Qualidade de vida: técnica devolve movimentos a pacientes com lesão medular

Pela primeira vez em sua história, a Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química (RASBQ) vai ser realizada na região Sul, um momento muito especial que se enche ainda mais de brilho com o local escolhido: a belíssima cidade de Florianópolis (SC). A 34ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química (34ª RASBQ) será realizada de 23 a 26 de maio de 2011. Com uma programação científica rica e variada, composta por workshops, minicursos, conferências, simpósios, sessões temáticas, sessões coordenadas, sessões de painéis, além de lançamentos de livros, homenagens e atividades sociais, a 34ª RASBQ promete ser o grande palco de importantes discussões científicas como parte da celebração do Ano Internacional da Química (AIQ-2011). Tem como tema central único Química para um mundo melhor. Clique para mais informações.

Eu queria ser civilizado como os animais

Eu queria não ver todo o verde da terra morrendo

E das águas dos rios os peixes desaparecendo

Eu queria gritar que esse tal de ouro negro

Não passa de um negro veneno

E sabemos que por tudo isso vivemos bem menos

(Roberto Carlos na música O Progresso)

Acidentes dos mais diversos tipos, quando não fatais, podem causar quadros irreversíveis como é o caso das lesões medulares. Para a cirurgiã Cíntia Kelly Bittar, do Hospital da Unicamp, a maioria dos pacientes medulares acaba entrando em depressão, pois não tem estrutura familiar, financeira e emocional para se reabilitar. Em sua tese de doutorado, defendida na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, Cíntia avaliou um grupo de 60 pacientes submetidos à técnica de estimulação elétrica neuromuscular (EENM) que busca melhorar as condições de vida de pacientes paraplégicos e tetraplégicos. O tratamento oferecido no Laboratório de Biomecânica de Reabilitação, coordenado pelo bioengenheiro Alberto Cliquet Júnior, orientador da tese de Cíntia, já fez dois pacientes atendidos pelo ambulatório de órteses e próteses do Hospital de Clinicas da Unicamp deambularem.

De acordo com os resultados da pesquisa de Cíntia, além de permitir a locomoção, a técnica de estimulação melhorou o sistema músculo-esquelético e sistema gastrointestinal de pacientes avaliados pela cirurgiã. Os pacientes avaliados durante o doutorado melhoraram a posição do pé, a qualidade óssea, o equilíbrio, o sistema respiratório e cardíaco, segundo a médica. Ela esclarece que a posição ortostática e a movimentação permitida pela EENM beneficiam principalmente o sistema músculo-esquelético. “Ocorre melhora da rigidez articular, das deformidades nos pés e nos tornozelos e da osteoporose, o que possibilita a estes pacientes manterem seus pés e tornozelos na posição plantígrada, auxiliando novas técnicas de reabilitação, evitando complicações frequentes como úlceras por sobrecarga, artropatia de Charcot (consequente a microtraumas repetitivos), acentuação de deformidades pelos desequilíbrios musculares e fraturas pela baixa densidade óssea destes pacientes.” Com os estímulos, o espasmo que geralmente o paciente tem nos pés diminuiu e a sensibilidade dos membros inferiores ao toque melhorou, segundo Cíntia.

De acordo com Cíntia, que restringiu a tese à análise de pés e tornozelos, o tratamento mostra-se melhor em relação à cirurgia, pois os pacientes medulares apresentam uma osteoporose intensa, o que obriga a retirada óssea em maior quantidade para corrigir os pés, sendo que a chance de não consolidar é grande. “Por isso os pacientes sem deformidades não necessitam de cirurgias ortopédicas em seus pés, pois se apresentam plantígrados pela eletroestimulação. Se forem desenvolvidas técnicas para voltar a andar, estes pacientes estão aptos, não necessitando de cirurgias para correção dos pés”.

Apesar de oferecer novas possibilidades ao paciente medular, infelizmente a técnica não se aplica a todos os casos. Para realizar o tratamento, o paciente não pode ter problema cardíaco, respiratório nem sequela de fraturas, pois quando há deformidades associadas em membros inferiores, o paciente não tem como aproveitar a reabilitação para ficar de pé. “Eles precisam ter boas condições clínica e músculo-esquelética. É necessária uma triagem prévia”, acrescenta Cíntia.

Algumas condições sociais também afastam alguns pacientes do tratamento, segundo Cíntia. “Não são todos que têm condições de vir semanalmente para seguir o tratamento corretamente. Muitos abandonam o tratamento porque não apresentam disponibilidade para alguém acompanhá-losA eletroestimulação, segundo a cirurgiã, consiste no estímulo do nervo, o que possibilita que pacientes que não tenham uma lesão completa dos nervos possam voltar a andar, como foi o caso dos dois pacientes do ambulatório. As atividades realizadas duas vezes por semana fazem com que a pessoa diminua as contraturas musculares dos pés. De forma mais didática, ela acrescenta que um estimulador principal faz conexões dos músculos quadrícepes e tibial anterior, estimulando os pacientes a iniciarem alguns movimentos de passos. Segundo a cirurgiã, os pacientes paraplégicos usam andador e os tetraplégicos, suporte de suspensão para poderem fazer a locomoção com esteira.Poucos são os ambulatórios de reabilitação no Brasil e, segundo Cíntia, entre esses, poucos utilizam a eletroestimulação como tratamento. O tratamento deve ser contínuo para que nos primeiros meses os pacientes apresentem só o estímulo e depois de seis meses comecem a ficar de pé, segundo a cirurgiã. O tratamento envolve uma equipe multidisciplinar composta de fisioterapeutas, psicólogos e urologistas, pois muitos pacientes, segundo Cíntia, usam sonda permanentemente.

As pessoas com deficiência não têm o seu direito respeitado no Brasil

Os deficientes físicos, para exercerem seus direitos e fortalecerem sua participação como cidadãos, necessitam ter o direito a acessibilidade em edificações de uso público

O que aconteceu com a deputada cadeirante Mara Gabrilli, que ficou mais de uma hora presa em um avião no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), até conseguir desembarcar, é apenas mais um exemplo de que as pessoas com deficiência não têm o seu direito respeitado no país. Gabrilli se recusou a ser carregada e teve de esperar, já que o elevador para passageiros em cadeira de rodas não estava disponível no local.

