O que é um sistema normativo empresarial?

Normas nacionais e internacionais

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Gerenciamento: informamos sobre o status das normas de seu acervo, e sobre qualquer alteração, revisão ou publicação de novas normas de seu interesse por meio de emissão de relatórios. A partir daí, você decide se vai ou não atualizar suas normas.

Tradução: tradução e formatação de normas técnicas internacionais e estrangeiras, realizadas por especialistas de cada setor envolvido.

O PORTAL DAS NORMAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS

Um leitor reclama dos preços das normas técnicas e pergunta por que tem que usá-las? Na verdade, um sistema normativo pode ser definido como um dos pilares de um sistema de gestão, contudo antes ele estava dirigido para fixar a tecnologia e evoluiu permitindo também garantir a qualidade dos produtos e serviços por meio de um programa de gestão. O programa de gestão depende fundamentalmente das atividades de normalização, pois é um dos instrumentos de sustentação para a sua implantação e seu desenvolvimento. As normas são os documentos que contêm o domínio tecnológico, servindo de orientação para as atividades de rotina e base para a definição das atividades de melhoria.

Qualquer sistema de gestão requer uma padronização das operações de fabricação e controle, e isto só é possível, através de um sistema normativo. A norma ISO 9001 diz que todos os elementos, requisitos e dispositivos adotados por uma empresa para o seu Sistema da Qualidade devem ser documentados, de maneira sistemática e ordenada, sob a forma de políticas e procedimentos escritos. O processo de normalização é, portanto, o primeiro passo para se atingir alguma qualidade e é por meio dele que se mantém a evolução da empresa. Isso deve ser aprimorado de maneira a atender às novas necessidades técnicas e mercadológicas.

A normalização precisa estar estruturada de maneira a dar suporte á qualidade em níveis de produto e processo. Sendo a normalização o ponto onde se fixa o perfil da qualidade, as normas constituem a referência do nível de qualidade desejado e a certificação da conformidade do produto com as normas que sua fabricação está sob contínuo controle do fabricante, atendendo às condições estabelecidas através de um sistema de gestão implantado.

A metodologia empregada no sistema normativo define-se em um constante processo evolutivo e participativo, envolvido no assunto. Ele deve tornar o processo estável, previsível, cumprindo todas as suas etapas, conforme o planejado; documentar todos os passos da rotina, de forma que qualquer funcionário possa executá-lo; uniformizar o entendimento a respeito de formulários, símbolos, fluxos e outros elementos da documentação; atender a uma necessidade real; registrar uma solução aceitável; e gerar benefícios para a empresa.

A normalização não deve gerar um sistema de documentação inútil, já que ele deve se constituir na documentação dos processos formado pelo conjunto de normas e procedimentos. Todas as atividades devem estar documentadas de acordo com padrões predefinidos; sendo que essa documentação retratará os procedimentos necessários à execução e à avaliação das tarefas, devendo ser redigidas com a estrita participação daqueles que serão seus usuários. Essa participação é essencial para a geração de boas normas e procedimentos que certamente serão efetivamente cumpridas, pois refletirão a prática existente e terão a co participação do operador.

A normalização, em conjunto com a gerência de processo, a análise de problemas, análise de processo e o sistema de garantia da qualidade, vai gerar a administração das rotinas, onde todas as atividades serão permanentemente monitoradas para atingir seu nível ótimo dentro das normas e procedimentos. A obediência às normas e procedimentos elimina variações na qualidade que possam ocorrer com a mudança de operadores nos turnos de trabalho ou substituição de mão de obra.

Os documentos normativos conferem confiabilidade aos processos e garantem adequação, ao longo do tempo, do produto ou serviço junto aos clientes. Portanto, verificar se as normas e procedimentos estão sendo seguidos é fundamental para a garantia da qualidade e sua permanente evolução.

Já a satisfação do cliente demanda do conhecimento, em primeiro lugar, das normas que ele exige para o produto ou serviço oferecido, como, por exemplo, as normas de gerenciamento do produto e a norma técnica. Por sua vez, a organização, ao adquirir seus insumos, matérias primas e equipamentos, deve exigir o cumprimento de normas adequadas às suas necessidades.

Importante observar que, para cada item do processo registrado na norma de gerenciamento do produto, será gerada uma norma de gerenciamento de processo, que irá descrever aquele processo específico. Para cada norma de gerenciamento de processo será somada uma norma operacional, que orientará o operador a executar as suas tarefas.

