Registro eletrônico do ponto de entrada e saída dos trabalhadores

Guia de Implantação do 5S

Diferentemente de todos os demais livros existentes sobre 5S, este Guia de Implantação do 5S trata o tema de maneira modular, sem comprometer a sequência cronológica de suas etapas de implantação. Isto significa que, cada nível de hierarquia da empresa, ou cada parte da estrutura de implantação do 5S, tem um acesso fácil e objetivo às suas respectivas atividades e responsabilidades. Clique para mais informações.

A polêmica continua e é intensa para o cumprimento da Portaria nº 1.510, de 21 de agosto de 2009 que disciplina o registro do ponto eletrônico nas empresas e dá prazo até 1º de março para que elas se adaptem ao novo sistema.. Esse assunto já foi destaque nesse site em https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/01/22/registro-eletronico-de-ponto-dos-funcionarios/, mas com a proximidade da data limite as controvérsias se acirram. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) pediu ao Ministério do Trabalho e Emprego um  levantamento preliminar do número de relógios que serão necessários a fim de checar a viabilidade do cumprimento da portaria. O governo também estuda a possibilidade de um acordo coletivo entre empregador e trabalhadores que permita a dispensa do ponto eletrônico. No dia 28 de fevereiro as empresas ganharam mais tempo para buscar conhecimento sobre a norma e adquirir equipamento homologado. Com a Portaria MTE nº 373/11, publicada no Diário Oficial da União, a mudança passa a valer a partir do dia 1º de setembro e não mais agora, em 1º de março, conforme estabelecido anteriormente.

Já o empresário Dimas de Melo Pimenta informa que mais de 100.000 empresas já atenderam às disposições da portaria, estando adequadas ao prazo estabelecido para o início da fiscalização do novo sistema, em 1º de março próximo. A partir dessa data, as firmas que ainda não tiverem instalado o novo equipamento serão notificadas no sentido de que devem adotá-lo no prazo máximo de 90 dias. Adiou-se por duas vezes, desde agosto de 2010, quando a portaria entrou em vigor, a aplicação de multas, mas agora não há mais como postergar a aplicação prática da medida. Não havendo a regularização do registrador de ponto no prazo de três meses, a empresa será autuada e os autos de infração, enviados ao Ministério Público do Trabalho.

“Os adiamentos, como se sabe, decorreram da intensa campanha contra a portaria 1.510, desencadeada principalmente por entidades de classe, e o lobby contra a medida continua. No entanto, estão-se desprezando aspectos muito importantes. Sem entrar no mérito político ou filosófico da questão, há, de modo prioritário, um fator econômico-financeiro a ser considerado: os investimentos já realizados pelas empresas (as compradoras e as fabricantes dos novos equipamentos), que acreditam na seriedade das medidas e leis adotadas pelo poder público e cumprem os seus deveres cívicos, éticos, trabalhistas e administrativos”.

Pimenta explica que as moções de entidades de classe, pedindo a revisão e/ou suspensão da portaria, são remetidas sem o menor constrangimento ao governo. É curioso notar que há sindicatos patronais e de trabalhadores posicionando-se em uníssono contra a medida. “De repente, as representações sindicais que sempre defenderam a retomada de documento impresso comprobatório do ponto voltam-se contra a decisão, alinhando-se às críticas de algumas entidades de classe patronais. É no mínimo estranho e contraditório esse posicionamento. Afinal, a impressão gráfica do ponto é ruim para empregadores ou empregados? Mais do que entender essas insólitas contradições que, às vezes, permeiam o cotidiano dos brasileiros, é importante garantir e respeitar o direito das cem mil empresas que já compraram os novos relógios de ponto. Caso prevalecesse a insensatez de se revogar a portaria 1.510, atendendo-se a interesses que ainda não ficaram muito claros para a opinião pública, o que o governo diria àquelas organizações? Devolveria a elas, com os devidos juros, o dinheiro que já gastaram na aquisição dos equipamentos ou transformaria esses valores numa bizarra punição pecuniária a quem ousou cumprir a lei?”

Para a Fiesp, cumprir a portaria significa um retrocesso às empresas brasileiras. Os altos custos dos equipamentos devidamente adaptados e dos procedimentos técnicos e operacionais comprometerão a competitividade das micro e pequenas indústrias, principalmente. Um dos seus aspectos mais preocupantes é a possibilidade de aumentar a animosidade das relações de trabalho. Isso porque com a implantação ou utilização dos novos moldes do sistema de ponto eletrônico deverão ser criados mecanismos de fiscalização e manutenção da regularidade pelo empregador, que podem ser entendidos como um ato de desconfiança por parte das entidades sindicais. Esta circunstância representa um retrocesso histórico à atual relação entre capital e trabalho, colocando em risco o equilíbrio que alcançou.

Além disso, a obrigatoriedade da entrega de um comprovante físico a cada marcação do empregado (entrada / saída para almoço / volta do almoço / saída) é altamente dispendiosa e não resolve os problemas existentes. Assim, os empregados serão obrigados a guardar os comprovantes fornecidos durante toda a relação contratual, pois estes serão as únicas provas dos horários que de fato trabalharam.

Por fim, além de todos os ônus à atividade produtiva, as regras não serão bem sucedidas em seu objetivo de evitar as fraudes e imprecisões nos registros de frequência, já que o sistema apresenta pontos de alta vulnerabilidade, como a porta USB para coleta de informações existentes no equipamento de registro. O mecanismo expõe dados pessoais dos trabalhadores, desrespeitando seu direito constitucional à privacidade.

Estes impasses inviabilizam o uso da tecnologia eletrônica de registro da jornada de trabalho e forçam as indústrias a utilizarem os meios obsoletos, dispendiosos e imprecisos de marcação, como o registro manual ou mecânico. Por esses motivos, a Fiesp pede a suspensão, e se necessário a revogação, das novas regras impostas pelo Ministério do Trabalho, para que a indústria, as bases representantes dos trabalhadores e o governo possam traçar uma visão compartilhada e mais profunda dos impactos que a Portaria acarretará à sociedade brasileira.

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Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

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5 S e TPM: duas metodologias que ajudam na busca da excelência

NBR ISO 26000 – Diretrizes sobre responsabilidade social.

Objetivo: Fornecer orientações para todos os tipos de organizações, independentemente do porte ou localização, sobre conceitos, termos e definições referentes à responsabilidade social. Clique para mais informações.

Tanto o 5 S como a Total Productive Maintenance (TPM) já foram tópicos abordados nesse site. Para achar esses textos digite as palavras no programa de busca do site que as matérias estarão disponíveis para a sua consulta. O Programa 5S busca a qualidade total de uma forma muito simples e diferente, pois não é um programa por um tempo determinado, mas sim para ser compreendido e praticado naturalmente como um hábito, por todos, no trabalho e na vida pessoal.