Para o presidente da Target Engenharia e Consultoria, Mauricio Ferraz de Paiva, todas as pessoas, entre as quais se incluem as que possuem algum tipo de deficiência, têm direito ao acesso à educação, à saúde, ao lazer e ao trabalho. Isso contribui para a inserção social, desenvolvimento de uma vida saudável e de uma sociedade inclusiva. As pessoas com deficiência física para exercerem esses direitos e fortalecerem sua participação como cidadãos, há necessidade de se atingir alguns objetivos, como o direito a acessibilidade em edificações de uso público. Assim, a conquista por espaços livres de barreiras arquitetônicas implica a possibilidade e a condição de alcance para que portadores de deficiência utilizem com segurança e autonomia as edificações, mobiliários, os equipamentos urbanos, os transportes e meios de comunicação.

Em resumo, todos os espaços, edificações, mobiliário e equipamentos urbanos que vierem a ser projetados, construídos, montados ou implantados, bem como as reformas e ampliações de edificações e equipamentos urbanos, devem atender ao disposto nesta norma para serem considerados acessíveis. Edificações e equipamentos urbanos que venham a ser reformados devem ser tornados acessíveis. Em reformas parciais, a parte reformada deve ser tornada acessível.

O presidente explica que, no caso da deputada, existe uma norma, a NBR 14273 – Acessibilidade a Pessoa Portadora de Deficiência no Transporte Aéreo Comercial que estabelece os padrões e os critérios que visam propiciar às pessoas portadoras de deficiência condições adequadas e seguras de acessibilidade autônoma ao espaço aeroportuário e às aeronaves das empresas de transporte aéreo público regular, regional e suplementar. “Também está especificado que a empresa aérea responsável pelo transporte deve prover recursos materiais e pessoal treinado para permitir o despacho, embarque e/ou desembarque da pessoa portadora de deficiência e respectiva bagagem. Quando o terminal dispuser de passarela telescópica, deverão existir cadeiras de rodas e pessoal treinado disponíveis para o transporte, sem demora no embarque/ desembarque, de pessoas portadoras de deficiência motora que não se utilizarem de sua própria cadeira, entre a empresa aérea e a porta da aeronave. Nos casos em que a passarela telescópica não atender a inclinação máxima de 12,5%, as empresas transportadoras devem prestar a assistência que se fizer necessária. Quando o embarque/desembarque não se der por meio de passarela telescópica, deve ser efetuado por sistema eletromecânico de elevação que permita que a pessoa portadora de deficiência possa ser transportada de/até a porta da aeronave, de modo confortável, seguro e sem demora”, explica ele.

No caso de aeronaves com mais de 100 assentos, devem dispor de no mínimo uma cadeira de rodas de bordo, dobrável, com dimensões compatíveis (quando armada) com os vãos livres do interior das aeronaves, em especial corredores e lavatórios. Já as com menos de 100 assentos, recomenda-se que também disponham de cadeira de rodas de bordo, desde que haja espaço disponível para acomodá- la desarmada. “O passageiro portador de deficiência deve ser conduzido até o assento que lhe é destinado utilizando, caso necessário, a cadeira de rodas de bordo. Neste caso, a transferência de/para o assento destinado deve ser efetuada por tripulante de cabina treinado. Para a locomoção entre o assento e o lavatório, o passageiro que o necessite, deve solicitar o auxílio do tripulante de cabina para utilizar a cadeira de bordo. O passageiro que utilize cadeira de rodas deve ser acomodado em assento disposto ao lado dos corredores, cujos braços sejam removíveis ou escamoteáveis. Recomenda-se que os assentos para esse fim sejam localizados na dianteira e traseira da aeronave, o mais próximo possível das saídas.”, acrescenta.

Ele diz ainda que a Target reconhece a necessidade de publicidade e facilitação do acesso, via internet, das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) de interesse social, em especial aquelas relacionadas direta ou indiretamente às pessoas com deficiência citadas pela legislação nacional, tendo em vista a relevância e o caráter público de que estas se revestem. Abaixo seguem as normas.

Para abrir o arquivo clique no título da norma. Os arquivos estão em formato PDF.

NBR 9050 – Acessibilidade a Edificações Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos

NBR 13994 – Elevadores de Passageiros – Elevadores para Transportes de Pessoa Portadora de Deficiência

NBR 14020 – Acessibilidade a Pessoa Portadora de Deficiência – Trem de Longo Percurso

NBR 14021 – Transporte – Acessibilidade no sistema de trem urbano ou metropolitano

NBR 14273 – Acessibilidade a Pessoa Portadora de Deficiência no Transporte Aéreo Comercial

NBR 14970-1 Acessibilidade em Veículos Automotores- Requisitos de Dirigibilidade

NBR 14970-2 – Acessibilidade em Veículos Automotores- Diretrizes para avaliação clínica de condutor

NBR 14970-3 Acessibilidade em Veículos Automotores- Diretrizes para avaliação da dirigibilidade do condutor com mobilidade reduzida em veículo automotor apropriado

NBR 15250 – Acessibilidade em caixa de auto-atendimento bancário

NBR 15290 – Acessibilidade em comunicação na televisão

NBR 15320:2005 – Acessibilidade à pessoa com deficiência no transporte rodoviário

NBR 15450:2006 – Acessibilidade de passageiro no sisma de transporte aquaviário

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Os gargalos do setor agrícola no Brasil

Como perceber os benefícios financeiros da gestão da qualidade

Dirigida a Alta Direção das organizações em complemento à NBR ISO 9004 quanto a melhorias de desempenho, a NBR ISO 10014 fornece exemplos de benefícios atingíveis e identifica métodos e ferramentas de gestão que são disponíveis para apoiar o alcance daqueles benefícios. Clque para mais informações.