Em consequência, a atividade da normalização caracteriza um processo dinâmico que envolve a participação das partes interessadas e daquelas por ela afetada (consumidores, produtores, fornecedores, institutos de pesquisa, universidades, governo, dentre outros atores), organizando as atividades pela criação e utilização de regras ou normas, visando contribuir para o desenvolvimento econômico e social. O regulamento é um documento que contém regras de caráter obrigatório e que é adotado por uma autoridade (ABNT ISO/IEC Guia 2: 2006) e Regulamento Técnico (RT) estabelece requisitos técnicos, seja diretamente, seja pela referência ou incorporação do conteúdo de uma norma, de uma especificação técnica ou de um código de prática. Um RT pode ser complementado por diretrizes técnicas, estabelecendo alguns meios para obtenção da conformidade com os requisitos do regulamento, isto é, alguma prescrição julgada satisfatória para obter conformidade (ABNT ISO/IEC Guia 2: 2006). Já o Regulamento Técnico Metrológico (RTM) é um conjunto de prescrições técnicas e / ou metrológicas, de caráter compulsório, baixado por Portaria do Inmetro e relativo aos instrumentos de medição, sistemas de medição, medidas materializadas e produtos pré–medidos, utilizados no âmbito da metrologia legal (NIE-Dimel-002, 2008). Eles tratam dos aspectos relativos aos instrumentos de medição regulamentados.

Assim, todo o trabalho de normalização deve ser feito com a participação efetiva do pessoal que executa o processo que está sendo normalizado. Este é um ponto fundamental para a execução de uma atividade com qualidade. A documentação preparada precisa estar de acordo com o padrão normativo da Empresa, quanto: a forma, classificação, identificação (numeração), regras de elaboração, níveis de aprovação e rotinas de revisão e distribuição.

Dessa forma, para uma organização se manter competitiva, deve usar as normas técnicas como uma fonte de tecnologia, manutenção de qualidade e otimização de processos que asseguram que a produção esteja competitiva e adequada aos padrões nacionais e internacionais. A tecnologia de uma empresa dá apoio tecnológico às normas de gerenciamento de processos e produtos que, por sua vez, garantem a qualidade permanente do produto ou serviço, também dá apoio tecnológico às normas de operação dirigidas ao operador que executa as atividades repetitivas. São a base tecnológica para elaboração do produto com as características de qualidade exigidas pelo cliente.

Enfim, as normas técnicas são um processo de simplificação, pois reduzem a crescente variedade de procedimentos e produtos. Assim, elas eliminam o desperdício, o retrabalho e facilitam a troca de informações entre fornecedor e consumidor ou entre clientes internos. Outra finalidade importante de uma norma técnica é a proteção ao consumidor, especificando critérios e requisitos que aferem o desempenho do produto/serviço, protegendo assim também a vida e a saúde. Contribuem para a qualidade: fixando padrões que levam em conta as necessidades e desejos dos usuários, produtividade: padronizando produtos, processos e procedimentos; tecnologia consolidando, difundindo e estabelecendo parâmetros consensuais entre produtores, consumidores e especialistas, colocando os resultados à disposição da sociedade; e marketing: regulando de forma equilibrada as relações de compra e venda.

Como o resultado de um processo de consenso estabelecido por um organismo reconhecido onde todas as partes interessadas podem participar e contribuir, as normas se baseiam em estudos consolidados da ciência, tecnologia e experiência acumulada, visando a benefícios para a comunidade. Proporcionam maior facilidade e segurança nas trocas de informações entre o fornecedor e o consumidor, eliminando ruídos na comunicação. Além disso, cria padrões de qualidade, em respeito ao seu consumidor, aos novos mercados que pretende alcançar e, ainda, à imagem de sua empresa e setor industrial. Promove a difusão tecnológica, consolidando e estabelecendo parâmetros consensuais entre todas as partes envolvidas. As comissões de estudos a ela relacionadas reúnem agentes especializados nas mais diferentes matérias, que interagem continuamente na troca do conhecimento. Um de seus grandes méritos é exatamente a atualização tecnológica, para a busca de melhoria do produto e dos processos, além da melhor adequação da mão-de-obra e dos centros e institutos de pesquisa.

