Funcionários multifuncionais

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As empresas buscam cada vez mais a diversificação ou ampliação do conjunto de tarefas, atividades ou funções desenvolvidas pelos trabalhadores, cujo resultado é frequentemente chamado de flexibilização da mão de obra. Contudo, tais iniciativas mostram que as empresas nacionais brasileiras estão relativamente longe de contar com as ideais condições para a prática da multifuncionalidade.ou polivalência funcional, muitas vezes pela incapacidade de o trabalhador ser eficaz em várias tarefas, trabalhos ou funções diferentes.

Todo esse processo, no entanto, não é simplesmente técnico, e assim não pode ser realizado com êxito até que não seja criada na empresa uma consciência geral sobre as vantagens que representa para empresa e trabalhadores o fato destes serem multifuncionais. Entende-se, também, que atingir tal consciência, por si só, já constitui uma etapa difícil. Afastar das relações de trabalho interesses específicos e direcionados de pequenos grupos ou indivíduos e adotar posturas mais éticas, por exemplo, parece ser um pré-requisito para atingir as condições propícias para desencadear todos os processos de mudança em sistemas de trabalho,

Essa nova visão, que rompe com os paradigmas tradicionais de organização do trabalho e com a cultura do funcionário unifuncional para atividades específicas, dá origem a um tipo de equipe específico – as equipes multifuncionais. Tais equipes são formadas por funcionários do mesmo nível hierárquico, mas de diferentes setores da empresa, que se juntam para cumprir uma tarefa.

A ênfase no trabalho em equipes multifuncionais incentiva a polivalência das pessoas, a integração entre os diversos setores organizacionais e o compartilhamento da informação. Para que essas vantagens possam ser realmente perceptíveis no contexto em que é empregada, a utilização das equipes faz-se necessária a valorização do pensamento diversificado, visando explorar as diferentes aptidões de cada membro na resolução de problemas, o compartilhamento de informações e de conhecimentos entre todos os integrantes e uma cultura organizacional que privilegie a inteligência coletiva e a redistribuição de poder.

Em contrapartida, apesar de existirem muitas vantagens para a organização que adota esse tipo de estrutura, existem também algumas desvantagens, como a necessidade de nova mentalidade das pessoas: a adoção de equipes multifuncionais envolve uma grande transformação na organização, na cultura e no comportamento das pessoas envolvidas, sendo preciso que a organização possua um grau de coletivismo muito alto para que este modelo obtenha sucesso; gastos com implementação: a formação de equipes multifuncionais consome muito tempo e dinheiro, exigindo novo treinamento, remuneração e avaliação de cargos até mesmo novos sistemas de inventários, contabilidade e informação; necessidade de suporte de staff: apesar de as equipes possuírem autossuficiência é necessário manter alguns especialistas funcionais para prestarem assessoria adequada; dupla subordinação: ocorre quando o indivíduo está subordinado ao seu chefe de departamento e ao mesmo tempo ao líder de sua equipe – no caso das equipes que não são autogerenciáveis

Dessa forma, a sobrecarga do trabalho proporcionada pela complexidade das tarefas, a exigência de polivalência, as elevadas cargas psicoafetivas (autocontrole emocional, exigência de perfeição no desempenho, alto nível de responsabilidade, insegurança quanto à ma­nutenção do emprego e às perspectivas de carreira) e os múltiplos tipos de pressão temporal podem ser apontados como principais responsáveis pelo sofrimento mental dos trabalhadores da empresa que adota a multifuncionalidade. Paralelamente a esse ambiente de insegurança, Rafael Cenamo Juqueira, advogado especializado em Direito do Trabalho pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e associado ao escritório Rodrigues Jr. Advogados (rafael.junqueira@rodriguesjr.com.br), diz que o mercado de trabalho passou por determinadas alterações conceituais nos últimos anos, as quais exigiram do trabalhador uma grande mudança de pensamento e comportamento, notadamente quanto ao modo de desempenhar as funções inerentes ao cargo para o qual fora inicialmente contratado. Sob ponto de vista prático, o trabalhador passou a desempenhar uma quantidade maior de atividades, de modo a assumir novas responsabilidades, o que afastou a figura tradicional do empregado, ligada intimamente ao exercício de apenas uma função.