Mesmo com muitos problemas a agricultura brasileira se destaca no mercado mundial como exportador de alguns produtos agrícolas, como café, açúcar, soja, suco de laranja. Entretanto, para abastecer o mercado interno de consumo, há a necessidade de importação de alguns produtos, com destaque para o trigo. Ao longo da história, a política agrícola tem dirigido maiores subsídios aos produtos agrícolas de exportação, cultivados nos grandes latifúndios, em detrimento da produção do mercado interno.

Outro problema se relaciona com as relações de trabalho. Uma delas é a utilização de mão de obra familiar em pequenas e médias propriedades de agriculturas de subsistência ou jardinagem, espalhadas pelo país. Quando a agricultura praticada pela família é extensiva, todos os membros se vêem obrigados a complementar a renda como trabalhadores temporários ou boias frias em épocas de corte, colheita ou plantio nas grandes propriedades agroindustriais. Ás vezes, buscam subemprego até mesmo nas cidades, retornando ao campo apenas em épocas necessárias ou propícia ao trabalho na propriedade familiar.

Já o trabalho temporário usa os trabalhadores diaristas, temporários e sem vinculo empregatício. Em outras palavras, recebem por dia segundo a sua produtividade. Eles têm serviço somente em determinadas épocas do ano e não possuem carteira de trabalho registrada. Embora completamente ilegal essa relação de trabalho continua existindo, em função da presença do gato, um empreiteiro que faz a intermediação entre fazendeiro e os trabalhadores. Por não ser empresário, ele não tem obrigações trabalhistas, não precisa registrar os funcionários. Em algumas regiões do Centro-Sul, sindicatos fortes e organizados passaram a fazer essa intermediação. Os boias frias agora recebem sua refeição no local de trabalho, tem acesso a serviços de assistência médica e recebem salários maiores que os bóias-frias de região onde o movimento sindical é desarticulado.

Também existe o trabalho assalariado que representa apenas 10% da mão de obra agrícola. São trabalhadores que possuem registro em carteira, recebendo, portanto, pelo menos um salário mínimo por mês. Parceria e arrendamento: parceiros e arrendatários “alugam” a terra de alguém para cultivar alimentos ou criar gado. Se o aluguel for pago em dinheiro, a situação á de arrendamento. Se o aluguel for pago com parte da produção, combinada entre as partes, a situação é de parceria. Ainda existe a escravidão por divida. Trata-se do aliciamento de mão de obra através de promessas. Ao entrar na fazenda, o trabalhador é informado de que está endividado e, como seu salário nunca é suficiente para quitar a divida, fica aprisionado.

Uma questão fundamental se relaciona com o transporte dos produtos, que é apontada por Antonio Wrobleski Filho, sócio da AWRO Participações e Logística e presidente do Instituto Ilog. Segundo ele, O Brasil se aproxima da excelência quando se trata de plantar e colher, mas convive com a precariedade quando se trata de transportar e embarcar alimentos. Todo o esforço e a competência dos agricultores na produção são prejudicados no transporte devido aos gargalos da infraestrutura brasileira.

O transporte no país é excessivamente concentrado no modal rodoviário, correspondendo por 60% do total de cargas movimentadas. Contudo, 74% das rodovias utilizadas para o escoamento da produção são de péssima qualidade. “Além disso, os próprios portos já operam no limite, gerando filas intermináveis de caminhões e grande demora para embarcar a produção”, explica Antonio Wrobleski Filho, sócio da AWRO Participações e Logística e presidente do Instituto Ilog.

Os grandes produtores do Centro-Oeste e Nordeste convivem com essa realidade de perto e sofrem com a falta de alternativas próximas de escoamento de seus produtos. Boa parte da produção precisa ser embarcada no Porto de Santos ou de Paranaguá – PR, uma viagem de cerca de 2 mil km. E nesse trajeto, aproximadamente 60 kg da carga de cada caminhão se perde pelo caminho. Isso faz com que o custo de produção em Mato Grosso, por exemplo, seja de U$ 360/ha enquanto no Paraná de U$ 135/ha.

Também, segundo estudo recente da Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), a soja mato-grossense, ainda dentro da fazenda, custa cerca de U$ 37 menos que a produzida nos Estados Unidos. Entretanto, a mesma soja chega ao porto U$ 53 mais cara que a americana. De acordo com Wrobleski, a solução mais próxima para essa questão seria utilizar as ferrovias para o escoamento. No entanto, além de linhas em número insuficiente, mais de 80% da malha é utilizada pelos setores siderúrgico e de mineração.

“Por isso, é inevitável construir e investir – expandir a malha ferroviária, modernizar os portos já existentes e criar novos. No papel, o PAC contempla muitos avanços nessa área, mas é necessário que seja executado. Até agora poucas coisas foram feitas. Além disso, é necessário valorizar a iniciativa privada, já que sem a ampliação do capital privado não será possível garantir os investimentos necessários”, afirma o especialista.

Os gargalos na infraestrutura interferem na competitividade das commodities nacionais e colocam em risco o comércio internacional. “Nesse sentido, não há negociação, o país precisa de um plano logístico emergencial se quiser continuar crescendo”, finaliza Antonio Wrobleski.

Coleção Revista Banas Qualidade 2008 a 2010

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Avaliação do desempenho ambiental

CURSO TÉCNICO

NR 10 – Atendendo às exigências do Ministério do Trabalho – Reciclagem Obrigatória – Curso Ao Vivo pela Internet

O objetivo do curso é atender às exigências da Norma Regulamentadora NR 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, do Ministério do Trabalho e Emprego, a qual estabelece os requisitos e as diretrizes básicas para a implantação de medidas de controle e sistemas preventivos. Clique para mais informações.

A leitora Marli de Moraes explica que o seu gerente pediu para ela elaborar um projeto de avaliação ambiental e ela não sabe por onde começar. Já existe uma tendência irreversível na sociedade atual de que para uma empresa seja exemplo de sucesso em atender o seu mercado consumidor ou cliente com qualidade e respeito ao meio ambiente, faz-se necessária atenção aos processos e à eficácia da gestão ambiental: avaliar o desempenho ambiental de uma empresa ou plano em andamento e formas de execução. O mercado globalizado e a preocupação com a qualidade ambiental têm levado as empresas a encontrarem alternativas tecnológicas que minimizem os impactos ambientais e o uso de recursos naturais.

