Competitividade: o país real está muito longe da propaganda oficial

Plugues e tomadas

Os fabricantes de equipamentos eletroeletrônicos estarão proibidos de fabricar e importar produtos com tomadas e plugs fora do padrão brasileiro. Isso significa que todos os equipamentos virão de fábrica equipados com plugues de três pinos e com 10 ou 20 ampères. Assim, é proibido vender ao varejo produtos fora do padrão. Esta é a última fase de um processo iniciado em 2000, a partir da publicação de uma portaria que tornou obrigatória a adesão à norma ABNT/NBR 14136, que criou o chamado “padrão brasileiro”.  Clique para mais informações.

De acordo com um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que mediu a competitividade de 43 países que representam 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, o país recebeu nota 24.8, que o coloca na 36º colocação. Uma posição acima, em relação a 2008, mas atrás de países vizinhos como Argentina (32º lugar) e Chile (30º lugar). Pode-se definir a competitividade como o desempenho que se expressa na posição alcançada pela organização no mercado em um dado momento, resultante da combinação de uma série de fatores como preço, qualidade, grau de diferenciação dos produtos, dentre outros. Nesse caso, a competitividade é guiada pela demanda, e o volume das exportações de uma organização ou de uma indústria no total do comércio internacional de um produto se inclui entre os seus principais indicadores.

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A competitividade também pode ser definida como eficiência, pela habilidade da organização em fabricar produtos melhores do que seus concorrentes, de acordo com os limites impostos pela sua capacitação tecnológica, gerencial, financeira e comercial. Traduzida nas relações insumo/produto ou custo/preço, a competitividade é delimitada pelo produtor, e mensurável por indicadores como produtividade e técnicas de produção, em comparação àqueles apresentados pelas organizações de maior rendimento do setor.

O Brasil subiu uma colocação no ranking, mas há muito a ser feito para melhorar a competitividade do País, como a reforma tributária que não saiu do papel. O desafio do Brasil é transformar a competitividade em desenvolvimento humano”, afirmou o diretor do Decomtec, José Carlos Roriz Coelho. O estudo da entidade divide o ranking entre quatro grupos: competitividade elevada, satisfatória, média e baixa. O Brasil foi colocado na última categoria, junto com países como México, Venezuela, África do Sul e Índia. Os Estados Unidos permanecem na liderança e reverteram a tendência de queda de sua nota até 2007. De acordo com o levantamento da Fiesp, o elevado número de patentes, a alta produtividade de todos os setores da economia, os gastos com saúde e a reduzida taxa de juros foram os protagonistas para manter os Estados Unidos no topo da lista.

Os países que mais ganharam competitividade foram:

Tailândia – Apesar de manter a mesma posição no ranking (34º lugar), aumentou a nota para 32.7 pontos, ante os 28,4.

Cingapura – Aumentou 3.6 pontos, ficando na 9ª posição.

Coreia do Sul – Em 8º lugar, com nota 71.3.

O estudo indica que o desempenho da balança comercial, o desemprego da população jovem e as exportações líquidas de manufaturas foram os fatores que elevaram a competitividade desses países. Já entre os que perderam competitividade estão Venezuela (-4,3 pontos), Japão (-3,8 pontos) e Alemanha (-3,3 pontos). O risco do sistema financeiro, as distorções da balança comercial e a taxas de juros para depósitos foram os responsáveis pela queda desses países.

O levantamento da Fiesp também aponta algumas diretrizes para aumentar a competitividade brasileira. Entre elas: reduzir os gastos do setor público, a dívida pública, a carga tributária e os juros (Selic e Spread), e elevar o investimento em capital fixo e em tecnologia. “O governo tem que gastar menos para poder investir mais e estimular o investimento privado. Além disso, é preciso desonerar o investimento no País. De cada 100 reais investidos, 25% já são impostos”, explicou o diretor da Fiesp.

Algumas propostas da Fiesp

 

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Chás: um alerta sobre as espécies vegetais que podem ser usadas e muitas mentiras sobre esses produtos

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Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) existe uma resolução RDC Anvisa nº 277, de 22 de setembro de 2005, que regulamenta o uso desses produtos. No texto, ele é um produto constituído de uma ou mais partes de espécie(s) vegetal(is) inteira(s), fragmentada(s) ou moída(s), com ou sem fermentação, tostada(s) ou não. O produto pode ser adicionado de aroma e ou especiaria para conferir sabor e deve ser designado de chá, seguido do nome comum da espécie vegetal utilizada, podendo ser acrescido do processo de obtenção e ou característica específica. Podem ser utilizadas denominações consagradas pelo uso. Quanto aos chás em cápsula, tablete ou comprimido estão indeferidos, visto que a documentação apresentada pelas empresas não comprovou a segurança de uso dos produtos.

