A gestão da manutenção industrial

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Muitas empresas se esquecem de incluir em seus processos de gestão um programa para planejar melhor a manutenção de seus equipamentos. Um lema bastante conhecido é melhor prevenir do que remediar deve ser aplicado às indústrias que pretendem aumentar a produção e reduzir custos. Por isso, as empresas perceberam a importância de possuir profissionais com capacidade para garantir e melhorar o funcionamento das máquinas, evitando as indesejáveis quebras.

Antes, a manutenção era considerada um problema, uma área que gerava custos. Hoje, a gestão da manutenção é considerada uma área estratégica e voltada para os resultados da organização. A quebra de uma máquina significa afetar a linha de produção de uma indústria ou mesmo parar a fabricação. Com isso, além da despesa com a troca de peças, a empresa perde dinheiro com máquinas inoperantes. Para que isso não aconteça, os profissionais da área de gerencia da manutenção identificam problemas recorrentes e buscam soluções para evitar quebras nas máquinas.

Assim, a manutenção dos equipamentos de produção é um elemento chave tanto para a produtividade das indústrias quanto para a qualidade dos produtos, pois as interrupções levam quase sempre a uma queda na qualidade. Máquinas com defeito trabalhando de forma inadequada não fabricam produtos dentro das especificações previstas. As paradas não programadas da linha de produção geram a queda na receita, se convertendo em prejuízos significativos. Com a ocorrência de paradas, eleva-se o custo da produção, diminuindo a produtividade, o lucro e comprometendo a qualidade dos produtos.

Em consequência, torna-se fundamental para o sucesso da manutenção o planejamento e controle da manutenção, onde de forma planejada e organizada a equipe passa a intervir nos equipamentos. Uma das etapas essenciais é a determinação dos equipamentos críticos ao processo, os quais necessitam de atenção especial, seja no projeto, na instalação ou na determinação das manutenções. O gestor da manutenção deve classificar esses equipamentos, o que muitas vezes não é uma tarefa fácil, uma vez que envolve múltiplos critérios. O processo decisório da manutenção, desenvolvido nas empresas, tem-se caracterizado por uma abordagem informal sem embasamento quantitativo e metodológico. Sem um programa de manutenção, uma vez que máquinas e equipamentos com defeitos e/ou parados geram os prejuízos inevitáveis, provoca-se a diminuição ou interrupção da produção; atrasos nas entregas; perdas financeiras; aumento dos custos; produtos com possibilidades de apresentar defeitos de fabricação; insatisfação dos clientes; e perda de mercado.

De uma maneira geral, a manutenção em uma empresa objetiva manter os equipamentos em condições de pleno funcionamento para garantir a produção normal e a qualidade dos produtos; e prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos das máquinas. Para que possa ocorrer a manutenção, há necessidade que existam à disposição: os recursos materiais – equipamentos de teste e de medição, ferramentas adequadas, espaço físico satisfatório, ente outros; os recursos de mão de obra – dependendo do tamanho da empresa e da complexidade da manutenção aplicada, há a necessidade de uma equipe formada por profissionais qualificados em todos os níveis; os recursos financeiros – necessários para uma maior autonomia dos trabalhos; e os recursos de informação – responsável pela capacidade de obter e armazenar dados que serão a base dos planos de manutenção.

A manutenção não planejada ocorre quando não há uma programação de data e hora; podendo ocorrer a qualquer momento. Por isso é conhecida como corretiva, já que visa corrigir problemas. A inesperada tem o objetivo de localizar e reparar defeitos repentinos em equipamentos que operam em regime de trabalho contínuo. A ocasional consiste em fazer consertos de falhas que não param a máquina. Ocorre quando há parada de máquina, por outro motivo que não defeito, como por exemplo, no caso de atraso na entrega de matéria prima.

Já a manutenção planejada ocorre com um planejamento e programação prévios. Classifica-se em: preventiva que consiste no conjunto de procedimentos e ações antecipadas que visam manter a máquina em funcionamento; preditiva que é um tipo de ação preventiva baseada no conhecimento das condições de cada um dos componentes das máquinas e equipamentos que são obtidos por meio de um acompanhamento do desgaste de peças vitais de conjuntos de máquinas e de equipamentos; detectiva que é manutenção preditiva dos sistemas de proteção dos equipamentos, como painéis de controle.

