Competitividade, carga tributária e trabalho

Arando o Mar (ISBN 8573032642)

Arando o Mar

Os autores mostram o que as empresas têm de fazer para se tornarem competitivas, colaborando para o desenvolvimento econômico nacional. Clique para mais informações.

Alguns fatores determinam a competitividade, como os sistêmicos que estão relacionados ao ambiente macroeconômico, político, social, legal, internacional e à infra-estrutura, sobre os quais a empresa pode apenas exercer influência. Incluem a tendência do crescimento do PIB brasileiro e mundial; a taxa de câmbio prevista; as tendências de mudanças da taxa de juros; o nível de emprego e seu impacto nas pressões salariais e no aumento do consumo; e os direcionamentos econômicos, sociais e políticos do Brasil e seus parceiros comerciais.

Os fatores estruturais dizem respeito ao mercado, ou seja, à formação e estruturação da oferta e demanda, bem como às suas formas regulatórias específicas. São externos à empresa, relacionados especificamente ao mercado em que atua, nos quais ela pode apenas interferir. As seguintes questões devem ser respondidas pela empresa quanto aos fatores estruturais: – quais são os fatores de sucesso do seu mercado? Como se estrutura a cadeia produtiva da qual participa? Quais são os seus concorrentes e a estratégia dominante no mercado? Quais os fatores determinantes da sua demanda? Como se agrega valor ao produto que comercializa? Quais são os gargalos para crescimento nesse processo de agregação de valor? Quais as possibilidades de cooperações na sua rede de relacionamentos? Quais os bens e serviços substitutos e complementares ao seu produto?

 

Essa norma deve conduzir as reduções nos custos, nas emissões de gases de efeito estufa e outros impactos ambientais através da gestão sistemática da energia. Ela se aplica a todos os tipos e tamanhos de organizações, independentemente de quaisquer condições geográficas, culturais ou sociais. Clique para mais informações.

Os fatores internos são aqueles que determinam diretamente a ação da empresa e definem seu potencial para permanecer e concorrer no mercado. Estão efetivamente sob o controle da empresa e dizem respeito a sua capacidade de gerenciar o negócio, a inovação, os processos, a informação, as pessoas e o relacionamento com o cliente.

Antoninho Marmo Trevisan, diretor presidente da Trevisan Escola de Negócios, acha que o substantivo crescimento da Classe C, constituída por famílias com renda de 1.115 a 4.808 reais, que passaram a representar 52% da população brasileira em 2010, é o indicador mais importante e inequívoco dos avanços recentes do país. “O aumento da renda per capita da população mais pobre, entre 2001 e 2008, foi de 72%, alcançando quase 10% ao ano, evidenciando o sucesso dos programas públicos de inclusão social, a geração de empregos em larga escala, a estabilidade da moeda e uma política econômica eficaz, inclusive no gerenciamento da grande crise mundial de 2008 e 2009. Tais avanços, contudo, não significam que o Brasil já tenha ingressado no chamado círculo virtuoso da economia. Há muito o que caminhar no sentido de se estabelecer um fluxo duradouro de crescimento sustentado, modernização da infraestrutura, oferta de serviços públicos de excelência, em especial nas áreas do ensino e da saúde, e distribuição de renda (apesar dos progressos verificados, os 20% mais pobres ainda participam com apenas 3,09% das riquezas nacionais). Em síntese: nos consolidamos como nação emergente. Agora, é preciso dar o decisivo passo ao desenvolvimento”, explica.

