O emprego de pessoas com mais de 45 anos

Curso Técnico

Formação de Auditores Internos de Sistemas Integrados de Gestão (Qualidade, Meio Ambiente, Saúde, Segurança do Trabalho e Responsabilidade Social) – Ao Vivo pela Internet

Este curso apresenta os detalhes sobre os requisitos das normas de gestão da qualidade, ambiental, de saúde, segurança do trabalho e responsabilidade social, relacionando-os com os requisitos específicos dos Sistemas de Gestão implantados (Normas NBR ISO 9001:2008, NBR ISO 14001:2004, OHSAS 18001:2007 e SA 8000:2008). Tem o objetivo de capacitar os participantes a realizar auditorias compartilhadas do Sistema Integrado. Clique para mais informações

Muitas empresas procuram pessoas mais velhas, justamente pela bagagem que elas têm, principalmente, pela experiência profissional. As áreas que oferecem mais vagas são as de serviços, construção civil, consultoria e comércio. há muita dificuldade de reposição de funcionários. Por isso, as pessoas que já estão se aposentando continuam no trabalho para ajudar a completar o quadro de colaboradores. Algumas empresas preferem contratar pessoas mais velhas pela experiência e responsabilidade. Outro motivo pelo aumento da demanda por pessoas mais velhas é o aquecimento da economia, principalmente em setores como petróleo, gás e minério.

Muitas vezes, as empresas preferem as pessoas mais velhas, pois não precisam dar treinamento, como no caso de alguém mais jovem. Os mais velhos também têm preferência quando se trata de uma contratação para um projeto específico, afirma Lucimere. Nesses casos, é mais fácil contratar uma pessoa mais velha pela sua experiência naquela atividade, pois assim não é necessário formar um profissional.

Os jovens estão saindo para o mercado sem nenhuma experiência e com um nível educacional muito baixo. Com isso, as pessoas mais velhas estão tendo mais oportunidade. Luciana Tegon (marcelo@lead.com.br), ombudsman da Elancers e sócia da Consultants Group by Tegon afirma que ao chegar aos 45 anos, muitos profissionais tendem a acreditar que não há mais tempo para questionar sua empregabilidade. Para muitos, o fato de estar empregado é o bastante para estar satisfeitos com sua vida profissional. “O Brasil vive uma era de ouro e há muitas oportunidades de crescimento. Com o país nesta cadência, estamos assistindo a um rearranjo profissional de jovens, adultos e idosos, ou seja, as oportunidades surgem para todos. A partir dessa idade, diversas são as possibilidades. Mas se pessoas com mais de 45 anos tem dificuldade de se colocar, o que fazer? Existem muitos caminhos a trilhar, como buscar uma recolocação em empresas, atuar como consultor autônomo, empreender em um novo negócio ou investir em uma nova carreira. Parar de produzir é a única opção não convidativa. Primeiramente, vamos considerar aqueles que optaram por continuar desenvolvendo suas carreiras e buscam recolocação nas empresas. O marco zero é preparar bem sua embalagem. Hoje, a maioria das empresas recebe currículos pelo site. Nada de preguiça nesta hora! Preencher com calma todos os campos do formulário já é um grande passo na sua apresentação. Com seu currículo devidamente cadastrado nas empresas de interesse, o próximo passo é buscar e candidatar-se a vagas que estejam dentro do seu perfil. Trabalhe e busque seu objetivo todos os dias, para não desanimar”, explica.

Segundo ela, as pessoas podem perguntar: e as empresas, como nos veem em um processo de recrutamento? “Aos olhos delas as políticas de contratação podem ser cruéis. Definem um perfil que rejeitam profissionais acima de 50 anos, por melhor que seja o currículo. Quando sou chamada para buscar no mercado um determinado profissional, refino ao máximo com o RH as qualificações, experiências e fatores de perfil que este profissional deve ter. Considero a cultura da empresa, as políticas de contratação, o dress code e demais características que este profissional deve ter para ser contratado. Minha missão é colocar a pessoa certa no lugar certo. Funcionário satisfeito é produtivo e autorrealizado”, responde.