A gestão da qualidade nas organizações processa-se em direção da mudança, portanto o Programa 5S atua como alavanca da implantação de sistemas de gestão de qualidade, pois promove a quebra de resistência das pessoas ao processo de mudança, produzindo novos padrões de comportamento e propiciando o surgimento de um clima favorável à implantação da Qualidade Total. E porquê os 5S na TPM? Se os locais de trabalho estiverem desorganizados, os problemas não podem ser facilmente visíveis. Além disso, a limpeza e a organização dos locais de trabalho ajudam a descobrir os problemas e a visibilidade dos problemas é o primeiro passo para a melhoria dos equipamentos e processos.

O consultor Haroldo Ribeiro (pdca@terra.com.br) é atualmente um dos mais conceituados especialista em 5S e TPM na América do Sul e autor do maior número de livros no Brasil sobre estes temas. Desde 1995, quando fundou a PDCA – Consultoria em Qualidade, vem apoiando empresas de médio e grande porte na busca da excelência nas duas ferramentas japonesas. São nove livros publicados sobre 5S e 4 sobre TPM, desde 1994, quando foi o primeiro autor brasileiro a escrever um livro sobre 5S, o qual se tornou best-seller, ficando 12 anos consecutivos como o livro mais vendido. Em 2006 escreveu “A Bíblia do 5S” (www.casadaqualidade.com.br), considerado um clássico e adotado em cursos de engenharia e administração de empresas. Recentemente lançou mais três livros sobre 5S e outro sobre TPM, já sendo hoje os livros mais procurados por empresas, consultores e estudantes. Nessa entrevista, ele fala um pouco mais dessas duas ferramentas:

Ribeiro: “5 S e TPM são uma necessidade básica para as empresas que buscam a excelência em gestão”

Qualidadeonline’s Blog: Como o 5S e o TPM vêm sendo tratados atualmente pelas empresas no Brasil?

Haroldo Ribeiro: Apesar de poucas empresas obterem sucesso na implantação (em torno de 20%), a prática do 5S é uma necessidade básica para empresas que buscam excelência em seu sistema de gestão. O TPM é uma ferramenta mais adotada por unidades de produção e são raras as que conseguem extrair os resultados propostos pelo TPM.

Qualidadeonline’s Blog : Por que isto ocorre?

HR: Com relação ao 5S há uma falta de entendimento dos conceitos e da metodologia por parte das lideranças. Elas não conseguem entender o 5S como um processo educacional que visa melhorar a cultura das pessoas ao longo do tempo. Normalmente o 5S vem sendo tratado como um Programa de Ordem e Limpeza. O foco erroneamente das Lideranças é para resultados estéticos e à curto prazo. Com relação ao TPM, o entendimento é que ele se resume à Manutenção Autônoma, ou seja, equivocadamente as Lideranças entendem o TPM como uma ferramenta para reduzir custos de Manutenção, e não como para aumentar a Eficiência dos Processos. 

Qualidadeonline’s Blog : Em que estes novos livros podem ajudar as empresas?

HR: Verificamos que a dificuldade das empresas tem sido entender a metodologia e a maneira como motivar os seus colaboradores. Cada obra lançada tem um propósito para cada público alvo.

Qualidadeonline’s Blog : Poderia dar um exemplo?

HR: Até o momento toda a boa literatura estrangeira e brasileira trata o TPM dando uma abordagem puramente técnica. No entanto, concluímos que o TPM deve ser tratado com simplicidade e o foco deve ser desenvolver nas pessoas a vontade de praticá-lo. O livro “Desmistificando o TPM” trata o tema de maneira técnica, mas simples. A cada capítulo há um resumo em forma de Lição de Um Ponto e uma tabela de atribuições para cada nível da empresa. O “Guia de Implantação do TPM” é o primeiro livro a apresentar o tema de maneira modulada, ou seja, há um capítulo voltado para cada nível de responsabilidade e para cada momento do programa, desde a decisão até a consolidação do 5S. O “Manual do Praticante do 5S” é uma cartilha que apresenta de maneira simples como praticar cada um dos “S”, não só na empresa, mas também em casa. Para cada “S” há um questionário para o leitor avaliar como está aquele “S” no seu posto de trabalho. No final da leitura, o leitor pode avaliar como está o nível de 5S na sua vida pessoal. O “Manual do Auditor de 5S” padroniza a maneira como uma auditoria de 5S deve ser conduzida. Isto evita uma série de problemas que ocorrem nas empresas entre auditores e auditados, que trazem prejuízos ao próprio programa. 

Qualidadeonline’s Blog: Como os interessados podem adquirir estes livros?

HR: Nas livrarias e diversos sites de busca na internet. porém, pode conseguir preços e atendimento diferenciados no link www.pdca.com.br/editora) ou no site www.qualistore.com.br

 

O PORTAL DO 5 S E DA TPM

 

A LOJA DOS LIVROS DO 5 S E DA TPM

 

 

LINKS PATROCINADOS

Curso: Avaliação e qualificação de fornecedores

Dia: 28 de fevereiro (segunda-feira)

Capacitar os participantes na implantação de uma metodologia para qualificar e avaliar o desempenho de seus fornecedores, a fim de melhorar a qualidade dos produtos e serviços adquiridos com redução dos seus custos.

R$ 380,00 em três vezes sem juros

Coordenação: Prof. Oceano Zacharias

Ligue: (11) 5983-0001 ou compre diretamente no link http://www.quality.eng.br/curso_detalhe.asp?id=37 ou http://www.lojaquality.com.br/treinamentos/cursos-abertos/avaliacao-qualificacao-fornecedores.html

 

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A Tecnologia da Informação (TI) deve ser bem usada nas empresas

ISO 9001:2008 - Pequenas Mudanças, Grandes Oportunidades

ISO 9001:2008 – Pequenas Mudanças, Grandes Oportunidades

Escrito por um dos principais especialistas do mundo em Sistemas de Gestão e da Avaliação da Conformidade, Nigel Croft tem sido envolvido em todos os aspectos da qualidade, desde que iniciou sua carreira fazendo aprendizado na estatal de aço na Inglaterra (British Steel Corporation) em 1974. Desde então, tem atuado em diversas fases da sua carreira como auditor de 2ª parte na indústria de exploração de óleo e gás, gerente da qualidade na indústria siderúrgica brasileira, consultor, auditor subcontratado de 3ª parte, e, mais recentemente, como membro de conselho de diversas entidades com e sem fins lucrativos ao redor do mundo. Clique para mais informações.

