A gestão do conhecimento segundo Choo

Os desafios da inclusão digital

BS 8878:2010 – Web accessibility. Code of practice.

Acessibilidade na WEB. Código de boas práticas.

Breve descrição da norma: “Se você quer garantir que qualquer produto da web que você projete, é acessível a todos, então este novo padrão vai te ajudar. BS 8878 é o primeiro padrão britânico para enfrentar o crescente desafio da inclusão digital. Ela se aplica a todos os produtos da web, incluindo sites, web-services e aplicações de trabalho baseado na web (por exemplo, interface de e-mail baseado na web), que são entregues aos usuários através de Protocolo de Internet, através de um navegador web.”  Clique para mais informações.

Uma leitora me diz que em sua empresa estão tentando implementar um programa de gestão do conhecimento e um dos modelos a serem estudados é o de Chun Wei Choo ou o Ciclo do Conhecimento Organizacional. São vários os modelos de gestão do conhecimento e eles consideram várias dimensões, tais como: pessoas, processos, tecnologia e gestão organizacional. Em seu livro “A Organização do Conhecimento”, o autor mostra que o foco desse modelo é como os elementos da informação alimentam as atividades organizacionais por meio da criação do significado; construção do conhecimento e tomada de decisões.

 

Conforme se pode notar na figura acima, o autor define conhecimento organizacional como: uma propriedade coletiva da rede de processos de uso da informação, por meio dos quais os membros da organização criam significados comuns, descobrem novos conhecimentos e se comprometem com certos cursos de ação. Os processos relacionados ao uso da informação são: a criação de significado, a construção do conhecimento e a tomada de decisões.

Assim, o conhecimento organizacional é gerado a partir da integração destes processos relacionados ao uso da informação (criação de significado, construção do conhecimento e tomada de decisões) num ciclo contínuo de interpretação, aprendizado e ação. No processo de criação do significado, todas as pessoas da organização representam e negociam crenças e interpretações para construir significados e propósitos comuns. Os significados e propósitos comuns são o resultado da criação de significado. Formam a estrutura para explicar a realidade observada e para determinar o que é relevante e apropriado. Estes significados e propósitos comuns ajudam também a especificar uma agenda organizacional comum e um conjunto de questões que os membros concordam ser importantes para o bem-estar da organização. Finalmente, tais significados e propósitos contribuem para a definição de um conjunto de múltiplas identidades organizacionais coletivas.

A estrutura de significados e propósitos comuns é utilizada pelos membros da organização para ter acesso ao que é importante e apropriado, assim como para reduzir a incerteza da informação para permitir o diálogo, a escolha e a ação. Os significados e propósitos comuns (resultantes do processo de criação do significado) precisam, conforme explica o autor, serem atualizados à luz de novos fatos e condições.

A construção do conhecimento (segundo processo de uso da informação) ocorre quando a organização percebe lacunas em seu conhecimento ou limitações de suas capacidades. A busca e a criação do conhecimento ocorrem dentro dos parâmetros derivados de uma interpretação dos objetivos, agendas e prioridades da empresa. O surgimento de novos conhecimentos (resultado do processo de construção do conhecimento) acontece em dois momentos. O primeiro, quando os membros da organização, de maneira individual ou coletiva, convertem, partilham e sintetizam seu conhecimento tácito e explícito. O segundo, quando as pessoas interligam o conhecimento da organização com o conhecimento oriundo de indivíduos, grupos e instituições do ambiente externo.

Como resultado da construção de conhecimento, surgem novas capacidades e inovações que servem para melhorar as competências existentes, além de criar outras. As novas capacidades e inovações geram também novos produtos, serviços ou processos e ampliam as reações organizacionais a uma situação problemática.

Choo afirma que o novo conhecimento é avaliado de duas formas. Em primeiro lugar, localmente pela capacidade de resolver o problema que está sendo enfrentado. Em segundo lugar, de maneira mais geral, pela capacidade de aperfeiçoar as competências da organização em longo prazo. Embora o novo conhecimento permita a organização agir de novas formas, ele também introduz novas formas de incerteza.

Finalmente, o terceiro processo de uso da informação é a tomada de decisões. As regras e as preferências deste processo são utilizadas para comparar e avaliar os riscos e benefícios de inovações não testadas e competências não exercidas. Os significados, os propósitos comuns e os novos conhecimentos e competências convergem para a tomada de decisões na forma de uma atividade que leva à seleção e ao início da ação.

O processo de tomada de decisões é estruturado por premissas, regras e rotinas que são selecionadas por significados, agendas e identidades comuns. Os novos conhecimentos e competências oferecem à organização novas alternativas e novos resultados.

