As qualidades escondidas dentro das organizações

  NBR 15575

Aprovada no dia 12 de maio de 2008, a norma entrou em vigor, no período de testes, em 12 de maio de 2010 e deveria ter começado a vigorar oficialmente em 12 de novembro de 2010 – depois de um período de seis meses para a adaptação de todos os projetos protocolados. Mas, o seu prazo de vigência foi adiado para março de 2012, pois já está sofrendo um processo de revisão. O objetivo da norma é regulamentar, nas edificações de até cinco pavimentos, questões como acústica arquitetônica, conforto térmico e desempenho hidráulico, por meio da especificação e aplicação de critérios mínimos para materiais e técnicas – desde pisos, paredes e esquadrias, até o fluxo de líquidos em tubulações, vibrações de máquinas e motores, entre outros -, a fim de melhor atender às exigências dos usuários de edifícios habitacionais. Além disso, a NBR 15575 inclui um mecanismo de rastreabilidade para a construção, que permite, em casos de falhas de materiais ou estruturas, indicar e determinar responsabilidades. Embora tenha sido definida para edifícios residenciais de até cinco pavimentos, muitos dos seus parâmetros servem para qualquer tipo de edificação. Para mais informações sobre as seis partes da norma, clique no link

http://www.target.com.br/portal_new/Pesquisa/Resultado.aspx#

Quando as empresas buscam melhorar os seus processos internos, usando as normas de gestão, alguns diretores ou gerentes descobrem, como uma iluminação ou sopro divino, as qualidades escondidas dentro das organizações. Pode ser dentro das pessoas, na relação entre os clientes internos, ao melhorar os seus procedimentos de trabalho e até mesmo no atendimento a um cliente.

Lembro-me, como exemplo de uma qualidade escondida, quando participei da primeira implantação de um programa 5 S. Havia uma secretária que tinha uma mesa atulhada de papéis, livros, retratos de família, calendários, envelopes abertos e para serem abertos, uma montanha de coisas. Ela passava o dia inteiro escondida atrás daquela pilha de inutilidades.

Ela secretariava dois diretores da empresa que viviam mais fora do que dentro do local de trabalho. Viajavam muito, para vendas ou contatos com os clientes. E aquela pobre secretária atrás de um monte de papel a juntar poeira e ácaros.

Deve ser ressaltado que ela era eficiente e eficaz no que fazia. Secretariava os diretores com extrema dedicação, ao marcar as viagens, hotéis, no agendamento de seus compromissos, etc., até mesmo servindo de ponte com os seus familiares, dedicando muita atenção às suas ansiosas esposas.

O Programa 5 S chegou até à secretária e ela, simplesmente, não sabia o que fazer. Reparei em seu desespero, pois havia, além dos papeis sobre a mesa, um armário e suas gavetas atolados de papeis. Conversei com ela e vi que a sua aflição era causada por ela não saber como começar a sua limpeza. Tudo parecia ser muito importante. Propus-me a ajudar.

Liguei para os diretores e como entre gerentes a conversa era mais franca ou simplesmente com mais respeito, pude medir quais eram as suas necessidades, procurando entender o que era importante e o que era supérfluo em termos de relatórios, livros e, porque não dizer, papeis úteis e os que não tinham nenhuma importância.

Em uma manhã, sentei-me em sua mesa, já que pedi para ela naquela manhã tirar folga e ficar em casa. Sobraram sobre a mesa: um calendário do ano e a foto de seus filhos. Nas gavetas, restaram dois relatórios para aprovação de cada um dos diretores, e nos armários apenas os livros recentemente publicados ou recebidos naquele ano. O resto foi para os arquivos ou simplesmente para o lixo reciclável.

Ninguém até hoje reclamou daquela montanha de papeis jogada fora, nem os diretores e nem os clientes. A empresa continuou vendendo do mesmo jeito. Quer saber da secretária? Ela passou uns dois ou três dias preocupada, mas venceu isso. Além disso, passou a atender mais um diretor, já que o pessoal dos recursos humanos achou que ela daria conta, pois a sua mesa estava bem limpa e ficou assim por um bom tempo. Ela ainda teve uma participação bastante ativa nas auditorias do Programa 5 S.

Moral da história: ela era um talento esquecido por trás de um monte de papel inútil. Ela era a qualidade escondida naquela mesa, gavetas e armários entupidos de bobagens. Melhorou ainda mais a sua eficiência e eficácia em prol da organização. Imaginem quantas pessoas existem, nas empresas, com o mesmo problema: um monte de superficialidades profissionais atrapalhando o seu desempenho diário. Há a necessidade de se retirar esse peso morto sobre os funcionários em busca da melhoria contínua.

Custos empresariais

Quando se fala em custos empresariais no Brasil, a primeira coisa que vem à mente é a carga tributária brasileira. Apesar da crise, ela mais uma vez baterá novo recorde anual em proporção do Produto Interno Bruto (PIB). Ao final de cada ano, os contribuintes irão recolher mais de 1,063 trilhão de reais em tributos aos governos federal, estaduais e municipais. Para um PIB estimado em 2,9 trilhões de reais, a carga e media está em torno de 36,60%. E fica a pergunta: Dá para reduzir custos? A maioria dos experts acha que sim. Algumas dicas.

Otimizar a qualidade em todos os processos. A melhor é aquela que atende às expectativas dos clientes ao menor custo. Deve as pessoas, os processos, os produtos e os serviços.

Não se esquecer do custo global, pois há uma interrelação entre os vários tipos de custo de uma empresa e assim a meta a ser buscada, depois de atendidas determinadas restrições, deveria ser a minimização do custo total.

Deve-se atentar para a relação entre custo, preço e receita. Isso é matemática. O custo influi na decisão de vender a determinado preço e este afeta o volume vendido por meio da elasticidade-preço da procura. Consequentemente, a receita da empresa também é afetada. Quando a empresa reduz o custo de um produto ou serviço, também pode reduzir o preço de venda, aumentar a quantidade vendida e obter um acréscimo na receita líquida. O ponto ótimo de redução de custo é aquele onde a receita líquida para de crescer. Investimentos adicionais em redução de custos não trariam receita líquida adicional.

Os dados e as informações de custo devem ser as melhores possíveis. Isso exige coragem para rejeitar metodologias tradicionais, mas ineficazes para apuração e análise de custos e capacidade para avaliar criticamente metodologias novas e aplaudidas. Normalmente, os dados de custo são apresentados em relatórios burocráticos de utilidade questionável. Saber quanto custa realmente um produto ou serviço não é tarefa trivial.

Conhecer melhor a ferramenta denominada Análise de Valor. Apesar de ser antiga, a análise de valor ainda é a grande ferramenta a ser utilizada na redução de custos. Mesmo quando aparentemente não está sendo utilizada num determinado processo de redução de custos, a observação mais cuidadosa mostrará que a essência da análise de valor estará por trás da metodologia usada. A análise de valor fornece uma combinação insuperável de técnica e arte para lidar com problemas de custo elevado.

Fé inabalável de que todos os custos são redutíveis. Uma das principais restrições ao processo de redução de custos é um argumento bastante conhecido: o custo está no limite, não há mais o que reduzir. Toda empresa que tenha enfrentado e vencido uma crise financeira sabe que não há custo irredutível. O que muitas vezes acontece é que o objetivo de reduzir custos não é uma decisão firme. É apenas uma vaga intenção, um balão de ensaio. As fortes reações dos setores envolvidos (produção, vendas, administração, etc.) se encarregarão de boicotar o projeto de reduzir os custos. Deve-se ter pulso forte na decisão!

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADASistemas de gestão da qualidade – Requisitos

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