Os investimentos em TI devem ser direcionados a ganhos estratégicos e integrados com os processos organizacionais., pois por trás dela estão os esforços em termos de inteligência para compreender o mercado e vislumbrar novas oportunidades inovadoras e que podem trazer vantagem competitiva. Fernando José Barbin Laurindo (atelie@ateliedetextos.com.br), professor da Fundação Vanzolini, acha que o sucesso ou não destas realizações através da TI decorrem das decisões que são tomadas pelos executivos acerca de quais projetos de TI devem ser priorizados e levados adiante. Não é de se estranhar que este tema tenha sido alvo de inúmeras pesquisas tanto no âmbito acadêmico como no profissional.

“A área de TI recebe sempre diversas solicitações das varias áreas usuárias, além dela própria gerar propostas de novos projetos de TI (seja de novas aplicações, de manutenção de aplicações existentes ou ainda de atualizações por razões tecnológicas). Este conjunto de demandas constitui a carteira (ou backlog) de projetos a desenvolver.  Os projetos selecionados para serem desenvolvidos (ou implementados) constituem o portfólio de projetos de TI”, explica.

Para ele, existem diversas formas de selecionar projetos de TI e construir deste portfólio. Segundo uma pesquisa desenvolvida por um autor chamado Renkema, seriam mais de 60 métodos descritos na literatura para avaliar projetos de TI. E este número continua a crescer! Este mesmo autor agrupou as diferentes propostas para avaliar projetos de TI em quatro grupos: Abordagem Financeira, Abordagem Multicritério, Abordagem de Indicadores e Abordagem de Portfólio

“Acerca do último grupo, há diversas formas de construir o portfólio de projetos de TI e os possíveis critérios de avaliação de projetos de TI que costumam incluir aspectos tecnológicos, econômicos e comportamentais. Montar um portfólio de projetos de TI baseia-se em alguns aspectos chave: Estratégia de negócios, a Alocação de Recursos e a Seleção de Projetos que assegurem a estratégia de negócios escolhida pela empresa. Assim, o alinhamento estratégico não é somente uma questão de escolher projetos que estejam em sintonia com a estratégia de negócios da empresa, mas também escolher os projetos que sejam compatíveis entre si. É claro que projetos que devem obrigatoriamente ser incluídos no portfolio, tais como aqueles destinados a corrigir falhas dos softwares (bugs) ou atender requisitos de legislação”, complmenta.

Laurindo, no entanto, afirma que no cotidiano das atividades dos gestores de TI, outros aspectos são levados em consideração, que estão mais relacionados com a atividade de gestão do que com o alinhamento estratégico da TI. É muito comum que se adote a prática de incluir no portfólio de implementação um projeto de cada área usuária. “Isto garante uma relativa paz para o gestor da TI (ou eventualmente para gestores de diferentes níveis na hierarquia) diante dos demais executivos da empresa. Do ponto de vista das relações internas da empresa, esta lógica parece muito razoável, pois parece uma abordagem justa. Além disto, por favorecer a manutenção de um ambiente amistoso entre a TI e as áreas usuárias, haveria uma tendência de facilitar o alinhamento estratégico”.

Ele conta, ainda que, em uma análise mais cuidadosa e isenta, levando em conta os objetivos da empresa e não dos executivos da TI, mostra que somente por sorte a adoção deste critério levará ao portfólio que mais favoreça ao atendimento dos objetivos estratégicos.”Mas para que se adotem outros critérios e métodos para selecionar projetos de TI não basta que somente os executivos de TI mudem de conduta. É antes necessário que se crie um comprometimento geral na empresa para se buscar resultados para o benefício da organização como um todo e não somente para os interesses das diferentes áreas usuárias. Havendo esta postura de todos executivos em relação a TI, então se pode trabalhar de forma a buscar métodos que selecionem os projetos de TI que promovam o tal almejado alinhamento estratégico entre TI e negócio”.

Outro problema apontado é que estar conectado o tempo todo, acompanhar tudo que acontece na internet, em especial nas redes sociais, e não negligenciar o trabalho é um desafio para empregados e empregadores. Não há estatísticas sobre o crescimento do número de ações trabalhistas pelas quais os trabalhadores reclamam do controle na utilização de redes sociais durante o expediente, mas – na prática – essa é uma realidade na justiça do trabalho.

Para prevenir conflitos desta natureza, as empresas podem se utilizar de alguns procedimentos internos que, na ocorrência de demanda judicial, poderão ajudar na preparação de defesa, alerta o advogado trabalhista, Paulo Sergio João (veramoreira@veramoreira.com.br), sócio do escritório PSJ Advogados. “É importante que seja organizado um código de conduta, de conhecimento dos empregados desde o momento da contratação ou quando de sua implantação na empresa. Neste último caso, tratando-se de norma de comportamento social e disciplinar, esperada e desejada do homem comum, não se poderá alegar alteração do contrato de trabalho, ainda que se estabeleçam novas regras, contrárias aos comportamentos até então admitidos”, explica.

O acesso pode ocorrer tanto pelos equipamentos fornecidos pelo empregador como pelos celulares de uso pessoal dos empregados. “Em qualquer situação, algumas regras devem ser estabelecidas para que o cumprimento do contrato de trabalho não seja prejudicado. Assim, se os equipamentos são fornecidos pelo empregador, está proibido o acesso a sites que envolvem informações contrárias aos bons costumes. A permissão a outros sites deve ser informada pelo empregador e, neste caso, deverá organizar um código de acesso à internet, esclarecendo, inclusive, a possibilidade de controle remoto. O acesso a redes sociais por meio de celulares de uso pessoal, durante o expediente pode ser proibido sem restrição”, esclarece Paulo Sergio João.

Quanto ao ambiente de trabalho, deverá o empregador fixar de modo rigoroso, dando ciência aos empregados, os comportamentos inaceitáveis durante o expediente e que estarão sujeitos a punição por justa causa. Deverão ser esclarecidos os tipos de assédio e deverá ser disponibilizada aos empregados uma forma de comunicação interna que assegure a privacidade da denúncia de tratamentos indesejáveis no ambiente de trabalho, permitindo ao empregador uma atitude de controle e ao empregado um modo de se defender

Treinamento gratuito dará dicas para obter sucesso nas entrevistas

Um dos maiores receios dos estudantes quando buscam uma colocação é na hora da seleção. Para saber se expressar nessas horas e transmitir suas características perante o recrutador e os outros candidatos, é necessário ter experiência. Para quem possui dificuldade em apresentações ou deseja enriquecer o currículo e aumentar as chances de ingressar no mercado de trabalho, o Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios, dará treinamento gratuito com o tema “Dinâmica de Grupo sem Mistérios”. Para participar do evento é simples. Os interessados devem acessar o link http://www.cedep.org.br/informacoes/treinamento_cedep/seleciona_treinamento?id_treinamento=53 As inscrições são gratuitas, bem como todo o material a ser utilizado. Os participantes terão direito ao coffee-break e ao certificado.

