Treinamento: para quê?

Curso técnico gratuito

 
Esse ano de 2010 vai ficar marcado pela crise no investimento das empresas em treinamento. Pode ser que os gestores estejam perdidos com o número de opções oferecidas ou na crise o que primeiro se corta é investir em marketing e treinamento. Se o Estado não faz nada, não faz a sua parte em educar, o Brasil fica à deriva, com uma mão de obra de péssima qualificação. Resta a pergunta: treinar para quê?

Investir no capital humano consiste em oferecer competência, capacidade e habilidades aos empregados e à direção em melhorar a sua operacionalidade. A empresa deve ter o compromisso de manter estas habilidades constantemente atualizadas mesmo com ajuda de experto externo. A combinação de cultura, experiências e inovações dos empregados e as estratégias da empresa que deverão mudar e manter estas relações. O desafio é criar uma cultura de valorização do empregado como elemento gerador de eficácia e riqueza e dar oportunidade de realização de sua capacidade intelectiva. Esta força intelectual vai influenciar positivamente na dinâmica patrimonial. Um trabalhador que não vê perspectiva em seu trabalho para desenvolver suas capacidades e de crescimento na empresa não terá motivação para desenvolver bem sua função na empresa. Desenvolverá sua tarefa com pouca motivação e interesse influenciando assim o bom andamento da dinâmica do meio patrimonial.

Todos os sucessos ou fracassos de uma empresa passam necessariamente pelo espaço físico, tecnologia, capital e pessoas que, sem dúvida, são o centro de toda organização, idealizadores e realizadores de todas as atividades, por mais avançada tecnologicamente que ela seja. Só o homem, por ser dotado de inteligência e sabedoria, é capaz de realizar a manutenção e a produção das máquinas. Como a empresa, o homem visa seu desenvolvimento econômico e a elevação de seu nível social. Mas isso não será possível sem o aumento das habilidades, sejam elas intelectuais ou técnicas. Logo, aumentar a capacitação e as habilidades das pessoas é função primordial do treinamento. É uma função ligada à responsabilidade social da organização.

Num país, onde revistas, blogs, etc. se preocupam mais com perfumarias, em conquistar láureas e prêmio, a informação fica em quarto plano, o que tornar difícil a disseminação da cultura da qualidade, das melhorias, etc. Muitas vezes, o que eles dispõem às pessoas são dados, esquecendo das informações e do conhecimento. E qual é a diferença?

O dado é um estímulo sensorial perceptível por meio dos sentidos humanos, como, por exemplo, um alerta sonoro ouvido por um motorista de automóvel feito pelo guarda de trânsito. O alerta sonoro é um dado. A informação é o significado do estímulo sensorial, isto é, a percepção empírica. No caso do motorista, a informação é o significado do alerta sonoro de que o guarda de trânsito quer que ele pare, siga, etc. A informação é um tipo de conhecimento, porque tem base empírica (o motorista já ouviu o mesmo sinal sonoro outras vezes e sabe o que ele se quer dizer).

Nesse sentido, a informação é um conhecimento empírico que acrescenta novo conhecimento ao conhecimento anterior do indivíduo e não um estágio entre dado e conhecimento. A informação e o conhecimento são representados por símbolos empíricos, isto é, por símbolos que uma pessoa pode perceber por meio dos sentidos. Assim, dados constituem um conjunto de símbolos que representam estímulos empíricos ou percepções. Informação é um conjunto de símbolos que representam um conhecimento empírico. Conhecimento é um conjunto de símbolos que representam o significado (ou o conteúdo) de pensamentos que o indivíduo, de maneira justificável, acredita que são verdadeiros.

Além disso, o país vive um problema crônico: analfabetismo funcional e intelectual. O primeiro constitui um problema silencioso que afeta as empresas. Não se trata de pessoas que nunca foram à escola. Elas sabem ler, escrever e contar; chegam a ocupar cargos administrativos, mas não conseguem compreender a palavra escrita. Bons livros, artigos e crônicas, nem pensar. Computadores provocam calafrios e manuais de procedimentos são ignorados; mesmo aqueles que ensinam uma nova tarefa ou a operar uma máquina.

Elas preferem ouvir explicações da boca de colegas. Entretanto, diante do chefe – isso quando ele é mesmo um chefe – fingem entender tudo, para depois sair perguntando aos outros o que e como deve ser realizado tal serviço. E quase sempre agem por tentativa e erro. O meu caro leitor deve estar imaginando que esse problema afeta apenas uma parcela mínima da população. Não é verdade. Calcula-se que, no Brasil, os analfabetos funcionais somem 70% da população economicamente ativa.

Já o intelectual conta com 14,1 milhões de analfabetos entre a população com mais de 15 anos, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este total de pessoas representa 9,7% da população, 0,3 ponto percentual a menos que a taxa de 2008, que foi de 10% (14,247 milhões de pessoas). Desde 2004, quando o levantamento começou a ser realizado, a queda foi de 1,8 ponto percentual.