Ele acha que para alcançar esse objetivo, além de questões pontuais, como o câmbio sobrevalorizado, o país precisa realizar as reformas estruturais, principalmente a tributária, incluindo os custos relativos aos encargos incidentes sobre a folha de pagamento dos recursos humanos. “Essa é prioridade absoluta, pois é diretamente ligada ao custo da produção ou competitividade, devendo contemplar estrutura de arrecadação simplificada e racional, isonomia e padronização dos tributos estaduais, para pôr fim à guerra fiscal, e uma carga de impostos equivalente a cerca de 33% do PIB. Um dos aspectos essenciais da reforma tributária refere-se aos investimentos para a compra de bens de capital, pois estes são molas propulsoras da economia. Sua desoneração, portanto, tem positivo efeito em cascata em todas as cadeias produtivas. No entanto, o seu custo é muito elevado devido à cumulatividade de tributos e taxas e também em decorrência do longo prazo de recuperação dos créditos dos impostos recolhidos. Na prática o sistema pune aquele que quer gerar emprego. Por exemplo: uma empresa leva, em média, 48 meses para compensar o ICMS pago na compra de uma máquina e dois anos no caso do PIS/Cofins. O problema é ainda mais agudo quanto menores forem a firma e sua liquidez, fatores que agravam as taxas de juros no mercado financeiro”.

Trevisan acrescenta que outro aspecto relevante da reforma refere-se à competitividade internacional, considerando que os impostos elevados representam uma das desvantagens de nosso país no comércio exterior, ante as demais nações emergentes. “No universo do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), temos a maior carga tributária. Em conjunturas como a presente, em que algumas nações travam verdadeira guerra cambial como fator de estímulo às suas exportações, o valor dos impostos potencializa-se como quesito na acirrada competição nos mercados globalizados. Todas essas questões corroboram o unânime anseio da sociedade quanto à realização da reforma tributária, que pode e deve ser fatiada para viabilizar sua aprovação. Afinal, trata-se de providência imprescindível para viabilizar produção mais eficiente e menos onerosa, mitigar o custo incidente sobre a indústria, o agronegócio, o comércio e o consumidor, estimular a formalização da economia, gerar empregos e propiciar o desenvolvimento mais equilibrado da União, estados e municípios”, complementa.

No caso do Brasil, conforme um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a concorrência com produtos chineses no mercado doméstico está afetando uma em cada quatro empresas industriais brasileiras. 28% das empresas brasileiras registraram que competem com produtos chineses no mercado doméstico. A presença chinesa no mercado doméstico é mais intensa em seis setores industriais. Nesses setores, pelo menos metade das empresas assinalou que concorrem com produtos chineses: material eletrônico e de comunicação, têxteis, equipamentos hospitalares e de precisão, indústrias diversas, calçados e máquinas e equipamentos. No caso das indústrias de material eletrônico e de comunicação e têxteis, a competição é especialmente intensa: mais de 70% das empresas dos setores competem com produtos chineses. O impacto sobre a indústria brasileira é claro: quase metade (45%) das empresas industriais expostas à competição com produtos chineses perdeu participação no mercado doméstico. Para 9% das empresas, a participação diminuiu muito. 41% assinalaram que concorrem com produtos chineses no mercado doméstico, mas mantiveram inalterada a participação de seus produtos no mercado doméstico.

Embora as pequenas empresas estivessem menos expostas à concorrência com produtos chineses, foi esse grupo de empresas que mais sofreu os impactos da concorrência. Entre as pequenas empresas, o percentual de empresas que registrou queda na participação de mercado de seus produtos alcançou quase metade das empresas: 49%. O percentual se reduz para 32% entre as grandes.

Em quatro setores – produtos de metal, couros, calçados e têxteis – mais da metade das empresas brasileiras que concorrem com produtos chineses perderam participação de suas vendas no mercado doméstico. No setor couros, 31% da indústria registraram que a queda na participação foi significativa.

A competição com produtos chineses é ainda mais acirrada no mercado internacional do que no doméstico. Das empresas que registram que são exportadoras, 52% delas sofrem concorrência com produtos chineses no mercado internacional. Das empresas que exportam e concorrem com os produtos chineses, 67% registram perda de clientes externos para a China, 4,2% das empresas deixaram de exportar por conta dessa concorrência e 27% mantiveram ou até aumentaram o número de clientes, não obstante a concorrência chinesa.

