O Censo 2010 pode ser analisado de forma estratégica para os negócios?

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Normas ensinam como elaborar corretamente os trabalhos acadêmicos e projetos de pesquisas
Publicadas em março de 2011, a ABNT NBR 14724 – Informação e documentação – Trabalhos acadêmicos – Apresentação e a NBR 15287 – Informação e documentação – Projeto de pesquisa – Apresentação são duas normas muito importantes para o mundo acadêmico e científico. Enquanto a primeira estabelece os princípios gerais para a elaboração de trabalhos acadêmicos (teses, dissertações e outros), visando sua apresentação à instituição (banca, comissão examinadora de professores, especialistas designados e/ou outros), a segunda Estabelece os princípios gerais para apresentação de projetos de pesquisa. Clique para mais informações.

De uma população estimada em 1872 de 9.930.478 o Brasil saltou para 190.755.799 habitantes. Isso foi o que constatou o Censo Demográfico 2010. O censo foi uma complexa operação estatística realizada por um país, sobretudo quando ele tem dimensões continentais como o Brasil, com 8.515.692,27 km², distribuídos em um território heterogêneo, muitas vezes de difícil acesso, composto por 27 Unidades da Federação e 5.565 municípios. Trabalharam nessa operação 230 mil pessoas, sendo 191 mil recenseadores. Foram investidos R$ 1,2 bilhão durante o ano de 2010, o equivalente a quatro dólares por habitante.

Os recenseadores visitaram 67,5 milhões de domicílios no período de 1º de agosto a 31 de outubro de 2010 e ao menos um morador forneceu informações sobre todos os moradores de cada residência. Os primeiros resultados sobre a população dos municípios foram divulgados no Diário Oficial da União de 4 de novembro de 2010, e as prefeituras tiveram 20 dias para apresentar suas avaliações sobre os números divulgados. O IBGE realizou nesse mesmo período um trabalho de supervisão e controle de qualidade de todo material coletado, em conjunto com as Comissões Censitárias Estaduais (CCE) e as Comissões Municipais de Geografia e Estatística (CMGE), que funcionaram como um canal de comunicação entre o IBGE e a sociedade e participaram de todo o processo de realização do Censo.

Segundo o Censo Demográfico 2010, há no Brasil uma relação de 96,0 homens para cada 100 mulheres, como resultado de um excedente de 3.941.819 mulheres em relação ao número total de homens. Com este resultado, acentuou-se a tendência histórica de predominância feminina na população do Brasil, já que em 2000 o indicador era de 96,9 homens para cada 100 mulheres.

A região Norte é a única que apresenta o número de homens superior ao de mulheres (relação de 101,8 para cada 100), sendo que todos os seus estados apresentam também razão de sexo superior a 100%. Nas demais regiões, as razões de sexos são as seguintes: Centro-Oeste, 98,6 homens para cada 100 mulheres; Sul, 96,3 homens para cada 100 mulheres; Nordeste, 95,3 homens para cada 100 mulheres respectivamente; e Sudeste, 94,6 homens para cada 100 mulheres.

Entre os estados, a maior razão de sexo está em Mato Grosso, com 104,3 homens para cada 100 mulheres. A Unidade da Federação que apresenta a menor razão de sexo é o Rio de Janeiro: 91,2 homens para cada 100 mulheres. Com exceção do Amazonas, todas as Unidades da Federação apresentam queda na razão de sexos entre 2000 e 2010.

Embora no conjunto da população do Brasil haja o predomínio feminino, em mais de 60,0% dos municípios observa-se um superávit masculino, fato decorrente das correntes migratórias. Entretanto tal predominância ocorre em municípios menos populosos. Cerca de 80,0% dos municípios com menos de 5.000 habitantes possuem mais homens do que mulheres em suas populações, ao passo que em todos os municípios com mais de 500 mil habitantes o número de mulheres é superior ao de homens.

A representatividade dos grupos etários no total da população em 2010 é menor que a observada em 2000 para todas as faixas com idade até 25 anos, ao passo que os demais grupos etários aumentaram suas participações na última década. O grupo de crianças de zero a quatro anos do sexo masculino, por exemplo, representava 5,7% da população total em 1991, enquanto o feminino representava 5,5%. Em 2000, estes percentuais caíram para 4,9% e 4,7%, chegando a 3,7% e 3,6% em 2010. Simultaneamente, o alargamento do topo da pirâmide etária pode ser observado pelo crescimento da participação relativa da população com 65 anos ou mais, que era de 4,8% em 1991, passando a 5,9% em 2000 e chegando a 7,4% em 2010.

Marcos Morita (professor@marcosmorita.com.br), mestre em administração de empresas e professor da Universidade Mackenzie analisa todos esses dados sobre o prisma da estratégia, ou seja, de que maneira, governantes, empresários e executivos podem aproveitá-los, gerando vantagens competitivas duradouras. A última versão ocorrida ano passado trouxe algumas novidades, tais como a coleta eletrônica de dados e a inclusão de algumas questões, tais como: união entre pessoas do mesmo sexo, computadores domiciliares com acesso à internet e acesso a programas de transferência de renda do governo, necessárias devido às políticas governamentais, a tecnologia e as mudanças comportamentais da sociedade.

