Uma dúvida de uma leitora: a importância do benchmarking

NBR ISO 9241- Parte 151 – Ergonomia da interação humano-sistema – Orientações para interfaces de usuários da World Wide Web
Essa norma fornece orientação sobre o projeto centrado no ser humano para interfaces de usuário de software na web com o objetivo de aumentar a usabilidade. As interfaces Web de usuários atendem tanto a todos os usuários da Internet quanto aos grupos fechados de usuários, como os membros de uma organização, clientes e/ou fornecedores de uma empresa ou outras comunidades específicas de usuários. Clique para mais informações.

A metodologia do benchmarking está muito bem definida na ISO 9004. É uma ferramenta de medição e análise, que uma organização pode usar para buscar as melhores práticas dentro e fora da organização, com o objetivo de melhorar o seu desempenho. Benchrnarking pode ser aplicado para estrategias e políticas, operações, processos, produtos e estruturas organizacionais.

Segundo a norma, existem vários tipos de benchmarking, tais como

– benchmarking interno de atividades dentro da organização,

– benchmarking competitivo do desempenho ou processos com concorrentes, e

– benchmarking genérico; comparando estrategias, operações ou processos com organizações de qualquer ramo,

O sucesso de um benchmarking depende de fatores tais como apoio da liderança da organização (já que envolve o intercâmbio do conhecimento mútuo entre a organização e os seus parceiros de benchmarking), a metodologia utilizada para aplicar o benchmarking, a estimativa dos benefícios versus custos, e a compreensão das características do assunto a ser investigado para permitir uma correta comparação com a situação atual da organização. Convém que a organização estabeleça e mantenha urna metodologia para benchmarking que defina regras para itens tais como a definição do escopo do assunto de benchmarking, o processo de escolha do(s) parceiro(s) de benchmarking, bem como quaisquer comunicações necessárias e a política de confidencialidade, a determinação de indicadores para as características que devem ser comparadas, bem como a metodologia de coleta de dados a ser utilizada, a coleta e análise de dados, a identificação de diferenças de desempenho e a indicação de potenciais áreas de melhorias, o estabelecimento e monitoramento de planos de melhoria correspondentes, e a inclusão da experiência acumulada na base de conhecimento da organização e os processos de aprendizagem.

Associado ao benchmarking está a aprendizagem. Na mesma norma, está escrito que convém que a organização incentive a melhoria e a inovação através da aprendizagem. Para a organização alcançar o sucesso sustentado, é necessário adotar “aprendendo corno uma organização” e “aprendizagem que integra as capacidades dos indivíduos com as da organização. Assim, “aprendendo como uma organização” envolve considerar a coleta de informações de varias fontes e eventos internos e externos, incluindo históricos de sucesso e de fracassos, e a aquisição de conhecimentos através de análises minuciosas das informações que foram coletadas,

A “aprendizagem que integra as capacidades dos indivíduos com as da organização” é alcançada através da combinação do conhecimento, padrões de pensamento e padrões de comportamento das pessoas com os valores da organização. Isto envolve a consideração de valores organizacionais baseados na missão, visão e estratégias, o apoio a iniciativas de aprendizagem, e demonstração de liderança através do comportamento da alta direção, o estímulo a redes de relacionamentos, conectividade, interatividade e compartilhamento de conhecimento dentro e fora da organização, a – manutenção de sistemas de aprendizagem e compartilhamento de conhecimentos, o reconhecimento, apoio e recompensa da melhoria das competências das pessoas, através de processos de aprendizagem e compartilhamento de conhecimento, e a valorização da criatividade, apoiando a diversidade das opiniões das diferentes pessoas na organização. Rápido acesso e utilização de tais conhecimentos podem aumentar a capacidade da organização para gerenciar e manter o seu sucesso sustentado.

DEFESA DO CONSUMIDOR

Lubrificante mais viscoso pode não ser a melhor opção para o motor do veículo

Marcelo Beltran, gerente técnico da Total Lubrificantes do Brasil – andrea.barbosa@franpress.com.br

O consumidor brasileiro, em sua maioria, ainda tem em mente que o lubrificante mais viscoso é o melhor. Criou-se uma cultura de que, quanto mais espesso, maior sua eficiência, porém, na maioria das vezes, ocorre o contrário. Por outro lado, o lubrificante menos viscoso tem melhor performance na partida à frio, pois chega mais rápido às partes superiores do motor. Esse filme mais “fino” retira menos energia do motor e da transmissão, possibilitando a redução do consumo de combustível.