Eduardo Pocetti, diretor da BDO no Brasil, acredita que a economia nacional passa por um momento ímpar, em que diversos fatores se alinham para que a tendência de crescimento sustentado se consolide e siga abrindo oportunidades, tanto para o mercado de trabalho, quanto para os setores produtivos. “A palavra trabalho está relacionada ao esforço que teremos de despender para que não corramos o risco de entrar no tão falado apagão da mão de obra, que ocupa muitas folhas de nossos jornais e grande espaço nos debates sobre esse tema. Sabemos que, infelizmente, a formação educacional e profissional da maioria dos brasileiros apresenta certas carências que limitam e até prejudicam o ingresso e pleno exercício profissional dessas pessoas no mercado de trabalho. Desta forma, o primeiro trabalho exigido dos gestores empresariais, dos educadores, das autoridades públicas e das entidades e instituições ligadas às áreas da educação e da profissionalização é ampliar a oferta de oportunidades e melhorar a qualidade do ensino e da formação e capacitação dos profissionais e trabalhadores. Não há dúvidas de que a educação em nosso país tem se transformado nos últimos vinte anos, especialmente com a universalização do ensino à infância, a ampliação da oferta de vagas no ensino técnico e a facilitação do acesso às universidades e a cursos de nível superior. No entanto, apesar de a qualidade do ensino ter evoluído no período, ela ainda demanda melhoramentos”.

Para ele, a iniciativa privada, com o apoio de entidades setoriais e organizações do terceiro setor, também tem se esforçado para capacitar e manter atualizados seus profissionais ou futuros colaboradores, investindo em formação dirigida aos objetivos empresariais. “Mesmo assim, é certo que serão exigidos das empresas ainda mais trabalho, dedicação e investimentos para suprir as lacunas da formação dos brasileiros. Destaco que, se investirmos de forma correta e eficiente no trabalho de formação, capacitação e preparação dos profissionais, não teremos grandes problemas com o fantasma do “apagão da mão de obra”. Além disso, vamos economizar muito trabalho na procura infrutífera de profissionais necessários para suprir à demanda crescente. Quanto menor o desemprego, melhor é para nossa economia, para as pessoas, para o governo e para o país como um todo. Mas a condição do pleno emprego alcançada pelo Brasil exige uma série de cuidados, sem os quais será muito maior o custo de não contar com a mão de obra disponível para suprir nossas necessidades crescentes do que os investimentos necessários para a formação de brasileiros qualificados”.

Enfim, competitividade empresarial é a integração de três dimensões: a empresarial, que tem o foco na gestão; a estrutural, com ênfase na cadeia produtiva; e a sistêmica, considerando as variáveis macroeconômicas. Essas três dimensões são complementares e exigem das empresas cada vez mais competência, conhecimento e tecnologia de gestão.

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Aproveitando a água do mar

 Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410

Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADA

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos

A água é a substância mais abundante no planeta Terra, ou no “planeta Água”, cobrindo cerca de 71% de sua superfície. O volume de água livre sobre a Terra é estimada em 1.4 bilhões de km3, mas, 97% dessa água é salgada ou salobra. Os 3% restantes são de água doce, dos quais apenas 0,323 % está disponível para o consumo humano. Um dos processos usados para aproveitar a água do mar ou salobra é a osmose reversa um processo de filtração físico-químico e mecânico, que permite que um solvente, água por exemplo, seja separado de um soluto de baixa massa molecular, como sais.

O volume de água tratada depende da dimensão do equipamento e o percentual de água obtido varia com a composição salina da água que alimenta o sistema. Quanto mais salina, menor o percentual de volume obtido. Os principais usos do processo de dessalinização por osmose inversa são:

Para consumo humano – Algumas águas com elevado teor salino, com dureza alta ou contaminadas podem ser tratadas e utilizadas para abastecimentos públicos ou privados.

Para uso na indústria e no setor serviço – A indústria de bebidas utiliza muito o processo de osmose inversa. Algumas águas que eram denominadas de minerais, na verdade eram apenas águas comuns com composição química alterada pela dessalinização, sendo acrescentadas outras substâncias.

