Design ou projeto de produtos bem sucedidos

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Se para os consumidores, a idéia de produto como satisfação ou benefício é fundamental, então, ele deve ser a solução para uma necessidade, real ou latente. E como tornar o produto, que pode ser simples ou complexo, em uma solução vencedora para os clientes, qualquer que seja o nível de prioridade por eles estabelecido? Para responder a questão, é útil para o projeto de produto entender as características distintas dos produtos em diferentes níveis, ênfase e graus variados, no que tange aos aspectos físicos e de serviços. Os consumidores podem fazer uma análise dos atributos dos bens físicos antes de sua aquisição, através de uma prévia experimentação porque são tangíveis, verificando assim as diferenças entre as opções existentes no mercado.

Dependendo da composição desses bens físicos, se não são perecíveis, podem ser estocados e/ou armazenados, facilitando sua padronização e conseqüentemente, sua produção. Isso diferencia os bens físicos dos serviços, que devem ser consumidos à medida que são prestados, bem como, a importância do consumidor final, seu grau de envolvimento, personalidade e estado de espírito ao consumi-los e avaliá-los.

Atualmente, desenvolver produtos tem se tornado cada vez mais um dos processos-chave para a competitividade mercadológica, em virtude dos movimentos de aumento da concorrência, das rápidas mudanças tecnológicas, da diminuição do ciclo de vida dos produtos e da exigência cada vez maior dos consumidores. Tudo isso vem exigindo das empresas maior agilidade, produtividade e alta qualidade que dependem da eficiência e eficácia destas no processo. No início do processo de desenvolvimento do produto, há a seleção das maiores soluções criativas e o grau de incerteza é bem elevado, mas este vai se diluindo com o tempo e isso é um desafio a fim de gerenciar estas incertezas que envolvem o desenvolvimento do produto, onde as decisões de maior impacto têm que ser tomadas no momento em que existe um maior número de alternativas e grau de incerteza.

O processo baseia-se num ciclo projetar-construir-testar, que geram atividades necessariamente interativas, sendo uma atividade multidisciplinar, trazendo fortes barreiras culturais sobre a integração. Existe uma grande quantidade de ferramentas, sistemas, metodologias, soluções, etc. desenvolvidas por profissionais e/ou empresas de diferentes áreas, que não interagem entre si. À medida que os métodos de controle, garantia e gerenciamento da qualidade, tornam-se amplamente entendidos e adotados, a entrega de um produto com desempenho, conformidade e confiabilidade (um produto “de qualidade”, no sentido clássico da palavra) não será mais suficiente; necessitará de uma maior ênfase no produto ampliado e potencial como meio de agregar valor e seduzir o cliente, criando assim uma vantagem competitiva futura. Qualidade significa a adequação de um produto ou serviço à finalidade prevista e tem sido apontada como determinante principal do sucesso comercial, mas a percepção dela por parte do cliente pode não ser igual à do fabricante.

Já a qualidade percebida (avaliações feitas pelos clientes quanto à qualidade do produto oferecido pelo fornecedor em relação às ofertas dos concorrentes) é o fator único e mais importante que afeta o desempenho em longo prazo de um negócio, mostrando que ela tem um impacto maior sobre o nível do retorno sobre o investimento (ROI), sendo mais eficaz no momento para aumentar a participação no mercado do que um preço mais baixo. Dessa forma, criar uma marca específica com uma imagem e reputação, ambas favoráveis, para diferenciar de forma tangível o produto.

A marca ou logotipo pode ser uma indicação da procedência e uma e uma garantia do que esperar do produto, uma declaração de qualidade e um sinal de valor pelo dinheiro. Os serviços na compra de muitos produtos, especialmente os considerados como bens duráveis, seja de consumo ou do tipo industriais; que não precisam, necessariamente, ser adicionais ao produto e em algumas circunstâncias uma redução pode agregar valor. A prestação de um serviço de qualidade superior como meio de criar vínculo entre o fornecedor e o cliente pode ter conseqüências marcantes, tornando o cliente menos propenso a buscar outras fontes de fornecimento e, portanto, agindo como uma barreira contra a entrada de concorrentes; mas deve haver uma realização periódica de levantamentos do grau de satisfação avaliando o quanto o atendimento atende às expectativas, buscando meios para melhorá-lo.

