Uma matriz de riscos para a saúde e segurança ocupacional

ACIDENTE DO TRABALHO – Sistema de Gestão

Publicada em 01/12/2010 a norma sobre Sistema de Gestão da Segurança e saúde no Trabalho – Requisitos – NBR18801. Essa norma especifica os requisitos de um Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SGSST) que permitem que uma organização controle os respectivos riscos da Segurança e Saúde no Trabalho (SST) e melhore o respectivo desempenho.  Clique para mais informações.

Na norma sobre saúde e segurança ocupacional está escrito que a organização deve estabelecer, implementar e manter procedimentos para a identificação, avaliação de riscos e efetivação adequada dos controles necessários. Os procedimentos para a identificação e avaliação de riscos devem levar em conta:

a) atividades de rotina e não rotineiras;

b) atividades de todas as pessoas que têm acesso aos locais de trabalho;

c) aspectos comportamentais, qualificação, capacitação, habilitação e outros fatores humanos;

d) fatores de risco identificados e originados fora do local de trabalho, capazes de afetar a segurança e saúde das pessoas sob controle da organização;

e) infraestrutura, equipamentos e materiais no local de trabalho, quer fornecidas pela organização quer por outros;

f) mudanças na organização, em suas atividades/operações e/ou em métodos e processos de trabalho;

g) modificações no Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional, incluindo as temporárias e seus respectivos impactos nas instalações, operações, processos e atividades;

h) qualquer obrigação legal relativa à avaliação de riscos e implementação de medidas necessárias e adequadas de controles;

i) concepção de áreas de trabalho, processos, instalações, equipamentos/máquinas, procedimentos operacionais e organização de trabalho, incluindo as interfaces com as características biopsicossociais das pessoas envolvidas.

A metodologia definida pela organização para identificação e avaliação de risco deve:

a) ser definida levando-se em conta o cenário existente ou futuro, a natureza do fator de risco e o momento de sua aplicação, de forma a assegurar que seja pró-ativa;

b) prover a identificação, priorização da análise de riscos e a conseqüente documentação dos resultados e a aplicação de controles, apropriados à sua realidade.

O que se sabe é que os trabalhadores brasileiros estão expostos, diariamente, aos mais diversos riscos à saúde, que já são suficientemente reconhecíveis, assim como são conhecidos os agravos à saúde que os riscos determinam. Por esta razão, as mortes, as mutilações e os agravos produzidos pelo trabalho poderiam ser evitados, anualmente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, na América Latina, apenas entre 1 e 4% das doenças ocupacionais são notificadas, tendo-se em conta que no Brasil os dados oficiais restringem-se apenas ao universo dos trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Por ano, segundo o governo, o Brasil perde 4% do Produto Interno Bruto por causa de acidentes e doenças do trabalho. O cálculo inclui os gastos da Previdência Social, do Ministério da Saúde e os prejuízos para a produção. No ano de 2007, a Previdência concedeu R$ 10,7 bilhões em benefícios decorrentes de acidentes do trabalho. Foram R$ 5 bilhões em pagamento de auxílios por doença, acidente e aposentadorias, e R$ 5,7 bilhões pagos em aposentadorias especiais, concedidas pela exposição do trabalhador a riscos.

As causas externas de morte ou traumas não constituem meros acidentes, como são geralmente reconhecidas. Trata-se de causas de morte evitáveis, as quais, se assumidas dessa forma, tornam-se passíveis de intervenções que promovam a diminuição da ocorrência, bem como das conseqüências que delas advém . De um total de 503.890 acidentes de trabalho registrados pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), 80,1% corresponderam a acidentes típicos (ocorridos no local de trabalho), 14,6% a acidentes de trajeto (durante o deslocamento entre a residência e o local de trabalho) e 5,3% a doenças do trabalho. As mulheres participaram com 23,3% no total de acidentes registrados e o maior número de agravos (38,63%) foi registrado entre pessoas de 20 a 29 anos. O setor agrícola contribuiu com 6,8% do total de acidentes, enquanto indústria e serviços tiveram participações de 47,1% e 45,3%. Os setores com maior participação entre os acidentes típicos foram agricultura (7,8%) e indústria de produtos alimentícios e bebidas (10,6%). Entre os acidentes de trajeto destacam-se os segmentos de prestação de serviços (18,1%) e o comércio varejista (18,9%). Já para as doenças relacionadas ao trabalho, tiveram maior freqüência os setores intermediários financeiros (19,8%) e comércio varejista (17,2%).

