Aprendendo com a liderança militar

 
 
 

Gerencie melhor as normas técnicas em sua empresa

Atualmente inúmeras organizações utilizam planilhas de controle, sistemas internos e sites de fontes não confiáveis para realizarem a busca de informações sobre a vigência dos documentos de origem externa. Este processo além de causar perda de tempo na busca de informações, pode resultar em sérios riscos aos negócios e a imagem institucional da organização como, por exemplo: multas, prejuízos financeiros, não conformidades e desastres ambientais por não utilizarem informações de fontes oficiais. Clique para mais informações.

Duas expressões estão sempre associadas quando se fala em vida militar: chefia e liderança. Elas correspondem a duas atividades funcionais do comandante, exercidas simultaneamente em um só processo: o comando, que pode ser entendido preliminarmente como direção de uma organização na realização de sua finalidade operativa.

Porém, tratando-se de uma organização militar, é uma direção que assume características muito peculiares. Em teoria, seria essencialmente semelhante a qualquer organização empresarial, envolvendo as mesmas funções administrativas. Contudo, se distingue por ser revestida de singularidades decorrentes de sua destinação. A denominada empresa militar é um instrumento de guerra o que lhe impõe uma aptidão para atuar permanentemente em situação de crise. Na execução da sua atividade-fim, que é o combate, põe em jogo mais do que um investimento; põe em risco os seus bens de capital e os seus recursos humanos.

Efetivamente, por maior que seja o êxito de seu empreendimento, a organização sempre sofrerá perdas patrimoniais. Além do mais, as pressões do combate – o perigo constante, o desconforto, a fadiga – constrangem psicologicamente os recursos humanos, exigindo especial atenção de gerenciamento. O complexo organizacional abrange como um todo estrutura, material e pessoal, é alvo das atenções do comandante. Entretanto, são as pessoas que vitalizam a organização e que transformam a sua vontade em ações produtivas. Desse fato surgem outras preocupações, que irão além daquelas ligadas simplesmente ao gerenciamento funcional dos homens na execução da missão.

Liderança direta ou tática – é a exercida no primeiro nível funcional, em que o líder mantém contato direto, face a face com os subordinados. Isso acontece todas as vezes que o líder se relaciona pessoalmente com seus liderados para fins de treinamento, controle e direção.

Liderança indireta – manifesta-se entre o líder e os liderados por intermédio de elementos funcionais intermediários, estruturados segundo uma cadeia de comando. De acordo com o escalão considerado, a liderança indireta enquadra duas subdivisões: a organizacional e a estratégica. A primeira é adequada a organizações que operam à base de estados maiores, constituindo-se um misto de liderança direta, exercida em escala reduzida e delegação de tarefas. Líderes organizacionais operam em um cenário de relativa complexidade, com efetivos ponderáveis, atuando sobre seus escalões subordinados por intermédio de diretrizes e outros sistemas de integração que não o face a face. A estratégica é desenvolvida nos níveis que estabelecem a política e estratégia da instituição, ou seja, é típico dos escalões estratégicos, elemento responsável por conduzir os destinos maiores da Instituição. Pode ser definida como sendo um processo utilizado para influenciar a consecução de uma visão de futuro desejável e claramente entendida. Cabe à liderança conceber essa visão de futuro, fixar metas que a viabilizem e conduzir as mudanças necessárias, gerenciando recursos para sua implementação e, principalmente, motivando os integrantes da organização de forma a comprometê-los com a visão estabelecida e torná-los partícipe ativo das ações empreendidas.

Em linhas gerais, os militares tratam todos os líderes como mentores. Esse sistema proporciona enormes benefícios tangíveis, pois continuamente se mantém um fluxo constante de líderes preparados e uma estrutura de apoio para os novos dirigentes. Ele fornece uma estrutura de apoio para os soldados que promove o espírito de corpo, a liderança e a responsabilidade.

Assim, o mentoring é um sistema de formação e treinamento dos superiores aos subordinados, começando no topo de uma organização destinada a melhorar o desempenho do empregado e de qualidade. Ele suporta o pensamento criativo, orgulho e atendimento ao cliente. Reduz os custos através de retenção melhorada, melhor produto ou serviço, e melhor serviço ao cliente. O mentoring envolve regular e consistente aconselhamento formal e informal destinado a apoiar e melhorar o desempenho do empregado.

O mentor começa a treinar para o próximo nível de responsabilidade. Se houver treinamento de funcionários para a promoção antes de se ter uma vaga, pode-se identificar os potenciais candidatos. Além disso, o tempo de treinamento exigido após a promoção é muito reduzido, porque eles já sabem muito do que é esperado deles. Isso evita a possibilidade de promover a cara alguém acima do seu nível de eficácia. Outro grande benefício da formação inicial, é que se pode reforçar os valores da empresa. Quando cada escalão de uma organização, a empresa prioriza valores para o próximo nível, todo mundo entende e valoriza os valores da empresa.