O que melhora a qualidade do lubrificante não é necessariamente a quantidade de aditivos adicionados, mas a tecnologia de cada um deles. Um exemplo é a tecnologia “low saps” que busca a redução de aditivação antidesgaste convencional, visando minimizar a emissão de gases nocivos ao meio ambiente através do aumento da vida útil do catalisador (sem prejudicar o motor), assim como os aditivos modificadores de atrito na tecnologia fuel economy, visando a economia de combustível.

Os lubrificantes com a faixa mais baixa de viscosidade, estão em linha com a tendência de “fuel economy” (economia de combustível). Estas viscosidades são normalmente encontradas entre as faixas SAE 5W20 e SAE 10W30, e estão dentro das exigências da norma ILSAC GF-5. Em parceria com empresas de lubrificantes, cada fabricante de veículo (OEM) desenvolve um óleo adequado para cada veículo e modelo, de acordo com as necessidades do projeto.

É de fato uma tendência global o consumo de lubrificantes menos viscosos nos próximos anos, tanto pela indicação dos OEMs no manual do veículo, quanto pelo aumento da conscientização e o poder aquisitivo do consumidor final. Ainda que minoria, haverá aumento percentual gradativo no consumo de lubrificantes de alta performance, tanto no consumo de óleos básicos sintéticos, quanto na redução da viscosidade dos mesmos.

Sabemos que levará tempo para que de forma geral o consumidor quebre o paradigma de que o lubrificante mais viscoso, nem sempre é melhor. É bom lembrar que viscosidade é diferente de índice de viscosidade, que é a característica físico-química do óleo de manter a viscosidade em função do aumento da temperatura. Infelizmente, na prática, o que manda no mercado nacional, na maioria das vezes, ainda é o preço, mas com o crescimento da economia brasileira este cenário deve ser minimizado através da renovação da frota e do aumento no poder aquisitivo do consumidor final.

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A produção orgânica de alimentos ganha espaço

As formas de cultivo que visam respeitar as leis da natureza surgiram nos Estados Unidos, na Europa e no Japão. Em 1930, o japonês Mokiti Okada elaborou trabalhos nas áreas de agricultura, artes, medicina, religião e educação. Deixou muitos legados e liderou o movimento da agricultura orgânica no Oriente. A ideia é produzir sem agrotóxicos, aonde resgatar a pureza e a força do solo e dos alimentos, preservar a diversidade e o equilíbrio biológico e contribuir para a elevação da qualidade da vida humana, são preceitos fundamentais. Mokiti Okada alertou para a necessidade de uma avaliação cuidadosa sobre os bons resultados obtidos pelo uso indiscriminado de agrotóxicos, que têm caráter passageiro e acarretam graves consequências ao meio ambiente. Em 1930 ele já alertava a população sobre a impregnação de resíduos químicos nos alimentos, a alteração do verdadeiro sabor dos mesmos, o comprometimento da saúde do lavrador, que manipula tais produtos, e do consumidor, além da contaminação de mananciais, leitos de rios, lençóis freáticos, enfim da ampla degradação ambiental que afeta toda a cadeia alimentar.

O sistema de produção orgânica introduz benefícios óbvios, mas é preciso ter como objetivo um equilíbrio que dê viabilidade ao negócio de produção de frangos orgânicos, no sentido de cuidar para não caminhar em sentido oposto àquele existente atualmente e que torna viável e altamente eficiente toda uma cadeia agroalimentar da avicultura. O que precisamos é aproveitar as vantagens tecnológicas desenvolvidas e agregar os valores de uma produção de alimentos saudáveis e ecológicos, valores aqui entendidos em sentido amplo, ou seja, nos aspectos: ambiental, social, segurança dos alimentos, bem-estar animal, transparência do processo produtivo, rastreabilidade, etc.