“Neste contexto social, no qual a exigência do mercado padece de um empregado polivalente, observa-se um retorno às origens, semelhante ao sistema de trabalho praticado pelos servos, na Idade Média. Pode-se inferir como algumas das recentes exigências do mercado de trabalho aos trabalhadores polivalentes: compreensão dos processos; capacidade de transferência de conhecimento; lógica de raciocínio; agilidade para antecipação e solução de problemas; conhecimento de línguas; dentre outras. Entretanto, há que se ter bastante cuidado com as peculiaridades contratuais de um empregado que ao longo do pacto laboral adquiriu estas características, sob pena de a empresa efetuar uma desvirtuação do instituto e aumentar seu passivo trabalhista”, explica.

Para o advogado, a configuração funcional de um empregado ocorre pelo contrato de trabalho, seja de forma expressa ou tácita, nos termos do artigo 442, da CLT, motivo pelo qual a função por ele exercida trata-se daquela constante de seu registro, e jamais por sua qualificação profissional. Não obstante, um importante aspecto a ser observado pelas empresas é o princípio da primazia da realidade, pelo qual a função efetivamente exercida pelo empregado prevalece sobre a anotação alocada em sua carteira de trabalho e previdência social.

“Tal princípio deve ser respeitado pelas empresas em razão da existência das figuras da equiparação salarial, desvio ou acúmulo de funções, dentre outras, as quais podem maximizar o custo operacional da companhia em uma eventual condenação judicial nesse sentido. Vale frisar, ainda, que a inexistência de prova sobre eventual função exercida pelo empregado faz presumir que o trabalhador obrigou-se a todo e qualquer serviço compatível com a sua condição social, conforme o disposto no artigo 456, da CLT. Ademais, a regra basilar do Direito do Trabalho dispõe sobre a inalterabilidade do contrato de trabalho, o que se depreende pela simples análise do artigo 468, da CLT. Assim, ao se considerar o cenário social atual e a evolução da organização profissional, percebe-se uma tendência natural de abrandamento da rigidez dos princípios que informam o Direito do Trabalho, notadamente o que consagra o protecionismo do trabalhador”, aponta.

Ele acrescenta que, nesse aspecto, a finalidade social da lei deve ser analisada sob a luz de conferir às empresas a possibilidade de ajustar a sua produção, postos e condições laborais às contingências rápidas e contínuas do sistema econômico social. Diante disso, é de suma importância a adoção de medidas jurídico-preventivas pelas empresas, a fim de que os empregados que ao longo do pacto laboral adquiriram as características de um trabalhador polivalente tenham seus direitos preservados, de modo a minimizar, inclusive, eventuais riscos existentes na distribuição de uma demanda judicial.

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As diferenças entre light e diet

 Comida e Sociedade: uma História da Alimentação (ISBN 9788535211801)

Comida e Sociedade: uma História da Alimentação

A alimentação é, após a respiração e a ingestão de água, a mais básica das necessidades humanas. Mas como “não só de pão vive o homem”, a alimentação, além de uma necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais, sexuais, políticos, religiosos, éticos, estéticos, etc. Clique para mais informações.

Uma leitora diz que sua mãe tem muita dificuldade em entender os rótulos dos alimentos diet e light. Esse é um assunto que interessa a mais de 40 milhões de brasileiros, incluindo os diabéticos, os portadores de restrições alimentares diversas ou aqueles que estão acima do peso. Segundo a Proteste, diets são os alimentos especialmente formulados ou processados, em que o conteúdo dos nutrientes usados atende necessidades especiais de algum grupo de pessoas. Por exemplo, os alimentos sem açúcar feitos para os diabéticos. Já os alimentos lights apresentam redução de no mínimo 25% no valor energético ou de qualquer nutriente.

