As empresas estão preparadas para as mudanças organizacionais?

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Pesquisas: realizadas por uma equipe de profissionais qualificados, diretamente junto aos principais organismos normativos do mundo, com rapidez e eficiência nos resultados, que o mercado exige.

Gerenciamento: informamos sobre o status das normas de seu acervo, e sobre qualquer alteração, revisão ou publicação de novas normas de seu interesse por meio de emissão de relatórios. A partir daí, você decide se vai ou não atualizar suas normas.

Tradução: tradução e formatação de normas técnicas internacionais e estrangeiras, realizadas por especialistas de cada setor envolvido

As mudanças estão presentes no dia a dia da organização e com elas é possível que haja resistência contra. Mesmo com o auxílio de técnicas, estratégias, atividades físicas, comprometimento, a mudança não desaparecerá e isso pode tornar mais confortável as reações decorrentes de todo esse processo de mudança organizacional, mas a mudança diária, aquela necessária à sobrevivência da organização estará sempre presente. Os cenários internos e externos à organização estão aí para serem analisados e decifrados e à medida que forem extraídos os dados, aplicar a mudança que melhor convir para um resultado eficaz. As organizações não podem fechar os olhos ao seu redor, e sim experimentar atividades que estimulem a criatividade e inovação, para então garantir que o processo de mudança seja somente o começo e não o fim de suas aspirações organizacionais.

Segundo Marcia M. Baggio (renata.biondi@ciadainformacao.com), diretora de operações da Dextera Consultoria, IBGE divulgou recentemente o maior crescimento do PIB brasileiro desde 1986. A marca brasileira de 7,5% só ficou atrás dos índices apresentados pela China e Índia. O consumo interno foi o principal motor e as empresas de quase todos os setores correram, literalmente, não apenas para acompanhar este ritmo, mas para ganhar mercado e entregar os resultados esperados pelos acionistas. O crescimento, porém, ainda mais o acelerado, apresenta suas dores e ainda são poucas as empresas a darem a real importância à gestão profissional deste processo.

“Esse panorama, juntamente com a evolução tecnológica e dos mercados, serviu um cardápio variado de mudanças para as empresas. Ao buscarem escala e eficiência, muitas empresas buscam novos e melhores sistemas de gestão (seja de back office, relacionamento ou vendas). Processos foram revisados (seja o seu workflow ou mesmo terceirizações e reengenharia de áreas). A área de fusões e aquisições está mais aquecida do que nunca, provocando verdadeiras revoluções nas empresas. Sem contar a concorrência e a eterna balança do copia as inovações dos líderes, que por sua vez buscam novas formas de se diferenciar”.

Baggio diz que, por mais que a experiência indique o contrário, ainda prevalece uma percepção de que mudanças organizacionais (especialmente as mais complexas e abrangentes) se produzem apenas com a decisão, comunicado oficial, implementação operacional e, às vezes, alguns testes e treinamentos rápidos. “Essa visão parte da premissa de que as pessoas envolvidas neste processo, por dever de obediência a empresa, devem, independente de sua vontade, bagagem cultural, experiência, etc., aderir a mudança qualquer que sejam as contingências envolvidas. Nada mais reducionista e ineficiente. Uma pesquisa da consultoria inglesa Changefirst, uma das líderes em gestão da mudança no mundo, indica que 60% (isso mesmo, mais da metade) dos projetos de mudança nas empresas falham por conta do não engajamento da equipe envolvida”.

Desta forma, acrescenta a diretora, por mais que o mercado apresente uma grande janela de oportunidade, entregar o resultado almejado, no tempo requerido (que é cada vez menor) tornar-se um desafio. A mudança em si é importante (seja um novo sistema, processo, área, produto, posicionamento, estratégia, etc.), mas tão importante é gerenciar o processo de implementação desta mudança, de forma a minimizar riscos e potencializar resultados. Este é o papel da gestão da mudança, disciplina cada vez mais difundida em um mercado em constante transformação. É ela que proporciona às empresas um caminho mais ameno para a transformação ao planejar as etapas deste processo e zelar por seus protagonistas: as pessoas impactadas pela mudança.

“Já é até lugar comum: as empresas são abstrações, o que existe são as pessoas; invista na sua equipe. Mas parece que este discurso é negligenciado quando falamos de mudanças organizacionais. A atenção às pessoas impactadas pela mudança é fundamental para o sucesso de um projeto, até porque, em última análise, são elas as responsáveis pela efetiva e eficiente aplicação da mudança”.

Por fim, ela explica que mudar não é mais uma situação não usual, mas uma constante. Executá-la bem não é apenas operacional, é estratégico e vital para a sobrevivência das organizações em um mercado fortemente influenciado pela internet e respostas em tempo real.. O ritmo das empresas muda, mas é necessário ensinar os passos, ensaiar, preparar o ambiente, premiar os melhores dançarinos e escolher bem o repertório musical, de modo a não fazer feio no salão.