A Manutenção Produtiva Total (TPM) não é um tipo de manutenção, mas um sistema de gerenciamento completo, envolvendo todos os tipos de manutenção. Foi desenvolvido no Japão e tem uma visão holística, isto é, o operador de uma máquina é responsável mais do que por sua simples operação. A manutenção corretiva corresponde ao estágio mais primitivo da manutenção mecânica. Entretanto, como é praticamente impossível acaba totalmente com as falhas, a manutenção corretiva ainda existe. É definida como um conjunto de procedimentos que são aplicados a um equipamento fora de ação ou parcialmente danificado, com o objetivo de fazê-lo voltar ao trabalho, no menor espaço de tempo e custo possível. É, portanto, uma manutenção não planejada, de reação, no qual a correção de falha ou de baixo desempenho se dá de maneira aleatória, isto é, sem que a ocorrência fosse esperada. Implica em altos custos, porque causa perdas na produção e geralmente a extensão dos danos aos equipamentos é maior. É importante observar que pode englobar desde a troca de um simples parafuso de fixação quebrado como substituir todo um sistema elétrico em pane. Nas instalações industriais, as paradas para a manutenção constituem uma preocupação constante para a programação da produção. Se as paradas não forem previstas, ocorrem vários problemas, tais como: atrasos no cronograma de fabricação, indisponibilidade da máquina, elevação de custos, etc.

Para evitar esses problemas, as empresas introduziram o planejamento e a programação da manutenção. A manutenção preventiva é o estágio inicial da manutenção planejada e obedece a um padrão previamente esquematizado. Estabelece paradas periódicas com a finalidade de permitir os reparos programados, assegurando assim o funcionamento perfeito da máquina por um tempo predeterminado. A manutenção preditiva é uma fase bem avançada de um plano global de manutenção. Refere-se ao processo no qual a intervenção sobre um equipamento ou sistema somente é realizado quando este apresente uma mudança na sua condição de operação. Significa predizer as condições de funcionamento dos equipamentos permitindo sua operação contínua pelo maior tempo possível.

Todo o controle se dá pela observação (monitoramento) destas condições, como por exemplo, pela observação do nível de ruído de um determinado mancal de rolamento. É aquela que indica as condições reais de funcionamento das máquinas com base em dados que informam o seu desgaste ou processo de degradação. Trata-se da manutenção que prediz o tempo de vida útil dos componentes das máquinas e equipamentos e as condições para que esse tempo de vida seja bem aproveitado.

A fim de ajudar os seus funcionários a entender melhor sobre a importância da manutenção para a empresa, o blog está disponibilizando uma apresentação em power point sobre o assunto. Para acessar clique no link https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2011/02/a-gestc3a3o-da-manutenc3a7c3a3o-industrial.ppt

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As tendências das embalagens no Brasil

 Embalagem, Unitização e Conteinerização - Vol 3 (ISBN 858982411X)

Embalagem, Unitização e Conteinerização

A embalagem, o acondicionamento e a unitização são a base de qualquer sistema logístico, pois o material, para atender às necessidades de uma empresa, precisa ser adequadamente distribuído. Clique para mais informações.

Uma tendência que parece não ter volta está relacionada com o meio ambiente. O uso de embalagens de plástico biodegradável ou de matéria-prima renovável já chegou à indústria de alimentos no Brasil por uma exigência dos consumidores e as empresas estão introduzindo embalagens com menor impacto ambiental em suas linhas de produtos. Na verdade, as embalagens podem ser consideradas como o maior veículo de venda e de construção da marca e da identidade de um produto.

Contudo, no Brasil, os custos não permitem às pequenas e médias empresas desenvolverem um design adequado, já que a originalidade e a identidade do produto funcionam como um fator decisivo na escolha pelo consumidor. .No caso das grandes organizações, verifica-se a tendência do deslocamento do fator embalagem para a área de marketing. Nesse caso, as decisões relativas à embalagem referem-se a decisões estratégicas e se dão em níveis gerenciais. Eles fornecem ao fabricante de embalagens as especificações do produto a ser desenvolvido, indicando a matéria-prima, o design e o projeto para elaboração do molde. Às vezes, o próprio molde é fornecido ao fabricante de embalagem.

Já as pequenas e médias empresas não têm condições de arcar com os custos de desenvolvimento de embalagem e procuram diretamente os desenvolvedores de embalagens para adquirir remessas de potes e/ou frascos. Em geral, trata-se de embalagem com pouca variação de forma e tamanho, cuja função principal é acondicionar o produto. A rotulagem, nesses casos, é feita por uma terceira empresa contratada pelo usuário. Em termos de design, não há nenhuma inovação.

Ainda existem as empresas totalmente desinformadas quanto ao desenvolvimento e fabricação de embalagens, bem como sua utilização como instrumento de marketing. Trata-se, no geral, de pequenas empresas que desenvolvem um determinado produto ou o adquirem para comercializar e, não têm, rigorosamente, a menor noção sobre a melhor forma de acondicioná-lo.