Considerada uma meta do Plano Nacional de Educação (PNE) que deveria ter sido atingida até 2010, a erradicação do analfabetismo está ainda mais distante quando se observa os dados do Nordeste. Na região, embora a redução da taxa entre 2004 e 2009 tenha sido de 3,7 pontos percentuais, o índice é de 18,7%, maior que o percentual brasileiro há 18 anos, quando o IBGE calculou o dado em 17,2%. Nas regiões Sul e Sudeste, onde a taxa é mais baixa, 5,5% e 5,7% das pessoas com mais de 15 anos ainda não sabem ler ou escrever. A maior dificuldade para reduzir o número de analfabetos está em atacar o problema na população com mais de 25 anos: 92,6% deles estão nesta faixa etária, o que faz com que a taxa do grupo seja de 12%. Se a faixa de idade for ainda mais restrita, a taxa de analfabetismo atinge 21% das pessoas com mais de 50 anos.

Em resumo, a importância da qualificação da mão-de-obra não se restringe ao atendimento de uma demanda de mercado. Seu valor social é ainda maior, pois ao qualificar um trabalhador, reduz-se a exclusão social, gerando e distribuindo renda. Atrair investimentos no setor produtivo e qualificar a mão de obra é o melhor caminho para construir um Estado socialmente mais justo.

Educação ambiental

Para ajudar na conscientização e treinamento de seus funcionários em relação ao meio ambiente acesse uma apresentação em power point sobre o assunto em https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2010/12/educac3a7c3a3o-ambiental.ppt 

A educação ambiental é uma forma abrangente de educação, que se propõe atingir todos os cidadãos, através de um processo pedagógico participativo permanente que procura incutir no educando uma consciência crítica sobre a problemática ambiental, compreendendo-se como crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução de problemas ambientais. a relação entre os seres humanos com a natureza, que teve início com um mínimo de interferência nos ecossistemas, tem hoje culminado numa forte pressão exercida sobre os recursos naturais.

Atualmente, são comuns a contaminação dos cursos de água, a poluição atmosférica, a devastação das florestas, a caça indiscriminada e a redução ou mesmo destruição dos habitats faunísticos, além de muitas outras formas de agressão ao meio ambiente. Dentro deste contexto, é clara a necessidade de mudar o comportamento do homem em relação à natureza, no sentido de promover sob um modelo de desenvolvimento sustentável (processo que assegura uma gestão responsável dos recursos do planeta de forma a preservar os interesses das gerações futuras

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O turismo no Brasil ainda é amador?

Livros sobre o turismo

Confira uma relação de livros que oferecem muitas dicas e respostas sobre a melhor forma de desenvolvimento do turismo no Brasil no link http://www.qualistore.com.br/busca.asp?busca=turismo&ses_id=procurar+em+todas+as+lojas

Dados divulgados pelo Banco Central mostram que o gasto de turistas estrangeiros no Brasil, entre janeiro e novembro deste ano, foi de US$ 5.317 bilhões, superando em 10,05% o mesmo período de 2009, quando US$ 4.788 bilhões ingressaram no país por meio de viagens internacionais. O número já superou o total de gastos dos estrangeiros no Brasil em todo o ano passado (US$ 5,305 bilhões). Mas será que o país possui uma infraestrutura turística condizente com o seu tamanho e uma mão de obra qualificada para atender os turistas? Acho que não. Os dados abaixo mostram que o turismo interno está bem, mas os turistas estrangeiros, os que realmente trazem divisas, estâo se mantendo em número constante.

Dados em milhões 2008 2009
Chegadas de turistas ao Brasil 5,1 4,8
Desembarques voos nacionais 48,7 56,0
Desembarques voos internacionais 6,5 6,5
Receita cambial (US$) 5.785,0 5.304,6

Para Braulio Oliveira, professor de mestrado em administração do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana, constantemente são divulgados números negativos da conta de serviços do balanço de pagamentos brasileiro. Nessas ocasiões, em geral, são apontadas algumas das principais causas desse déficit estrutural, entre as quais, as viagens internacionais a turismo e os gastos com cartões de crédito delas decorrentes. De acordo com os dados disponibilizados pelo Banco Central do Brasil, em 2009 a conta turismo foi deficitária em quase US$ 2 bilhões e, em 2010, entre janeiro e setembro, ela foi responsável por um déficit de quase US$ 3 bilhões, valor equivalente a mais de 10% do déficit do balanço de serviços acumulado nesse interregno e a 40% do déficit de toda a conta de viagens internacionais – que contempla, ainda, as viagens para fins educacionais, culturais ou esportivos; negócios; e por motivos de saúde; além dos gastos com cartões de crédito. Contudo, uma leitura desatenta desses dados pode levar a conclusões equivocadas, como a de que os brasileiros viajam exageradamente para fora do País e/ou que gastam demasiadamente em suas viagens ao Exterior.

