Transporte rodoviário de produtos perigosos

Uma leitora diz que presenciou na rodovia Anchieta um acidente com um caminhão que transportava um produto perigosos. Ela diz que parou e não sabia o que fazer. Outros motoristas pararam com extintores de incêndio. Ela diz que não sabia o que fazer, ligou para a polícia e foi embora.Transporte rodoviário de produtos perigosos apresenta-se como uma atividade passível e potencial quanto a uma série de riscos ambientais, uma vez que nessa operação os produtos estão sujeitos a uma série de situações combinadas pelos fatores adversos, tais como o estado precário das vias, a falta de manutenção, volume de tráfego, falta de sinalização, condições atmosféricas adversas, estado de conservação do veículo e experiência do condutor.

Na verdade, o transporte rodoviário de produtos químicos é o que representada a maior parte de acidentes causadores de algum tipo de impacto ambiental em todo o Brasil. Dessa forma, a caracterização e enquadramento dos produtos químicos como perigosos para o transporte restringe-se àqueles constantes dentre as nove classes de materiais estabelecido na Resolução 420/04 da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, que baseia-se nas principais classes de produtos químicos definidos como perigosos, estabelecidos pela ONU (1997):

Classe 1 – Explosivos

Classe 2 – Gases

Classe 3 – Líquidos Inflamáveis

Classe 4 – Sólidos inflamáveis

Classe 5 – Substâncias oxidantes – peróxidos orgânicos.

Classe 6 – Substâncias tóxicas e as infectantes

Classe 7 – Materiais radioativos

Classe 8 – Corrosivos

Classe 9 – Substâncias perigosas diversas

Os acidentes envolvendo transporte de produtos perigosos representam risco para a saúde de pessoas, para segurança pública e para o meio ambiente. Ademais, a ONU, através do Programa Ambiental das Nações Unidas (United Nations Environmental Programme – UNEP, 1995), constatou que um dos grandes problemas dos países em desenvolvimento é a falta de infraestrutura para a condução de emergência, no caso de incidentes com produtos químicos perigosos para garantir a segurança do público e do meio ambiente.

A Cetesb desenvolveu um manual que surgiu da necessidade dos técnicos do seu setor de operações de emergência em acessar rapidamente um única fonte bibliográfica, onde as principais informações sobre substâncias químicas necessárias ao atendimento emergencial estivessem disponíveis. Ele manual foi inicialmente desenvolvido na década de 80, tendo sido revisado em 1995 e 2003, Compõe-se de um Guia Técnico e 879 Fichas de Informação de Produto Químico. Para a correta interpretação e utilização das informações disponíveis nas fichas, recomenda-se a leitura do Guia Técnico onde são apresentadas as definições de cada campo da ficha.

Para cada produto há uma ficha de informação bastante detalhada, com as seguintes informações: identificação do produto; – medidas de segurança; riscos ao fogo; propriedades físico-químicas; informações ecotoxicológicas; e dados gerais. Além das informações usuais de uma ficha de segurança de produto químico, estão também disponíveis: informações ecotoxicológicas, métodos de coleta, neutralização e disposição final, potencial de concentração na cadeia alimentar, demanda bioquímica de oxigênio, entre outras.

Para acessar o manual clique no link http://www.cetesb.sp.gov.br/userfiles/file/emergencias-quimicas/g_tecnico.pdf

Orçamento de pessoas ajustado à gestão estratégica

Jeferson Melo (katerina@somaagencia.com.br), administrador e sócio diretor da Arquiteta Software

Ao pensarmos em uma empresa, pensamos também em seu processo produtivo. O produto final é o grande alvo na cadeia produtiva. Por trás dessa teoria e de um “pré-conceito mistificado, há ainda um discurso de que o departamento de recursos humanos, nosso antigo “DP”, seja um mal necessário dentro de uma organização.

Porém, hoje, algumas empresas possuem um perfil totalmente diferente dessa visão acima. Ao perceberem o aumento da produtividade e uma melhora significativa no processo quando contam com funcionários capacitados e felizes, essas empresas mudaram seu modo de pensar e agir.

O processo de planejamento estratégico dentro de uma empresa requer início a partir de um “orçamento de gente”. Esse trata não só de quantidade de pessoas para desenvolver cada tarefa, mas também das premissas necessárias para a melhor execução de cada tarefa.

