O mercado de trabalho no Brasil

Coletâneas de normas

Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc, relacionadas à Tecnologia da Informação

Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc. relacionadas à Segurança Contra Incêndios

Em formato digital, facilitam a consulta e o controle das normas técnicas sobre segurança da informação e segurança contra incêndios nas organizações.

Antigamente, o diploma de um curso superior era garantia de emprego, mas hoje não é mais. Pensar que após o término da faculdade você está livre do estudo é simplesmente decretar a morte da sua carreira profissional. Hoje, há a necessidade de se estar sempre estudando, sempre atualizando. Vive-se hoje a era da informação, da velocidade e da orientação para resultados. Muitas vezes, as pessoas ficam atônitas com a rapidez com que as mudanças acontecem. Já não basta mais ser especialistas em uma única área: engenharia, administração, economia, direito, etc. Precisa entender do negócio, isto é, conhecer todos os aspectos relacionados com o ramo da empresa onde trabalha, senão como poderá aplicar seus conhecimentos em benefício da empresa ou em outras palavras: gerar resultados.

E como conhecer o mercado? Em primeiro lugar, deve descobrir a sua vocação profissional. Cada pessoa e empresa têm habilidades e interesses pessoais e profissionais que deverão ser levados em conta na definição de seu foco de mercado. Mesmo que um profissional já tenha uma carteira de clientes de, se o perfil, os interesses e vocação deste profissional ou da empresa não estiverem de acordo com este foco de mercado, certamente ele terá uma vantagem inicial por está herdando esta carteira de clientes, mas a médio e longo prazo será um profissional frustrado. Ao trabalhar em uma área que não lhe agrada o profissional perderá a motivação, tão essencial para o sucesso.

Depois disso, deve conhecer as principais áreas de atuação que estão enquadradas dentro de sua especialização e das competências técnicas adquiridas. Se durante a formação técnica ou na pratica profissional adquiriu experiência em determinada área, é de se esperar que busque encontrar seu foco de mercado dentro destes setores.

Pode-se dizer que, em uma terceira fase, é preciso adquirir o maior conhecimento possível sobre as empresas de sua área de atuação, em particular daquelas bem sucedido. Para isto a internet é uma importante fonte de pesquisa. Muitas empresas de destaque mantêm sites com a descrição de suas áreas de atuação, artigos dos principais sócios, tipos de serviços oferecidos, alem de outros dados, onde é possível conseguir informações importantes sobre sua forma de atuação. Alem disto, jornais e revistas setoriais costumam destacar movimentos destas empresas no mercado, entrevista com sócios e outras informações que permitirão um conhecimento melhor destes negócios e sobre usa forma de atuação.

Após isso, deve-se encontrar um foco de mercado. Nessa fase o profissional precisa encontrar a melhor área de atuação e direcionar todas as ações da empresa para captar clientes nestas áreas buscando atender às necessidades do setor. O melhor foco de mercado para desenvolver as atividades de uma empresa é aquele cujo mercado não esteja estagnado, e proporcione boas oportunidades de negócios. É necessário fugir dos mercados saturados e buscar setores que esteja em franca expansão.

O próximo passo é buscar a inovação, pois o estudo de mercado permite ao profissional buscar inovações em produtos e serviços, em formas de atendimento e em solução de problemas de clientes. A inovação e a criatividade profissional devem ser parte integrante das estratégias competitivas, e são elementos essenciais na diferenciação e na construção de uma marca sólida.

Pode-se afirmar que o conhecimento adequado de mercado é um fator essencial para o sucesso de uma organização e de profissionais. Um profissional que estuda profundamente seu mercado de atuação, seus concorrentes, o perfil de seus clientes e as tendências sociais, terá muito mais condições de encontrar as verdadeiras oportunidades de mercado e posicionar-se estrategicamente no setor jurídico.

Como exemplo de alteração no mercado de trabalho, Marcelo Gonçalves (carlos.brazil@bdobrazil.com.br), sócio-diretor da BDO, diz que, em 2006, a Petrobras descobriu, a poucos quilômetros de nosso litoral, gigantescas reservas de petróleo e gás natural de alta qualidade que podem fazer do Brasil um dos maiores produtores dessas commodities no mundo. Apesar dos desafios representados pela localização dos campos do pré-sal – como é conhecida esta área localizada em alto mar, entre 250 km e 300 km da costa, em uma faixa que vai do Espírito Santo a Santa Catarina, e cujas jazidas estão, em alguns casos, a mais de 7 mil metros abaixo do nível do mar -, especialistas consideram que a exploração comercial dessa riqueza é plenamente viável, o que deve mexer com a economia nacional.