Quando o comportamento decisório obedece a premissas, regras e rotinas, a organização simplifica o processo de tomada de decisões; codifica e transmite o que aprendeu e revela competência e responsabilidade. As regras e rotinas especificam critérios racionais para a avaliação de alternativas; métodos legítimos para alocação de recursos; e condições objetivas para perceber novas situações que podem precisar de novas regras.

Para Choo, quando as regras perdem efeito, a organização busca criar novos significados a tempo de iniciar a ação, criando novas regras protótipos para facilitar a escolha. No seu modelo, no processo de tomada de decisões o comportamento é adaptativo e dirigido para objetivos.

 Qualidade de vida: evite a human papillomavirus (HPV)

O carnaval se aproxima e um dos cuidados nesse período, segundo os médicos, é evitar a HPV ou o condiloma acuminado que é uma lesão na região genital, causada por esse vírus. A doença é também conhecida como crista de galo, figueira ou cavalo de crista.

O HPV provoca verrugas, com aspecto de couve-flor e de tamanhos variáveis, nos órgãos genitais. Pode ainda estar relacionado ao aparecimento de alguns tipos de câncer, principalmente no colo do útero, mas também no pênis ou no ânus. Porém, nem todo caso de infecção pelo HPV irá causar câncer.

A infecção pelo HPV é muito comum. Esse vírus é transmitido pelo contato direto com a pele contaminada, mesmo quando essa não apresenta lesões visíveis. A transmissão também pode ocorrer durante o sexo oral. Há, ainda, a possibilidade de contaminação por meio de objetos como toalhas, roupas íntimas, vasos sanitários ou banheiras.

Não existe forma de prevenção 100% segura, já que o HPV pode ser transmitido até mesmo por meio de uma toalha ou outro objeto. Calcula-se que o uso da camisinha consiga barrar entre 70% e 80% das transmissões, e sua efetividade não é maior porque o vírus pode estar alojado em outro local, não necessariamente no pênis, mas também na pele da região pubiana, períneo e ânus. A novidade é a chegada, ainda em 2006, da primeira vacina capaz de prevenir a infecção pelos dois tipos mais comuns de HPV, o 6 e o 11, responsáveis por 90% das verrugas, e também dos dois tipos mais perigosos, o 16 e o 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero.

Na maioria das vezes os homens não manifestam a doença. Ainda assim, são transmissores do vírus. Quanto às mulheres, é importante que elas façam o exame de prevenção do câncer do colo, conhecido como papanicolau ou preventivo, regularmente. O tratamento do HPV pode ser feito por meio de diversos métodos: químicos, quimioterápicos, imunoterápicos e cirúrgicos. A maioria deles destruirá o tecido doente.

 

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Petróleo e gás: o futuro a Deus pertence?

Petróleo do Poço ao Posto (ISBN 8573035552)

Petróleo do Poço ao Posto

Para os interessados em ingressar no setor do petróleo, o livro apresenta um panorama geral dos segmentos desta indústria, abordando o Upstream – exploração e produção, Dowstream – refino, distribuição e comercialização, Gás Natural e Meio Ambiente, de maneira didática e objetiva, sem contudo se aprofundar nas especificidades de cada tema. Clique para mais informações.

Pode ser que o futuro da indústria de petróleo e gás seja nebuloso, mas todos os brasileiros precisam saber que esse setor no Brasil tem perspectivas bastante promissoras. Tanto para os profissionais como para empresas que são fornecedoras ou querem ser. Um estudo do economista André Albuquerque Sant’Anna revelou que as recentes descobertas de petróleo e gás no pré-sal colocam o país como um dos principais destinos para investimentos em exploração e produção de novos campos de petrolíferos. Afinal, ainda que preliminares, as estimativas apontam para reservas da ordem de 8 bilhões de barris, apenas nos campos de Tupi e Iara. Isso representa um acréscimo de cerca de 60% nas reservas nacionais de petróleo.

Segundo ele, conforme se pode ver no gráfico abaixo, os investimentos em petróleo e gás acompanharam de perto a evolução do preço internacional do petróleo. A lucratividade esperada do setor aumentou de maneira significativa, levando a uma onda de investimentos, sobretudo em exploração e produção, não só no Brasil, mas em todo o mundo.

CLIQUE NAS FIGURAS PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

As projeções da U.S. Energy Information Administration apontam que o Brasil será o país que mais contribuirá para o crescimento da produção de petróleo no mundo, entre 2008 e 2030, como mostra o gráfico abaixo.