A prevenção de agravos e doenças do trabalho no Brasil registra décadas de iniciativas sem sucesso. Apenas na década de 40 foi criada a primeira legislação trabalhista. A partir de 1970 o avanço da industrialização resultou no aumento do número de acidentes e doenças ocupacionais, que já era alto. Criou-se uma série de normas para enfrentar essa situação, dentre elas a obrigatoriedade das empresas maiores de terem profissionais especializados (engenheiros, médicos e técnicos) na área de segurança e medicina do trabalho.

E como as empresas podem ter uma matriz de riscos para medir e caracterizar os riscos para a saúde humana e para construir propostas de gerenciamento integrado de saúde e ambiente. A mensuração qualitativa de riscos pode ser gerada através de uma matriz de riscos, onde o nível de risco é definido pela composição das variáveis frequência (probabilidade) e impacto financeiro (severidade), associadas aos eventos de perda (fatores de risco) inerentes ao processo avaliado. A matriz de riscos é uma ferramenta que pode ser empregada na análise de riscos de processos de várias naturezas, principalmente na avaliação de riscos operacionais e de riscos ambientais. Um procedimento que facilita a construção da matriz de riscos é a parametrização dos níveis de frequência e de severidade:

A matriz de risco é construída pela composição das variáveis severidade e freqüência, podendo ser dividida em regiões que caracterizam os níveis de risco avaliados. A definição dos níveis pode variar em função do perfil de risco do gestor, dos processos avaliados e dos produtos e serviços operacionalizados.

Assim, pode-se considerar que os riscos situados na região de alto risco seriam indicativos de necessidade de controles mais rígidos, enquanto que os riscos situados na região de baixo risco seriam um indicativo de controle adequado. Entretanto, esta leitura não pode ser generalizada a todos os tipos de riscos, dado que o nível de risco obtido a partir de exemplo, a avaliação de um risco de oscilação do mercado de câmbio, em um cenário de alta frequência e alta severidade, poderia situar-se na região de médio risco e estar no nível de controle desejável pelo gestor.

Como descontração, clique no link https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2011/01/os-lc3adderes-em-seguranc3a7a-no-trabalho.pps e acesse uma apresentação sobre os líderes em segurança no trabalho.

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Desastres naturais e a gestão da continuidade dos negócios

Cadeiras de auditório  – Oportunidade única

A Revista Banas Qualidade está mudando de endereço e comercializando cadeiras de seu auditório:

 • 30 cadeiras de auditório com prancheta escamoteável e porta livros na parte inferior com estofamento na cor azul. São 26 poltronas para destros e 4 unidades para canhotos.

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Preço: R$ 1.500,00

Contato:

HAYRTON RODRIGUES DO PRADO FILHO
(11) 51881514\91055304
hayrton.prado@epse.com.br
hayrton@uol.com.br

Como garantir os processos fundamentais para que uma empresa, após ter passado por um incidente gerador de uma ruptura do negócio, retorne à sua condição normal, conseguindo, dessa forma, minimizar os prejuízos? Isso já foi assunto nesse blog:

https://qualidadeonline.wordpress.com/2009/11/12/norma-abnt-nbr-15999-2-garante-a-continuidade-das-operacoes-das-organizacoes/

https://qualidadeonline.wordpress.com/2009/11/18/gestao-da-continuidade-dos-negocios/

Mas o tema vem sempre à baila quando desastres naturais causam destruição e morte. Estudos da Fundação Getúlio Vargas e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada indicam que esse caos representou um prejuízo de pelo menos R$ 4,65 milhões. As perdas se referem aos gastos com combustíveis, poluição, horas não trabalhadas e queda de produtividade. Levantamentos mostram ainda que, ao longo do ano, os paulistanos deixam de produzir R$ 34 bilhões por causa dos congestionamentos sem fim. A cada hora parada em um dia, o relógio dos custos soma R$ 388,1 mil perdidos, ou R$ 6.468,30 por minuto.