Além disso, há uma questão fundamental a ser considerada. Os países mais desenvolvidos vêm sistematicamente abolindo o uso de antibióticos e quimioterápicos como promotores de crescimento nas criações animais, de forma que uma das maiores motivações para o consumo de alimentos orgânicos, que é a ausência de resíduos de substâncias químicas, em alguns anos será uma realidade também na avicultura industrial do Brasil. No futuro, os produtos com esse apelo de ausência de resíduos não serão mais produtos diferenciados. Restará ainda o apelo da preservação ambiental, mais presente na mente das pessoas do que as questões sociais, porém a avicultura não é uma atividade que impacta o meio ambiente de forma direta, a não ser pela emissão de gases como a amônia nos aviários, área em que as pesquisas com microrganismos benéficos na compostagem de matéria orgânica mostram-se promissoras para solucionar esse problema. A avicultura consome uma quantidade enorme de grãos para alimentação das aves, de forma que, mantendo-se a tendência atual de usar ingredientes de origem orgânica certificada (talvez inicialmente menos que 80% para viabilizar a produção das aves orgânicas), será ampliada a demanda de milho, soja, trigo e outros ingredientes cultivados de forma ecológica, incentivando os produtores a realizar essa produção de grãos também para consumo interno.

A produção de frangos orgânicos é uma possibilidade que deve ser ao mesmo tempo lucrativa para os produtores e comercializadores, e vantajosa para os consumidores. Segundo Mokiti Okada, a agricultura natural deve beneficiar tanto os produtores, com prosperidade e cumprimento das leis da natureza, como os consumidores, com saúde e vitalidade. Os diversos modelos de produção alternativa e orgânica devem ser experimentados e incentivados, com certificação da qualidade, mas sem restrições desnecessárias, para que as adaptações geográficas, sociais, econômicas e tecnológicas possam ser praticadas e valorizadas por uma sociedade mais equilibrada, mais justa e mais sadia. O objetivo é o de contribuir para a discussão e a prática de tecnologias mais apropriadas de produção animal.

Uma exemplo disso é o frango orgânico da Korin que vem e destacando entre as carnes seguras do mercado brasileiro. “É crescente a busca pelo frango orgânico da Korin e, com o aumento desta demanda, estamos lançando-o também em cortes embandejados para facilitar o consumo. A produção do frango orgânico aumentou cinco vezes desde que foi lançado há quatro anos”, explica Reginaldo Morikawa, gerente geral da Korin.

A carne tem menor teor de gordura e as aves não recebem diariamente os antibióticos, anticoccidianos e melhoradores de desempenho também à base de antibióticos que sobrecarregam o frango de químicos. O frango recebe apenas ração vegetal e orgânica. A criação do frango orgânico resulta numa carne mais segura e saborosa, que preserva as qualidades nutritivas e naturais. O frango da Korin hoje no país está alçado ao de melhor qualidade.

“Defendemos a criação de frangos sem ingredientes de origem animal na ração e medicamentos utilizados na avicultura moderna. As aves desenvolvem-se num ambiente equilibrado e que privilegia o bem-estar animal. Usamos vários extratos naturais de plantas como orégano, canela, eucalipto e limão. A ave pode passear no terreiro (piquete), não fica confinada o tempo todo, além do número de aves na granja ser menor que no modelo convencional”, explica Luiz Carlos Demattê Filho, médico veterinário. Além da certificação da qualidade orgânica pelo IBD, o frango orgânico Korin também possui o certificado em Bem-Estar Animal, conferido pela Ecocert do Brasil. O certificado garante que todo o processo produtivo, da granja até o abate, segue regras rígidas com relação ao bem-estar dos animais.

A Korin tem crescido exponencialmente pela especialidade em criações de frangos de alta qualidade, como o carro chefe criado sem o uso de antibióticos e outros quimioterápicos utilizados na criação convencional. Os frangos são vendidos nas grandes redes varejistas e supermercados de todo país. O frango orgânico é mais um diferencial entre os produtos da empresa.

O sistema produtivo orgânico entrega um produto sem aditivos químicos. Protege o produtor e a saúde humana. A certificação dos orgânicos exige a preservação das nascentes, e das matas nas margens dos rios, a recuperação das áreas degradadas, no entorno de nascentes e nas encostas dos morros. Os trabalhadores orgânicos também recebem atenção monitorada. Crianças nas escolas, capacitação quanto às normas de produção, cumprimento da legislação trabalhista, moradia digna, são algumas das exigências.

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Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADASistemas de gestão da qualidade – Requisitos