Enfim, os programas de mentoring são boas práticas para as organizações, porque agregam valores imensuráveis aos funcionários de uma maneira relativamente barata. Eles podem se beneficiar de uma variedade de mentores durante sua carreira, independentemente do estágio em que ela está ou de necessidades específicas. A função do mentor não é treinar nem desenvolver pessoas, mas sim ajudar seu orientando a aprender com autonomia, compartilhando suas experiências de vida, tirando dúvidas, desafiando suas capacidades e concentrando-se na solução de problemas pontuais.

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A poluição do ar ainda afeta muitas pessoas

Mesmo com todo avanço tecnológico, o homem continua na sua constante produção de energia o que, geralmente, causa a poluição do ar, pois os automóveis, as fábricas e as usinas termelétricas usam, na maioria das vezes, a energia dos combustíveis. Os principais poluentes atmosféricos são os gases tóxicos lançados pelas indústrias e pelos veículos movidos a petróleo e os compostos tóxicos formados no ar a partir de elementos componentes dos gases desprendidos pelos motores e chaminés que reagem, com o auxílio da luz, com os elementos da atmosfera.

Para o médico e pesquisador Paulo Saldiva, em São Paulo, cerca de 4 mil pessoas morrem anualmente em consequência de problemas causados pela poluição do ar. O custo da poluição para a saúde, somando-se internações, mortalidade e redução da expectativa de vida, chega a US$ 1,5 bilhão de dólares. “Entre 5% e 10% das mortes consideradas por causas naturais na Grande São Paulo são resultados de danos causados pela poluição atmosférica à saúde da população. Até 2040, cerca de 25 mil mortes estarão relacionadas à poluição do ar da região metropolitana de São Paulo”, afirma ele.

Na verdade, a poluição atmosférica causa efeitos à saúde como problemas oftálmicos, doenças dermatológicas, problemas gastrointestinais, problemas cardiovasculares, doenças pulmonares, alguns tipos de câncer, efeitos sobre o sistema nervoso e algumas doenças infecciosas. O nível de poluição atmosférica é determinado pela quantificação das substâncias poluentes presentes no ar. O grupo de poluentes considerados como indicadores mais abrangentes da qualidade do ar é composto por monóxido de carbono, dióxido de enxofre, material particulado e ozônio, mais o dióxido de nitrogênio. A razão da escolha desses parâmetros como indicadores de qualidade do ar está ligada a sua maior frequência de ocorrência e aos efeitos adversos que causa ao meio ambiente.

Classificação das substâncias poluentes

 
Compostos
de Enxofre
Compostos
de Nitrogênio
Compostos
Orgânicos
Monóxido
de Carbono
Compostos Halogenados Material
Particulado
Ozônio
 
SO2
SO3
Compostos de Enxofre Reduzido:
(H2S, Mercaptanas, Dissulfeto de carbono,etc)
sulfatos
NO
NO2
NH3
HNO3
nitratos
hidrocarbonetos, álcoois,
aldeídos,
cetonas,
ácidos orgânicos
CO HCI
HF
cloretos,
fluoretos
mistura
de compostos
no estado
sólido
ou
líquido
O3
formaldeído
acroleína
PAN,
etc.
 

A interação entre as fontes de poluição e a atmosfera vai definir o nível de qualidade do ar, que determina por sua vez o surgimento de efeitos adversos da poluição do ar sobre os receptores, que podem ser o homem, os animais, as plantas e os materiais. A medição sistemática da qualidade do ar é restrita a um número de poluentes, definidos em função de sua importância e dos recursos disponíveis para seu acompanhamento. O grupo de poluentes que servem como indicadores de qualidade do ar, adotados universalmente e que foram escolhidos em razão da frequência de ocorrência e de seus efeitos adversos, são descritos abaixo:

Material particulado – Nesse particular se encontra um conjunto de poluentes constituídos de poeiras, fumaças e todo tipo de material sólido e líquido que se mantém suspenso na atmosfera por causa de seu pequeno tamanho. As principais fontes de emissão de particulado para a atmosfera são: veículos automotores, processos industriais, queima de biomassa, suspensão de poeira do solo, entre outros. O material particulado pode também se formar na atmosfera a partir de gases como dióxido de enxofre (SO2), óxidos de nitrogênio (NOx) e compostos orgânicos voláteis (COVs), que são emitidos principalmente em atividades de combustão, transformando-se em partículas como resultado de reações químicas no ar. O tamanho das partículas está diretamente associado ao seu potencial para causar problemas à saúde, sendo que quanto menores maiores os efeitos provocados. O particulado pode também reduzir a visibilidade na atmosfera e pode ser classificado. As partículas totais em suspensão podem ser definidas de maneira simplificada como aquelas cujo diâmetro aerodinâmico é menor que 50 µm. Uma parte destas partículas é inalável e pode causar problemas à saúde, outra parte pode afetar desfavoravelmente a qualidade de vida da população, interferindo nas condições estéticas do ambiente e prejudicando as atividades normais da comunidade. As partículas inaláveis podem ser definidas de maneira simplificada como aquelas cujo diâmetro aerodinâmico é menor que 10 µm. As partículas inaláveis podem ainda ser classificadas como partículas inaláveis finas – MP2,5 (<2,5µm) e partículas inaláveis grossas (2,5 a 10µm). As partículas finas, devido ao seu tamanho diminuto, podem atingir os alvéolos pulmonares, já as grossas ficam retidas na parte superior do sistema respiratório. A fumaça está associada ao material particulado suspenso na atmosfera proveniente dos processos de combustão. O método de determinação da fumaça é baseado na medida de refletância da luz que incide na poeira (coletada em um filtro), o que confere a este parâmetro a característica de estar diretamente relacionado ao teor de fuligem na atmosfera.