Prova disso é que entre 2005 e 2010 a quantidade de turistas brasileiros que realizaram viagens internacionais caiu 21,92%, devendo chegar a 2,86 milhões neste ano, segundo dados do World Travel & Tourism Council (WTTC). Quanto aos gastos com cartões de crédito, os dispêndios dos turistas brasileiros atingirão US$ 7,1 bilhões em 2010, enquanto as receitas mal chegarão a US$ 3,2 bilhões, de acordo com o WTTC. Em 2009, esses valores foram de US$ 6,6 bilhões e US$ 3,2 bilhões, respectivamente, também segundo a mesma fonte. Portanto, entendemos que esses dados refletem, em verdade, a combinação entre fatores conjunturais e estruturais de desestímulo ao turismo interno e, especialmente, ao turismo receptivo internacional no Brasil”, explica.

Igualmente para o Giuliano Contento de Oliveira é professor doutor do Instituto de Economia da Unicamp, no que tange aos fatores conjunturais, destacam-se a prevalência de uma taxa de câmbio extremamente favorável ao turismo emissivo e a elevada carga tributária. Atualmente, com uma carga tributária de quase 40% do PIB e uma taxa de câmbio em torno da que tem prevalecido nos últimos anos, uma viagem ao Exterior para a compra de alguns poucos bens de consumo pode se tornar gratuita. Afinal, são cada vez mais frequentes os casos de turistas brasileiros que viajam ao Exterior e pagam a passagem aérea (ou boa parte dela) com a economia derivada dos produtos comprados fora do País em relação ao que pagariam se aqui o fizessem.

Já quanto aos fatores estruturais, destacam-se os problemas de infraestrutura (aeroportos, rodovias, portos etc), a violência e a baixa qualidade da prestação de serviços aos turistas estrangeiros. Infelizmente, não são poucos os episódios de turistas estrangeiros vítimas de crimes diversos no Brasil. Não menos importante, muitos municípios e empresas do setor ainda fazem uso de métodos incipientes, quando existentes, de gestão. De acordo com o WTTC, em 2009 o Brasil recebeu cerca de 4,9 milhões de turistas estrangeiros, e a projeção para 2010 é de que receba cerca de 5,1 milhões. A Argentina, com área territorial e economia muito menores do que a brasileira recebeu, em 2009, cerca de 4,4 milhões, sendo que para 2010 projeta-se 4,6 milhões. Espanha e Itália, dois dos principais destinos turísticos mundiais, são estimados 52,8 milhões e 41,5 milhões de turistas estrangeiros, respectivamente”, assegura.

Braulio Oliveira conta que enquanto os turistas estrangeiros representam apenas 20% do total de turistas no Brasil, na Argentina esse número chega a 37%, na Itália passa dos 40% e na Espanha supera 50%. Para 2010, o WTTC projeta um faturamento com o turismo de mais de US$ 106 bilhões na Itália (9,3% do PIB), de quase US$ 109 bilhões na Espanha (15,3% do PIB), contra pouco menos de US$ 53 bilhões no Brasil (5,8% do PIB) e de quase US$ 30 bilhões na Argentina (7,2% do PIB).

Desse modo, à parte as discussões acerca dos custos envolvidos na viabilização e organização da infraestrutura necessária dos grandes eventos que sediaremos em 2014 (Copa do Mundo) e em 2016 (Olimpíadas), está mais do que na hora de pensarmos estrategicamente o turismo no Brasil. Trata-se, como indicado, de um setor que precisa ser mais bem aproveitado pela sociedade brasileira, ante seus múltiplos e potenciais efeitos positivos, entre os quais a geração de divisas, o estímulo aos investimentos e a geração de empregos. Por essas e outras razões, trata-se de um setor que, se bem administrado, pode propiciar efeitos positivos diversos para a sociedade”, acrescenta Giuliano Contento.

Dois eventos no país, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, deverão movimentar as cidades brasileiras que vão precisar aproveitar o momento para treinar uma parcela da população para a interação com a cultura, o turismo e a ecologia provocando movimentos sociais privados e públicos no intuito de desenvolver atividades para o recebimento permanente do turista nacional e internacional. O Ministério do Turismo lançou o “Viaje Legal: o seu guia para um turismo tranquilo”, com o intuito de ajudar o turista a usufruir da melhor maneira a sua viagem, sem surpresas desagradáveis e inconvenientes. Para ler uma cópia acesse o link http://www.turismo.gov.br/export/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publicacoes/Guia_Completo_Cor.pdf Como é um país de extensão continental, há muitas surpresas em cada destino da viagem. O turista pode desfrutar do clima serrano em regiões montanhosas, lindas cachoeiras, rios, praias, chapadas, florestas, entre outras maravilhas, e se deliciar com cada prato, cada cultura, cada paisagem. Mas ainda falta preparo da mão de obra e uma gestão hoteleira mais profissional.

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