O surgimento da conscientização da sociedade e a legislação ambiental fizeram com que as empresas tivessem uma relação mais sustentável com o meio ambiente. Não há mais lugar para a exacerbação do lucro obtido às custas do comprometimento do meio ambiente. Diante disso, a empresa tem sido compelida a investir em modificações de processo, aperfeiçoamento de mão de obra, substituição de insumos, mudanças de culturas, redução de geração de resíduos e racionalização de consumo de recursos naturais.

Assim, a leitora precisa ter em mãos a norma ABNT NBR ISO 14031:2004. Conforme especifica, a Avaliação de Desempenho Ambiental (ADA) é um processo de gestão interna que utiliza indicadores para fornecer informações, comparando o desempenho ambiental, passado e presente, de uma organização com seus critérios de desempenho ambiental. A ADA, como detalhada na norma, segue um modelo gerencial PDCA [Planejar (Plan) – Fazer (Do) – Checar (Check) – Agir (Act)]. As etapas deste processo contínuo são as seguintes:

a) Planejar

1) planejamento da ADA;

2) seleção de indicadores para a ADA (o processo de seleção de indicadores pode incluir tanto a escolha de indicadores existentes quanto o desenvolvimento de novos indicadores).

b) Fazer

Utilização de dados e informações que inclui:

1) coleta de dados relevantes para os indicadores selecionados;

2) análise e conversão de dados em informações, que descrevam o desempenho ambiental da organização;

3) avaliação das informações que descrevam o desempenho ambiental da organização em comparação com os critérios de desempenho ambiental da organização;

4) relato e comunicação das informações que descrevam o desempenho ambiental da organização.

c) Checar e agir

Análise crítica e melhoria da ADA.

Na própria norma, há dois exemplos:

Exemplo 1:

Uma organização de serviço localizada em uma área onde a qualidade do ar é conhecida como insatisfatória utiliza informações sobre a qualidade do ar para seleção apropriada dos indicadores para ADA, consistente com seus objetivos para reduzir suas emissões de veículos automotores.

ICA:

• concentrações de contaminantes no ar associadas às emissões de veículos automotores.

IDO:

• redução nas emissões de veículos automotores, atribuída ao uso de combustíveis alternativos;

• quantidade total de combustível consumido;

• eficiência do combustível no veículo automotor;

• frequência de manutenção do veículo;

• número de veículos equipados com tecnologias de controle ambiental.

IDG:

• recursos financeiros gastos no fomento do transporte público e seu uso;

• número de horas de treinamento de empregados sobre o benefício do uso de transportes públicos;

• efetividade dos esforços para a redução do consumo de combustível, melhoria da manutenção dos

veículos e da eficiência do combustível, e uso de combustíveis alternativos.

Exemplo 2:

Em uma região geográfica onde a informação ambiental indica uma diminuição no fornecimento de água, uma organização pode selecionar indicadores para ADA relacionados às medidas de conservação da água que não teriam sido selecionadas sem estas informações.

ICA:

• nível de água subterrânea;

• taxa de reabastecimento.

IDO:

• quantidade de água usada por dia;

• quantidade de água usada por unidade de produção.

IDG:

• recursos financeiros gastos em pesquisas de métodos para a redução do consumo de água.

Sem cumprimento das normas técnicas, um país não se torna competitivo

Mauricio Ferraz de Paiva

Em qualquer país do mundo a normalização técnica estabelece os padrões que balizam a produção de bens e serviços confiáveis, visando à proteção e à defesa de direitos fundamentais essenciais, como a vida, a saúde, a segurança, o meio ambiente, etc. Dessa forma, as normas técnicas publicadas por um órgão competente e que atendam aos limites e às restrições constitucionais e legais pertinentes, são obrigatórias e têm força normativa exigível da sociedade e do poder público em geral.

No Brasil, ao contrário de todos os países desenvolvidos, há uma tese defendida por alguns questionando a obrigatoriedade da observância das normas técnicas, o que subsidia, negativamente, milhares de ações judiciais que discutem sobre questões técnicas e respectivas responsabilidades civis e criminais. Isso, também, contraria o Código de Defesa do Consumidor (CDC), pois, sem o cumprimento de normas, haveria no mercado muitos produtos e serviços de baixíssima qualidade. Em consequência, o não cumprimento das normas daria respaldo para, por exemplo, empresas irresponsáveis visando maior lucro, não mais investirem em recursos para adequar seus produtos ou serviços às normas técnicas brasileiras.

mauricio

Mauricio Ferraz de Paiva

Na verdade, a entrada em vigor do CDC trouxe um novo elemento que causa problemas na prática para a não observância das normas, pois em seu artigo 39, inciso VIII, colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro). Deve-se ser observado que a utilização de padrões traz inúmeros benefícios: elimina a variedade desnecessária, reduz os custos operacionais, favorece a segurança, protege a saúde e meio ambiente, permite a intercambialidade e incrementa a produtividade, mantendo adequada a qualidade.

As normas técnicas são de propriedade comum, já que são regras criadas por técnicos que fazem parte de uma sociedade organizada, chanceladas por órgão vinculado ou autorizado pelo governo, que expressam um fator de conhecimento em benefício de todos. Tornaram-se um instrumento de desenvolvimento, de qualidade e não podem ser privativas, principalmente em uma sociedade industrial, em que a produção é feita em massa, sem conhecimento dos consumidores, cuja segurança e confiança provêm minimamente do cumprimento de regras estabelecidas pelo mundo técnico.