Uma empresa que pensou em uma alternativa às sacolas plásticas e embalagens oxibiodegradáveis – também prejudiciais ao meio ambiente –, foi o Grupo Ecoverdi que investiu na fabricação das sacolas Econsciente. Além de serem práticas, confortáveis e resistentes, o produto possui um processo de decomposição na natureza de apenas 60 dias. Em contrapartida, as sacolas de plástico podem levar até 300 anos para se decompor e são provenientes do petróleo, uma fonte não renovável. O processo de produção das sacolas ecológicas é feito por meio do uso de recursos de florestas plantadas exclusivamente para produção de papel, sendo esses locais já degradados. Dessa forma, não há desmatamento de áreas nativas. Outro diferencial é a alça das embalagens, que não são retorcidas como na maioria dos produtos em papel Kraft, o que confere conforto e segurança no manuseio e transporte de compras.

De acordo com o engenheiro químico, Luiz Alberto de Pauli, as embalagens de papel são a melhor opção para a redução de impactos a natureza causados pelo uso excessivo de sacolas plásticas. “Várias redes supermercadistas já estão substituindo o uso da sacola de plástico. Queremos fornecer uma alternativa para essa substituição de forma racional e gradativa, mostrando ao supermercadista que em termos de custo a diferença é pequena, mas o ganho para a natureza e meio ambiente é grande, além da valorização da marca da rede”, destaca.

O engenheiro ainda explica que a sacola em papel é mais resistente e com maior capacidade de armazenamento, conferindo vantagens no aproveitamento da embalagem. “Estamos lançando uma sacola com capacidade volumétrica de 15 a 20 litros, com capacidade de peso que pode chegara a até 20 kg. Ela é mais resistente que a sacola de plástico. Você pode colocar mais itens em uma única sacola, que suporta até seis garrafas de 2 litros de refrigerante sem arrebentar. Em uma sacola de plástico isso já não ocorre. Além disso, se bem utilizada ela pode ser reaproveitada até três vezes”, afirma.

Assim, outra questão está relacionada com as embalagens retornáveis que deverão ser um dos segmentos da logística reversa que apresentará oportunidades de ganhos empresariais mesmo em um mundo que privilegia ainda as descartáveis. Embalagens retornáveis são definidas como aquelas que são passiveis de serem reutilizadas por várias vezes estabelecendo um fluxo de ida, na entrega dos produtos, e um fluxo de retorno, normalmente vazias para serem reutilizadas, motivo pelo qual se constitui de preocupação da logística reversa. Por outro lado as embalagens descartáveis caracterizam-se por apresentarem somente o fluxo de ida ao mercado após o que serão descartadas de alguma forma, não havendo, portanto o fluxo de retorno. O gerenciamento da movimentação de embalagens retornáveis caracteriza-se por ser uma grande oportunidade de negócio na cadeia de abastecimento, pois se pode compartilhar os benefícios de um investimento, viabilizando todo o sistema.

Uma embalagem, bastante usada, são os paletes — uma plataforma portátil, feita geralmente de madeira, no qual os bens são empilhados para o transporte e a estocagem. A paletização ajuda a movimentação por permitir o uso do equipamento mecânico padronizado de manuseio de materiais em uma ampla variedade de produtos. Além disso, a unitização da carga contribui com um aumento resultante no peso e no volume dos materiais manuseados por hora-homem de trabalho e com um aumento na utilização do espaço, fornecendo um empilhamento mais estável e pilhas mais altas no estoque.

Os contêineres são grandes caixas que podem ser transportadas em vagões ferroviários abertos, em chassis rodoviários, em navios ou em grandes aeronaves. É a forma mais apurada de unitização alcançada em sistemas de distribuição. Pelo seu tamanho, acomodam carga paletizada, são estanques, de maneira que não é necessário proteger a carga de problemas meteorológicos, além de poderem ser trancados para maior segurança. Normalmente são carregados e descarregados com o uso de guinchos especiais.

Quanto às caixas de papelão ondulado, geram uma grande economia na embalagem dos produtos em relação ao uso da madeira, do compensado ou de embalagem a granel. O papelão ondulado é definido como o resultado da colagem de elementos ondulados de papel miolo a elementos lisos de papel (forros ou capas). A onda pode ser alta (4,7 mm) ou baixa (3,0 mm), conforme natureza do produto a ser embalado, oferecendo maior efeito protetor.