Luciana acha que os profissionais com mais idade e bagagem são mais maduros, articulados e inegavelmente dão mais trabalho para gerenciar. Seniores tem o gênio forte, aguentam menos sapos, contestam mais, e para algumas lideranças, é um trabalho que não querem ter. “Entretanto, sou grande defensora destes profissionais. Sempre sugiro e demonstro que as oportunidades de trabalho devem ser estendidas a profissionais seniores, pois tenho certeza de que a experiência e a maturidade fazem muita falta, principalmente, nos níveis de comando. Muito bem, seu currículo está bem feito e agora foi chamado para uma entrevista. A esta altura você já sabe como se portar. Porém, nunca é demais dizer para não mentir, não falar mal do ex-empregador e jamais falar gírias ou tentar criar intimidade com o recrutador. O ambiente é formal e não comporta esse tipo de liberdade. Sempre aconselho o candidato que, ao final da entrevista, pergunte ao recrutador o que se espera do profissional que ocupará aquela posição. Após ouvir, conte como poderia empregar suas qualificações e experiências na empresa. Você estreita seu laço com o headhunter, torna a entrevista diferenciada e tem mais chances de evoluir no processo seletivo. Em contrapartida, você avalia se aquela vaga lhe interessa, pois se não interessar, aconselho a declinar para não desistir mais pra a frente”, acrescenta.

A especialista acha que outra opção para o profissional sênior que queira se manter no mercado de trabalho é a atividade autônoma. Uma vez consultor autônomo, você passa a se preocupar com aspectos operacionais para abrir uma empresa e geri-la dentro dos parâmetros legais, contábeis. Enfim, tudo passa a ser controlado e decidido por você, que está a mercê de suas próprias ações, como divulgar seu trabalho, fazer networking, agendar reuniões, responder a e-mails, fazer propostas etc. Ela sugere um roteiro para um profissional que está se lançando em voo solo:

• Abra uma empresa e enquadre-a no regime Simples, que tem percentual reduzido de tributação. Discuta com seu contador e explique o que fará;

• Faça um web site simples e objetivo apresentando seu serviço ou produto;

• Capriche nas redes sociais, mas não exagere. Seu perfil deve ter uma foto sua, sorrindo de preferência e atributos bem escritos;

• Contar com boas referências em empresas que prestou serviços faz toda a diferença para futuros trabalhos. Cheque com suas referências se você pode mencioná-las no seu site;

• Defina uma estratégia de curto, médio e longo prazo para o seu negócio. Navegar em um barco sem rota é sempre mais difícil;

• Defina um orçamento para o seu negócio, um business plan. Surpresas e sobressaltos são inevitáveis, mas planejar, quando autônomos, traz mais tranquilidade;

• Identifique potenciais clientes, busque contatos na sua rede de relacionamentos, faça uma apresentação de seus trabalhos ou um e-mail convite para conhecer seu site;

• Revise seu guarda-roupa. Elas estão adequadas ao dress code da sua nova carreira? Se você era um alto executivo e usava terno, pode adotar um visual menos formal, que te apresentará melhor em oportunidades em que seja exigida sua presença;

• Leia e se atualize em marketing pessoal, automotivação, empreendedorismo e tudo sobre aqueles que gerem seu próprio negócio. Conhecimento é fundamental e transmite segurança.

“Outra alternativa para os profissionais maduros é iniciar uma nova carreira. Para isso, é necessário que você avalie seu histórico profissional, identifique a área que gostaria de atuar, as profissões que o mercado está absorvendo e até uma avaliação psicológica identificando seus anseios x suas habilidades. Se você está empregado, mas pretende iniciar outra carreira, prepare-se gradativamente. Leia, estude, conheça, faça cursos sobre sua nova profissão. Busque oportunidades de fazer esta transição de forma tranquila, já que seu sustento não está comprometido. Agora, se está desempregado, a situação é outra. A primeira regra é gastar o mínimo possível. Assim, cuidado com a empolgação ao montar um negócio. Esteja preparado para os primeiros 12 meses do seu novo negócio”, complementa.