No mundo globalizado, o cumprimento de normas técnicas é obrigatório, sob pena de inviabilizar a exportação de produtos, que não seriam adquiridos se os compradores imaginassem que os produtores não seguem as normas, pois constituem requisitos básicos de qualidade. Dessa forma, a obrigatoriedade de cumprimento das normas técnicas decorre de vários fatores e princípios, previstos implícita ou expressamente em diversos dispositivos legais e aplicáveis às relações de um modo geral, quer se tratem de relação de consumo, quer não. São obrigações que se enquadram no plano geral de responsabilidades, cujo descumprimento, a exemplo das leis, traz consequências para o seu autor, provando que as normas técnicas têm eficácia.

Atualmente, a quantidade de regulamentos e outros documentos governamentais que regulam as questões técnicas da indústria, do comércio e do setor de serviços correspondem a apenas 5%, em torno de 500, da quantidade de normas técnicas brasileiras em vigor que chega a aproximadamente a 10 mil. Desse modo, não há como regular o balizamento do projeto, fabricação e teste dos produtos fabricados e comercializados no Brasil sem a observância das normas técnicas e, mesmo se houvesse, qual seria então a razão da existência da ABNT como fórum brasileiro de normalização e entidade de utilidade pública?

Enfim, a tese de que normas técnicas brasileiras são de caráter voluntário ainda não tem legitimidade para produzir efeitos jurídicos que possam transformar a realidade do sistema jurídico brasileiro. Entretanto, considerando a agressividade dos que defendem essa tese, não se pode deixar de conscientizar a sociedade dessa preocupante situação. Isso pode afetar e muito na competitividade do Brasil em um mundo cada vez mais globalizado.

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADASistemas de gestão da qualidade – Requisitos

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Há preocupações com o sistema elétrico brasileiro?

Eletricidade Básica (ISBN 9788577802364)

Eletricidade Básica

Livro muito didático e completo sobre a teoria e as aplicações da Eletricidade Básica. Cada capítulo inicia com definições pertinentes, princípios, teoremas e equações, com inúmeros exemplos e problemas resolvidos para reforçar o aprendizado. Clique para mais informações.

O mercado de energia elétrica experimenta um crescimento da ordem de 4,5% ao ano, devendo ultrapassar mais de 100 mil MW nos próximos e o governo prevê a médio prazo a necessidade de investimentos da ordem de R$ 6 a 7 bilhões/ano para expansão da matriz energética brasileira, em atendimento à demanda do mercado consumidor. As principais oportunidades de negócios no mercado de energia elétrica nacional estão ligadas à oferta de novos empreendimentos de geração para exploração pela iniciativa privada e à construção de linhas de transmissão, bem como à privatização de ativos de sistemas de distribuição e de geração. Outro foco se concentra na universalização do atendimento às comunidades isoladas da Região Norte do país e ao meio rural, que devem estar concluídos nos próximos anos.

O sistema elétrico brasileiro apresenta como particularidade grandes extensões de linhas de transmissão e um parque produtor de geração predominantemente hidráulica. O mercado consumidor constituído por 47,2 milhões de unidades concentra-se nas regiões Sul e Sudeste, mais industrializadas. A região Norte é atendida de forma intensiva por pequenas centrais geradoras, a maioria termelétricas a óleo diesel.

Ao longo das últimas duas décadas, o consumo de energia elétrica apresentou índices de expansão bem superiores ao Produto Interno Bruto (PIB), fruto do crescimento populacional concentrado nas zonas urbanas, do esforço de aumento da oferta de energia e da modernização da economia. As classes de consumo residencial, comercial e rural obtiveram expressivos ganhos de participação,
enquanto o segmento industrial teve participação menor neste crescimento, principalmente pela utilização de tecnologias mais eficientes no uso final da eletricidade, aliada às medidas de
racionalização de consumo postas em prática especialmente na década de 90.

Mesmo assim, o apagão ocorrido nos estados do Nordeste no início de fevereiro revela preocupante fragilidade do sistema elétrico brasileiro. Mais de 40 milhões de pessoas ficaram no escuro por quase cinco horas. Independentemente das causas do evento, é preciso admitir que há um longo caminho a percorrer até o país alcançar níveis confortáveis de segurança no fornecimento de energia. Existem, porém, algumas inconsistências, especialmente de ordem regulatória, que representam barreiras no desenvolvimento do setor. O artigo 11 da Portaria nº 735, de 14 de agosto de 2010, do Ministério de Minas e Energia (MME), é um exemplo.

Esse documento trata da revisão da garantia física das termelétricas em decorrência do acréscimo de disponibilidade de combustível e/ou da capacidade de produção de energia. Garantia física, como a própria expressão sugere, é o lastro concreto da geração de uma usina. Indica as quantidades máximas de energia e potência elétricas associadas a determinado empreendimento. Em outros termos, mostra qual é de fato o poder de fogo de uma unidade de geração. Quanto maior o lastro, mais energia a termelétrica pode oferecer ao sistema”, afirma o especialista Kleber Zanchim
(
fernanda@azbrasil.jor.br), professor da Fundação Instituto de Administração e sócio de Souza Araujo Butzer Zanchim Advogados.

Para ele, é de se imaginar que o interesse nacional seja aumentar o máximo possível a garantia física das usinas. “Porém, do ponto de vista regulatório esse aumento está limitado a 10% ao ano pelo artigo 11. Ou seja, mesmo que uma termelétrica movida a bagaço de cana apresente crescimento anual de 100% na sua disponibilidade de combustível ou na sua capacidade de produção, somente poderá ampliar em 10% sua oferta de energia”, completa.

A restrição, vigente desde meados de 2010, afetou diretamente empreendimentos em início de operação. Nesse estágio, as usinas não estão produzindo em plena capacidade. Por isso, não faz sentido disporem desde logo de todo o combustível que terão condição de utilizar apenas quando alcançarem seu pico produtivo. “O natural é preverem em seu plano de negócios um acréscimo paulatino do insumo, na medida em que vão se organizando para consumi-lo. No cenário atual é muito comum esse acréscimo ser superior a 10% ao ano, especialmente diante do estímulo criado pela grande demanda de energia no país”.