“Os grandes números demonstram um país com mais mulheres que homens em algumas localidades, predominantemente urbano e crescente nas regiões Norte e Centro-Oeste devido às ondas migratórias, provocadas pela mineração e as grandes obras, porém ainda analfabeto e carente em saneamento básico, demonstrando algumas mazelas de país de terceiro mundo. Voltando a estratégia, alguns indicadores podem ser de extrema importância, tais como: aumento do número de pessoas morando sozinhas, crescimento do percentual de idosos e o número de casais homossexuais declarados, compondo o material necessário para o que denominamos análise do ambiente”, explica.

Ele acrescenta que sete milhões de solitários: este é o número de domicílios habitados por apenas uma pessoa. Vale salientar que 46% deste público têm entre 30 e 59 anos, ou seja, são considerados como parte da população economicamente ativa. Solteiros, descasados ou viúvos, compartilham algumas necessidades comuns a quem vive sozinho. “Visite um supermercado e perceba que algumas marcas e redes, já se adaptaram a este novo filão. Embalagens individuais, porções menores, refeições saborosas e prontas que vão muito além da pizza e do frango assado. Conveniência, rapidez e praticidade são itens extremamente valorizados, trazendo oportunidades na área de serviços. Lavar a roupa, efetuar pequenos reparos, levar o cachorro para passear, fazer compras e ginástica de madrugada. Empresários podem se aproveitar desta demanda, oferecendo soluções que facilitem a vida destes solitários. Serviços de leva & traz, passeador de cachorros, lava rápido, lavanderias, supermercados, padarias e academias 24 horas”.

Um país cada vez mais grisalho: o percentual de idosos, população com idade superior a 65 anos, já supera o de crianças de zero a quatro anos, comprovando a mudança do desenho da pirâmide etária. Apesar da melhoria na qualidade de vida, esta é uma etapa que requer alguns cuidados especiais. “Não obstante a descoberta deste mercado por alguns setores, a oferta de serviços e produtos é ainda incipiente, quando comparada com nações como Japão, Estados Unidos e Alemanha. As empresas e serviços em geral trabalham com a questão preço e promoção, adaptando o portfólio atual de produtos para atendê-los. Alimentação mais equilibrada e balanceada, produtos com instruções mais legíveis, roupas e acessórios especialmente desenhados, trocadores mais espaçosos, vendedores e atendentes treinados são algumas das oportunidades que somam as já existentes: assistência médica domiciliar, fisioterapia, massagens, cursos de línguas e informática, universidades da melhor idade, empréstimos e viagens”.

“60 mil casais homossexuais: a capital portenha Buenos Aires, pode ser considerada um ótimo exemplo de exploração deste nicho de mercado. Sua vibrante vida noturna, a oferta de bares e restaurantes e a recepção de eventos têm feito com que mais de meio milhão de homossexuais a visitem anualmente, despejando uma quantidade significativa de dólares e euros. Em geral bem empregados e sem filhos, este exigente público costuma gastar em viagens, entretenimento e cultura. A cidade de São Paulo tem se beneficiado da já tradicional parada gay, a qual movimenta milhões de reais em seu circuito”.

Morita conclui que os governantes, empresários e executivos devem passar a olhar com mais carinho os dados divulgados pelo IBGE, não apenas como manchete dos jornais, mas como informações de negócios; as quais cruzadas com outros dados secundários, pesquisas e o próprio conhecimento de mercado, podem trazer oportunidades importantes e interessantes, mesmo para quem a geografia nunca passou de mais uma matéria obrigatória nos bancos escolares.

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Oferta de vagas anda de lado

A Pesquisa Impex, da Laerte Cordeiro, mostrou que o número de ofertas de emprego para executivos continua baixo neste primeiro quadrimestre de 2011. Apenas o mês de fevereiro mostrou uma procura mais significativa e janeiro, março e abril ficaram bem aquém da média mensal de 2010. De início, a explicação poderia ser a de férias em janeiro, carnaval em março e semana santa em abril; mas como justificar os números de fevereiro?

Arriscando uma avaliação dessa situação, cremos que mais do que tudo existe uma preocupação dos empresários quanto a números conjunturais da Economia que vão sendo divulgados na mídia e nos discursos de representantes do governo. Dólar muito fraco, expansão inflacionária, aumento dos juros, dificuldades para exportadores, redução do PIB/2011, diminuição do emprego geral e demais notícias do gênero, possivelmente estejam fazendo o empresariado segurar as contratações, principalmente nos níveis mais altos da hierarquia das organizações. Não temos, ainda, uma visão clara dos acontecimentos, mas cremos que o mês de maio será chave para uma melhor avaliação. Esperamos que ao final do próximo mês as notícias sejam mais animadoras quanto ao emprego de executivos profissionais.

§ A pesquisa estimou em 650 o número de empregos oferecidos a executivos de gerência e direção, em São Paulo, no mês de abril de 2011.