A utilização de tambores metálicos como embalagem alcança um número considerável de produtos, que podem ser transportados com tranquilidade e comodidade, dependendo do revestimento que se dê à chapa internamente. Já os recipientes plásticos, introduzidos no transporte de líquidos e materiais a granel para fins industriais, estão substituindo em larga escala as embalagens convencionais de vidro, madeira e metal. A receptividade desses plásticos decorre da versatilidade do material empregado na sua fabricação: o polietileno. Ele pode adotar diversas formas, com capacidade que oscila entre cinco e 5.000 litros. Por fim, as garrafas retornáveis de vidro que representam um grande mercado no país, principalmente para cerveja e refrigerantes— cerca de 5 bilhões de unidades em circulação no mercado.

Na opinião de Fábio Mestriner, professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing, os materiais tradicionais, milenares ou centenários como o vidro, o aço e o papel tendem a ceder parte de seu espaço aos novos materiais e tecnologias que vão surgindo. É um processo natural dentro da dinâmica evolutiva da indústria de embalagens, aonde diversos materiais vão surgindo e ocupando posições, alternando-se no envase das várias categorias de produtos.

Dentro deste contexto, verificamos que, somadas, as embalagens de papel, papel cartão e papelão ainda detêm uma grande participação na totalidade das embalagens produzidas no país. Isto acontece por uma série de fatores, a começar pela oferta desta matéria prima em qualidade e quantidade suficiente, pois o Brasil é um dos grandes exportadores mundiais de papel, graças ao modo de produção adotado no país, a partir de florestas 100% cultivadas. Além de todas as florestas nacionais dedicadas à produção de papel serem plantadas, elas têm certificação internacional, o que garante um manejo florestal da melhor qualidade”, esclarece.

Para ele, isso é fundamental para manter pujante a indústria gráfica que temos espalhada por todo o país, o que garante fácil acesso das empresas a este tipo de embalagem. A presença da indústria gráfica e o conhecimento, acumulado por elas, das tecnologias de produção de embalagens de papel cartão fazem com que as pequenas e médias empresas se beneficiem desta tecnologia e da facilidade de acesso à sua utilização, que não exige investimentos em moldes caros, permite pequenas tiragens e envase simplificado.

A qualidade da impressão é um ponto forte das embalagens de papel cartão, pois, além da qualidade das cores e imagens, a impressão pode ser combinada com vernizes, relevos e outros recursos gráficos que resultam em embalagens bonitas e expressivas. Esses fatores garantem a participação atual destas embalagens, mas o que vai garantir seu futuro são o design e a composição com outros materiais. A aplicação intensiva do design vai abrindo para as embalagens de papel cartão novas perspectivas, formatos diferenciados, exclusivos e inovadores, criando soluções eficientes na competição de mercado. A combinação das formas diferenciadas com a alta qualidade de impressão resulta em embalagens mais competitivas”.

Mestriner acredita que uma nova abordagem de projeto apresentada recentemente ampliou ainda mais este caminho. Até agora, os novos desenhos dependiam muito dos equipamentos de acabamento mecanizado e dos equipamentos de envase, o que acabava restringindo as soluções apresentadas ao que estes equipamentos eram capazes de fazer. Nesta nova abordagem, o projeto é feito a partir do objetivo que se deseja obter.

Primeiro, vai-se ao mercado e ao consumidor para descobrir suas expectativas e desejos relativos à embalagem. A partir disso, é criada a embalagem que vai atender as exigências do consumidor e, só depois, é desenvolvido o equipamento para produzi-la e para operá-la na linha de produção. Uma empresa suíça apresentou esta proposta: desenvolver equipamentos para produzir a embalagem que o mercado quer, e não mais produzir as embalagens que o equipamento consegue fazer. Novos conceitos como este fazem perceber que a embalagem de papel cartão tem ainda muito que oferecer, pois a combinação de suas características e vantagens competitivas, associadas ao novo design, garante a ela um lugar de destaque no futuro dos produtos de consumo”, conclui.

Se quando surgiram tinham como principal finalidade a proteção do produto, atualmente, as embalagens ganharam novas funções como o de conferir ao seu conteúdo personalidade, auxiliando diretamente na venda do produto. Afinal, trata-se de um elemento motivador de emoções, pois muitos consumidores adquirem o produto atraídos pela aparência externa da embalagem. Em consequência, o setor vem se sofisticando e evoluindo permanentemente, registrando índices de crescimento anuais maiores do que o PIB e, conseguindo driblar os momentos econômicos difíceis. Entre os principais mercados mundiais, o Brasil vem apresentando as mais expressivas taxas de crescimento no segmento, movimentando anualmente mais de R$ 40 bilhões.

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