Por fim, ela diz que uma coisa é fato, em países desenvolvidos ou em desenvolvimento, como o Brasil, as oportunidades de trabalho aumentam a cada ano. “Esteja atento às novas profissões, às áreas que estão com demanda de profissionais e encontre seu caminho. Cursos técnicos de curta duração facilitam um emprego em outras áreas. Se você já passou dos 45 e inicia uma nova carreira, aposte em um curso técnico para empregar-se rapidamente. Uma vez empregado, você pode ampliar seus conhecimentos e galgar posições mais altas. Como eu sou eternamente otimista, sempre acredito no potencial humano. Se não está feliz, antes arriscar e iniciar uma nova carreira do que insistir em levantar todos os dias para trabalhar em alguma coisa que você não gosta. Coloque na balança os aspectos positivos e negativos e tome sua decisão. Fazer algo sem motivação é meio caminho para o insucesso”, finaliza.

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A origem do ciclo PDCA, segundo um especialista

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar:
http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039 Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas
de comentários

NBR 5410 Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADA Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos

Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=1&indice=A

Um dos conceitos mais conhecidos em gestão é o ciclo PDCA, pois mesmo pessoas leigas costumam conhecer as quatro etapas básicas que ficaram famosas depois que ele foi introduzido no Japão e se espalhou pelo mundo. Claudemir Y. Oribe (claudemir@qualypro.com.br) , consultor e instrutor da Qualypro, explica que a origem do PDCA se deu a partir do ciclo de Shewhart, Engenheiro americano e que foi o introdutor do controle estatístico para o controle da qualidade. Mas os fragmentos que lhe deram origem se desenvolveram ao longo de, pelo menos, 300 anos de pensamento filosófico. Desde o período conhecido como revolução científica, no século XVII, os pensadores europeus, como Copérnico, Kepler, Telésio e da Vinci, já se indagavam sobre a melhor maneira de desenvolver conhecimentos válidos e que substituíssem os questionáveis dogmas da Igreja Católica acerca do mundo físico, que eram baseados, sobretudo, na metafísica aristotélica. Nessa época Galileu Galilei estabeleceu a primeira sequência de passos para a geração de conhecimentos válidos, composta pela observação, análise, indução, verificação, generalização e confirmação. Outros filósofos, como René Descartes e Francis Bacon, também descreveram seus métodos, cada qual fundamentado em sua própria crença sobre o melhor caminho a seguir para chegar ao mesmo ponto: o conhecimento. Como a intenção não era resolver problemas, a sequência não continha etapas de aplicação do conhecimento adquirido. Mais adiante, outros filófosos acabaram influenciando a criação do PDCA para se tornar tal qual o conhecemos nos dias de hoje.

Conforme contam Moen e Norman, autores da área da Qualidade, a inspiração para a criação do PDCA foi atribuída por Shewhart e Deming aos americanos Clarence Irving Lewis (1883-1964) e John Dewey (1859-1952), dois dos fundadores da escola filosófica do pragmatismo. A idéia de um “circuito” foi desenvolvida por Dewey ao imaginar como funciona a relação entre a ação humana e o domínio social ao qual pertence. Segundo ele a reflexão para a solução de problemas contém cinco passos logicamente distintos: perceber a dificuldade, localizar e definir o problema, sugestão de possíveis soluções, desenvolvimento por raciocínio das influências da sugestão, observação posterior e experimentação que levem a sua aceitação ou rejeição. Embora fossem seguidores de doutrinas racionalistas e do método científico, os pragmatistas acreditam que o valor do conhecimento depende de sua contribuição como meio para a obtenção de um resultado concreto e prático para a vida. Esse estilo de pensamento incorporou na doutrina pragmática as características racionais e instrumentais.