 

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Avaliação de conformidade das rodas automotivas

C U R S O S   T É C N I C O S GRATUITOS

 

Depois que o Inmetro publicou a portaria n° 445, em 19 de novembro de 2010, determinando que depois de um ano as rodas automotivas deverão ser fabricadas e importadas somente em conformidade com os requisitos aprovados, os fabricantes e as importadoras desses produtos deverão se adaptar essa portaria e obter a certificação compulsória. Assim, as montadoras, as associações e os revendedores devem também atentar para esse novo cenário, pois suas atividades serão diretamente afetadas pelas mudanças. Segundo Sergio Kina gerente técnico do Instituto de Qualidade Automotiva (IQA), a certificação trará benefícios diretos aos fabricantes, varejistas e consumidores, na medida em que garante que o produto cumprirá a função para a qual foi desenvolvido com qualidade e segurança, contribuindo assim para a fidelização dos clientes.

Normalmente, o processo de certificação exige das empresas o cumprimento de requisitos previstos nas normas ABNT NBR ISO 9001 e ou ISO/TS 16949, além da execução de ensaios dos produtos em laboratório qualificados. A certificação de conformidade de um produto passa pelo controle de documentos e de registros, planejamento do produto, processo de aquisição, verificação de itens adquiridos, controle de produção, validação de processos de produção, preservação do produto, controle de equipamentos de monitoramento e medição, medição e monitoramento de produto, ações corretivas e preventivas, e até satisfação do cliente.

Uma roda automotiva tem o objetivo básico de servir de apoio ao pneu, amoldando à sua parte interna. Nesse aspecto, além de uma absoluta rigidez, deve ter medidas adequadas ao tipo de carro e de pneu. As dimensões do aro são medidas em função do seu diâmetro e da largura da tala, valores em geral expressos em polegadas e que são determinados pelo fabricante do veículo, que especifica, assim, o tipo de pneu adequado ao mesmo. A cada medida do aro corresponde outra do pneu, já que aquele é a forma deste.

A fixação da roda ao resto do carro é feita mediante vários parafusos que, situados nos discos, transmitem os enormes esforços e torções aos quais o veículo se vê submetido durante a rodagem. Assim sendo, torna-se muito importante a qualidade da roda para suportar cargas muito pesadas. Além das funções principais de suportar o peso do veículo e efetuar a transmissão dos esforços de tração e frenagem, a roda deve assegurar uma boa refrigeração dos conjuntos de freio. Para tanto, o disco de roda conta com aberturas para passagem do ar, a fim de que, durante a rodagem, se possa estabelecer uma ventilação adequada que permita a dissipação do calor gerado pelos discos e tambores do freio.

O projeto de uma roda deve permitir submeter a peça a testes de resistência a tensões, devido às complexas geometrias das rodas e a distribuição de carregamento atuante no componente relacionada com a pressão interna do pneu e com os esforços associados ao contato pneu/via trafegável. Isto facilita alterar o projeto nos pontos em que sejam eventualmente observadas falhas (grandes concentrações de tensão, por exemplo), permitindo ganhar tempo e diminuir eventuais custos evitando-se a fabricação de protótipos e ferramentais para ensaios. A utilização de ligas-leves se deve a tentativa de reduzir ao máximo o peso da roda.

Essa questão do peso da roda não era levada muito em conta, mas foi ganhando importância com o progressivo aumento da largura dos pneus, que exigiram rodas mais largas. Além disso, sendo a roda o elemento de maior dimensão e, às vezes de maior peso entre as massas não suspensas do veículo, massas essas que quanto mais leves, menores as inércias, assim, melhor será o trabalho da suspensão, permanecendo por mais tempo o pneu em contato com o solo.

A grande importância do fator peso levou os fabricantes a buscarem o máximo de leveza no desenho e fabricação de rodas. Tradicionalmente as rodas eram feitas de aço a fim de suportarem sem problemas os enormes esforços desenvolvidos na tração, na frenagem e na rodagem sobre pistas nem sempre uniformes. Com o tempo, ficou provado que as rodas de liga-leve, apesar da sua aparente fragilidade, também suportam, melhor até que as de aço, as pressões próprias de rodagem, com a grande vantagem de uma redução de peso, muitas vezes superior a 50%. Nesta tentativa de se reduzir ao máximo o peso da roda, a fim de diminuir a inércia para melhorar o consumo, aceleração/frenagem, desgaste de pneus, freios, suspensão, etc. aumenta-se o tamanho do furo de ventilação (de maneira adequada para que não haja comprometimento da aerodinâmica do veículo e nem da refrigeração dos freios).

Dessa maneira, o projeto adequado deve prevenir que o componente não falhe com uma margem de segurança apropriada. O significado da falha é a perda, ou perda iminente, da funcionalidade do componente. Os tipos principais de falha são: deformação elástica ou plástica (escoamento) inaceitável; instabilidade (por exemplo, flambagem); e formação de trincas incipientes e fratura (por exemplo, fratura por fadiga) Os efeitos da história das tensões aplicadas no componente (cargas estáticas, cíclicas e choques) e das condições ambientais – como a temperatura (por exemplo, fluência), corrosão (por exemplo, trincas formadas por tensões induzidas pela corrosão) e radiação (fragilização provocada por nêutrons) – são muito importantes nos processos que os levam à falha.

Enfim, o processo de avaliação de conformidade inclui ainda ensaios de durabilidade e resistência que devem ser feitos em laboratório independente, acreditado pelo Inmetro e com escopo específico, nacional ou internacional (neste caso, acreditado por organismo de acreditação signatário de um acordo de reconhecimento mútuo do qual o Inmetro faça parte). As exceções a essa regra são admitidas para laboratórios independentes, acreditados para outros escopos e não acreditados, e também para laboratórios não independentes (de propriedade do próprio fabricante da peça), acreditados ou não. Todos devem ser avaliados e acompanhados por organismos de acreditação dentro do regulamento estabelecido pelo Inmetro.

Os ensaios seguem critérios de três normas básicas – a ABNT NBR 6750, para rodas de automóveis, a ABNT NBR 6751, para rodas e aros de caminhões, ônibus e similares, e a ABNT NBR 6752, para rodas de liga de alumínio para automóveis, comerciais leves e utilitários esportivos – e duas normas complementares: ABNT NBR 6608, para e aros de veículos rodoviários, que verifica dimensões e identificações; e ABNT NBR 13909, para rodas e aros de veículos rodoviários e agrícolas, que verifica terminologia.