Contudo, o artigo 11 da Portaria MME nº 735/10 não permite que o sistema tire proveito do crescimento das usinas. Sem qualquer motivação sustentável, a norma trava a produção, penalizando o empreendedor e a sociedade brasileira. Trata-se de regra que agride o bom senso e não tem amparo econômico ou social. Ao invés de induzir o progresso, bloqueia-o, com consequências negativas também para o ambiente de investimento no setor de energia.

A restrição causa desânimo em relação à maneira como as autoridades reguladoras administram o sistema elétrico. Sinaliza que o discurso desenvolvimentista do contexto político brasileiro não tem a devida ressonância na elaboração das normas jurídicas. “Qualquer investidor verá nisso um fator de dúvida sobre a efetiva posição do Estado diante do parque energético nacional. Afinal, os empreendimentos de geração são de longo prazo, já enfrentando diversos riscos e incertezas que impactam sua equação econômico-financeira. Quando se somam incongruências no marco regulatório, agregam-se ainda mais custos e, por decorrência, a decisão sobre o investimento perde incentivo. Isso significa não somente menos energia, mas também menos emprego e renda”.

Dessa forma, o artigo 11 da Portaria MME nº 735/10 é o mesmo que uma descontinuidade elétrica. Precisa ser reparado para que as expectativas dos empreendedores, investidores e consumidores de energia não sejam frustradas. “A regulação está entre os itens mais relevantes do planejamento e deve ser fomentadora da cadeia de geração de eletricidade. Estipulações não razoáveis tê de ser expurgadas para não macular a credibilidade dos que orquestram o sistema. A verdade é que ninguém precisa de mais problemas. Bastam os apagões”, finaliza Zanchim.

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Níveis hierárquicos

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Existe uma tendência mundial nas organizações em diminuir os níveis hierárquicos. Essa medida torna as decisões mais ágeis e competitivas. Posso citar como exemplo a implementação de um programa de criatividade inovação, em que os funcionários gerenciais podem tomar suas decisões sem grandes dificuldades, sem precisar consultar a diretoria.

Na verdade, ainda hoje as empresas se organizam em níveis hierárquicos, que se superpõem. No topo da estrutura temos o chamado chefe, e quanto mais abaixo o nível estiver, maior o número de pessoas envolvidas. Quem está em patamar mais alto manda nas pessoas de níveis inferiores ao seu, direta ou indiretamente, através de comunicação por meio de intermediários. Já na estrutura em rede ou com níveis hierárquicos mais reduzidos, todos os funcionários se encontram em um mesmo nível, onde todos os integrantes se interligam horizontalmente, diretamente ou através dos que os cercam. A figura do chefe não existe, fazendo com que nasça uma vontade coletiva de atingir os objetivos.

Em relação à importância e responsabilidade dos funcionários, a estrutura hierárquica deixa bem claro que quanto mais alto o nível hierárquico do funcionário, maior será sua importância e responsabilidade, praticamente menosprezando os funcionários de níveis mais baixos. A estrutura em rede deixa claro que todos os funcionários têm para a empresa a mesma importância, desde o faxineiro ao diretor presidente. Por exemplo, se o faxineiro deixar de limpar a sala do presidente, ests vai notar que sua sala está suja e assim seu trabalho estaria comprometido. Se o faxineiro não estiver lá para fazer a faxina, o presidente também não fará. O que diferencia ele do faxineiro é a responsabilidade que cada um tem na empresa, pois tem a responsabilidade de fazer toda a empresa funcionar, e por isso tem um salário mais alto, exatamente pelas muitas responsabilidades que ele tem ao administrar, pois caso seu serviço não seja bem feito, a empresa poderá sofrer grandes perdas. Na estrutura em rede ou em níveis hierárquicos mais reduzidos, ninguém é mais importante que ninguém.

Esse tipo de estrutura se originou do denominado downsizing ou achatamento, que é uma técnica aplicada das abordagens contemporâneas da administração voltada a eliminar a burocracia corporativa desnecessária e focada no centro da pirâmide hierárquica. Trata-se de um projeto de racionalização planejado em todas as suas etapas, que deve estar consistente com a planejamento estratégico do negocio e cuja meta global é construir uma organização o mais eficiente e capaz possível, privilegiando práticas que mantenham a organização mais enxuta possível.

A curto prazo envolve demissões, achatamento da estrutura organizacional, reestruturação, redução de custos, e racionalização. A longo prazo revitaliza a empresa com a expansão do seu mercado, desenvolve melhores produtos e serviços, melhora a moral dos funcionários, moderniza a empresa e principalmente, a mantêm enxuta, de forma que a burocracia não venha a se instalar novamente, uma vez amenizadas as pressões. Ele requer um projeto de racionalização planejado e de acordo com a visão estratégica dos negócios, as metas globais da organização e a partir da definição clara de seus objetivos. Visa a redução de custos; rapidez na tomada de decisão; resposta mais rápida às ações do concorrente; comunicação menos distorcida e mais rápida; manutenção da orientação para a ação com menos análise e paralisia; promoção das sinergias dentro da empresa; elevação da moral na gerência geral; criação do foco nas necessidades do cliente, e não nos procedimentos internos; e aumento da produtividade dos gerentes.

O que se constata, na prática, é que no dia a dia a empresa pode ficar travada quando um diretor está em viajando, e há a necessidade de se tomar uma pequena decisão e ninguém assume uma posição. Isso atrapalha e muito o fluxo dos processos que pode refletir na entrega de um produto ou serviço. E o cliente pode ficar insatisfeito. Dessa forma, o modelo de organização horizontal voltada e administrada por processos com foco no cliente ainda está muito longe de empresas verticais que acreditam que a aplicação do downsizing resolverá os problemas da empresa. Não é somente o enxugamento de staff ou diminuição de cargos que tornará uma empresa verticalizada de um momento para outro, em uma empresa ágil e dinâmica onde os fluxos informativos passam a ser direcionados pelo cliente dentro da organização.

Enfim, o número adequado de gerentes e níveis hierárquicos influi diretamente na efetividade, comunicação e motivação organizacional. Problemas de comunicação se agravam com o aumento do número de níveis hierárquicos. Esse aumento também provoca a diminuição da diferença relativa de autoridade de um gerente em cada nível, assim como sua área de responsabilidade.