As reservas brasileiras de petróleo e gás anteriores à descoberta do pré-sal somavam aproximadamente 14 bilhões de barris equivalentes. Somente com as reservas estimadas de áreas já descobertas, como Tupi (agora conhecida como campo Lula), Iracema (agora nomeada campo Cenambi), Iara, Guará, Libra, Franco e outras, a disponibilidade total pode chegar a cerca de 40 bilhões de barris. No entanto, há estimativas de que a região do pré-sal (com aproximadamente 800 km de comprimento entre o Espírito Santo e Santa Catarina e largura média de 200 km) possa conter de 50 a 100 bilhões de barris.

A maior empresa petrolífera brasileira, a estatal Petrobras, já se prepara para a exploração dessa riqueza, com a perspectiva de que sua exploração comercial se firme a partir de 2014 e consolide-se por volta de 2030, quando se acredita que o Brasil possa ser um dos cinco maiores produtores do mundo. A companhia está se capitalizando para ter recursos necessários aos vultosos investimentos exigidos pela empreitada. Por exemplo, ela realizou em setembro uma oferta pública de ações e aumentou seu capital social em cerca de R$ 120 bilhões, o que equivale à maior operação deste tipo na história em todo o mundo. Grande parte deste investimento foi pelo próprio governo, que aumentou sua participação na estatal adquirindo ações. No entanto, sócios minoritários e investidores privados também participaram da empreitada.

A Petrobras é reconhecida em todo o mundo como uma das empresas de ponta na exploração de petróleo em águas ultraprofundas (a partir de 1.000 metros). A lâmina d’água onde as perfurações de poços do pré-sal ocorrerão tem entre 2.000 metros e 3.000 metros. O problema é que, além desta enorme faixa de água, atingir os depósitos de petróleo e gás do pré-sal demanda perfurações de até 5.000 metros de solo. A tecnologia já existente permite a exploração comercial de poços nessas condições, mas é preciso investir no desenvolvimento de novas soluções para que os custos de extração sejam reduzidos e, por conseguinte, a capitalização dos poços venha a ser potencializada.

Este é um dos grandes desafios que o país tem à frente: desenvolver tecnologias que garantam retorno adequado na relação entre a produção e a comercialização do petróleo e gás do pré-sal. Para que isso ocorra, é preciso, acima de tudo, dispor de capital humano qualificado nos mais variados segmentos para dar sustentação a todo o processo, que foi iniciado com a descoberta das reservas e que exigirá, a partir de agora, pesquisadores, técnicos e gestores capacitados em quantidade suficiente para desenvolver as soluções exigidas; construir e ampliar infraestruturas; operar equipamentos; e gerenciar os processos de extração, armazenamento, distribuição e comercialização.

Além da exploração específica da região do pré-sal (que demandará investimentos estimados em mais de US$ 200 bilhões ao longo dos próximos anos, segundo especialistas) e do segmento produtivo de petróleo e gás (que inclui prospecção, refinarias, distribuição, indústria petroquímica, etc.), inúmeros setores serão estimulados, como a indústria naval, a metalúrgica, a de construção civil, a prestação de serviços e todas as áreas que orbitam e terão contato direto ou indireto com esse fenômeno. Exemplo notável desse envolvimento multissetorial é o mercado imobiliário, que já vem sendo aquecido nas cidades litorâneas próximas às regiões da área de exploração do pré-sal.

“Para se ter uma idéia da demanda enorme que haverá por profissionais qualificados, somente a Petrobras deve contratar mais de 200 mil pessoas até 2013 para atender às necessidades do projeto do pré-sal. Os reflexos dessa demanda serão percebidos também no setor de Educação. Algumas instituições de ensino superior já estão a criar novos cursos nas áreas de engenharia e química para atender mais especificamente o segmento petrolífero. Mas vale lembrar que o mercado exigirá ainda profissionais de nível técnico, administradores e gestores para dar suporte ao crescimento geral esperado”, diz ele.