Enfim, as empresas são obrigadas a mudar. Mudar seus conceitos, sua tecnologia, seus processos, suas competências, de locais, mudar para inovar e, principalmente, para continuar a existir no mundo contemporâneo. A mudança organizacional em qualquer que seja o sentido, isto é, na implementação de um projeto de qualidade ou novo software de gestão, entre outros, nem sempre é interpretada como a melhor forma de solução dos problemas ou criação de novas oportunidades pelos colaboradores. Alguns deles consideram as mudanças ruins, sem sequer terem pensado por um momento nas oportunidades de melhoria que estas estão mudanças representam em suas carreiras.

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Qualidade nas estradas: diferentes pedágios são a solução

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Creso de Franco Peixoto, professor do curso de Engenharia Civil do Centro Universitário da FEI, engenheiro Civil e mestre em Transportes – imsdiogo@companhiadeimprensa.com.br

Pedágio, tributo cobrado por passagem. Consoa a ágio, sugere sobrepreço em função de desabastecimento. Modelo mundial para a viabilidade econômica da oferta rodoviária. Supre, de forma direta, custos de construção, manutenção, operação e administração. Pedágio é tarifa, preço público. Paga apenas quando o bem é utilizado. Justo. Taxa é valor que se paga de forma compulsória, apenas porque o bem está à disposição. A Contribuição da Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) é taxa nacional, incluída no preço dos combustíveis. Transforma bomba de combustível em pedágio de estrada não utilizada. Imposto é valor, se atribui em função de indicativo de riqueza, sem qualquer aplicação específica. O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) não se paga para melhorar vias.

O valor do pedágio varia em função do nível de exigência estabelecido no contrato, celebrado por licitação pública. A atual licitação por pregão eletrônico é justificada pelo dinamismo e rapidez, mas aumenta o risco de lances duvidosos e de difícil rastreamento judicial. Risco de injustas tarifas.

As concessionárias são regidas por extensos contratos que estabelecem obrigações e direitos. A equação econômico-financeira é a principal ferramenta para controlar o valor do pedágio, atrelada à qualidade obrigatória do serviço. Evita que o concessionário tenha de trabalhar com prejuízo, caso a alternância do executivo busque efetivar políticas antagônicas. Evita que o usuário sofra com elevado nível de serviço da via, parâmetro de controle de congestionamentos. Obriga a reduzir os índices de mortes e de acidentes. Uma única vida perdida no trânsito gera custos da ordem de R$ 600 mil (IPEA, 2005). Um simples acidente, cadeia de prejuízos em função do congestionamento gerado.

Pedágio seria mais justo se cobrasse apenas a extensão utilizada. Difícil aplicação no Brasil. Vias não bloqueadas permitem a abertura de inúmeros acessos, inviabilizam postos de controle total da via. O futuro tag no para-brisa, do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (SINIAV), facilitará o pedágio sem cobrador bem como o pedágio urbano, apesar de seus idealizadores insistirem no discurso da segurança. Pedágio ainda melhor, se não englobasse custos de melhorias de vias que o usuário não usa. Mais barato no Estado de São Paulo, se não tivesse somada à outorga onerosa, valor pago pelo concessionário para entrar no negócio e cobrado de volta na tarifa. Por outro lado, seria mais caro nos últimos contratos federais, se fossem exigidas obras que evitassem a curta alegria do usuário, entre a cabine do pedágio e o congestionamento de horas a fio.

A correção do valor do pedágio sob índice superior à da correção média de salários distancia custo da capacidade contributiva do usuário, considerando-se contratos de 20 anos. Já se comparam preços para encher o tanque com o montante pago em uma dada viagem. A devolução da outorga em quase 9 anos de alguns contratos permitiu consideráveis melhorias em alguns sistemas rodoviários, mas engessou a correção a níveis que podem se tornar dramaticamente elevados no final dos contratos.

O pedágio acarreta parcela mensurável da inflação anual, mas contribui na redução de custos logísticos da saturada rede de transportes brasileira, fomentando o comércio interno e exportador. Enquanto não surgirem métodos mais eficientes, este se apresenta como solução. Rodovia sem pedágio é rodovia ruim ou cara. Depende da sobra de taxas e impostos que suprem elevados custos administrativos e pagos com considerável suor de indignados contribuintes.

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A banalização do dano moral

Marina Pereira Santos, dvogada da área trabalhista da equipe Almeida Advogados – mpsantos@almeidalaw.com.br

Em que pese não houvesse no ordenamento jurídico pátrio, antes de 1988, qualquer previsão acerca dos danos de natureza moral, a sua existência e necessidade de reparação já eram vastamente defendidas pela melhor doutrina e aceitas pelas Cortes nacionais.

Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, o dano moral foi formalmente reconhecido no complexo normativo brasileiro, porquanto consagrado no artigo 5º, incisos V e X, da Lei Maior1.

A partir desse explícito reconhecimento, aliado à garantia constitucional de acesso ao Poder Judiciário2, observou-se um grande aumento no número de ações judiciais visando a reparação de danos de dada natureza – o que cresceria ainda mais com o advento do atual Código Civil, em vigência desde 20033,4; além de diversas outras leis específicas de temas diversos que determinam a necessidade de reparação de qualquer dano ocasionado, inclusive o de ordem moral, seguindo a ordem constitucional.

Tem-se, pois, que a maior garantia de acesso ao Poder Judiciário conferida pela Constituição de 1988, aliada à conscientização da população no sentido de buscar e lutar por seus direitos, repercutiu de forma direta no Poder Judiciário, tanto quantitativamente, diante do enorme do acúmulo de ações ajuizadas; como na falta de harmonia jurisprudencial, dada a grande disparidade entre os distintos valores fixados judicialmente a título de reparação de danos morais.

Claro está que o direito de ação por danos morais é indiscutível. Mas o que se entende juridicamente por dano moral?

O dano moral pode ser considerado como uma lesão de cunho não-patrimonial capaz de abalar a honra subjetiva do outro sujeito, afetando o seu ânimo psíquico e intelectual, ocasionando-lhe uma dor intensa, um sofrimento que foge à normalidade. Segundo Maria Helena Diniz, o dano moral é uma “lesão a um interesse que visa a satisfação ou gozo de um bem jurídico extrapatrimonial contido nos direitos da personalidade (…) ou nos atributos da pessoa5”

Dois princípios estão intrinsecamente relacionados ao tema, o da razoabilidade e da proporcionalidade, pois um mero aborrecimento, dissabor, mágoa ou irritação do cotidiano não é capaz de configurar dano moral e, ainda, quando este restar configurado, o valor deve ser proporcional à dor causada, não podendo de maneira nenhuma gerar enriquecimento ilícito, o que é expressamente vedado pelo ordenamento jurídico brasileiro.

O dano moral deve ser claro e efetivo, não podendo enquadrar-se em uma pequena contrariedade à qual todos estão sujeitos no dia-a-dia, e o que se deve buscar efetivamente é a compensação do sentimento ocasionado quando o sujeito for agredido moralmente.

Ao lado de casos nos quais o pleito é legítimo, existem inúmeros casos abusivos, que degradam as relações sociais. De um modo geral, as pessoas são incentivadas a buscar o Poder Judiciário para a reparação de supostos danos morais percebidos em razão de qualquer e banal divergência (como um descumprimento contratual, por exemplo), ao invés de recorrerem ao litígio processual quando realmente viverem situações que ensejam dano moral.

Por isso muito se fala em uma “indústria do dano moral”, na qual as pessoas buscam o Judiciário como se fosse um jogo de loteria, numa ânsia desenfreada por auferir ganhos fáceis.

A facilidade em postular em juízo sem dispêndio financeiro, sobretudo no âmbito dos Juizados Especiais, nos quais em determinadas circunstâncias sequer é necessário o patrocínio processual por advogado, além da impunidade pelas ações infundadas acabam por incentivar o crescente número de ações.

Necessário, então, que se tornem pacíficas a doutrina e jurisprudência acerca da caracterização e da quantificação do dano moral, que haja conscientização social a respeito do assunto e, ainda, que os magistrados comecem a enquadrar os comportamentos indevidos como litigância de má-fé (oportunidade em que a parte que utiliza indevidamente o Judiciário deverá indenizar a outra parte e arcar com as custas processuais e honorários advocatícios, conforme o previsto nos artigos 16 a 18 do código de Processo Civil) a fim de reduzir o exacerbado número de ações abusivas visando o enriquecimento ilícito com fulcro em infundados pleitos de reparação por danos morais que sobrecarregam o nosso Judiciário.

Vale lembrar que, nesse sentido, o abuso da máquina do Judiciário vem gerando demora na prestação jurisdicional, o que prejudica aqueles que efetivamente têm direitos devidos a serem apreciados, além dos gastos que representam para o Estado e desgastes psicológicos dos envolvidos na lide, aí incluso o magistrado, que deverá fazer uma análise subjetiva do fato a ser examinado. Enfim, conclui-se que a busca pela vantagem indevida acaba por banalizar um instituto tão importante e que demorou tanto tempo para ser reconhecido pelo nosso ordenamento jurídico.