Quanto maior o número de níveis hierárquicos maior o custo associado à operação da empresa. Em períodos de recessão, é comum que empresas reduzam os níveis hierárquicos e demitam empregados excedentes para diminuírem o custo burocrático. Algumas vezes, as demissões causadas por uma inovação tecnológica ou crise econômica são inevitáveis, mas, na maioria das vezes, grandes alterações de estrutura e empregados acontecem em virtude de uma falha de administração.

Não se pode esquecer das relações informais que acontecem dentro das empresas, principalmente nas relações pessoais. Em todos os níveis de uma organização, a coordenação e as decisões, frequentemente ,acontecem fora dos canais formais, pois as pessoas interagem informalmente, criando, inclusive, regras e normas. Os gerentes, enquanto estão estabelecendo uma estrutura formal de papéis inter-relacionados, estão criando uma estrutura social informal que afeta comportamentos de maneiras diferentes das planejadas.

Assim, eles devem aproveitar o poder da organização informal para atingir os objetivos da empresa e considerar as implicações das interações entre a hierarquia formal e informal quando mudarem a forma de motivar e coordenar os empregados. A organização informal é sempre estabelecida e todos os empregados a conhecem. A estrutura hierárquica formal é o mecanismo de controle principal, mas a estrutura informal também deve ser usada para permitir que as pessoas encontrem as melhores soluções.

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A sua empresa está preparada para a terceira idade?

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A melhor idade é um sinônimo muito usado no Brasil para referir-se aos cidadãos pertencentes à chamada terceira idade ou, mais apropriadamente, aos idosos. O termo idoso recebe uma definição na forma da lei: pessoa com idade igual ou superior a 60 anos. Atualmente, o número de pessoas idosas não pára de crescer no país e já ultrapassa 10% da população total. O Estatuto do Idoso, legislação editada em 2003, estabelece que os censos demográficos brasileiros deverão incluir dados relativos a esse segmento da população.

Entre os anos de 1940 e 2006, o número de idosos registrados no Brasil cresceu cerca de 11 vezes, passando de 1,7 milhão para 18,5 milhões. A previsão é que em 2025 esse número esteja na casa de 64 milhões de pessoas. Em 2050 estima-se que um em cada três brasileiros seja idoso. A sociedade e o governo devem estar preparados para essa nova realidade. Em torno de 71% dos idosos registrados conseguem ter independência financeira. Eles são responsáveis por uma renda anual de R$ 243 bilhões, um poder de compra nada desprezível. Apenas 5% dos homens e 23% das mulheres dessa faixa da população declaram-se em dificuldades financeiras.

A maior parte da renda percebida pelos idosos, em torno de 49%, é originária de ganhos da Previdência. Em seguida, 39% dos rendimentos, são provenientes de trabalho. Receitas advindas de aluguéis representam 7% da renda anual declarada. Do total de idosos conhecidos no Brasil, 55% são mulheres, que apresentam uma expectativa de vida superior aos homens. A viuvez das mulheres idosas é 3,4 vezes maior do que a dos homens idosos. Devido à expectativa de vida maior, e por terem mais chance de se tornarem viúvas na terceira idade, a tendência é que as mulheres idosas tenham uma velhice mais solitária.

Semelhante ao que acontece com a vida humana em todas as suas etapas, o tempo da terceira idade não representa somente um período de felicidade e prazeres, mas também são encontráveis nessa fase da vida muitas adversidades. Um estudo realizado na Suécia e divulgado recentemente sugere que na atualidade as pessoas com mais de 70 anos possuem uma vida sexual mais ativa e sentem mais prazer do que os idosos de três décadas atrás. Em compensação, devido à redução de reflexos e no ritmo da caminhada, os idosos tornam-se as principais vítimas de atropelamento nas grandes cidades.

Gilberto Wiesel (danylo1@grupoimagecom.com.br), conferencista, consultor e diretor do Grupo Wiesel, explica que muito se fala sobre as novas gerações, mas sua empresa já parou para pensar em ações direcionadas ao público idoso? Talvez seja hora de começar a refletir sobre isso. Segundo estimativas das Nações Unidas, o número de pessoas com 65 anos ou mais deverá triplicar em todo o mundo, de 523 milhões no ano passado para cerca de 1,5 bilhão até 2050. Tal dado representa que, em breve, as pessoas com idade igual ou superior a 65 anos vão superar pela primeira vez o número de crianças com menos de cinco anos. E aqui no Brasil não é diferente: de acordo com uma pesquisa divulgada recentemente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o número de pessoas com mais de 50 anos promete superar os indivíduos de até 30 anos, em 2040.

Diante desse cenário, é fundamental que as empresas se preparem para lidar com esses consumidores. Mas quais as principais ações que as organizações devem tomar para se aproximar desse público? Um exemplo são os pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que ajudam desenvolvedores de produtos a compreender melhor o perfil de consumo dos idosos. Diversas empresas já procuraram o AgeLab do MIT para entender quais as principais características e demandas desses clientes.

Nessa linha, organizações como Intel e General Electric estão desenvolvendo, em conjunto, tecnologias para ajudar idosos a manterem-se independentes. Entretanto, são poucas as companhias que, até agora, criaram novos serviços para esse público consumidor. Como desenvolver, então, uma relação próxima e fiel com os clientes mais velhos? Antes de tudo, é importante que as empresas respeitem o público idoso, entendam e, sobretudo, compreendam as necessidades das pessoas da terceira idade para, assim, desenvolver produtos e serviços que atendam a essa demanda específica.

Campanhas direcionadas e serviços que vão ao encontro direto deste consumidor tendem a ser eficazes. Exemplo disso é um modelo de celular, desenvolvido no ano passado, pela fabricante chinesa ZTE. No aparelho, as teclas são grandes e iluminadas, e as funções, simples. Esse é somente um caso, mas há inúmeros produtos já adaptados à demanda idosa. Todas essas ações refletem a preocupação e aproximação com o seu público-alvo, um dos objetivos de uma empresa que está em busca de crescimento e sucesso.