Às empresas que direta ou indiretamente se beneficiarão da exploração do pré-sal cabe planejar seu crescimento e investir desde já na organização ou na contratação de estruturas destinadas a oferecer capacitação a seus colaboradores, para que todos estejam preparados no momento em que a demanda de fato se concretizar. As entidades de ensino também precisam avaliar a procura atual e futura de formação para as atividades específicas do setor de petróleo e gás e para as atividades assessórias, se preparando para atender à crescente demanda. Aos profissionais e estudantes que pretendem “surfar a onda” do pré-sal, capacitação, qualificação e especialização são as palavras-chave para o breve futuro, quando se espera um mercado ávido por um volume enorme de profissionais. No entanto, se iludem aqueles que pensam poder entrar neste mercado sem ter as credenciais exigidas pelas empresas. Em um mundo globalizado como o nosso, a importação de mão de obra, em especial aquela altamente especializada, é um dos fatores que será, sem dúvida, ponderado pelos contratantes na hora de formar suas equipes.

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Usinas de compostagem: a solução para os resíduos orgânicos?

Coleção e-books Volume 7 - Sustentabilidade: mistificação ou realidade? (envio do arquivo por e-mail)

E-book: Sustentabilidade: mistificação ou realidade?e: mistificação ou realidade?

Muitos cientistas contestam o problema da mudança climática, que poderia estar ocorrendo na Terra com o aumento do uso dos combustíveis fósseis que lançam na atmosfera os gases do efeito estufa. Tudo bem! Mas o que eles não podem contestar é a poluição de rios e mares, que vem afetando de maneira drástica a quantidade de água potável no Planeta. A partir desta visão, o desenvolvimento sustentável não é um estado permanente de equilíbrio, mas sim de mudanças quanto ao acesso aos recursos e quanto à distribuição de custos e benefícios. Clique para mais informações.

Há algum tempo, algumas prefeituras passaram a investir em usinas de compostagem. Depois, pararam, o que é uma pena, já que elas reduzem drasticamente a necessidade de lixões, que contaminam os lençóis freáticos, atraem insetos, pragas e causam a degradação humana. Podem ser economicamente interessante para os municípios, pois trazem divisas por meio da reciclagem, compostagem e arrecadação do ICMS ecológico, além de minimizar problemas ambientais.

Os resíduos orgânicos produzidos pela população brasileira são passíveis de reciclagem por meio do processo de compostagem, um método barato quando comparado a outras formas de tratamento e extremamente eficaz pois reduz a quantidade de material a ser aterrado. Além disso, as usinas de compostagem, que processam os resíduos e produzem composto em alta escala, transformam esses materiais em insumos para processos posteriores.

Dessa forma, os resíduos orgânicos são transformados em composto e os materiais recicláveis são separados para posterior venda. Embora o processo de compostagem seja um método eficiente no sentido de diminuir os resíduos, sua utilização ainda é pouco divulgada no Brasil em comparação a países que possuem uma tradição no uso desse processo. Um dos grandes entraves desse método no país é a falta de conhecimento sobre os benefícios da utilização dos compostos, a falta de políticas públicas que incentivem seu processo e a qualidade do composto que, muitas vezes, apresentam inúmeros contaminantes que diminuem sua qualidade e podem comprometer seu uso na agricultura.

O composto de resíduo sólido urbano para ser utilizado de maneira segura e eficiente deve ser corretamente estabilizado. Isto significa que a matéria orgânica original deve ser convertida para uma forma que seja mais resistente à degradação, contenha quantidades mínimas de componentes fitotóxicos e contaminantes e seja livre de patógenos de plantas e animais, apresentando, portanto, uma qualidade aceitável. Quando a compostagem é bem realizada, obedecendo os parâmetros que regem a decomposição, o composto é livre de odor, possui coloração e odor característicos e tem seu manuseio, estocagem e transporte muito facilitados. O composto cru não possui essas qualidades e pode se tornar tóxico para as plantas.

Embora a maturação ou bioestabilização da matéria orgânica seja um fator de extrema importância para a utilização do composto, outros fatores devem ser analisados para que o produto final possa ser considerado de qualidade, como por exemplo, agentes patogênicos, metais pesados e conteúdo de inertes. Segundo José Mário Ferreira de Andrade, engenheiro da Agência Ambiental de São José do Rio Preto, a Lei Federal 12.305, de 02.08.2010, instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos com vistas ao gerenciamento integrado e à gestão ambiental correta de resíduos sólidos. “Essa lei, por meio de 57 artigos, estabeleceu diversas definições, instrumentos, princípios, objetivos e diretrizes. Chama muito a atenção o fato do artigo 54 fixar o prazo máximo de quatro anos para a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. Convém esclarecer que o termo rejeito designa o resíduo que, depois de esgotadas todas as possibilidades técnicas e economicamente viáveis de tratamento, não apresenta outra alternativa senão a disposição final ambientalmente adequada. Portanto, a disposição final ambientalmente adequada é a ultima alternativa a ser empregada. Necessariamente, outras etapas, como a não geração, a reciclagem, o reúso, o reaproveitamento energético e o tratamento, devem ser adotadas antes da alternativa da destinação final dos rejeitos”.