Na portaria do Inmetro, está definido que comporá o processo de avaliação da conformidade do objeto, a análise do processo de tratamento de reclamações do titular da certificação, que deve conter uma política para tratamento das reclamações, assinada pelo seu executivo maior, que evidencie que a empresa valoriza e dá efetivo tratamento às reclamações apresentadas por seus clientes; conhece e compromete-se a cumprir e sujeitar-se às penalidades previstas nas leis, especificamente na Lei n.º 8078/1990; analisa criticamente os resultados, bem como toma as providências devidas, em função das estatísticas das reclamações recebidas; define responsabilidades quanto ao tratamento das reclamações; compromete-se a responder ao Inmetro qualquer reclamação encaminhada pelo instituto, no prazo estabelecido. Soma-se a isso uma sistemática para o tratamento de reclamações de seus clientes contendo o registro de cada uma das reclamações, o tratamento dado e o estágio atual, além da indicação formal de uma pessoa ou equipe, devidamente capacitada e com liberdade para o tratamento das reclamações e o número de telefone para atendimento às reclamações e formulário de registro de reclamações. O titular da certificação deve ainda realizar semestralmente uma análise crítica das estatísticas das reclamações recebidas e evidências da implementação das correspondentes ações corretivas, bem como das oportunidades de melhorias.

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Uma pequena empresa pode ter um plano de continuidade dos seus negócios?

Prêmio Nacional Gestão Banas

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O Prêmio Nacional Gestão Banas é um modelo de premiação que segue critérios próprios desenvolvidos sobre as normas ISO 9001:2008 com o objetivo de medir e avaliar o grau de desenvolvimento e de comprometimento da organização e de seus colaboradores no seu Sistema da Qualidade seja ele baseado sobre apenas uma norma ou em Sistema Integrado de Gestão. Clique para mais informações

Sem dúvida nenhuma, qualquer empresa precisa ter um plano contra os riscos de desastres o mais rápido possível. Esse projeto deve estar atrelado à segurança da informação, que um conjunto de pessoas, processos e tecnologia que protegem as operações da empresa, pautadas por regras, políticas, pertinentes ao negócio e contexto da empresa.

Normalmente os gestores relacionam a segurança com servidores e senhas, ou seja, controle de acesso em geral. Mas, o grande desafio de um gestor de segurança é mostrar que essa não é a única tarefa e que existem situações onde controle de acesso não resolve o problema. Algumas dicas que podem ser seguidas incluem:

  • O mapeamento dos riscos do negócio – Tem o objetivo de identificar as ameaças que põem em risco as operações da empresa sejam elas pessoas, processos ou tecnologias.
  • Diagnosticar a cultura interna, os principais processos e a legislação pertinente ao negócio – É preciso entender bem o ambiente da empresa para futuramente definir bem os controles que estejam de acordo com suas operações, identificar melhorias de segurança em processos internos e agir conforme as legislações pertinentes, sejam leis ou regulamentações.
  • Definir uma política de segurança – É o principal documento que orienta sobre os direitos e deveres relacionados a este assunto. É um documento onde todos devem ter acesso e conhecimento, nela deverá conter diretrizes que visam eliminar ou mitigar os riscos bem como orientar sobre as melhores práticas de segurança.
  • Quais são as operações básicas cotidianas – Toda área possui seus serviços executados diariamente, geralmente na área de segurança são: controle de acesso de usuários; treinamentos internos; análises de riscos; auditorias de conformidades; análise de segurança de rede; segurança da informação em contratos e procedimentos internos.

Dessa forma a segurança da informação deve sempre buscar ser uma parceira interna, minimizando os riscos e provendo as condições necessárias para continuidade dos negócios da empresa. Todas as organizações possuem capacidade e recursos para terem planos de continuidade do seu negócio. Evidentemente o plano de uma grande empresa vai diferenciar do plano de uma pequena empresa na questão de complexidade e tamanho. A empresa que não tem procedimentos de continuidade não tem porque não quer ou porque não está devidamente conscientizada. Em comparação, pode-se perguntar todas as pessoas físicas têm feito cópias de segurança dos seus arquivos pessoais?

Importante é que se deve fazer uma análise de risco para se saber a situação atual dos recursos de informação em relação às situações de contingência. Além do que, quando fazemos uma análise de risco encontramos situações fáceis de serem resolvidas e que melhoram significativamente o nível de certeza de uma continuidade. Exemplo: a organização faz cópias de segurança mas guarda no mesmo ambiente dos computadores. Solução rápida: guardar em outro local.

A solução do plano deve ser uma conseqüência da necessidade de negócio. O que acontece muito nas organizações é que a área de tecnologia define um plano e implanta, contudo será que eles possuem um bom entendimento das necessidades de negócio? Na maioria das vezes, não é ela quem mais entende do negócio e suas responsabilidades legais, contratuais e de imagem com os clientes.

Assim, quando se pensa no tempo para a recuperação dos recursos de informação, deve-se pensar na solução mais adequada que atenda esta necessidade.  Cada área deve estimar o tempo que exige para a recuperação e deve considerar os impactos: financeiro, de imagem, legal e operacional. Conhecendo-se a necessidade de tempo de recuperação dos recursos de informação, pode-se identificar nesta fase quais são as estratégias possíveis que poderão atender aos requisitos de negócio explicitados na fase anterior. Tendo selecionado algumas estratégias possíveis, escolhe-se qual a mais adequada para a organização, considerando: custo, autonomia, exigências da própria organização, questões legais e outros aspectos que são relevantes para a organização.

Depois disso, deve-se escrever o manual do plano de continuidade, contendo as funções, os grupos de trabalho, as responsabilidades, a seqüência de ações a serem executadas quando de uma contingência. Em resumo: explicita o que cada pessoa na organização deve fazer quando de uma situação de contingência.

Algumas organizações vão poder desenvolver e implantar um plano de continuidade com seus próprios profissionais. Se esses profissionais tiverem o treinamento e experiência adequados, a organização alcançará sucesso. Outras organizações precisarão contar com consultores. Independente da situação da sua organização, trate este assunto de maneira profissional.

Essencial é que cada funcionário deve ser treinado para desempenhar um papel no plano de recuperação de desastres. Funcionários substitutos devem ser designados no caso de alguém não estar disponível, e, é claro, os substitutos devem receber o mesmo treinamento. Auditorias frequentes devem ser realizadas para assegurar que as mesmas pessoas ainda têm as mesmas informações de contato.

Múltiplas linhas de comunicações são essenciais para um bom plano de recuperação de desastre. Deve haver, no mínimo, listas detalhadas com informações de contato de funcionários e fornecedores. Algumas empresas contratam serviços de conferência e comunicação de emergência de terceiros para enviar mensagens automatizadas em tempos de crise.