Já uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com 478 empresas na grande São Paulo, revelou que a cada mês de chuvas em excesso há uma perda de R$ 1,3 bilhão. Já os danos causados por enchentes são de R$ 2,1 bilhões. Segundo o estudo, mais da metade das empresas apontaram como os principais problemas causados neste período: atraso na entrega de produtos, ausência ou atraso de pessoal. A consequência de tudo isso, perda de, aproximadamente, R$ 3,4 bilhões mensais.

“Enchentes acontecem no mundo todo, de tempos em tempos, mas aqui o problema é crônico, ocorre quase anualmente. Autoridades municipais e estaduais têm de manter rios limpos, construir piscinões, atuar sobre ocupações irregulares em áreas de risco”, afirma o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Para Skaf, a responsabilidade não é só dos governos; a sociedade civil pode e deve contribuir para que essa lamentável situação não se repita. “O Sesi-SP, além de ensinar aos seus alunos a respeitar o meio ambiente e a lidar corretamente com o lixo, ainda realiza ações comunitárias de conscientização. Agora o momento é de solidariedade, mas assim que passarmos essa fase crítica, temos de transformar os discursos em realidade para que no próximo verão não haja mais tragédias,” ressalta.

Com bgase nas enchentes e chuvas do verão (2009/2010), a pesquisa ouviu empresas de todos os portes e diversos setores. Para 41% das empresas, o excesso de chuvas e enchentes tem afetado suas atividades. No entanto, para 39%, as chuvas enfrentadas nos meses de verão causam dificuldades com o transporte dos produtos das empresas, levando a atraso nas entregas.

Já para 24% o problema maior é a falta de pessoal ou o atraso de funcionários que trabalham na produção. Para 15% das empresas, o prejuízo está relacionado aos custos operacionais e, para 14%, a dificuldade enfrentada é o transporte de matérias-primas, causando a parada da produção.

Outro prejuízo citado por 4% das empresas está relacionado à carga, enquanto que, para 3%, o estoque e maquinário foram prejudicados devido à inundação da fábrica.  Na estratificação por porte, enquanto 43% das pequenas empresas tiveram dificuldades no transportes de seus produtos (atrasos), 50% das grandes empresas não foram afetadas pelo excesso de chuvas e enchentes.

A pesquisa também mensurou os prejuízos sofridos pelas empresas. As mais afetadas em seu faturamento mensal (19%) apontam danos no estoque e maquinário, bem como prejuízos por dia parados para limpeza. Nesse caso, o valor médio das perdas é de 6,5%. Já para 47% das empresas que sofreram perdas devido à grande quantidade de chuvas nos últimos anos, causando problemas no transporte e fornecimento de matérias-primas, ausência ou atraso do pessoal, o valor médio das perdas é de 4,2% do faturamento mensal.

Na divisão por porte, 18% das pequenas empresas tiveram danos de em média 7,1% de seu faturamento. Para 22% das médias empresas, as perdas ficaram em média 5,5%, enquanto que para 8% das grandes o lucro ficou em média 4,5% mais baixo. Segundo o levantamento, as empresas apontaram como os principais problemas: transporte, fornecimento de matérias-primas, ausência ou atraso do pessoal. Para 47% das empresas, esses fatores equivalem a um prejuízo médio de 4,2% de seu faturamento mensal. Quando analisado por porte, 48% das pequenas empresas revelam que esses danos ocasionaram perdas de em média 4,6% de seu faturamento, enquanto que para 47% das médias a perda foi em média de 2,7%. Já para 35% das grandes, o valor é de 7,2% em média.

Segundo Cristina Martins Silva (cmartins@keyassociados.com.br), gestora da qualidade da Keyassociados, as empresas não podem ficar paradas diante desses prejuízos. Vale a pena levantar algumas questões: sua organização possui Gestão de Continuidade de Negócios? Se sim, o plano prevê cenários como este de paralisação ou comprometimento das operações devido a fatores como enchentes ou inundações? Por conta das chuvas, o plano de Continuidade de Negócios foi acionado? Se não foi acionado, foi aproveitada a situação para execução de um teste do plano?