Contudo, conforme a associação, não se deve pensar que, porque tem menos calorias ou não têm açúcar, pode-se abusar dos produtos lights e diets. Para uma criança de 30 kg, o consumo de dois copos de guaraná light ou diet ultrapassa o limite diário recomendado de ingestão de sacarina. As grávidas também não devem ingerir alimentos lights e diets, a não ser por recomendação médica.

Um mito em relação aos produtos diets e lights é o de que eles são sempre menos calóricos que seus similares convencionais. No chocolate diet, por exemplo, a retirada do açúcar implica na adição de mais gordura, o que deixa a versão diet tão ou mais calórica que a tradicional. Portanto, na dúvida, não confie apenas no rótulo, compare a tabela nutricional dos produtos.

Os produtos diet, mesmo não tendo açúcar, podem ser calóricos, e que os produtos light são mais indicados para quem quer emagrecer. Esses produtos podem ter diferentes ingredientes e formulações e até a redução calórica pode variar; portanto, os produtos light não são iguais entre si e diet não é sinônimo de baixa caloria. Desse modo, um alimento sem glúten, considerado diet por ter redução de mais de 99% em um ingrediente, pode ainda assim ter valor calórico elevado. Acrescenta-se, ainda, que diabéticos podem consumir alguns dos produtos light, pois tais produtos podem não conter açúcar. O ideal é que se consulte a informação nutricional no rótulo do produto para verificar as dosagens.

Outro problema está na adoção dos produtos sem uma análise prévia de sua composição química, principalmente por pessoas que necessitam ou desejam perder quilos extras ou com necessidades dietoterápicas com exigências físicas, metabólicas, fisiológicas e/ou patológicas particulares. Assim, os mesmos alimentos diet ou light são muitas vezes consumidos tanto por pessoas diabéticas, quanto pelas hipertensas, ou com nível de colesterol alto ou, ainda, por aquelas que desejam emagrecer.

Assim, diet é um termo usado na maioria das vezes como sinônimo de retirada de algum nutriente (açúcares, sódio, gorduras, alguns aminoácidos…), sem implicar, no entanto, na redução das calorias do alimento. Um alimento diet é aquele de cuja composição original foi retirada alguma substância e que serve às dietas especiais com restrições, por exemplo, de açúcares, de gorduras, de sódio, de aminoácidos ou de proteínas. Desse modo, os produtos sem sal são indicados para os hipertensos; os sem açúcar, para os diabéticos; os sem gordura, para os que têm excesso de colesterol; os sem o aminoácido fenilcetonúria, para os fenilcetonúricos, etc.

De acordo com o Ministério da Saúde, esses alimentos são para fins especiais. A portaria n. 29/98, da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, definiu como “alimentos para fins especiais” aqueles especialmente formulados ou processados, nos quais são introduzidas modificações no conteúdo de nutrientes, adequados à utilização em dietas diferenciadas e ou opcionais, atendendo às necessidades de pessoas em condições metabólicas e fisiológicas específicas. São classificados como alimentos para fins especiais: para dietas com restrição de nutrientes, para ingestão controlada de nutrientes e para grupos populacionais específicos.

Já a portaria 27/98, da Secretária de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, define light quando o alimento apresenta redução mínima de 25% em determinado nutriente ou calorias, comparado com o alimento convencional. Para que ocorra a redução de calorias, é necessário que haja a diminuição no teor de algum nutriente energético (carboidrato, gordura e proteína). A redução de um nutriente não energético, por exemplo, sódio (sal light), não interfere na quantidade de calorias do alimento.

Nos alimentos lights, deve-se estar atento à possibilidade de terem sido acrescidas outras substâncias. Isso porque, na redução de um, pode ser necessária a adição de outro componente calórico (substâncias tais como: gordura, sódio, açúcar, etc.) para minimizar alterações na consistência, na cor ou outras que possam ocorrer. Por exemplo, alguns queijos e requeijões light têm menos calorias por reduzir gorduras; entretanto, para manter a consistência, aumenta-se o sal, e este não é indicado para hipertensos (outro exemplo é o caso do chocolate citado anteriormente). Por isto, é fundamental explicitar para qual nutriente o atributo é aplicável. A utilização do termo light, por si só, não é suficiente para a compreensão da identidade do produto.

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