Um especialista terceirizado em recuperação de desastre pode fornecer à empresa espaços de trabalho alternativos no caso de inutilização do escritório. Esses espaços de trabalhos não apenas possuem todo o equipamento necessário para a realização do trabalho (mesas, telefones, PCs, acesso à internet), mas também acesso a todos os dados da empresa. Isso é possível porque a empresa de recuperação de desastre realiza backups e armazena os dados da empresa em uma instalação fora do local original.

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Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADASistemas de gestão da qualidade – Requisitos

Vicente Falconi: mais um verdadeiro guru brasileiro da qualidade

Com o seu lema, “Conhecimento em gestão para a obtenção de resultados”, Vicente Falconi, ao lado do professor José Martins de Godoy, lidera uma equipe técnica do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG) que atua na identificação e solução de problemas por meio de um método integrado a um sistema de gestão, totalmente focado em resultados no curto, médio e longo prazo. O método utilizado pelo INDG é o PDCA, mundialmente conhecido e amplamente aplicado.  Para ler um pouco mais sobre o guru, clique no link http://www.indg.com.br/institucional/falconi/mensagens.asp

Em 1963, fui até Belo Horizonte e fiz uma entrevista com ele. O que impressionava e continua a impressionar nele é a sua lucidez sobre os problemas que os empresários brasileiros precisam enfrentar no seu dia a dia: “Existe dentro de cada empresa uma mina de ouro, pronta para ser explorada, representada por perdas de toda natureza e que, em alguns casos, atinge o patamar de 40% do faturamento líquido. Estas perdas são representadas por compras mal feitas, excesso de estoques, excesso de pessoal, quebras de equipamentos, elevado consumo de materiais, elevado consumo de energia, refugos, erros de projeto, ineficiências em vendas e distribuição, etc. O papel do empresário verdadeiramente líder é buscar os recursos gerenciais e técnicos para conseguir os resultados que precisa, reduzindo suas perdas e melhorando o projeto de seu produto e seu esforço de venda.” Abaixo segue uma entrevista, originalmente publicada na revista Banas Qualidade em março de 2003, mas que eu acho continua atual.

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Depois de atuar muito anos como jornalista na área de qualidade, nunca tinha conhecido o mito Vicente Falconi Campos, por falta de oportunidade. Mas isso não quer dizer que não tenha acompanhado seu trabalho e a sua escolha do modelo japonês, a partir de 1986, para a implementação de processos de gestão em muitas empresas, e com muito sucesso. Estudou nos anos 90 a experiência japonesa de treinar engenheiros em estatística, desenvolvida pela Union of Japaneses Scientists and Engineers (Juse), e trouxe para o Brasil o treinamento que se realiza com um curso, objetivando solucionar um problema complexo trazido pelo participante.Publicou e vendeu muitos livros, criando quatro módulos básicos de ferramentas, com foco em sala de aula e aplicação de solução de problemas das empresas propostas pelos participantes, consolidando no Programa Seis Sigma Black Belts que atualmente difunde pela Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG), entidade que se localiza em Belo Horizonte (MG). Sua idéia é evidenciar os resultados, identificando as causas dos principais problemas e executando um plano de ações que deverá permitir o alcance das metas propostas e o aumento da produtividade, em prazos mais curtos. Nesta entrevista, ou melhor, neste depoimento sincero, Falconi conta sua trajetória de interagir gestão com tecnologia da informação, o que preconiza a Gestão pela Qualidade Total (TQM), que vem beneficiando muitas organizações. (HRPF)

BANAS QUALIDADE – Trace um perfil de sua atuação nesses últimos anos. Vicente Falconi Campos – Começamos a trabalhar em 1974 na UFMG no Departamento de Engenharia Metalúrgica, depois de uma pós-graduação nos Estados Unidos, em controle de processos, porém na visão de modelamento matemático, buscando principalmente a otimização dos processos e melhorias produtivas. Atuamos em diferentes empresas siderúrgicas brasileiras, otimizando conversores, reatores etc., por meio de softwares computacionais. Contudo, passamos a ter as primeiras decepções, pois fazíamos um sistema de controle muito bom, com desempenho muito resistente, mas as previsões de corrida do aço não se concretizavam. Então, tudo deveria funcionar na teoria, mas na prática a coisa não funcionava, pois ocorriam desvios não no modelo, mas, sim, na parte operacional. Ou seja, intervenções gerenciais influenciando no sistema de controle do processo, com perdas significativas. A partir daí, chegamos à conclusão de que por mais que se desenvolvesse a tecnologia, formasse professores, utilizasse ferramentas computacionais nada iria adiantar, pois os sistemas gerenciais acabavam com todas essas ferramentas. De posse dessa conscientização, abandonamos tudo e começamos a nos dedicar à melhoria do gerenciamento da empresa, de tal forma que pudéssemos ter “reatores confiáveis”. Acabamos caindo nos trabalhos de Deming e Juran.

BQ – Por que acabaram indo para o Japão?

Falconi – Porque a nossa formação é do setor siderúrgico e em 1981 os indicadores da siderurgia japonesa eram muito superiores ao de todos os outros países. Além disso, sabíamos que os japoneses tinham um movimento da qualidade muito aprofundado, com prática em quase todas as empresas. Depois de muito insistir, ganhamos uma bolsa de estudos da OEA e fomos visitar o Japão. Realmente, eles utilizavam as mesmas tecnologias e equipamentos existentes no Brasil, às vezes até inferiores, porém possuíam um sistema de garantia da qualidade muito desenvolvido.

BQ – Como foi a volta para o Brasil?

Falconi – Precisávamos de apoio, a fim de estudar melhor a novidade e procuramos o professor José Israel Vargas, em Brasília, que era secretário de Tecnologia Industrial do Ministério Indústria e Comércio. Conversamos e explicamos que se o Brasil ficasse na idade da pedra não seria por tecnologia de equipamentos e sim por tecnologia gerencial. Explicamos também que os japoneses conseguiam excepcionais resultados por aplicação de novos conceitos em gerenciamento, com práticas e métodos inovadores em conduzir os processos. Para nos ajudar, ele tinha 500 milhões de dólares do Banco Mundial para distribuir às universidades nas áreas de ciência e tecnologia. Vargas explicou que emprestar dinheiro para a qualidade, seria um problema, pois a comunidade científica iria ficar furiosa. Então, escolhemos o nome de tecnologia industrial básica e Vargas colocou 60 milhões de dólares para o desenvolvimento da nova técnica que, na verdade, era qualidade.

BQ – E a gestão pela qualidade total?