Assim, ao contrário daqueles precursores da revolução científica, uma mudança radical aconteceu no objetivo do pensamento humano a partir do pragmatismo para que o PDCA se tornasse, não apenas um modelo para a geração de conhecimento, mas um modelo voltado fundamentalmente para a ação prática e geração de benefícios para o homem e a sociedade.

Moen e Norman, autores da área da Qualidade, relatam que nos primeiros anos do século passado, as organizações industriais já conheciam os três processos da produção em massa: especificação, produção e inspeção. Tanto é, que Ishikawa (1986) também relembra que Taylor recomendava o plan-do-see (planeje, execute e veja) como referência para o planejamento das etapas básicas de um processo produtivo. Esses processos se davam numa seqüência linear simples e representavam a estrutura de funcionamento das indústrias daquela época.

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Conceito de controle de Taylor e os três processos de produção em massa.

Fonte – Moen e Norman (2007).

Um pouco adiante, no final da década de 30, o norte-americano Walter A. Shewhart, em sua obra intitulada Statistical method from the viewpoint of quality control propõe o modelo de produção visto como um sistema, que representa os mesmos passos, porém de forma cíclica (Figura 2). Shewhart argumenta que esses três passos devem fazer um círculo ao invés de uma linha reta, pois eles constituem um “processo científico dinâmico de aquisição de conhecimento”. Essa pequena modificação transformou o modelo de ciclo aberto para um ciclo fechado, em que os resultados obtidos numa passagem são considerados no planejamento da próxima passagem. Isso realimenta o processo e permite que ele seja aprimorado pela análise dos erros e problemas do ciclo anterior. Esse modelo, denominado ciclo de Shewhart, é levado por Deming ao Japão em 1950.

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Ciclo de Shewhart de 1939.

Fonte – Moen e Norman (2007).

Em 1951, o ciclo de Shewhart ganhou mais dois passos passando a compreender: (a) o desenho do produto; (b) produzi-lo testando na linha de produção e no laboratório; (c) colocar no mercado; (d) testar no mercado por meio de pesquisas; (e) redesenhar o produto à luz da reação dos consumidores e continuar girando o ciclo.

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Ciclo de Shewhart para desenvolvimento de produto.

Fonte – Moen e Norman (2007).

Shewhart percebeu que seu modelo também é aplicável para processos repetitivos de melhoria, substituindo as etapas de desenvolvimento e comercialização de produtos por atividades de planejamento e análise de melhorias, mantendo o caráter cíclico.

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Ciclo de Shewhart para processos repetitivos de melhoria.

Fonte – Moen e Norman (2007).

Após sua introdução no Japão, o primeiro ciclo de Shewhart foi muito bem aceito, mas sua idéia original foi alvo de objeções. Ishikawa logo concluiu que o plan-do-see não era adequado para o povo japonês pois, ao seu ver, o significado do verbo see – ver, olhar – “[…] propicia a atitude passiva de apenas se manter em expectativa”. Moen e Norman contam uma curiosa história que teria sido relatada pelo Dr. Noriaki Kano. Segundo essa versão, Deming teria ensinado aos japoneses que o verdadeiro sentido de see não é apenas ver ou revisar, mas sim tomar uma ação, ou take action em inglês. Como essa idéia lhes pareceram mais consistente, os japoneses rapidamente incorporaram action ao modelo, omitindo take, conforme relembra Kano em seu relato. Assim, o modelo adotado no Japão passou a ser o plan-do-check-action, que é o PDCA conhecido nos dias de hoje (Figura 5). Em português essas etapas podem ser traduzidas como planejar-executar-verificar-agir.

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Ciclo PDCA desenvolvido no Japão

Fonte – Hosotani (1992)

Clique na imagem para conhecer os Produtos da Qualypro

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Belo Horizonte (31) 3391-7646

Para ler outro texto de Claudemir  Oribe, que ministra treinamento de MASP para empresas como Oi, Tim, Furnas, BRFoods, Thyssenkrupp, ESAB, Fiat, etc., sobre o Ciclo PDCA, clique no link abaixo

https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2011/04/o-ciclo-pdca.pdf

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