§ O total de ofertas estimado em abril de 2011 (650) é ligeiramente superior ao total estimado para março de 2011 e significativamente superior ao total de abril de 2010 (10%).

§ A média do primeiro quadrimestre de 2011 (705 ofertas) é 13% maior do que a medida de igual período de 2010 (625).

§ O mês de maior oferta de empregos para executivos em 2011 foi fevereiro, com 850 ofertas. Em 2010 foi março, com 710.

§ Os executivos da área geral de produção/técnica retomaram o primeiro lugar no ranking da procura, com 31% das ofertas. A seguir, os executivos de marketing/vendas (com 25%), serviços internos (rh, ti e jur) (com 20%), finanças/controle (com 17%) e gerência geral (com 7%).

§ Por cargos, a maior oferta de empregos foi para gerentes de logística e compras, diretores/gerentes comerciais, gerentes de produção, diretores/gerentes de recursos humanos, gerentes gerais, diretores/gerentes financeiros e diretores/gerentes de vendas.

§ O setor de serviços e o setor indústria empataram no primeiro lugar da pesquisa, com 45% da procura total. Depois o setor bancário/financeiro (6%) e o setor de comércio (4%).

§ As empresas que mais recrutaram executivos em abril de 2011 foram: de engenharia, bancário/financeiras, automóveis e tratores, de comércio, confecções e de hotéis.

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Excel em ambientes distribuídos

Júlio Ricardo Silveira, gerente de produto da Tlantic – daniele@flotereschauff.com.br

Uma das mais importantes ferramentas em uso no ambiente corporativo são as planilhas de cálculo. Com suas inúmeras funções, integrações com outros aplicativos e facilidade de uso, acabam sendo inevitáveis nas organizações e extremamente eficientes ao que se propõem. A popularização da ferramenta é tamanha que se tornou referência no mundo corporativo, como um instrumento eficaz na realização de simulações de gastos e investimentos, controle de gestão de vendas, e, em casos extremos, até mesmo como o próprio ERP de muitas pequenas empresas. Em pesquisas recentes, estima-se que está presente em 90% dos computadores corporativos, o que prova sua popularidade e eficiência frente às necessidades das mais diversas áreas de negócio do mundo.

Percebe-se, portanto, que as planilhas de cálculo passaram a ser indispensáveis nas empresas, e em alguns casos, insubstituíveis, uma vez que possuem embutido um forte conjunto de regras de negócio evoluídas durante anos, bem como um alto valor investido no aperfeiçoamento e adequação das necessidades do negócio em que estão inseridas. Entretanto, diante de seus inúmeros e inegáveis pontos positivos, ainda existem algumas estratégias gerenciais que precisam ser colocadas em prática para que possam garantir uma maior segurança em ambientes distribuídos.

O caso que mais preocupa neste tipo de ambiente é o controle de versionamento dos arquivos. As empresas necessitam distribuir suas planilhas a equipes espalhadas por diversos pontos de negócio, o que faz com que uma versão original seja entregue sem um controle rígido sobre suas regras de negócio, qualidade das informações e regras de acesso. Isto acarreta na perda de controle do versionamento e dificultam a integração das diversas novas versões no momento da conciliação de arquivos. Aliado a este fato, questões de segurança também são ignoradas no caso acima, já que as planilhas transitam por e-mail, possibilitando que dados estratégicos caiam em mãos não autorizadas.

Os departamentos de TI das empresas possuem um grande desafio para melhor gerir este descontrole, sem que haja necessidade de retrabalho e que informações sejam perdidas ou sobrescritas. Assim, de forma a garantir que o controle de acesso às informações ocorra de maneira adequada, que as planilhas sejam armazenadas em locais centralizados e previamente definidos, seguros e versionados, vem sendo desenvolvidos add-ons específicos e frameworks para atualização de planilhas de cálculo, a fim de garantir a robustez das informações que contém e assegurando uma normalização de seus conteúdos. Desta forma, a integração destas planilhas dentro de uma arquitetura de sistemas corporativos torna-se mais fácil e gerenciável, facilitando a disponibilização aos usuários finais de um padrão de documento, com controle de acesso e retro-compatibilidade com versões anteriores, sem perder dados operacionais e regras de negócio previamente definidas.

Acreditamos que há um “dilema” entre a TI e o negócio com o uso destas planilhas. A TI tem o compromisso de integrar plataformas de sistemas e o negócio quer agilidade. Nem sempre essas duas coisas são compatíveis. Assim, dentro deste cenário e utilização massiva das planilhas de cálculo, a gestão desta ferramenta no ambiente corporativo deve seguir uma estratégia muito segura e assertiva no controle e distribuição das informações e no controle das informações confidencias das companhias. Estas soluções estão sendo adotadas pelos departamentos de TI, reduzindo o tempo de gestão dos processos envolvendo planilhas e dando segurança de utilização ao usuário final.

Quer consultar modelos de planilhas de custos, clique no link http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&client=firefox-a&rls=org.mozilla%3Apt-BR%3Aofficial&q=planilha+de+custo+filetype%3Axls&btnG=Pesquisar&meta=

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