceira forma mais estável do carbono, por Robert Curl, Harold Kroto e Richard Smaley, em 1985. A publicação do livro de Eric Drexler, Engines of Creation, que efetivamente popularizou a nanotecnologia, em 1981. O feito de Donald Eigler ao lograr escrever o nome IBM, em 1989, com átomos individuais do elemento xenônio (Xe). A descoberta dos nanotubos de carbono, que são estruturas cilíndricas formadas por átomos de carbono e que possuem alta resistência, por Sumio Lijima, no Japão, em 1991. As nanoestruturas podem, basicamente, ser feitas de dois modos: “de cima para baixo” (top-down) e “de baixo para cima” (botton-up).

No top-down impõe-se uma estrutura no sistema por meio da definição de padrões e sua criação utilizando partes maiores. Nesse caso há necessidade do uso de maquinaria capaz de reproduzir os padrões, como é o caso da confecção de chips, que utiliza a técnica de litografia e derivados (processo de gravação com luz). No top-down parte-se do entendimento e controle do comportamento quântico intramolecular, de moléculas especificamente desenhadas e sintetizadas. Usam-se superfícies para localizá-las e estabilizá-las.

Os sistemas são interconectados, partindo-se de partes atômicas e/ou moleculares. Neste processo aproveita-se da auto-organização. Em outras palavras, as coisas funcionam como partes que se encaixam. Começa-se com um “bloco de construção” e o sistema avança na direção de sua condição de maior estabilidade. De maneira geral, os processos top-down são realizados em sistemas secos, enquanto que os botton-up são realizados em meio aquoso ou solvente orgânico.

Os físicos e engenheiros preferem os processos top-down, ao passo que químicos e biólogos utilizam mais os processos botton-up. A nanotecnologia não é somente promessa de futuro. Existe uma nanotecnologia permeando quase todo o setor produtivo mundial, ainda que de forma mais pronunciadamente incremental do que revolucionária, começando a fazer parte dos portfólios de um grande número de empresas, sejam as tipicamente nanotecnológicas, sejam aquelas que estão rapidamente se adequando aos novos tempos.

Há várias previsões para o mercado global da nanotecnologia envolvendo a produção e a comercialização de produtos e equipamentos. Das mais às menos otimistas, todas convergem para o valor de mais de um trilhão de dólares, em 2015. Os mais otimistas chegam a falar em US$ 3,5 trilhões, em 2015, como é o caso de Josh Wolf, da Lux Capital (USA). Segundo ele, o mercado global de nanotecnologia faturou, em 2007, cerca de US$ 146,4 bilhões. Este tamanho de mercado – juntamente com o potencial multi-industrial da nanotecnologia – tem feito crescer o interesse de governos, corporações, empresas de capital de risco e pesquisadores acadêmicos pela nanotecnologia. Existem no mundo mais de 60 iniciativas nacionais voltadas para a área. Para o governo americano, de 1997 a 2005, aproximadamente US$ 18 bilhões foram investidos globalmente em nanotecnologia.

Quer ler mais sobre o assunto nesse site: https://qualidadeonline.wordpress.com/category/nanotecnologia/

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Nanotecnologia: introdução, preparação e caracterização de nanomateriais e exemplos de aplicação   ( ISBN  8588098334)

Nanotecnologia: introdução, preparação e caracterização de nanomateriais e exemplos de aplicação

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