Mas somente desenvolver novas alternativas para os consumidores da terceira idade basta? Considero que um dos desafios das empresas é conquistar a confiança deste público específico. Para isso, antes de colocar no mercado um serviço que você e sua equipe acreditam ser eficazes com os clientes idosos, pesquise de forma aprofundada os vários perfis de consumidores dessa faixa etária e inove no atendimento. Por isso, coloque em prática novas formas de atender o público idoso, cada vez mais exigente e crítico.

Para as empresas que trilham o caminho do sucesso, é imprescindível não fechar os olhos para os chamados públicos segmentados, sejam eles jovens ou idosos. Então, saia na frente da concorrência e vá atrás de seus clientes. Ofereça soluções diferenciadas para cada perfil. Desenvolva ações direcionadas, novos produtos e serviços de acordo com as necessidades dos distintos consumidores que estão no mercado. Crie estratégias, entre em ação e inove no atendimento personalizado para manter-se perto daqueles para os quais você trabalha.

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A gestão em pequenas e médias empresas

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A maioria das metodologias disponíveis no mercado visa atender aos anseios das grandes empresas, que investem na compra de consultoria, treinamentos diversos, inovações metodológicas, etc. Mas, e as pequenas e médias empresas? Mesmo sendo a grande maioria no Brasil, muitas vezes elas são esquecidas. Mais desafiador do que abrir uma empresa é, sem dúvida, manter a instituição operando no lucro. Entretanto, se não houver um planejamento, o sonho pode virar um pesadelo. Recentes dados do Sebrae mostram que 30% das empresas fecham as portas logo no primeiro ano.

Os gestores dessas empresas se esquecem de definições básicas, como custos, despesas e investimentos. Os custos correspondem aos valores gastos com a fabricação dos produtos, as despesas são valores gastos com a comercialização e administração das atividades empresariais. Normalmente, são gastos mensais. E os investimentos são valores aplicados na aquisição de bens utilizados nas atividades empresariais por vários períodos. Exemplos: equipamentos, veículos, etc. Os custos podem ser classificados com relação ao produto fabricado, sendo os custos diretos diretamente relacionados aos produtos e podem ser mensurados de maneira clara e objetiva, ou seja, referem-se às quantidades de materiais e serviços utilizados na produção de um determinado produto. Exemplos de custos diretos comuns na indústria: matérias-primas, materiais de acabamento, componentes e embalagens. Em alguns casos, a mão de obra aplicada na produção poderá ser considerada um custo direto. Para que isso ocorra, torna-se necessária a mensuração do tempo utilizado na fabricação do produto.

Os custos indiretos são os gastos não diretamente relacionados aos produtos, portanto, não são mensuráveis de maneira clara e objetiva. Neste caso, torna-se necessário adotar um critério de rateio (distribuição) para alocar tais custos aos produtos fabricados, como por exemplo: aluguel, manutenção e supervisão da fábrica, etc. Essa classificação dos custos em diretos e indiretos tem como objetivo avaliar os estoques de produtos em elaboração e acabados (prontos

para a venda). Leia em http://www.asesonline.org.br/cartilhas/financas/custos_na_pequena_industria.pdf um texto sobre os custos em uma pequena indústria.

De acordo com Pedro Lotti (carolinalara@office3.com.br), diretor da PLL, a falta de experiência e de conhecimento são os maiores desafios a serem enfrentados. “O plano de negócios ou o planejamento estratégico são os grandes aliados do empreendedorismo no sentido de orientar a empresa quanto aos caminhos a serem seguidos”, explica o especialista.

O executivo, que possui mais de 35 anos de experiência atendendo empresas de diversos portes, afirma que é necessário um plano bem claro, objetivo e detalhado. “Antes de realizar qualquer ação ou investimento, o planejamento se faz necessário. Seja um investimento de tempo ou de dinheiro. Não se deve contar nunca com o fator sorte”, explica.

Misturar finanças da empresa com finanças pessoais é outro erro freqüente. A dica é estabelecer aos sócios um pró-labore (salário), semelhante aos funcionários. “O valor deve ser transferido para a conta corrente pessoal dos sócios para cobrir as necessidades/despesas. Tudo isto sem confundir o pró-labora com o lucro da empresa, claro”, adverte Lotti.

Contratar familiares e amigos ao invés de pessoas mais adequadas para a empresa, confundir amizade com trabalho, não estabelecer metas e prazos para o pessoal, são atitudes que complicam ainda mais os resultados. É preciso estabelecer pré-requisitos para cada cargo, selecionar pessoas com o melhor perfil, definir a função de cada cargo, assim como prazos de finalização. O atraso de uma tarefa pode atrasar o recebimento de uma receita, prejudicando então o fluxo de caixa da empresa.

É altamente recomendado o controle detalhado de todas as receitas, despesas fixas e variáveis, e investimentos. Decisões tomadas sem informações precisas são inimigos da estabilização de qualquer empresa. Assim como não tomar decisões no momento em que é preciso, principalmente envolvendo demissões, mudanças no procedimento, aumento de atividade ou de investimento, entre outros. Estar atento às reais necessidades da empresa pode salvar seu negócio.

Muitas empresas acabam contratando empréstimos para pagar suas despesas operacionais. Para isso, recomenda-se um plano de recuperação. Quando a empresa não consegue pagar suas despesas é preciso modificar o plano do negócio.

A dependência da empresa com relação aos funcionários, fornecedores ou clientes traz riscos significativos para a empresa. Ter ao menos dois funcionários com conhecimento dos processos básicos, dois fornecedores distintos da matéria-prima e dois clientes com a mesma proporção de receitas, é uma boa dica.

A última, e não menos importante observação, é saber ouvir. Considerar a opinião ou sugestão dos funcionários, clientes e fornecedores é bastante importante. Atualizar-se e buscar aperfeiçoamento constante significa estar em busca de melhores resultados. A empresa é um investimento que somente apresentará bons resultados se o corpo dirigente e funcionários respeitarem-se e trabalharem em conjunto.
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