Dióxido de enxofre (SO2) – Resulta principalmente da queima de combustíveis que contém enxofre, como óleo diesel, óleo combustível industrial e gasolina. É um dos principais formadores da chuva ácida. O dióxido de enxofre pode reagir com outras substâncias presentes no ar formando partículas de sulfato que são responsáveis pela redução da visibilidade na atmosfera.

Monóxido de carbono (CO) – É um gás incolor e inodoro que resulta da queima incompleta de combustíveis de origem orgânica (combustíveis fósseis, biomassa, etc). Em geral, é encontrado em maiores concentrações nas cidades, emitido principalmente por veículos automotores. Altas concentrações de CO são encontradas em áreas de intensa circulação de veículos.

Ozônio (O3) e oxidantes fotoquímicos – Os oxidantes fotoquímico são a mistura de poluentes secundários formados pelas reações entre os óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis, na presença de luz solar, sendo estes últimos liberados na queima incompleta e evaporação de combustíveis e solventes. O principal produto desta reação é o ozônio, por isso mesmo utilizado como parâmetro indicador da presença de oxidantes fotoquímicos na atmosfera. Tais poluentes formam a chamada névoa fotoquímica que possui este nome porque causa na atmosfera diminuição da visibilidade. Além de prejuízos à saúde, o ozônio pode causar danos à vegetação. É sempre bom ressaltar que o ozônio encontrado na faixa de ar próxima do solo, onde os seres vivos respiram, chamado de mau ozônio, é tóxico. Entretanto, na estratosfera (a cerca de 25 km de altitude) o ozônio tem a importante função de proteger a Terra, como um filtro, dos raios ultravioletas emitidos pelo Sol.

Hidrocarbonetos – São gases e vapores resultantes da queima incompleta e evaporação de combustíveis e de outros produtos orgânicos voláteis. Diversos hidrocarbonetos como o benzeno são cancerígenos e mutagênicos, não havendo uma concentração ambiente totalmente segura. Participam ativamente das reações de formação da névoa fotoquímica.

Óxido de nitrogênio (NO) e dióxido de nitrogênio (NO2) – São formados durante processos de combustão. Em grandes cidades, os veículos geralmente são os principais responsáveis pela emissão dos óxidos de nitrogênio. O NO, sob a ação de luz solar se transforma em NO2 e tem papel importante na formação de oxidantes fotoquímicos como o ozônio. Dependendo das concentrações, o NO2 causa prejuízos à saúde.

Enxofre reduzido total – Sulfeto de hidrogênio, metil-mercaptana e dimetil-sulfeto, dimetil-dissulfeto são, de maneira geral, os compostos de enxofre reduzido mais frequentemente emitidos em operações de refinarias de petróleo, fábricas de celulose, plantas de tratamento de esgoto e produção de rayon-viscose, entre outras. As demais espécies de enxofre reduzido são encontradas em maior quantidade perto de locais específicos. O dissulfeto de carbono, por exemplo, é usado na fabricação de raion-viscose e celofane. Os compostos de enxofre reduzido também podem ocorrer naturalmente no ambiente como resultado da degradação microbiológica de matéria orgânica contendo sulfatos, sob condições anaeróbias, e como resultado da decomposição bacteriológica de proteínas. Estes compostos produzem odor desagradável, semelhante ao de ovo podre ou repolho, mesmo em baixas concentrações.

A concentração de poluentes está fortemente relacionada às condições meteorológicas. Alguns dos parâmetros que favorecem altos índices de poluição são: alta porcentagem de calmaria, ventos fracos e inversões térmicas a baixa altitude. Este fenômeno é particularmente comum no inverno paulista, quando as noites são frias e a temperatura tende a se elevar rapidamente durante o dia, provocando alteração no resfriamento natural do ar.

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Segundo o autor, Alípio Silva Pereira para a compreensão e entendimento da evolução da questão ambiental, é necessário um resgate histórico. A poluição no planeta avança, e não vem sendo um privilégio só dos dias atuais. A questão ambiental começou muito antes. A diferença entre o antes e o depois é a consciência que a humanidade tem do fato. O planeta é um sistema único, de modo que se algum ponto é afetado, outros pontos serão afetados, podendo não ser imediatamente, mas ao longo do tempo, a capacidade de assimilação de todos os impactos chegará a um limite. Clique para mais informações.