Muitas vezes o cliente, além de pretender que o produto siga uma determinada norma, também deseja que a conformidade a essa norma seja demonstrada, mediante procedimentos de avaliação da conformidade. Por vezes os procedimentos de avaliação da conformidade, em particular a certificação, são obrigatórios legalmente para determinados mercados (certificação compulsória – estabelecida pelo governo para comercialização de produtos e serviços); outras vezes, embora não haja a obrigatoriedade legal, as práticas correntes nesse mercado tornam indispensável utilizar determinados procedimentos de avaliação da conformidade, tipicamente a certificação. O ordenamento jurídico da maioria dos mercados normalmente considera que as normas em vigor nesse mercado devam ser seguidas, a menos que o cliente explicitamente estabeleça outra norma. Assim, quando uma empresa pretende introduzir os seus produtos (ou serviços) num determinado mercado, deve procurar conhecer as normas que lá se aplicam e adequar o produto a elas.

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Esforço ou talento: qual o melhor caminho para o sucesso?

Gestão de Pessoas - Nas Micros, Pequenas e Médias Empresas (ISBN 8573036451)

Gestão de Pessoas – Nas Micros, Pequenas e Médias Empresas

A obra tem por objetivo orientar a aplicação de novas práticas ligadas à Gestão de Recursos Humanos, e, para tanto, traz o conhecimento necessário, de forma bastante didática, para os processos de aprendizagem organizacional e acadêmico. Clique para mais informações.

Pode-se dizer que o sucesso nos negócios deriva de um envolvimento intencional, intenso e duradouro em uma determinada área de especialização, a fim de melhorar o desempenho e o nível cognitivo alcançado pelo indivíduo para lidar com aquela área. Por meio da dedicação intencional e da prática continuada, qualquer um pode subir acima desse patamar e atingir a verdadeira excelência no seu campo de atuação. Assim, os gestores podem adquirir novas capacidades que podem ajudá-los a iniciar ou tocar seu negócio, ou que lhes permitam adaptar-se a circunstâncias imprevistas, como crises na economia.

Estas habilidades adquiridas incluem a capacidade de focar nas informações mais relevantes em cada situação, acessar mais facilmente informações valiosas armazenadas em sua memória de longo prazo, ou aumentar a capacidade de retenção de sua memória de curto prazo. Outros fatores que também ajudam a garantir um resultado positivo são: a preparação, a repetição, a auto-observação, a autorreflexão e o feedback contínuo dos resultados obtidos.

Eduardo Ferraz (graziele1@grupoimagecom.com.br), consultor em gestão de pessoas, acredita que todo bom profissional sonha um dia ser reconhecido pelo seu trabalho. Espera ser promovido, muito requisitado, famoso, ganhar mais, ajudar os outros, e às vezes tudo isso ao mesmo tempo. Entretanto, todo esse sucesso só poderá ser conseguido quando atingirmos a excelência em nossa área de atuação. Mas será que existe um jeito fácil e rápido de alcançá-la? Não, infelizmente não há!

“Talento é uma aptidão para obter um desempenho melhor que a maioria das pessoas. Porém, talento sem esforço não gera resultados consistentes. A excelência só pode ser atingida por meio de um longo caminho a ser percorrido. É preciso descobrir o seu talento, e o mais importante, trabalhar duro para aprimorá-lo. O principal fator para se atingir a excelência é a prática deliberada. Isso é aquilo que se faz, especificamente, para melhorar o desempenho. Ou seja, o estudo, o treinamento e a repetição, tendo como meta o desempenho impecável. O especialista supertreinado e com paixão pela atividade produz mais para si e para quem o cerca”.

Segundo Geoff Colvin, autor de best-sellers e Editor da Revista Fortune, uma das principais revistas de negócios do mundo, afirma que para funcionar de verdade, a prática deliberada precisa seguir cinco fundamentos básicos. “Deve ser planejada: é preciso estudar sistematicamente as melhores técnicas que melhoram o desempenho. Deve ser muito repetida: é o treinamento e a repetição insistente das melhores técnicas que trazem consistência. Deve ser reavaliada continuamente: caso os resultados estejam abaixo do esperado, deve-se planejar novamente, ou utilizar mais tempo com treinamento. Exige esforço intelectual: é necessária a busca constante da melhoria do que já está sendo bem feito. É muito importante continuar a ler, fazer cursos e aprender com quem já atingiu o topo. Exige muita dedicação: sucesso exige mais suor do que prazer. Infelizmente, virar referência e ser um dos melhores não costuma ser uma atividade animada e divertida. É preciso que estude, trabalhe e se prepare 50% a mais do que a média das pessoas”, diz ele.