Se você respondeu sim para pelo menos parte dessas questões, ótimo. Sua organização está em um nível considerável de maturidade da Gestão de Continuidade de Negócios e deve preservá-la, pois as previsões indicam que fenômenos climáticos extremos como estes só tendem a se agravar. Além disso, vale lembrar que a Gestão de Continuidade de Negócio de uma organização não deve ser considerada somente nos momentos de grandes tragédias públicas, como pandemias, acidentes aéreos, crises energéticas, enchentes ou outros eventos dessa natureza. O plano pode e deve ser usado também em circunstâncias críticas internas, que envolvam apenas a empresa e parceiros”.

Ela explica que essa gestão visa ao estabelecimento d critérios para que as organizações possam, de forma prática e objetiva, estabelecer prioridades para os momentos de crise. O objetivo é escolher que processos operacionais, instalações ou ambientes devem ser mantidos nessas situações. A gestão também leva em conta a forma de atuação da equipe, com foco em processos alternativos ou formas de minimizar os impactos de eventuais interrupções ou ausências de colaboradores. Por isso, não inclui apenas contingências de TI, mas aspectos relacionados aos processos, recursos humanos e infraestrutura.

A aplicação da Gestão de Continuidade de Negócios envolve o conhecimento profundo do negócio, seus objetivos, partes interessadas e as regulamentações aplicáveis à organização. A partir daí, realiza-se um processo de análise e avaliação de riscos e um levantamento de impactos nos negócios, o que ajuda a avaliar os possíveis prejuízos que uma crise pode causar e o tempo tolerado. Assim, é possível inclusive ter uma noção do custo-benefício na segurança das operações da organização. Mas, apesar dessa importância, em algumas organizações a Gestão de Continuidade de Negócios é encarada apenas como uma despesa e não como uma forma de agregar valor às operações. Talvez na hora que contabilizarem seus prejuízos neste início de dezembro esses executivos comecem a mudar de ideia. Afinal, a aplicação da Gestão de Continuidade de Negócio se justifica no primeiro momento em que o plano é acionado, uma vez que ele propicia o desenvolvimento de uma estrutura organizacional capaz de responder efetivamente em momentos de crise e salvaguardar os interesses das partes interessadas, a reputação e a marca da organização, assim como seus processos de valor agregado”.

Dessa forma, é fundamental a empresa inserir dentro do seu processo de gestão um processo que estabeleça uma estrutura estratégica e operacional adequada para: melhorar proativamente a resiliência da organização contra possíveis interrupções; prover uma prática para restabelecer a capacidade de fornecimento de produtos e serviços; obter reconhecida capacidade de gerenciar uma interrupção no negócio, protegendo a marca e a sua reputação. Além disso, deve ser feita uma avaliação de riscos: ameaças a vulnerabilidades de riscos, análise de impacto no negócio como as atividades criticas e impactos de tempo objetivado de recuperação recursos necessários (pessoal, ambiente e tecnologia). Necessita-se, também, compreender a organização, por meio da identificação de seus produtos e serviços fundamentais e das atividades criticas e dos recursos que a suportam.

Toda essa implementação pode ser baseada na BS 25999-2:2007 que especifica os requisitos para estabelecer e gerenciar um Sistema de Gestão da Continuidade do Negócio (SGCN) eficaz definido por um programa específico. Isso reforça a importância de: entender as necessidades de continuidade de negócios e de estabelecimento de uma política e objetivos para a continuidade de negócios; implementar e operar os controles e medidas para gerenciar de forma abrangente os riscos da continuidade de negócios da organização; monitorar e analisar criticamente a performance e eficácia do SGCN; e haver melhorias contínuas baseadas na medida dos objetivos.

Como esses são conceitos relativamente novos, importante dizer que a base da gestão da continuidade são as políticas, guias, regulares e procedimentos implementados por uma organização. Todo o desenho, implementação, suporte e manutenção dos sistemas deve estar fundamentado na obtenção de um bom plano de continuidade do negócio, recuperação de desastres e em alguns casos, suporte ao sistema. Em ocasiões a gestão da continuidade confunde-se com a gestão da recuperação depois de um desastre, mas são conceitos diferentes. A recuperação de desastres é uma pequena parte da gestão da continuidade.

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