A técnica do brainstorming funciona ou não?

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Surgido na década de 30 no meio publicitário, como uma forma de aumentar a criatividade de peças publicitárias, o brainstorming é uma ferramenta para geração de novas ideias, conceitos e soluções para qualquer assunto ou tópico num ambiente livre de críticas e de restrições à imaginação. Ele é útil quando de deseja gerar num curto prazo uma grande quantidade de ideias sobre um assunto a ser resolvido, possíveis causas de um problema, abordagens a serem usadas, ou ações a serem tomadas.
Atualmente, se tornou uma técnica muito utilizada e conhecida quando se fala em criatividade. A proposta é simples; se a empresa está buscando uma ideia criativa, reúna uma equipe e faça com que ela crie para a organização. No brainstorming tudo deve ser dito sem freios, os participantes não se importam com hierarquia profissional e são incentivados a expressar tudo que vem a mente sem censurar os companheiros. Na segunda etapa, as ideias selecionadas são discutidas, filtradas e melhoradas para finalmente se chegar a uma ideia vencedora.

Existem variações, mas com esse formato básico a técnica conseguiu seguidores no mundo inteiro. Muitos livros e empresas atribuem sucessos incontáveis a esse tipo de sessão. Então surge a pergunta: Funciona?

Segundo Fábio Zugman e Michel Turtchin (iara@iarafilardi.com), autores do livro “Criatividade sem segredos”, a técnica é divertida e interrompe a rotina do dia a dia. Por ser uma atividade em grupo, muitas vezes os participantes saem com a sensação falsa de que contribuíram muito. Segundo pesquisas, pessoas que trabalham sozinhas têm muito mais tempo para desenvolver suas ideias do que as que participam de sessões coletivas de criatividade, dizem os autores.

Eles perguntam: e por que então a técnica continua popular? Com equipes de habilidades complementares, em que as pessoas estão habituadas a trabalhar em colaboração, a sessão de brainstorming pode ser uma ótima ideia, respondem Fábio e Michel. “O problema é que não basta juntar algumas pessoas e esperar que elas sejam produtivas. É preciso pensar na contribuição que cada participante agrega ao grupo, inclusive excluindo pessoas que prejudicam as sessões. É comum vermos a presença de um executivo dominante, que só pela simples presença acaba interferindo e inibindo os participantes. Nestes casos, o melhor a fazer é pedir reservadamente ao executivo para se retirar. O Brainstorming pode ser bom também para manter a coesão de um grupo, o que proporciona a todos os participantes a sensação de contribuir para algo e isso, muitas vezes, pode ser mais importante que a simples produtividade”, complementam.

Segundo os autores, alguns fatores que ajudam e atrapalham em uma boa sessão de brainstorming:

Ajudam:

-Diversidade

Antes de começar uma reunião é preciso pensar em quem vai participar. Esse é um dos pontos mais importantes, frequentemente ignorado. É comum a seleção de pessoas disponíveis, mas uma sessão pode ser muito mais produtiva com as pessoas certas. O conselho dos autores é buscar pessoas diferentes, com habilidade e experiências complementares. Quanto mais perspectivas, melhor.

-Clareza

Apesar de não haver regras quanto a quais ideias devem ser ditas, uma boa sugestão é instruir os participantes quanto a clareza. Ideias são coisas abstratas e, é comum encontrarmos dificuldades em transmiti-las a outras pessoas. Uma dica dada por Fábio e Michel é fornecer meios alternativos de comunicação. Não confie somente no que é dito, deixe a disposição material de desenho, imagens e até computadores que permitam aos participantes expressar suas ideias.

-Entrosamento

É possível realizar uma boa sessão com estranhos, mas uma equipe bem entrosada ajuda muito. Faça uma dinâmica e estimule os participantes a se apresentarem e a expressarem o que esperam uns dos outros. O simples ato de se apresentar e ter um tempo para se aproximar pode diminuir algumas das barreiras que geralmente temos com desconhecidos. Aproveite para deixar claro que durante uma sessão de brainstorming, as ideias podem ser discutidas, modificadas e abandonadas, mas os participantes nunca devem ser censurados por terem apresentado uma ideia ruim.

Os fatores que mais atrapalham, segundo os autores são:

-Pressa

Em uma sessão de brainstorming, os participantes devem ter tempo suficiente para gerar o maior número de ideias possíveis. Apostar corrida contra o relógio nem sempre é saudável. Apesar de prazos serem importantes, muitas equipes, na pressa de conseguir resultados, encerram seus esforços antes do tempo. Uma boa sessão é aquela em que as pessoas saem com a sensação que disseram tudo. É comum vermos pessoas saindo cansadas de reuniões assim. A dica é não se sentir desconfortável quando o silêncio parece dominar uma sessão. Sua equipe deve chegar no limite.

-Autoridade

Muitos executivos fazem questão de participar de sessões desse tipo para monitorar seus subordinados. É preciso avaliar o quanto essas pessoas contribuem para o esforço coletivo. Pessoas com cargos elevados possuem uma visão global da empresa e podem contribuir muito, por outro lado, essas são as mesmas pessoas que podem pecar por trazer sua autoridade a uma reunião na hora errada -.dizem os autores. A simples presença de determinadas pessoas podem fazer com que seus subordinados sintam-se intimidados na hora de expressar suas ideias, afinal estão sendo observados. Outros executivos tendem a querer controlar a reunião, dando a palavra final em muitas questões. Isso pode ser saudável no dia a dia dos negócios, mas pode prejudicar os esforços do brainstorming. Muitos executivos aprendem a abrir mão de sua posição nessas sessões. Em casos em que isso é difícil, uma boa solução é dar um tempo para a equipe trabalhar antes da participação de seus superiores.

O matador de ideias

Muitas equipes possuem um matador de ideias – aquela pessoa que derruba cada sugestão que escuta de seus colegas. Ideias surgem como embriões, e precisam ser trabalhadas antes de amadurecer. Se alguém na reunião derruba toda ideia que escuta, está prejudicando o grupo, mesmo que acredite que sua crítica está sendo positiva. É preciso deixar claro que a crítica é saudável, mas há momentos em que ela pode prejudicar.

-Vergonha

Por último, é preciso eliminar a vergonha de participar. Alguns profissionais podem achar que suas ideias não são boas o bastante, que serão criticados por elas. Eis a importância de criar um ambiente positivo. Matadores de ideias, devem ser levados a sério, ou aprendem a participar, ou devem ser retirados..

Esse site já editou um texto sobre o assunto em https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/03/02/a-tecnica-do-brainstorming/

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