Ferraz acrescenta que não se conhecem casos documentados (nem do mais talentoso ou genial em seu campo de ação) em que alguma pessoa tenha obtido a excelência com menos de 10.000 horas de prática deliberada. Mozart criou sua primeira obra-prima aos 21 anos, após acumular mais de 15.000 horas de prática musical. Os Beatles, antes de ganhar a fama em 1964, já haviam feito mais de 12.000 horas de apresentações ao vivo. “Detalhe importante: em geral, quem se aprimora naquilo que gosta tem muito mais chances de alcançar grandes objetivos. Os médicos, engenheiros, consultores, escritores, psicólogos, vendedores, ou quaisquer outros profissionais talentosos, com mais horas de prática deliberada serão sempre os melhores. Como já dizia Aristóteles, há mais de 2.300 anos, somos aquilo que fazemos repetidamente. Portanto, a excelência não é um ato, mas um hábito”.

Outra opinião sobre o assunto é de Marcelo Gonçalves (carlos.brazil@bdobrazil.com.br), sócio-diretor da BDO, para quem a maioria dos gestores atuais não faz parte da Geração Y – formada por pessoas que nasceram entre 1977 e 1994 -, mas toma parte da realidade dos profissionais integrantes deste grupo. O grande desafio é saber como motivar alguém que já chega a um emprego totalmente motivado – característica mais marcante da Geração Y -, mas que às vezes segue para uma nova carreira no primeiro sinal de dificuldade de crescimento.

“Vamos entender um pouco o que acontece com essa geração. Lembro que, antes de tentarmos ajudar, temos de compreender o que passa na cabeça de cada um desses jovens, que têm um gigantesco potencial, mas que, em número expressivo, correm um risco muito grande de não desenvolverem sua carreira por excesso de ansiedade. Por que eles são tão diferentes dos atuais gestores, sendo que estamos falando de pessoas com 20 anos ou menos de diferença de idade? Esses jovens têm uma especial característica, que é o acesso a um volume enorme de informações desde criança. Assim, são mais preparados à realidade, têm e acreditam em seu potencial, mas, infelizmente, alguns deles, depois de três ou quatro meses na empresa, já acham que devem ser promovidos e que possuem mais capacidade e competência do que os atuais gestores. São jovens que não trabalham apenas pela remuneração, mas, sim, pelos desafios, responsabilidades, possibilidade de gerar resultados, e que desejam tudo isso em muito pouco tempo. Muitas vezes, se não alcançam seus objetivos, culpam a empresa pela insatisfação e vão em busca de novos desafios. Temos que entender que os integrantes dessa geração precisam de razões e estímulos para se manter no emprego. Caso isso não ocorra, sua passagem será breve e passível de não produzir um bom desenvolvimento. Trata-se de uma geração que tem em mente o equilíbrio entre a vida pessoal e potencial. Então, por vezes, não aceitam trabalhar mais do que o que julgam necessário”.

Para Gonçalves, não existe uma receita pronta para lidar com esses profissionais, mas se entendermos que eles precisam de desafios constantes, querem ser testados e ter a possibilidade de mostrar sua capacidade, com certeza vamos conseguir motivá-los. Por outro lado, temos que mostrar que existem fatores que não podem ser ignorados, como é o caso da experiência e do tempo vivido. Aos vinte anos, eu tinha mais dificuldade para entender o que isso significava. Experiência não quer dizer utilizar a mesma solução que foi dada aos problemas no passado, já que as dificuldades e desafios atuais não são os mesmos. Experiência significa ter habilidade e atitude, com base no conhecimento, para resolver os novos problemas com soluções novas.

“Para resumirmos o que é necessário fazer para estimular e adequar os profissionais dessa nova geração, torna-se importante entendê-los, respeitá-los, motivá-los e desafiá-los, mas também mostrar-lhes que a experiência, a paciência e a ética continuam a ser de grande importância no desenvolvimento de qualquer profissional, independente da geração em que se enquadre. Se é que tenho alguma sugestão a dar para essa nova geração, eu diria: acredite no seu potencial, trabalhe com base em metas e objetivos, mas não esqueça que ansiedade e a soberba podem acabar com a carreira de qualquer profissional. Dessa forma, é essencial respeitar a experiência daqueles que estão há mais tempo em atividade, pois um dia o jovem de hoje também será respeitado e admirado no futuro pelos seus resultados e pela experiência adquirida”, complementa.

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