O diretor da Cauduro Associados, Angelo Garcia (cintia.amadio@notecomunicacao.com.br), acredita que, além da qualidade, o design é um dos principais fatores que diferencia um produto no mercado. Um projeto inovador e bem conduzido desperta o interesse do consumidor e pode gerar clientes fiéis ao produto e à marca. Porém, para alcançar o sucesso, há um longo caminho a percorrer. “O processo criativo do designer é apenas uma das etapas para transmitir ao consumidor todos os valores e atributos pelos quais um produto deseja ser reconhecido. É preciso entender o que o consumidor quer e como alcançá-lo de forma eficaz, atraindo-o pelo design e conquistando-o pela qualidade. A criação deve e precisa vir de fora para dentro”, diz.

Para ele, em um mundo cada vez mais globalizado, com lançamento e novidades vindas de todos os cantos do mundo, despertar a atenção do consumidor e fidelizá-lo a um produto ou uma marca é um grande desafio. “E, por isto, é preciso conhecê-lo muito bem antes de propor qualquer nova experiência. De nada adianta um celular com tecnologia de última geração, que traz todo suporte para usar as redes sociais, se o teclado ou a tela do aparelho são ruins de manusear e visualizar. A inovação deve passar pela empatia com o consumidor e a criação tem que enxergá-lo como parte do processo de desenvolvimento de um produto ou de um serviço. Os designers estudam ergonomia, conversam com mulheres, homens, adolescentes, crianças para saber as suas opiniões sobre diversos temas e aspectos. É a partir destes contatos e estudos que conseguem saber o que as pessoas pensam, quais são seus desejos e as suas necessidades atuais e futuras. Antes de lançar um produto novo ou criar a sua identidade visual, é preciso visitar os locais onde o consumidor está e observar o seu comportamento. Supermercados, lojas de conveniências, home centers, feiras e shoppings são alguns dos locais onde podemos observar porque o cliente optou pelo produto X e não Y. Trata-se de um trabalho meticuloso de investigação”, acredita.

Garcia acrescenta que, em algumas oportunidades, chegou a abordar e conversar com os consumidores para saber o que levou a escolha. “Geralmente, a resposta é este pareceu mais atraente; achei a embalagem interessante; o preço está bom” O produto tem que gerar uma identificação com o consumidor, tem que transmitir as informações e os valores que deseja e precisa gerar a sensação feito pra mim. E tudo isto só é possível estudando os hábitos dos consumidores, os seus anseios, as qualidades e valores que adquira e o que busca em um produto. O design funciona como uma porta de entrada para mostrar ao consumidor que o produto possui tudo que ele deseja, seja com relação à funcionalidade, à qualidade, à simplicidade, ao custo-benefício. As informações devem ser claras e o consumidor não pode ter dúvidas. Para cada público que se deseja atingir, há necessidades específicas e linguagens claras. E o designer precisa entender estas diferenças”, assegura.

Por fim, ele afirma que a qualidade do produto, seja um bem durável ou não, será comprovada pelo consumidor a partir da experiência pessoal. “Porém, é o designer que o atrai e o leva à possibilidade experiência e a fidelização. Quando falamos no mercado business-to-consumer, não podemos deixar de ressaltar que um bom atendimento e suporte também são essenciais para o sucesso de qualquer empresa e para manter a reputação do produto. Todos estes aspectos juntos ajudam a transformar o consumidor na principal ferramenta de marketing. Afinal, o boca a boca continua sendo uma das formas mais eficazes de aumentar as vendas e torná-lo desejável e necessário”, conclui.

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