Falconi – A Fundação, na qual estávamos trabalhando, concorreu a um projeto para durante três anos visitar diversos países do mundo para conhecer o que eles estavam fazendo em termos de gerenciamento pela qualidade, e trazer para o país um modelo que fosse assimilável pelos brasileiros. Conseguimos ganhar a concorrência e depois de três anos optamos pela abordagem japonesa, mais prática e simples. Em 1989, lançamos o primeiro livro, denominado PADCT, inserido no tal do TIB. Seria o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Quer dizer, com o dinheiro fornecido pelo Vargas, conseguimos, durante toda década de 80, desenvolver os programas de qualidade no Brasil. Porém, a data marcante foi o dia 18 de dezembro de 1989, quando em Volta Redonda apresentamos uma palestra sobre o que estávamos aprendendo, estando presente o Juvenal, presidente da CSN, e toda a diretoria e superintendência. Terminada a palestra, o presidente falou que nunca tinha escutado nada igual e que aquela novidade poderia salvar a Companhia Siderúrgica Nacional, que vinha tendo prejuízos em torno de 800 milhões de dólares, em crise, quase parando. Depois de dar as mãos, todos prometeram salvar a empresa. Tivemos de montar cursos, publicamos o nosso segundo livro sobre Padronização, escrito em 15 dias, para poder dar os cursos na CSN. Durante dois meses, o pessoal passou a utilizar as ferramentas do TQC, além de uma limpeza moral, o que deu resultado: de um prejuízo imenso, a empresa passou a ter um lucro de 30 milhões de dólares em um ano.

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A matriz energética brasileira

 
   
 
Acidente em tanque com resíduos químicos mata 4 na Zona Sul
 
 

Objetivo: Apresenta informações para a elaboração do rótulo e da ficha com dados de segurança de resíduos químicos (FDSR). Clique para mais informações.

Sempre depois que ocorre algum apagão elétrico, um no Nordeste e outro em São Paulo, a sociedade volta a discutir a matriz energética no Brasil. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a definição do tipo de energia utilizada em um dado país ou região é decorrente da necessidade de se atender à demanda doméstica e de aumentar o nível de inserção no mercado econômico internacional. As políticas públicas, ao apoiarem a produção de bens, o desenvolvimento regional, o atendimento das famílias, os cuidados ambientais; e ao estimularem a geração de energia da fonte A ou B, são vetores importantes no desenho do modelo energético.

Nesse sentido o Brasil tem sido exemplo mundial no uso de energias renováveis ao manter, desde os anos 1970 até 2009, matriz energética que oscila entre 61% (1971) e 41% (2002) originada de fontes renováveis. Por ser uma atividade naturalmente impactante, o setor energético é responsável por quase 10% de todo o consumo final de energia no país e também responde por cerca de 16% das emissões nacionais de gases de efeito estufa (GEEs), considerando-se toda geração, segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Porém, o impacto maior, para o modelo atual da matriz, encontra-se no consumo de combustíveis fósseis, que são os maiores emissores de GEEs e de uma série de poluentes atmosféricos.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), o consumo médio por habitante, no Brasil, de 1,34 tonelada equivalente de petróleo (tep)/habitante por ano, é ainda baixo comparado aos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 4,69 tep/ habitante, e também inferior à média mundial, que foi de 1,78 tep/habitante, em 2008. Porém, mesmo com a busca por maior eficiência energética, o atendimento a todos os setores da sociedade, em cenário de crescimento médio do produto interno bruto (PIB) implicará aumento de 105 milhões de tep no país, saindo de 251 milhões de tep para 35 milhões de tep em 2030.

Essa média de consumo por habitante tem maior relevância quando é confrontada com o tipo de energia utilizada e o tipo de desenvolvimento industrial que se configura em um dado país ou região. Por isso, outra forma de analisar a questão é a eficiência energética por setor de produção e de consumo, enfoque que incorpora preocupações ambientais e mercadológicas no plano internacional.

De uma forma geral, conforme avalia o IPEA, a matriz elétrica pode ser definida como sendo um conjunto de fontes distintas que ofertam internamente energia, ou mais precisamente ser definida como sendo a oferta interna discriminada quanto às fontes e setores de consumo. Ela pode ser entendida como um instrumento técnico que permite a um país acompanhar os resultados das políticas e estratégias setoriais implantadas, e traduz de forma bastante fiel as respostas do mercado e da sociedade às opções encontradas.

Com base neste instrumento, pode-se reajustar o processo de planejamento do setor por meio, por exemplo, dos parâmetros de oferta e demanda, de forma que a matriz energética expresse os interesses da coletividade e reflita as políticas e estratégias setoriais em andamento. Também, como instrumento técnico, o acompanhamento da evolução das fontes de energia presentes na matriz elétrica pode certamente subsidiar a tomada de decisões no setor. Nesse aspecto, os países que evoluem com sua matriz para recursos energéticos de custo e de impacto ambiental baixos obtêm seguramente importantes vantagens comparativas.

A tabela abaixo mostra a participação das principais fontes de geração utilizadas no cenário energético do setor elétrico brasileiro, destacando os empreendimentos que estão operando, assim como aqueles que estão em construção ou foram concedidos – licitação – ou autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Observa-se que a potência apresentada em MW mostra o perfil da capacidade instalada do parque gerador nacional e não a energia produzida ou consumida por hora.

CLIQUE NAS FIGURAS PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

De acordo com a tabela acima. na primeira grande coluna é mostrado o conjunto de usinas Em operação, ou seja, aquelas que já estão gerando energia, seja para o serviço público, autoprodução – uso exclusivo –, seja para a produção independente. Já na segunda coluna denominada Em construção estão dispostas as usinas que estão sendo construídas, bem como aquelas que foram recentemente licitadas ou autorizadas, mas que ainda não iniciaram sua construção.

No caso das usinas hidrelétricas atualmente existem 852 usinas em operação, perfazendo um total de 79.182,3 MW de capacidade instalada, o que representa 72,5% do parque gerador de energia elétrica em território brasileiro. Por sua vez, na coluna Em construção existem 311 usinas hidrelétricas que agregarão à matriz elétrica cerca de 15.000 MW, resultando em 94.519 MW de capacidade instalada, ou seja, a participação futura da fonte hídrica diminuirá para 64,4%.

Já a fonte térmica possui um total de 1.341 usinas em operação com cerca de 27.000 MW, representando um quarto da matriz elétrica brasileira. Por seu turno, o acréscimo por conta das usinas em construção na quantidade de 216 resultará em 46.082,5 MW de capacidade instalada. Com isso, futuramente a participação das usinas térmicas na matriz saltará de 25% para 31,4%. Conforme distribuição das fontes térmicas presentes na tabela este crescimento ocorre principalmente em razão do aumento de usinas térmicas à base de combustíveis fósseis e biomassa, ou seja, as usinas térmicas à base de biomassa saltarão de6,4 para 7,2%, enquanto as derivadas de combustíveis fósseis passarão de 17,7 para 23,1%.