Quanto aos investimentos, entre 2011 a 2014, a expectativa é que ele chegue a R$ 378 bilhões, com a Petrobras responsável por cerca de 80% desse total. Na comparação com os R$ 180 bilhões investidos, a preços constantes, no período 2005-2008, tem-se uma elevada taxa de crescimento, de 13% ao ano, nas inversões do setor entre os dois períodos. A despeito da inequívoca importância das reservas no pré-sal, no período 2011-2014, apenas uma pequena parte dos investimentos projetados destina-se à exploração dessas reservas.

De fato, as perspectivas apontam para investimentos da ordem de R$ 45 bilhões em projetos no pré-sal, ou 15% do total, no período 2011-2014. A expectativa, porém, é que, em meados da década, os investimentos naquela região ganhem maior participação. Isso porque as inversões em exploração são de menor magnitude em relação às que ocorrem na fase de produção. Quando os campos do pré-sal começarem a produzir de fato, a indústria deve apresentar patamares ainda maiores de investimento.

Com o crescimento recente dos investimentos, o setor de petróleo e gás tornou-se o segmento industrial que mais contribui para a formação bruta de capital fixo na economia brasileira. No início da década de 2000, investimentos em petróleo e gás representavam cerca de 6% da formação bruta de capital fixo. Em seguida, passaram a um patamar de 10%. Em 2014, as inversões no setor devem chegar a quase 15% de toda a formação bruta de capital fixo.

Os investimentos realizados pela indústria de petróleo e gás têm importante papel de mobilizar uma ampla cadeia de fornecedores de bens e serviços. A análise das perspectivas do investimento permite uma idéia dos impactos sobre a economia brasileira. Considerando-se que cerca de 55% (R$ 205 bilhões de um total de R$ 378 bilhões) dos investimentos previstos resultarão em encomendas nacionais, pode-se estimar, com base na matriz insumo-produto, os efeitos diretos e indiretos sobre a produção nos demais setores da economia. As tabelas abaixo mostram que as inversões em petróleo e gás têm o potencial de gerar uma demanda doméstica de R$ 407 bilhões, entre 2011 e 2014, equivalente a R$ 100 bilhões por ano. O setor de máquinas e equipamentos será particularmente beneficiado com uma demanda adicional de R$ 234 bilhões. Isto representa um acréscimo na demanda de 28%, considerando- se o valor bruto da produção de 2007, a preços de 2010. Já metalurgia teria sua demanda acrescida em R$ 31 bilhões, ou 8% a mais em relação ao valor bruto da produção de 2007.

Nesse sentido, a magnitude dos investimentos previstos trará desafios importantes. De um lado, será preciso assegurar que fornecedores de materiais e bens de capital — em especial nos setores de construção naval, metalurgia e máquinas e equipamentos — tenham capacidade de atender a essa demanda a custos competitivos e com padrão tecnológico adequado. Outro fator importante é a necessidade de mão de obra qualificada para fazer frente à demanda crescente do setor nos próximos anos.

“Tendo em vista a natureza da indústria de petróleo e gás, fortemente integrada ao mercado internacional, e as recentes descobertas de petróleo em um mundo com escassez de novas fronteiras exploratórias, pode-se afirmar que seus investimentos são bastante robustos. Têm, portanto, um caráter autônomo em relação à evolução da economia. Com isso, representam um importante sustentáculo ao processo de crescimento da taxa de investimento nos próximos anos. Apenas as inversões em petróleo e gás, que têm suas fontes de recursos equacionadas, serão responsáveis por um acréscimo de cerca de um ponto percentual da taxa de investimento, entre 2010 e 2014. Esse processo não se esgotará em 2014, uma vez que os investimentos associados ao pré-sal devem se intensificar a partir de meados da próxima década e, ademais, ainda não se conhece todo o potencial de recursos daquela região. Assim, os esforços exploratórios e de produção devem seguir crescendo ao longo da década. O cenário de investimentos para os próximos anos implicará em uma demanda adicional por recursos humanos qualificados, materiais e bens de capital. Nesse sentido, as políticas desenhadas para identificar esses potenciais gargalos fazem-se essenciais para que o país consiga aproveitar ao máximo esse longo ciclo de investimentos que ocorrerá na próxima década”, acrescenta o economista.

A Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP) quer a inserção competitiva e sustentável das micro e pequenas empresas na cadeia produtiva de petróleo e gás. Para isso, montou um processo de cadastro de empresas solicitação é feita pelo preenchimento do Formulário de Solicitação do Cadastramento, disponível na internet: http://www.onip.org.br/main.php?idmain=cadastros. Logo após o pedido, a empresa encaminha à ONIP os documentos comprobatórios, juntamente com a Carta de Solicitação do Cadastramento. Então é feita uma avaliação técnica para verificar as informações fornecidas. O laudo da avaliação e toda documentação envolvida são encaminhados à Comissão de Avaliação de Empresa (CAE-ONIP), que aprova ou reprova o pedido. A empresa aprovada passa a compor o Cadastro e tem suas informações acessadas pelos grandes compradores da indústria de petróleo e gás. Até janeiro de 2011, o cadastro ONIP registra mais 2,2 mil fornecedores. O cadastro ONIP de Bens e Serviços é aberto e mantém informações sobre as empresas instaladas no Brasil, qualificadas para o fornecimento de bens e serviços ao setor de petróleo e gás. As empresas interessadas nas informações do cadastro são empresas de petróleo e operadoras atuantes no Brasil, fornecedores estrangeiros em busca de parceiros e grandes fornecedores nacionais em busca de novos subfornecedores.

O CadFor é um sistema de cadastro administrado pela ONIP e patrocinado pelas operadoras internacionais Anadarko, BG Brasil, Chevron, Devon, El Paso, Shell, Maersk, Repsol e Statoil. Para participar do CadFor, o fornecedor tem que estar habilitado a fornecer para a indústria do petróleo e gás. O cadastro de fornecedores no CadFor dá-se, exclusivamente, por meio de um Convite de Participação obedecendo às prioridades de bens e serviços estabelecidas pelas empresas patrocinadoras. O CadFor utiliza procedimentos claros e objetivos de avaliação de fornecedores baseados em cinco critérios: legal, financeiro, técnico, SMS (saúde, meio-ambiente e segurança) e gerencial/responsabilidade social. O convite de participação pode ser solicitado pela empresa interessada por meio do portal da ONIP na internet. O Catálogo Navipeças agrupa fornecedores nacionais de bens e serviços qualificados para atender à demanda da indústria de construção e reparação naval.

Petróleo – o excremento do diabo

Célio Pezza

Há muitos anos que o mundo sabe dos problemas gerados pela exploração das energias fósseis, em especial o petróleo. Evidente que o petróleo e o carvão foram as bases energéticas do crescimento industrial e econômico, mas também foram os causadores da situação calamitosa em que se encontra o planeta em termos de poluição, aquecimento global e desastres ambientais. Juan Pablo Péres Afonso, antigo ministro da energia da Venezuela falecido em 1979 e um dos criadores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), disse certa vez uma frase que define bem o problema: “Dez anos, vinte anos a partir de agora, vocês verão que o petróleo será a nossa ruína… Petróleo é o excremento do diabo!”.

O planeta exige fontes limpas de energia e o petróleo é uma das mais poluidoras que existe. Aqui no Brasil, de acordo com a ANP (Agência Nacional de Petróleo), a Petrobrás lança entre 7 e 10 milhões de toneladas de CO2 por ano na atmosfera e, apesar de já ter reduzido a queima de gás, em novembro de 2010 ela foi de, aproximadamente, 7 milhões de m3 de gás por dia em suas plataformas. Se este gás fosse jogado na atmosfera ao invés de ser queimado, a poluição seria muito maior, pois o gás metano emitido é cerca de 20 vezes mais nocivo que o CO2 produzido pela queima deste gás. Em termos de poluição, o problema mais sério vem agora, com a descoberta de enormes jazidas de petróleo na camada pré-sal.

O físico José Goldemberg já alertou que não podemos fechar os olhos para tamanha riqueza, mas a exploração incorreta pode gerar uma grande decepção, pois seus problemas ambientais são simplesmente desconhecidos. Além do problema do grande aumento de emissão de C02 pelo aumento de volume produzido temos o agravante da localização, pois quando falamos de pré-sal estamos falando de extrair petróleo a uma profundidade entre 5 e 7 mil metros e não podemos esquecer os recentes problemas no golfo do México, onde não conseguiam fechar uma válvula a 1500 metros de profundidade e o petróleo vazou no mar durante praticamente três meses, com danos incalculáveis ao meio ambiente. Será que a natureza já não mandou recados suficientes para o ser humano parar esta corrida desenfreada rumo ao caos?

Evidente que o petróleo é a base energética de todo o mundo e não vivemos sem ele, mas temos que investir em energias limpas e reduzir, de uma forma metódica e planejada, as energias sujas. Caso contrário, em breve, veremos que Juan Pablo Péres estava certo quanto ao excremento do diabo. Isto não é pessimismo ou baboseira; é uma simples projeção realista dos fatos que vemos diariamente.

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