A visão dos trabalhadores em relação à qualificação da mão de obra no Brasil

Jogo da Responsabilidade Ambiental e Jogo da ISO 14001

Jogo da Responsabilidade Ambiental e da ISO 14001

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Uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com 2.770 pessoas em cinco regiões do país mostrou a visão dos trabalhadores em relação à qualificação da mão de obra. Em meio aos inativos, a falta de qualificação (compreendida como capacitação teórica e como experiência prática) é um fator relevante para a definição da situação ocupacional de grande parcela. Mais de um terço dos inativos explica seu afastamento da atividade laboral por meio da ausência de adequada e suficiente qualificação ocupacional.

Em meio aos trabalhadores assalariados, formais e informais, a qualificação (entendida estritamente como formação escolar regular e formação técnico-profissionalizante é um fator com peso apenas relativo dentro do processo de sua seleção para um emprego. Outros fatores (como a apresentação de referências pessoais, a experiência pretérita na atividade a ser desenvolvida etc.) têm um peso maior nesse processo.

Em meio aos trabalhadores por conta própria/pequenos empregadores, a qualificação (concebida como capacitação para a gestão de negócios) é um fator com peso reduzido dentro do processo de aprimoramento do desempenho econômico de seus empreendimentos. Outros fatores (como a menor incidência de tributos, o maior acesso a crédito ou a maior adequação do local de atividade) têm peso superior nesse processo.

Em meio aos trabalhadores desempregados, à semelhança dos inativos, a falta de qualificação (concebida como capacitação teórica e como experiência prática) é um fator importante para a explicação da condição laboral de grande parcela. Ou seja, na visão dos entrevistados, a falta de qualificação é um fator explicativo relevante da condição de desemprego.

De acordo com o gráfico a seguir, a falta de qualificação parece ser um fator importante para 37,7% dos inativos não terem procurado trabalho na última semana (ou mesmo nunca terem procurado trabalho ao longo de sua vida). Em outras palavras, mais de um terço dos inativos explicam seu próprio afastamento da atividade laboral por meio da ausência de qualificação ocupacional.

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O gráfico a seguir mostra que a formação escolar regular, bem como a formação técnico-profissionalizante, parece ser uma exigência com peso apenas relativo no processo de contratação assalariada (12,4%). Outros requisitos, como a apresentação de referências pessoais (21,3%), a experiência na atividade a ser desenvolvida (23,1%) ou mesmo a ausência de quaisquer requisitos (25,8%) parecem ter um peso maior nesse processo de contratação.

As tabelas a seguir mostram que, no caso dos trabalhadores por conta própria e dos pequenos empregadores, a falta de qualificação não parece ser propriamente um fator de destaque no processo de aprimoramento de desempenho de seus empreendimentos econômicos. Somente 1,7% dos entrevistados consideram que esse desempenho é efetivamente prejudicado pela sua menor qualificação diante dos concorrentes. Além disso, apenas 2,5% dos respondentes acreditam que tal desempenho possa ser decisivamente aprimorado por meio de maior qualificação em gestão de negócios. Ou seja, a qualificação do trabalhador não parece ser um fator que explique o melhor (ou pior) desempenho dos pequenos empreendimentos por conta própria.

Por fim, no caso dos trabalhadores desempregados, à semelhança dos inativos, a falta de qualificação parece ser um fator importante para a explicação de sua condição laboral. Entre as razões para as dificuldades enfrentadas pelos entrevistados na busca por uma ocupação, destaca-se a ausência de capacitação teórica e, simultaneamente, de experiência prática (23,7%). Este percentual é algumas vezes maior do que aquele verificado em fatores relacionados ao posto de trabalho (como o baixo salário oferecido, a longa distância de casa ou a jornada excessiva de trabalho), associados ao próprio trabalhador (como a falta de dinheiro para a procura de ocupação, a ausência de conhecimento sobre onde procurar trabalho, a discriminação no preenchimento de uma ocupação) ou vinculados à própria criação de um novo posto de trabalho (a falta de recursos para criar o próprio negócio, a ausência de conhecimento sobre como criar esse negócio, a complicação e a demora para criar tal negócio). Em outros termos, na visão de parcela expressiva dos entrevistados, a falta de qualificação parece ser um fator explicativo importante da condição de desemprego.

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