Para uso no setor saúde – Destaca-se a utilização do processo em hospitais, como no processo de hemodiálise, e nos laboratórios.

Para o setor agropecuário – Embora pouco difundida, é aplicada na dessedentação de animais, hidroponia e irrigação por gotejamento.

Uma empresa brasileira está exportando água do mar em copos de 310 ml. Ainda não vendida no Brasil, por problemas técnicos ou operacionais, o produto é denominado Aquamare e para a sua produção a água é colhida em alto mar e processada através de osmose reversa em equipamentos de alta tecnologia que executam processos de nano filtragem e seleção de minerais (processo patenteado). Todo sal e impurezas são retirados da água, permanecendo apenas os minerais e nutrientes naturais.

 Segundo a empresa produtora, nenhuma substância é acrescentada em qualquer das etapas de sua produção e todos os elementos contidos na água provém do mar e são naturais. A Aquamare é produzida dentro de padrões de qualidade exigidos pelos organismos industriais e ambientais e garante a potabilidade exigida por todas as legislações de controle de água no mundo.A grande diferença entre uma água mineral comum e Aquamare é a quantidade e diversidade de minerais que a Aquamare oferece. As águas minerais, em sua maioria oferecem, cerca de 12, minerais em média (que são comuns a todas), enquanto Aquamare oferece 63.

O importante é saber que a hidrosfera da Terra que compreende os lagos, mares, rios e as águas subterrâneas, as águas marinhas e salobras correspondem a 97,4%, o que mostra a imensidão das águas marinhas e conseqüentemente sua importância sob vários aspectos como, por exemplo, equilíbrio da natureza e fonte de alimento. As águas marinhas oferecem uma imensa quantidade de minerais que são essenciais para a qualidade da vida. Dessa forma os oceanos são considerados o berço da vida na terra. No mar é possível encontrar, cerca de 86 diferentes minerais além diversos nutrientes, determinantes para a imensa diversidade de vida. Essa quantidade e variedade de minerais só são encontradas no mar.

Equipamentos de saúde

Os produtos e equipamentos médicos, hospitalares, odontológicos e de laboratórios desenvolvidos no Brasil deverão, até 2014, atender as normas de responsabilidade ambiental da União Europeia para serem comercializados no mercado europeu. Eles deverão se adequar às Diretivas Restriction of Certain Hazardous Substances (RoHS) e Waste Electrical and Electronic Equipment (WEEE). A adequação de equipamentos médicos nacionais as normas WEEE e RoHS acarretará mudanças no processo de fabricação. No entanto, no país já existe a possibilidade de se produzir equipamentos seguindo essas diretivas.

Na verdade, a indústria nacional, de uma maneira ou outra, deverá aderir a essas normas, discutir formas de capacitação e qualificação das empresas e buscar a harmonização de adaptação às diretivas WEEE e RoHS de forma alinhada com a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A PNRS foi aprovada e regulamentada em 2010 e traz orientações de responsabilidade ambiental para a indústria. A ideia é levantar com o setor os pontos de convergência previstos na lei de resíduos sólidos e nas diretrizes européias.

As diretivas WEEE e RoHS estabelecem para os produtos comercializados na comunidade europeia orientações de como produzir de maneira ecologicamente correta. Os equipamentos e produtos que seguem essas normas recebem um selo, que tem conceito de consumo verde, indicando a adequação hoje ainda voluntária – o que é essencial para a União Europeia. A adoção dessas diretivas se tornou obrigatória, desde 2006,  para equipamentos eletrônicos comercializados lá.

Conforme projeto coordenado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), chamado Ambientronic, nove empresas brasileiras estão se adaptando as diretivas WEEE e RoHs da Europa e esta experiência será apresentada durante o seminário. Um total de 470 empresas nacionais atua hoje na produção de produtos e equipamentos para saúde. Em 2010 o setor de equipamentos médico-hospitalares, odontológico, laboratoriais e aparelhos ortopédicos exportou para União Europeia um total de US$ 81,9 milhões.

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