Ele acrescenta que, transpondo essas diretrizes para a atual forma de gestão dos resíduos sólidos domiciliares nos grandes municípios paulistas, algumas indagações saltam à mente:

  • Como implementar a não geração, a reciclagem, o reúso e o reaproveitamento energético?
  • Somente pela obrigatoriedade e força da Lei 12.305, a disposição ambientalmente adequada dos rejeitos será conseguida em quatro anos?
  • Qual o estado da arte da reciclagem da fração orgânica dos resíduos domiciliares?

De acordo com Lei Federal 12.305, entende-se por reutilização o processo de aproveitamento dos resíduos sem a sua transformação físico-química-biológica. Já a reciclagem é quando ocorre a transformação físico-química-biológica. Assim, por exemplo, quando há a separação de plásticos, seguida de lavagem, trituração e extrusão, fala-se em reciclagem. Quando há a separação da fração orgânica do lixo, seguida de compostagem e peneiramento, também se verifica a reciclagem. Se por um lado, o Brasil é líder mundial na reciclagem do alumínio das latas de bebidas, com índice de reaproveitamento de 96%, por outro, quase que a totalidade da fração orgânica dos resíduos domiciliares é descartada in natura, em conjunto com os demais resíduos, nos lixões e nos aterros sanitários. Perdem-se, assim, milhares de toneladas de nutrientes, os quais poderiam ser reciclados e enriquecer o solo agrícola com composto orgânico. As análises realizadas revelam que cada tonelada de composto orgânico produzido em São José do Rio Preto é capaz de repor no solo entre 10 a 15 kg de nitrogênio e de fósforo, e entre 6 a 8 kg de potássio”, assegura.

O engenheiro complementa dizendo que, no passado, diversos municípios paulistas implantaram usinas de compostagem e tentaram reciclar a fração orgânica dos resíduos. Atualmente, em se tratando de municípios com população acima de 400.000 habitantes, a única usina de triagem e compostagem que permanece ativa é a de São José do Rio Preto. Essa usina foi implantada e licenciada ambientalmente em 1989. O Estudo de Impacto Ambiental-Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) foi elaborado pela Unesp de São José do Rio Preto e foi aprovado pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). O complexo da usina ocupa área pavimentada e impermeabilizada de aproximadamente 40.000 m². Há drenagem definitiva e tanques impermeabilizados (aproximadamente 6.000 m³) para a contenção e o tratamento das águas residuárias. Diariamente, são processadas, em média, 380 t de resíduos sólidos domiciliares gerados na área urbana de São José do Rio Preto. A recepção e a compostagem são realizadas em pátios pavimentados, impermeabilizados, cobertos e telados. Dos resíduos sólidos domiciliares processados diariamente, consegue-se a reciclagem de 40 t de plásticos, metais, papéis e vidros. Também é obtida uma produção de 60 t/dia de composto orgânico. Em 2010 o Ministério da Agricultura emitiu o registro de estabelecimento produtor de composto na categoria de fertilizante orgânico. As águas residuárias (aproximadamente 20 m³/dia) são tratadas por meio de processo físico-químico e biológico, com aeração por microborbulhamento e nebulização. A Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) do efluente bruto é de aproximadamente 6.000 mg/Litro e a tratada de 200 mg/L. Não se detectaram concentrações significativas de metais pesados nesse efluente líquido tratado. A água contida no efluente líquido tratado é lançada na atmosfera por meio de micronebulização.

Enfim, alguns levantamentos realizados em usinas de compostagem apontam que, em média, depois de devidamente processados os resíduos, chega-se a uma produção de composto orgânico da ordem de 40% da quantidade inicial de lixo chegada a usina. É certo que a composição do lixo varia de município para município, porém se uma parte desse lixo for utilizada em produção de composto orgânico e outra reciclada em indústrias de papel, metal, plástico e vidro, o volume final com destino a aterros sanitários será bastante reduzido.

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