Observa-se que a magnitude do crescimento relativo junto ao parque gerador futuro para combustíveis fósseis foi de 5,4% enquanto que para fontes à base de biomassa de 0,8%, ou seja, uma diferença de mais de cinco vezes. Portanto, a perda de espaço da fonte hídrica na matriz elétrica é por conta das usinas térmicas, porém se verifica que uma quantidade significativa usa como combustível as fontes renováveis, como bagaço de cana, madeira, carvão vegetal, etc.

Por outro lado, do ponto de vista da sustentabilidade ambiental, virtuosamente a participação de fontes eólicas nos últimos anos tem ganhado espaço junto à matriz elétrica, saindo de 45 usinas em operação, com aproximadamente 794,3 MW de potência para mais de 2.000 MW de capacidade com o acréscimo de mais 41 usinas. Ou seja, há um salto de 0,7% de usinas eólicas para 2,1% a sua participação no parque gerador.

Na contramão do bom desenvolvimento da fonte eólica a participação da fonte solar na matriz elétrica brasileira é bastante desprezível, não chegando a 0,1%. Certamente o custo é o principal impeditivo para o alastramento deste tipo de tecnologia. Devido ao incipiente estágio de desenvolvimento e sua produção em escala não industrial, ele não é atrativo de um ponto de vista estritamente econômico.

Entretanto, se a forma tradicional de avaliação de energia considerar os custos ambientais das fontes convencionais e a vantagem das fontes alternativas renováveis ao meio ambiente, certamente esse quadro seria modificado. Porém deve-se pontuar o fato de que as ações em termos de políticas públicas nesse sentido também são diminutas, não alterando o cenário.

A geração de energia elétrica proveniente de fonte nuclear, no caso as usinas termonucleares, apresentam duas unidades em operação totalizando atualmente cerca de 2.000 MW de potência instalada, ou seja, 1,8% da matriz elétrica nacional. Para os próximos anos haverá o ingresso de mais uma unidade com 1.350 MW de potência, totalizando 3.357 MW de potência e resultará em uma participação no parque gerador na ordem de 2,3%.

Na tabela acima, pode-se ver a contribuição dos diferentes tipos de combustíveis para cada uma das fontes térmicas utilizadas.  Os empreendimentos à base de biomassa majoritariamente se utilizam de bagaço de cana de açúcar. Observa-se que estas usinas representam 19,6% dos empreendimentos em operação, seguido pela fonte à base de licor negro com 4,6%. No entanto, percebe-se um pequeno aumento para usinas que utilizam resíduos de madeira, provavelmente por conta do crescente interesse das empresas madeireiras que cada vez mais vem utilizando seus resíduos para a geração de energia. Por outro lado, a baixa participação da fonte biogás demonstra que o setor ainda necessita de políticas públicas incentivadoras ao uso deste recurso energético.

A presença do recurso energético capim elefante já se apresenta como uma realidade na futura matriz elétrica, ultrapassando em termos de capacidade instalada individual recursos como biogás, carvão vegetal e casca de arroz. Por ser semelhante à cana de açúcar e por possuir várias vantagens, como maior produtividade de massa seca/ha/ano, menor extensão de áreas para uma dada produção, menor ciclo produtivo – duas a quatro colheitas por ano –, possibilidade de mecanização e acima de tudo ser um energético renovável, recentemente tem despertado o interesse no campo da energia. Conforme pesquisas, enquanto o eucalipto, muito utilizado para produzir carvão vegetal, fornece em média 7,5 t de biomassa seca/ha/ano, e até 20 t nas melhores condições, o capim alcança de 30 a 40 t. O gás natural é o majoritário com 40,6% da participação na matriz elétrica, seguido pelo óleo diesel com 14,3%. O terceiro posto fica com o óleo combustível com 8,5% de participação. A participação do carvão mineral é registrada em quarto lugar com 5,8%.

O uso energético de resíduos sólidos e efluentes para fins energéticos pode ser um importante fator na solução de problemas ambientais causados por resíduos – como poluição do solo, das águas e emissão de gases de efeito estufa – com custos que podem vir a ser negativos. No Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), apesar de estar prevista a compra da eletricidade a partir do biogás de aterro sanitário, rico em CH4, nenhum projeto foi apresentado. Os comentários de alguns stakeholders indicam que o índice de nacionalização exigido pelo Proinfa é muito alto, sendo proibitivo neste setor. Outras fontes citam o preço premium, oferecido na primeira fase do Proinfa para a energia gerada por gás de aterro, como não sendo suficientemente atrativo.

 

Brasil tem 68,6 milhões de unidades consumidoras de energia

O Brasil tem 68,6 milhões de unidades consumidoras de energia elétrica. A informação é da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), com dados atualizados até outubro de 2010. O número é 39% maior que o de 2001, quando o país possuía 49,35 milhões de unidades consumidoras.

A classe residencial é a maior tanto em número de unidades consumidoras, com 58,3 milhões que representam 85,02% do total, tanto em consumo, com 9,2 milhões de Megawatts/hora (MWh), que respondem por 34,75% da energia consumida.. Os consumidores industriais somam 572,3 mil ligações, com 25,58% do consumo global. Comércio, serviços e outras atividades totalizam 4,96 milhões de unidades consumidoras, com 21,4% do consumo. Ligações rurais perfazem 3,91 milhões, com 4,65% do consumo, sem contar as unidades consumidoras rurais destinadas à aquicultura, com 105 mil ligações, e rurais irrigantes, com outras 53 mil.

 Também são tipos de consumidores o poder público, com 517,8 mil unidades, a iluminação pública, com 76,5 mil ligações, o serviço público, com 69,15 mil, e as unidades consideradas de consumo próprio, com 8,4 mil unidades. As dez distribuidoras com maior número de unidades consumidoras concentram mais de 57% do total de ligações. A Cemig Distribuição S/A, que atende Minas Gerais, é a maior distribuidora em volume de unidades consumidoras, com sete milhões, seguida da Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S/A, com seis milhões, e da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), com 4,84 milhões. Veja as outras sete maiores distribuidoras.

Número de Unidades Consumidoras
CEMIG-D – CEMIG Distribuição S/A 7.030.386
ELETROPAULO – Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S/A 6.069.010
COELBA – Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia 4.846.286
COPEL-DIS – Copel Distribuição S/A 3.689.710
LIGHT – Light Serviços de Eletricidade S/A. 3.642.427
CPFL-Paulista – Companhia Paulista de Força e Luz 3.580.997
CELPE – Companhia Energética de Pernambuco 3.073.546
COELCE – Companhia Energética do Ceará 2.838.436
RGE – Rio Grande Energia S/A. 2.500.326
AMPLA – Ampla Energia e Serviços S/A 2.327.314
Total Geral 39.598.438

 

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