Dessa forma, é uma bebida preparada a partir de partes de espécies vegetais como folhas, ramos, flores, frutos, raízes ou casca. Importa frisar que não são todas as espécies vegetais, nem qualquer parte da planta, que podem ser utilizadas para o preparo de chás. Tradicionalmente, é preparado por infusão (adição de água fervente à planta e abafado por dois e três minutos) ou decocção (fervura da planta por dois a cinco minutos) em água. A decocção é usada para partes mais duras da planta como cascas.

Os produtos constituídos, exclusivamente, por folhas do vegetal, moídas e encapsuladas em invólucros gelatinosos, cuja recomendação de uso sugere que sejam ingeridos após infusão aquosa ou o seu conteúdo liberado da cápsula para em seguida, preparar a infusão do vegetal, não estão aprovados como chás pela Anvisa. Considera-se irregular o chá em cápsula ou em outra forma de apresentação similar, que indique no rótulo que o produto deve ser consumido por meio de infusão aquosa e alegue que o mesmo não contém obrigatoriedade de registro, por que o seu modo de consumo é igual ao do chá convencional. Este tipo de produto não está previsto na legislação sanitária de alimentos, sendo esta alegação não procedente.

A Anvisa afirma que o chá é um alimento, por isso, não são permitidas alegações terapêuticas ou medicamentosas no rótulo deste produto. Os produtos com finalidade medicamentosa ou terapêutica, qualquer que seja a forma como se apresentam ou o modo como são ministrados estão excluídos do disposto do Decreto-Lei nº 986, de 21 de outubro de 1969, que institui normas básicas sobre alimentos, portanto, estes produtos não são considerados alimentos. De acordo com o item 7.1 da Resolução RDC nº 277/20005: não é permitida, no rótulo, qualquer informação que atribua indicação medicamentosa ou terapêutica (prevenção, tratamento e ou cura) ou indicações para lactentes”. Sendo assim, excluem-se das Resoluções que regulamentam os chás, as espécies vegetais com finalidade medicamentosa e ou terapêutica.

Já os extratos vegetais podem conter substâncias que representam risco à saúde, que necessitam de controle no consumo ou ainda que possuem propriedades terapêuticas ou medicamentosas. A utilização de extrato de espécies vegetais como ingrediente alimentar na formulação dos alimentos não possui histórico de uso no país. A legislação de alimentos regulamenta o uso de extratos que possuem Padrão de Identidade e Qualidade estabelecido, tais como extrato de tomate e aqueles utilizados como aromas previstos na legislação sanitária que regulamenta os aditivos aromatizantes. A Resolução RDC nº 267/2005 dispõe o item 6.3: as espécies vegetais utilizadas para a obtenção dos produtos não podem ser previamente esgotadas no todo ou em parte, exceto para a obtenção dos produtos descafeinados. Isto significa que as espécies vegetais não podem ser submetidas a processo tecnológico para a retirada parcial ou total da(s) substancia(s) sápida(s) ou aromática(s) de uma espécie vegetal.

Para a Anvisa, as evidências científicas avaliadas, até o momento, não comprovam a segurança de uso do extrato de chá verde como alimento ou ingrediente alimentar. Os dados provenientes dos estudos em animais de experimentação não foram consistentes para fornecer evidências para uma certeza de segurança de uso da substância como alimento. O mecanismo de toxicidade do extrato de chá verde não é claro. Alguns estudos identificaram efeitos adversos leves para o consumo de produtos à base de catequinas do chá verde, tais como: gases, náuseas, irritação gástrica e queimação. Outros pesquisadores sugerem a possibilidade de uma reação alérgica a componentes do extrato de Camellia sinensis ou a uma idiossincrasia metabólica.

A contaminação durante o crescimento das folhas ou durante o processo de produção do extrato também é sugerida. A substância epilocatequina galato (EGCG) do chá verde foi avaliada pela área técnica da Anvisa onde se concluiu que, com base na documentação apresentada, não havia evidências científicas para comprovar a segurança do produto para consumo humano, considerando que alguns resultados dos estudos evidenciaram efeitos adversos. Vários casos de hepatoxicidade severa associada a produtos contendo extratos de chá verde (Camellia sinensis) foram relatados na literatura médica nos últimos anos, inclusive com hepatite fulminante e necessidade de transplante de fígado. No link http://www.anvisa.gov.br/legis/resol/2006/rdc/219_06.pdf conheça as espécies vegetais e partes delas para o preparo de chás.

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