Ajustar o “orçamento de gente” com a gestão estratégica de pessoal envolve alguns conceitos nos quais as empresas nacionais ainda não estão acostumadas a pensar. Vejamos pelo lado de custo: quando pensamos em treinamento para uma pessoa, por exemplo, temos sempre a questão custo direto como o ponto de trava do processo. Mas se considerarmos que uma pessoa apta a desenvolver determinada tarefa, de uma maneira correta, com técnicas eficazes e eficientes, além de conhecimentos específicos, teremos que observar que o custo de não possuir as informações devidas é muito maior do que não fornecer o treinamento. Ou seja, a visão estratégica foca o problema saindo da zona de conforto. Tratando em termos populares, não fornecer o treinamento é o típico exemplo onde o “barato sai caro”.Empresas que não fornecem o devido conhecimento são organizações, no fim das contas, desmotivadoras.

Empresas que apresentam de forma clara e transparente ao seu funcionário o que se espera dele e o que se poderá oferecer a ele faz diferença em todos os aspectos do trajeto daquele profissional. Entusiasmo e colaboração são duas das possíveis respostas do funcionário que tem as informações necessárias para trilhar sua jornada dentro da organização. Instituições perdem seus profissionais todos os dias por falta de planejamento na gestão de carreiras. O profissional que sabe o caminho a ser trilhado pela empresa, tem mais confiança nos passos que dá dentro da organização, assim como trabalha de forma mais produtiva para si e para o grupo.

Assim, olhar para o planejamento estratégico, alinhando o chamado “orçamento de gente” à gestão de pessoal, torna a empresa mais sólida no que tange ao valor agregado de sua cadeia produtiva. Torna possível que a empresa cresça de modo sustentável. Seus caminhos apresentam-se mais definidos, assim como seus procedimentos, metodologia de trabalho, modo de produção e gestão como um todo.

Se pensarmos que falta-nos mão de obra para diversas atividades e a educação é um item na qual se baseia esse problema, também poderemos notar que trata-se também de um problema de planejamento estrutural estratégico, de alinhamento do orçamento versus pessoas versus objetivos. E isto ocorre tanto no setor público como no privado, ou seja, as empresas não se preocupam em alocar as pessoas certas em suas linhas de produção. As organizações preocupam-se em colocar o produto final no mercado, não importando o custo, pois o consumidor, direta ou indiretamente, paga o preço.

Assim, é evidente a importância de alinhar o orçamento de pessoas à gestão estratégica de pessoal. Com as grandes potências mundiais, um mercado globalizado e o crescimento da população, as empresas que não estiverem atentas a essa questão, perdem em qualidade e competitividade. E hoje, quem sobrevive neste mercado, como já diria Charles Darwin, são os mais aptos. A seleção natural do mercado prioriza produtos e colaboradores com mais qualidade e eficiência.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Os requisitos e os métodos de ensaio para os recipientes plásticos para acondicionamento de alimentos em ambiente doméstico
O consumidor brasileiro de recipientes plásticos para conservação de alimentos não dispõe de um instrumento normativo que regulamente a concepção e a produção deste tipo de utilidade domestica, amplamente disponível no mercado nacional e com procedência das mais distintas. Para responder a esta necessidade, os representantes das partes interessadas foram convidados a trabalhar cooperativamente na construção desta Norma de maneira a elevar a relação de consumo deste tipo de produto com os seus fabricantes e fornecedores. Focados no bem-estar do consumidor e na valorização de uma relação honesta e verdadeira de fornecimento e consumo, este grupo sugeriu as premissas básicas de qualidade que visem garantir as propriedades e características mínimas para a sua suficiente utilização em ambiente doméstico. Elas foram especificadas na NBR 15937, publicada em 2011. Clique para mais informações.

Anúncios

Dia Mundial da Acreditação

topo

ainmetrodia mundial da acreditaçãodia mundial da acreditação

Dia Mundial da Acreditação
O dia 9 de junho foi estabelecido como o Dia Mundial da Acreditação, uma iniciativa mundial conjunta realizada pelos fóruns internacionais de acreditação, IAF – International Accreditation Forum e a ILAC – International Laboratory Accreditation Cooperation, para aumentar a consciência da importância das atividades relacionadas à acreditação. Clique para mais informações.